Fernanda Pineda Vicente Loverox, 21 anos, São Paulo. Atriz, produtora e formanda da turma de 2009 de Rádio e TV na Cásper Líbero. Cinema, música, teatro e gatos. Colaboradora do Luv luv luv e internetando por aí. Mais?
Michael Bertovitch e Fabiana Karla em cena da peça “Gorda”, em cartaz em São Paulo
Como eu mesma disse quando apresentei a peça por aqui para a promoção, “Gorda” dá a leve impressão de ser uma comédia, do tipo “vou para o teatro rolar de rir e devo pensar um pouquinho”, assim como as boas comédias fazem.
Algo na sinopse me deixou com a pulga atrás da orelha, e mais ainda o fato do ator Michael Bertovitch ter sido indicado ao prêmio Shell. Não que comédias não concorram, não estou dizendo isso, mas apenas me atentei ao fato de que uma boa carga dramática devia acontecer ali, na parte masculina do casal, e não na moça gordinha do título da peça, interpretada por Fabiana Karla, atriz de “Zorra Total”, que empresta sua fama voltada para a comédia para contribuir com a bela surpresa que é este espetáculo.
No palco, eles são Tony e Helena, casal que se conhece por acaso num self-service. Ele comendo tofu, ela pudim. A bibliotecária carrega uma sacola de DVDs que se torna o assunto do par, e o executivo descobre que existe vida inteligente acima do manequim 44 (ou algo assim, texto da própria personagem).
Vidrado no alto-astral da moça, ele resolve deixar seu próprio preconceito de lado e mergulhar no relacionamento. Apaixonados, os dois passam a viver uma história linda, mas na escuridão. Enquanto Helena procura entender o porquê do namorado nunca levá-la para conhecer os amigos, ele passa o tempo se revezando entre os comentários de um colega de trabalho obcecado por mulheres de corpo perfeito (Mouhamed Harfouch) e uma ex-ficante (Flávia Rubim), também do trabalho. Uma garota narcisista que não consegue entender como foi trocada por uma… “gorda”.
Flávia Rubim em cena
Em pouco tempo, a plateia percebe o quanto os três personagens daquele escritório tem lá seus problemas. A mocinha que não consegue suportar o fora, o colega de trabalho que é traumatizado com mulheres gordas por situações de infância, e o protagonista, incapaz de dar um passo a frente por si próprio. Por fim, a única pessoa realmente feliz e bem resolvida é a nossa Helena, que ainda é obrigada a provar diariamente para o mundo que não está de dieta, e nem um pouco preocupada com isso.
Com direção primorosa de Daniel Veronese e um recorte de luz que praticamente fotografa os atores nos principais momentos da trama, “Gorda” tem um texto moderno e realista escrito por Neil Labute, que dá um belo soco no estômago de quem se importa com a opinião alheia – e outro em quem acha que isso simplesmente não importa.
Em tempo: é merecida a indicação de Bertovitch e Fabiana Karla ganhou aqui uma fã, pois bem sabem os atores o quão difícil é interpretar um personagem que se aproveite de alguma característica tão sua, por mais que seja física.
Sobre o papel, a atriz declarou à Folha de S. Paulo:“É muito forte o que eles dizem de Helena pelas costas. Mas o preconceito é uma coisa real. Sempre me param depois do espetáculo para contar experiências. Virei uma espécie de Leila Diniz das gordinhas. Sou a voz que representa muita gente”.
Ao final, fica a pergunta: quanto vale o espelho? E o amor? … CONTINUE LENDO
Adivinha quem voltou, finalmente? Sim, o “Imagens…”. Confesso que demorei horrores, mas a preguiça me acometeu – e o esquecimento da câmera em casa também, principalmente quando andei tendo tantos problemas com pilhas recarregáveis. Se cabe aqui um conselhão, nunca compre câmeras pequenas que não tenham baterias próprias. Como eu ganhei, não posso reclamar, mas se for comprar, pense duas vezes, porque simplesmente não vale a pena!
Agora, vamos lá, rápido e rasteiro, porque é muita foto e eu tenho várias coisas pra falar de todo esse tempo! Semana que vem a tag tá de volta – e quem ler esse post até o final ganha um cookie!
HOT HOT
Destaque para o drink gigante da casa, com um picolé Rochinha de uva mergulhado! (mais fotos no flickr)
A Hot Hot é uma balada inaugurada no final do ano passado no centro de São Paulo. Eletrônico modernete, decoração kitsch, gente elegante, sincera e clima de azaração promovido pela galera que resolveu desviar da Vila Olímpia e parar no centro mesmo. O destaque da casa, para mim, não é nem para a possibilidade de comprar seu convite antes (você compra pela internet e não pega fila!), mas sim para o fato de você carregar um cartão e ir gastando a quantia durante a noite. Ou seja, quando te dá na telha ir embora, você simplesmente vira as costas e vai. Sem fila e sem ter de aguentar dor no pé do seu salto porque o bêbado da frente esqueceu a senha do cartão.
Outro ponto mega positivo de lá é que a chapelaria é barata e são armarinhos com chave. Você dança à vonts com a chave e se quiser voltar pra retocar a maquiagem, é só ir lá, abrir, passar seu gloss de novo e voltar pra pista. Nada de encheção de saco porque não pode pedir a bolsa de volta. Finalmente uma balada que pensou no nosso bem estar e ainda tem um sistema de som sensacional. Me joguei como há muito tempo não me jogava! Recomendadíssima!
Imagine um tradutor que transforma html em melodia, css em percussão e um código inteiro numa musiquinha completa? Esse é o CodeOrgan!
A brincadeira é bem fácil: você entra no site, digita a URL que quer ouvir e pronto! Em segundos a música fica prontinha para dar o play e compartilhar no Twitter e no Facebook. Para ouvir a música aqui do blog, é só digitar “http://fake-doll.com” e começa todo um pop cheio de sintetizadores!
Uma dica: a música do Twitter é bem legal e animadinha. Clica aí e play him off, keyboard cat!
Como é Carnaval e todo mundo vai ver muita pele e sensualização por aí, não pensei duas vezes para postar esse editorial incrivelmente lindo e sensual da revista “Details”.
Para comemorar o aniversário de dez anos da publicação, Robert Pattinson foi convidado para ser capa e recheio com um ensaio que recebeu o seguinte título emblemático: “The Remasculation Of The American Man”.
Não tenho mais nada a declarar. Meninas – e meninos – mais fotos calientes depois do jump:
Agora sim! Ficaram no vai não vai, nasceu o Impossible Project, contrataram a Lady Gaga e câmera que é bom, nada! Pois finalmente está aí a nova Polaroid, a PIC 1000:
A PIC 1000 terá três opções de cor (prata, preto e imitação de madeira) e funcionará tanto com o antigo filme Polaroid Color 600 quanto com os filmes modernos fabricados pelo Impossible Project, criado especialmente para fornecer suprimentos para os amantes da câmera que ficaram abandonados com a interrupção na fabricação dos filmes.
A nova câmera conta com dispositivo para redução de olhos vermelhos, timer e flash. A máquina começa a ser vendida a partir do segundo semestre, em data ainda não definida, e os filmes serão vendidos em pacotes de 10 poses cada.
Adorei! Será que finalmente vou ter uma Polaroid? <3
E agora o trailer do filme “The Runaways”, com réplicas perfeitas deste figurino, Kristen Stewart muy macha quebrando cadeiras, pulando no palco e girl power para deixar qualquer Spice Girl no chinelo:
Gosto!
O filme “The Runaways” é sobre a banda de mesmo nome que lançou a roqueira-mulher-mór Joan Jett nos anos 1970. No papel da protagonista doidona está Kristen, que com certeza vai surpreender. A previsão de estreia é para março de 2010 nos Estados Unidos.
ps: falei “mais um filme” porque “Alice no País das Maravilhas” já tá na lista, né?