Uma vida normal não tem (muita) graça

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Há uns dias atrás eu estava com vontade de chorar de tanto cansaço. O sentimento virou vídeo e resolvi tirar uma semana para fazer somente o mínimo necessário para minha convivência em sociedade – o que incluía respirar, me alimentar, trabalhar e fazer meus exercícios físicos. Esses aí que poderiam ser além do mínimo para a maioria das pessoas, mas que garantem minha sanidade, física e mental. E assim foi: cinco dias sem me preocupar com produzir roteiro, editar vídeo ou vir aqui postar alguma coisa. Aliás, só de escrever essa última frase já tenho vontade de vomitar uns 394893 posts que tenho na cabeça mas simplesmente não tenho tempo de desovar. O vídeo e o Youtube, meus amigos, são sugantes demais. Especialmente se você também trabalha, estuda… Enfim, especialmente se você tem uma vida normal em paralelo acontecendo e boletos chegando.

Dei essa pausa por pura necessidade de organização, mas me peguei no meio da semana tendo um bilhão de ideias e anotando – o que foi ótimo! -, mas ao mesmo tempo percebendo o quanto viver assim, sem produzir nada além do esperado de mim enquanto adulta & cidadã de uma cidade grande, é chato. Não me leve a mal agora: muitos bilhões de pessoas vivem assim e são felizes, completas, plenas, com sua rotina, sua família, suas coisas todas… Eu, não. Eu preciso de 500 milhões de coisas acontecendo ao mesmo tempo para não morrer de tédio. Mesmo que eu reclame disso na sequência.

Foi uma semana necessária, mas a verdade é que independente de blog, youtube, curso de teatro ou aula de espanhol, eu tenho essa necessidade absurda de fazer umas milhões de coisas ao mesmo tempo e de sentir que faço aquilo por mim, porque eu gosto, e não simplesmente porque preciso fazer. Foi assim desde a infância: eu era aquela criança que fazia 5 cursos aleatórios ao mesmo tempo (vôlei, handball, inglês, piano e canto?) e ainda tirava boas notas. Pode parecer um pesadelo daqueles para a psicologia infantil, mas funcionava. Eu tinha até agenda com horários para fazer lição e ver TV – elaborada por mim mesma, tá? Não perdia tempo de estudo nem o horário do meu desenho favorito. Enfim, um dia perdi esse bom hábito, mas que era uma baita ideia e funcionava, era… rs

Hoje, bem grandinha, a ideia de entregar todo o meu tempo a somente uma coisa sobre a qual tenho pouco controle (leia-se: emprego) e não fazer nada além-expediente me dá calafrios. Acho que até por isso desde que adquiri o hábito e a disciplina de treino, jamais abandonei: é o meu tempo comigo mesma e nada mais, fora que faz um bilhão de bens que talvez eu nem tenha total ciência agora, mas que provavelmente meu corpo daqui 30 anos vai agradecer. E aí entra o meu “sharear” de conteúdo, o dar opinião, falar, comentar, indagar… É claro que faço porque gosto, já estamos nessa internet há no mínimo 13 anos, mas faço também na expectativa de crescer e de ter o meu negócio, por que não? E, ainda mais, viver sem fazer nada disso simplesmente não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto, e pelos últimos 10 anos de existência deste blog, essa vida normal não tem (muita) graça.

Perdão pelos vacilos, mas eu adoro isso tudo aqui. E vou continuar.

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Sempre atrasadas: nossa vida corrida e como (tentar) dar conta de tudo

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Aparentemente a quantidade de coisas que temos para fazer sempre anda de forma inversamente proporcional ao tempo que temos disponível. Isso porque nem entrei no tema: tenho tempo, falta dinheiro x tenho dinheiro, falta tempo, porque ele ainda pode piorar quando a gente não tem nem tempo, nem dinheiro. rs

Estamos sempre respondendo “na correria” quando alguém pergunta se está tudo bem e nos virando em 30 para dar conta do mínimo necessário. Ler, então, virou um passatempo de luxo para muita gente – eu mesma: com canal, blog, trabalho fixo e treino diário, li pouquíssima coisa esse ano todo e morro de vergonha disso. Por essas e outras, resolvi falar dessa correria toda no vídeo dessa semana: ela gera ansiedade e MUITO atraso.

Quem nunca se sentiu atrasada para dormir? rs Dá o play e se inscreve no canal para receber os vídeos primeiro! ;)

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Aniversário, essa data tão estranha

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Nascer no dia 12/10 é uma experiência no mínimo curiosa e talvez tenha me dado vários motivos para não curtir (tanto) assim o momento de ficar mais velha e assoprar velinhas. Já fui daquelas super fãs, de fazer festa e distribuir convites, mas ah… A “adultescência” conseguiu ir mandando aos poucos várias dessas coisas embora. No último vídeo que publiquei no canal, falei justamente sobre isso. E não me venha com aquele papo de: “ah, mas pelo menos é feriado” – acredite se quiser: nos últimos anos, se eu não trabalhei na data, é porque estava de férias. rs

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O curioso caso das nudes: por que mandar coisa para quem não pediu?

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Já li umas várias matérias em sites sobre comportamento do mundo todo e parece que a tendência é real: os homens realmente estão mandando fotos de seu membro para quem quer que seja. Inclusive para quem não pediu. Inclusive como estratégia de sedução (que erro, meus amigos!).

Depois de passar bons tempos sobrevivendo ao meme do “manda nudes” somente na zoeira, finalmente fui atingida por fotos que eu não queria ter visto e em horários ou situações que não faziam o menor sentido. Já aconteceu com você? Ou você já foi a pessoa mandando a nude fora da época? Pois é, então hora de ver o vídeo de hoje! hehe

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O retorno de Saturno e o sucesso depois dos 30

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Na sua cabeça, até os 30 você teria sua própria casa, seus investimentos, tomaria um vinho e discutiria assuntos adultíssimos com suas amigas super bem-sucedidas. Mas o jogo das expectativas virou, não é mesmo? O que temos é que os 30 estão quaaaase aí, não dá pra bancar um aluguel sozinha e você até toma vários vinhos com as amigas, mas não é raro o tema das conversas ser pura e simplesmente a insatisfação profissional. Afinal, quem (todas) achamos que a partir dos 25 esse avião ia decolar e não parar mais? É…

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Já falo disso há tanto tempo por aqui que me sinto um disco riscado, mas pelo menos o desabafo não é só meu: livros, filmes e séries inteiras importadas também falam e não é só a crise brasileira que está fazendo com que você, aos cinco anos de formado, seja “senior” demais para qualquer cargo. Aparentemente há um probleminha geral e, olha, se fosse “só” o mercado seria mais fácil. A gente nem sabe mais bater o martelo no que realmente ama. O que faz seu olho brilhar hoje?

A profusão do horóscopo em todos os memes no último ano é bem engraçada, mas só mostra pra mim o quanto o buraco é mais embaixo. É na crise que a gente mais procura razões para entender as coisas, entra na terapia, culpa a lua, vai fazer mapa astral – aliás, eu fiz, foi ótimo, façam. A preocupação com o grande “retorno de Saturno” é uma preocupação há quanto tempo? Tive que explicar sobre isso pra minha mãe, afinal por que ela saberia se aos 30 pra ela estava tudo bem encaminhado mesmo?

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O retornão diz que nessa época nossa vida vai virar de cabeça pra baixo, ser chacoalhada como uma caipirinha ruim e espremida na sequência pra ver o que sobra, pra ver o que realmente você compreendeu disso tudo. Difícil refletir enquanto se está sendo chacoalhado pra cima e pra baixo, mas já me sinto menos na obrigação de ser um grande sucesso, sensação que eu tinha há anos atrás. Obrigação pouco tem a ver com obstinação. Eu quero ser, mas não tenho que.

Eu que acredito em copos meio vazios até venho me surpreendendo com o otimismo e bom humor que vem brotando sei lá de onde. Parece que quando a única coisa que você tem na mão é a vontade, a fé se torna natural, importante, vital. Se não tiver fé, não se tem nada e é sempre melhor ter alguma coisa, especialmente algo tão forte e que não faz mal a ninguém, convenhamos.

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As histórias de outras grandes mulheres também me fazem respirar aliviada, afinal, é claro, vez ou outra você também vai se sentir meio “velha” pra ainda estar tendo estes questionamentos, ainda viver estes problemas, ainda conviver com estas indefinições. Mas não são raras as mulheres que fizeram acontecer depois dos 30 e outras bem depois e outras bem, bem depois.

Esse vídeo resume, mas basicamente J.K. Rowling, Oprah Winfrey, Kristen Wiig e Vera Wang são algumas integrantes do nosso clube: mudaram de área, foram chacoalhadas, só tiveram suas chances depois de anos tentando, ouviram nãos inimagináveis.

Melhor não desistir.

10 Coisas que aprendi jogando “The Sims”!

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Eu adoro fazer o exercício de olhar para trás e observar o que eu aprendi com a cultura pop ao longo da vida. Já fiz isso em vídeo, por exemplo, com “As Patricinhas de Beverly Hills” e com as Spice Girls, mas agora chegou a hora de refletir provavelmente sobre o jogo que mais joguei nesta vida: “The Sims”! 

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The Sims jogando Sin City! kkk

Quando comprei o jogo, no ano 2000 (eita, faz tempo!), eu era criança e não fazia ideia de onde enfiar um código serial. Eis que foi o meu primeiro e hilário aprendizado, mas a coisa não parou por aí, afinal crescemos jogando The Sims e vários ~dilemas morais~ iam surgindo junto com o jogo! Prepare-se para a nostalgia! kkk

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