A segunda temporada de “Girls” chegou ao fim no último domingo e os episódios fizeram, mais uma vez, um retrato dos jovens adultos, ou pelo menos dos jovens adultos nova-iorquinos. Embora o seriado ainda seja muito criticado por sua visão estreita de alguns assuntos, as verdades estão lá e o sucesso só veio com a identificação do público.
Dito isso, separei as 10 verdades que a segunda temporada de “Girls” escancara sobre jovens homens e mulheres de 20 e tantos que ainda não sabem muito bem a que vieram (contem spoilers pontuais!).
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1. Nós AINDA não sabemos o que queremos
Nós não temos a menor ideia. Não temos certeza de nada: Marnie arranja um emprego aleatório para “se encontrar e ganhar dinheiro”, Shoshanna se declara para o namorado e resolve ficar com outro pouco depois, Hannah aceita empregos malucos e Jessa se divorcia. Logo no primeiro capítulo, Marnie resume tudo muito bem: “Eu queria que alguém me dissesse: ‘é assim que vai ser o resto da sua vida’”. Quem nunca desejou isso?

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2. Nós temos a impressão sincera que podemos fugir dos problemas (e de que isso é aceitável)
Hannah sai para curtir com roupas duvidosas numa bela quarta-feira à noite e Jessa continua desaparecendo a todo momento – além de ter largado a amiga para trás durante uma visita a seus próprios pais.

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3. Aceitamos propostas absurdas de trabalho porque uma proposta ruim é melhor que não ter proposta
Lembram do link sobre os jovens de 20 anos trabalharem 20 horas por menos de 20 mil ao ano? Então: é Hannah e seu ebook, que deve ser realizado com perfeição até o fim do mês. É Hannah e suas matérias malucas de jornalismo gonzo, que a obrigam a perseguir o vizinho ex-viciado. É Marnie virando hostess porque não pode continuar como curadora de arte. Quem não leu, recomendo novamente aqui.

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4. E ficamos pirados ao ver alguém que conseguiu realizar até os sonhos que não tinha ainda
No auge da crise, Marnie vira a ex-namorada stalker e não se conforma ao ver Charlie realizado e aparentemente rico após lançar um aplicativo bem-sucedido de Facebook. Digamos que, dramaturgicamente, foi um turning point tirado da cartola, mas quem nunca ouviu ou viveu uma história do tipo?

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5. Não assumimos nossas fraquezas para nossos melhores amigos
Ao final do episódio 6, Marnie e Hannah se enganam. Uma imagina que a outra está numa situação melhor e a dupla tem uma patética conversa por telefone. Ambas fingem estar perfeitamente bem, a vida segue e os problemas vão para debaixo do tapete. Melhor comemorar apenas as conquistas – coisa que Hannah faz com o jantarzinho do capítulo 4.

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6. Culpamos nossos pais por nossos fracassos
Embora Jessa seja extremamente avoada e temperamental, ela não falha ao lembrar que só é assim porque viveu numa família problemática. Com tanta personalidade assim, não seria melhor e mais saudável simplesmente tentar mudar?

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7. Não sabemos nos cuidar
Seus amigos são presentes o suficiente para te levar até o hospital? Para te acompanhar e cuidar de você? Se sim, que sorte. Aparentemente a maioria não pode dizer o mesmo: não sabemos nos cuidar e sempre ligamos para a mamãe e para o papai desesperados para saber qual remédio tomar.

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8. Não conseguimos lidar com prazos
A geração Y se acha tão produtiva que pensa que pode checar o e-mail, atender o telefone, ver os updates no Facebook, tocar uma apresentação de Power Point e almoçar ao mesmo tempo. Os prazos chegam, os talentosos ficam para trás e os persistentes é que chegam lá. Tudo porque você ficou navegando enquanto deveria estar focado: Hannah e seu Yahoo respostas confirmam a tese. Cena do final da temporada para rir alto!

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9. Não sabemos lidar com o sexo casual
Marnie e seu affair Booth, o artista plástico, são os exemplos da vez. A pobre garota linda não compreende que não passa de um passatempo e se esquece de aproveitar a situação com a qual tanto sonhou – esquece até de aproveitar o sexo enquanto ele ainda existe. Por outro lado, Hannah não tem limites nem critérios – pelo menos tem a atitude de garantir o seu “proveito”. E isso nos leva ao item número 10, que é….

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10. Ainda não deixamos de ter preconceito com a garota desajeitada que consegue “o príncipe”
Depois da repercussão polêmica do capítulo de número 5, em que Hannah transa com um rapaz mais velho, rico, bonito e gostoso, e desta série de outras questões, ainda temos que lidar com o fato de que as mulheres são sim grandes propagadoras do machismo. E as “moderninhas” não escapam. Já deu.

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