todas no palco: Julia Petit, Nina Lemos, eu, Daniela Dantas, Lola Aronovich e Giovana Penatti
Neste sábado rolou o o debate “Web Para Meninas” na Campus Party, que eu tinha comentado aqui. A conversa foi super interessante e as convidadas mandaram ver!
Não quero entrar muito em detalhes porque dá para ver a conversa inteirinha aqui embaixo (oba!), mas preciso dizer que falamos sobre produção de conteúdo, mudanças no público alvo de sites femininos, privacidade e stalkers online e também sobre o que falta para as mulheres dominarem cada vez mais o meio “internético”. Como mediadora, preciso dizer que ficou faltando é tempo para a gente conversar mais e tirar mais dúvidas da plateia!
Quem tiver um tempinho, dá o play e vai ouvindo, foi super interessante:
A Campus Party está bombando de coisas legais esta semana inteira e desta vez tenho um convite muito especial para fazer para quem pretende ir ao evento!
Neste sábado (11) rola o debate “Web Para Meninas” a partir das 17h15 no palco de Mídias Sociais e eu estarei por lá conversando com várias poderosas da internet brasileira sobre o poder que nós mulheres temos online.
Vamos falar sobre o comportamento feminino online, produção de conteúdo e público alvo e também questões mais delicadas como super exposição X privacidade. Certamente vai bombar!
Quem não puder ir, aproveita para deixar perguntas aqui, depois conto tudinho como foi! ;)
Não falo sobre BBB e vou continuar não falando, mas os acontecimentos dos últimos dois dias no programa ganharam proporção maior que o reality show e vale uma conversa além do caso.
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Com poucas explicações oficiais, mas com muito alarde da imprensa especializada, Daniel foi expulso do “Big Brother Brasil” na tarde desta segunda-feira. Segundo declaração de Pedro Bial no programa ao vivo, a produção “analisou as imagens do ocorrido durante a festa” e “considerou seu comportamento inadequado, infringindo as normas do programa”. Fim de papo e o reality continua. Quem não tem pay per view ou não lê notícias online, não entendeu nada.
Após muita pressão dos internautas e de uma denúncia enviada ao Ministério Público, a polícia foi investigar pessoalmente o suposto caso de abuso dentro do confinamento. Após beber demais em uma festa, a participante Monique parece receber “carinhos” sem seu consentimento, apagada de tanto álcool.
Apesar da situação ter sido exibida ao vivo no PPV na madrugada de domingo, o assunto foi atenuado e novamente reduzido no comunicado oficial. Os motivos da falta de explicação para o caso podem ter sido vários, desde não perder anunciantes até não admitir que cometeram o erro grave de suprimir um suposto abuso ou mesmo estupro (caso seja comprovado). Pode ter sido também uma medida anti-linchamento antes da polícia dar seu veredicto, ou mesmo uma forma de preservar a garota de um rótulo. E, se os motivos forem estes dois últimos, acho louvável.
O caso é que em quase todas as vezes que a violência contra a mulher vem à tona, os comentários machistas (sempre eles!) surgem. Em sua lamentável escolha por ignorar o assunto primeiramente, o “Big Brother” deixou de tocar num tema importante, da real life inclusive.
Enquanto muitas mulheres fazem questão de dizer “se ela bebeu, ela estava pedindo” e outros rapazes de dizer “ela que provocou”, só as garotas que já beberam um pouco além da conta sabem o que é ser assediada numa festinha qualquer.
Aposto que toda mulher na casa dos 20 já passou por uma situação do gênero, ou conhece alguém que já. É a velha história da garota que passou do ponto na birita, se encostou no cantinho da festa e acordou com marmanjos tentando se aproveitar de alguma forma da situação. Eu já passei por isso. Minhas amigas já passaram por isso. Alguns casos vão muito além disso, mas infelizmente a maioria de nós não tem sua vida televisionada e fã clubes prontos para nos defender. Fica a sensação de impotência para a garota e muitas vezes nenhuma sombra de peso na consciência para o cara.
Vão levar alguns anos para as mulheres pararem de se auto-criticar e de ensinarem seus filhos e filhas de forma machista, mas é preciso repetir à exaustão que se a mulher está de vestidinho, ela não está provocando. Se ela dança sensualmente, ela não está querendo. E que se ela bebeu, não estava “pedindo”. Ela não estava esperando por nada, principalmente se ela não estava em condições de decidir.
Mulher anda com a roupa que quiser,bebe o quanto quiser – e se quiser – e cai onde quiser. Isso não dá direito de sua intimidade ser violada e muito menos de sua integridade ser questionada por ninguém. ”Estar com tesão”, aliás, também não obriga mulher nenhuma a transar com ninguém, mesmo que a pessoa em questão seja alguém já conhecido, um ficante, um amigo ou mesmo o marido. O corpo de cada um é o templo de cada um.
Aproveitar-se da situação vulnerável de alguém para fazer o que quer que seja é no mínimo um abuso. Mesmo que não se tenha chegado às vias de fato, fazer qualquer coisa usando o corpo de alguém sem seu consentimento é contra as regras do jogo – de qualquer jogo.
(Para quem gosta de discutir o tema, recomendo a leitura deste post do “Escreva Lola Escreva”, que diz, entre outras coisas, que muitas vezes ser mulher significa ter de “ser legal com todo babaca, porque esse babaca qualquer pode ser aquele que vai te machucar”)
Falar de si mesma é sempre uma coisa complicada. Às vezes temos medo de soar arrogantes e poupamos nossas qualidades ou exageramos nos defeitos, às vezes imaginamos as qualidades que gostaríamos de ter e, no fim das contas, geralmente o que pensamos de nós é bem diferente do que, por exemplo, o que uma amiga sincera poderia dizer a nosso respeito.
Em 10 minutinhos você se concentra e faz o teste, desenvolvido por especialistas em comportamento. Eu, por exemplo, tenho o perfil de extremamente criativa e extremamente sensível, moderadamente inquieta e moderadamente sensível e poderia ser um pouco mais instintiva. O teste não só bateu certinho com a minha personalidade, quanto as análises foram muito interessantes!
Vai lá e faz o seu teste também, depois você pode comparar com o resultado das suas amigas e ver, afinal de contas, como cada uma de vocês realmente é! ;)
Todo mundo já ouviu falar em crowdfunding, certo? É uma espécie de vaquinha moderna que ajuda a fazer as coisas acontecerem contando com a grana dos interessados no assunto, sem precisar de grandes investidores pagando a conta. Agora há um projeto brasileiro prestes a ser lançado no dia 9 de janeiro para arrecadar dinheiro e tirar a roupa de anônimos e quase famosos, o “Nake It”,que já vai começar com fotos de uma webceleb ao estilo “Playboy”.
Para quem não sabe/não entendeu como funciona, um parênteses: o crowdfunding se popularizou com fãs se unindo e resolvendo pagar um pouquinho cada um para poder realizar shows das bandas que amavam, mas que nunca marcavam shows na cidade, por exemplo. Aqui no Brasil, a coisa ficou famosa recentemente quando fãs de Foo Fighters tentaram trazer a banda fazendo uma movimentação no facebook. Cada um paga um pouquinho, se der certo, mais ingressos são colocados à venda para fechar a conta. Se não der certo, todo mundo recebe seu dinheiro de volta.
Dito isto, o “Nake It” promete unir pessoas com um desejo em comum de ver a vizinha do prédio ou o colega do curso de inglês sem roupa, basta apenas que um certo número de pessoas pague por isso. A ideia pode soar um pouco ousada, mas obviamente há público para isso e modelos dispostos também.
Para provar que todo mundo tem seu preço, os três mentores do projeto foram às ruas de Porto Alegre e perguntaram para a mulherada quanto elas precisariam ganhar para tirar a roupa. Enquanto algumas pediram quase um milhão de reais, tem gatinha que já toparia por pouco mais de 50 mil. Olha isso:
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Como fiquei super curiosa depois de ver o vídeo, entrei em contato com Daniel Mattos, um dos fundadores do “Nake It”, que me contou mais detalhes bem quentes (ui!) desse projeto que ainda vai dar muito o que falar: .
FD: De onde surgiu a ideia de fazer o “Nake It”? Foi a internet que inspirou vocês com cases como o “Lingerie Day” ou foi a repetição de modelos iguais em todas as revistas?
DM: A ideia nasceu de uma conversa despretensiosa na mesa de bar entre eu e meus dois sócios. Estávamos nos questionando “quem é a pessoa que você mais gostaria de ver pelada no mundo?” e chegamos em uma conclusão muito legal. Ninguém tinha citado uma ex-BBB, atriz global ou Panicat… todas as respostas eram pessoas mais próximas da nossa realidade: vizinha, professora, colega de trabalho, colega de faculdade, etc.
O problema é que as revistas/sites que tratam sobre nudez nunca realizarão o ensaio pelado da minha vizinha! Então começamos a pensar em formas de viabilizar esse tipo de ensaio e chegamos no modelo do crowdfunding.
FD:Como vai funcionar o “Nake it”? As pessoas vão poder indicar os “modelos”? Haverá a possibilidade dos modelos se indicarem?
DM: Os dois. Qualquer pessoa que quiser fazer o seu ensaio poderá postar sua oferta no “Nake It”, assim como os usuários poderão indicar as pessoas que gostaríam de ver peladas. Faremos apenas uma moderação prévia para descartar os fakes.
FD:Qual será o tom dos ensaios? Algo mais “Trip”, “VIP”, “Playboy” ou “Sexy”?
DM: Achamos que os ensaios da revista “Sexy” seguem um padrão muito vulgar e a “Trip” e “VIP” exageram no gostinho “quero ver mais”… vamos seguir um tom parecido com a “Playboy”.
FD:O serviço vai servir para despir homens e mulheres, certo? No entanto, pelo vídeo de divulgação, a pegada me parece mais forte para tirar a roupa da mulherada. Vocês já pensaram que o projeto poderia ser forte entre o público gay também? Qual público de pagantes vocês desejam atingir?
DM: O nosso vídeo de divulgação tem mais exemplos femininos porque os homens ficavam mais envergonhados na hora de responder! Acredito que a sociedade está mais acostumada com a nudez feminina e isso acabou se refletindo no vídeo.
A vida inteira as revistas impuseram quem eu iria ver pelada e quando criamos o “Nake It” a nossa ideia foi dar liberdade para as pessoas escolherem o que realmente querem ver. O nosso site será aberto para despir mulheres e homens, o público mandará, pois é ele que escolherá/pagará pelos modelos.
Não temos nenhuma preocupação se a maioria dos pagantes do site será hétero, gay, bi… Acreditamos que independente da nossa opção sexual, todos gostamos de ver pessoas peladas.
Ontem assisti o comercial de Clight e finalmente entendi o que é o código x – lembram do mistério?
Nós mulheres realmente somos seres especiais, mas as vezes a própria correria do dia-a-dia não nos deixa ver o quanto somos fortes e poderosas. Somos apaixonadas pela vida e sempre damos um jeitinho de ver tudo com um brilho especial, mesmo no meio de um turbilhão de informações.
Quem nunca foi elogiada ao dar aquele toque especial a uma discussão de idéias, de trazer aquele ponto de vista que faltava? É, homens… Tem coisas que só nós, que temos o código X, somos capazes de enxergar.
Aproveitando o ensejo, este fim de semana o grupo “As Olívias” fará uma apresentação gratuita patrocinada por Clight para falar sobre o dia-a-dia da mulher com muito bom humor. Eu sou fã do grupo (sério, olha isso!) e acho que vai ser uma ótima oportunidade para quem não conhece o trabalho das meninas ainda!
O show “Mulheres Com X” vai ser na Sala Paulo Borges no Teatro Itália, na Av. Ipiranga, 344, São Paulo – SP, neste sábado (10) e domingo (11) às 19h e os ingressos serão distribuídos uma hora antes do espetáculo.
Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil