A hora de ir

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Eu odeio despedidas. Despedir-se é materializar uma dor, angústia e ansiedade que já existia na cabeça de quem vai muito antes do tal momento acontecer. Quem se despede já começou a dizer adeus há um bom tempo. Considerou, decidiu, ou simplesmente resolveu abrir a porta e sair, mas agora tem de lidar com o que escolheu.

Toda e qualquer mudança começa com uma despedida. Você fala tchau para pessoas, para projetos, para dietas, para um estilo de vida, para aquilo que talvez você nem saiba o quanto significa para você. Mas a despedida, maldita, vai colocar todas as recordações à prova para te confundir, para te fazer sentir saudade. Mas com saudade, só fala o coração e a razão precisa mudar vez ou outra.

Precisei mudar. Precisei me despedir. A cabeça tá à mil, as ideias não fluem mais, a ansiedade não se controla e todos os sintomas aparecem sempre que tento comer e não desce. Um nó na garganta. Mas não de tristeza, e sim de angústia do novo, de sede de fazer diferente. Hora de ir.

Depois de quase seis anos na mesma empresa, vou partir para “novos desafios”, na linguagem do RH. Para mim, não. É o início de uma nova jornada, porque ninguém constrói uma carreira só com pequenas porções de desafios a granel. Construímos com trabalho diário, com tempo, disciplina e dedicação. Nem todo dia é dia de projeto especial, mas todo dia é dia de tentar o novo no mesmo lugar. Ou em outro, vai dizer?

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Meu novo agora vai me mostrar o caminho enquanto eu agora vou voltando para os eixos. Tenho alguns dias para fazer os ritos de passagem e cuidar de burocracias, mas certamente já estarei melhor para dar a atenção que o meu maior projeto exige, e é esse aqui mesmo.

Logo mais conto as novidades e mostro a casa nova. Por enquanto, fica aquele ‘até logo’ sorrindo de olhinho marejado para esse tempo bom com final feliz. Que venham mais!

Links que valem o share: semana #81

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10. O escritório do TMZ em Los Angeles

9. Aplicativo avisa os lugares em que mulheres fizeram história

8. Dafiti inaugura loja física em São Paulo

7. A coleção de Julia Petit para a M.A.C.

6. Professores dão notas melhores para garotas se não souberem que elas são garotas

5. Exercício ilegal da profissão? Namorado de Pugliesi é investigado

4. HQ vai revelar porque a irmã do Pato Donald abandonou os filhos

3. 12 situações que só quem compra na China já passou

2. O que é que eu vou fazer com essa tal fashion week?

1. “Nem gorda, nem magra”, por Nuta Vasconcellos

Não meça nossas roupas, parça.

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Mais um ingrediente foi colocado na roda de discussão sobre os direitos das mulheres e a busca por igualdade entre os sexos: as roupas que elas usam. Ou melhor, o preconceito que muitas roupas geram.

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A ONG suíça Terres des Femmes lançou uma campanha que critica a forma como julgamos as mulheres por suas vestimentas. E quando eu digo “julgamos” é porque homens e mulheres são responsáveis por espalhar este tipo de problema adiante.

Nas imagens, nunca a avaliação é positiva, é sempre uma qualificação que não leva em conta o estilo, a personalidade e muito menos a liberdade de cada um ao se vestir. Os termos são, de baixo para cima: puritana, antiquada, entediante, provocante, atrevida, pedindo por isso, piranha e prostituta. 

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“Não meça uma mulher pelas suas roupas” é uma campanha bem legal produzida na Miami Ad School da Alemanha, mas a ideia, no entanto, não é original. A estudante Pomona Lake lançou algo bem parecido em 2013 e teve um alcance menor com seu trabalho, então agora corre-se o risco da discussão mudar para quem copiou quem. Enquanto isso, ficaremos aqui com a pipoca na mão esperando para falar do que interessa, já que a raíz das duas ideias é o que realmente importa.

O que seu festival de música favorito diz sobre você

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Pelo menos quatro grandes e famosos festivais recheados vão comover o eixo São Paulo-Rio este ano. Daqui a poucos dias tem Lollapalooza, em abril tem Monsters of Rock, em maio vem o Tomorrowland e, finalmente, setembro é o mês do Rock in Rio, que comemora 30 aninhos em 2015. Uau!

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- Eu nem era nascida e agora tô aqui!

Não sei se você vai em um ou em todos (que eclético rico!), mas eis o que cada festival diz sobre seus frequentadores numa análise nada científica, bem-humorada e simplesmente tendenciosa. ;)

se você é uma criatura lollapaloza:

Das duas uma: ou você veio para assistir a um grande headliner e cairia facilmente na pegadinha das bandas falsas ou você curte várias atrações e comprou os dois dias logo que os nomes foram anunciados. E agora está sofrendo no Twitter tentando montar uma programação que faça sentido. Sou dessas, inclusive.

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Uhul, bandas incríveis que ano que vem já serão irrelevantes!

No primeiro caso, há grandes chances de você atrapalhar o show de muita gente guardando lugar na cara do palco. Não faça isso. No segundo caso, há grandes chances de você se achar o fino conhecedor da música alternativa. Não faça (façamos) isso também. Em ambos os casos, chegar e sair vai ser o inferno na Terra, porque a localização do festival é democraticamente inacessível para todos….!

Gente de todo país, e até dos países vizinhos, viaja para encarar o Lollapalooza em São Paulo, que ganhou ares mais festivalescos com o gramado verde do autódromo de Interlagos. É uma delícia estar lá, mas à noite você vai se sentir o modernete mais sortudo do ano se conseguir vazar dali no primeiro táxi que aparecer. E boa sorte tentando fazer as pessoas acreditarem nessa sua sorte pelo resto do ano!

Lollapalooza
28 e 29 de março/2015
Com Jack White, Pharrel Williams, Calvin Harris e The Smashing Pumpkins

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Testei: esmaltes Bioemotion da Polishop

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Pode inventar nail bar, esmalteria, máquina de pintar a unha, o que for: acho que dificilmente algum serviço vai conseguir me conquistar a ponto de eu sair de casa só para cuidar das unhas. Dito isso, eu me resolvo em casa e estou sempre atrás de produtos que facilitem o fato de eu só ter uma mão direita para a tarefa.

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eu tenho duas patas e também faço – ok!

Nessas, já passei a usar secantes em spray, base que fortalece a unha sem criar uma camada tão grossa que me atrapalhe com o esmalte e por aí vai. O problema, no fim das contas, é com o esmalte em si, que muitas vezes é pegajoso demais ou exige muitas camadas para dar um bom resultado, e aí deixar a finalização perfeita fica bem trabalhoso.

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unhas pintadinhas com o Bioemotion preto, da Polishop

Por isso, fiquei bem surpresa quando recebi esmaltes da Polishop (!) para testar. Eles fazem de tudo, mas eu realmente não conhecia a linha de beleza, a Bioemotion. Ao todo, são 17 tons de esmalte e o produto tem uma textura bastante digna: no máximo duas passadas resolvem sua vida, e olhe lá.

Meu favorito foi o preto, que mostro aqui nas fotos. Já usei algumas vezes e, além de ter pintado as unhas super rápido, o pincel fininho dá mais precisão e facilita demais o trabalho. A quantidade de produto vem controlada e aí é menos lambança para limpar com palito e algodão.

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durante o processo: dá para perceber como o pincel é fininho? 

Gostei muito da experiência da aplicação e agora quero me entender com ele para fazer durar mais e deixar o brilho mais bonitão! hehe Alguém tem alguma dica para me dar nestes quesitos? Tenho problemas gravíssimos com a durabilidade de todo e qualquer esmalte (até por isso não curto investir em manicure: não dura!), então não posso servir de base neste quesito, mas realmente curti bastante. Acho que é o esmalte escurão mais fácil que já apliquei!

Para conhecer os produtos, dá para ir direto no site da Polishop. É mais caro que as marcas de farmácia, mas a facilidade de passar pode valer a pena pra você também. ;)

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