Do Egito até os dias de hoje: o que se espera do corpo feminino?

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Magra, reta, com bunda, sem bunda, com peito, com um peito maior ainda, com cabelão, cabelinho… Além de levar uma vida normal, trabalhando, pagando contas e tentando alcançar o Santo Graal da felicidade, as mulheres têm de lidar não só com tendências de moda – mas com tendências de corpo. E, ao contrário de roupas que vão e vem, corpo mesmo, só tem um. 

dos anos 80 para os 90: só nascendo de novo?

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A diferença é que há algumas centenas de anos atrás, levava-se séculos para que o padrão mudasse. Porém, depois nos anos 20, as mulheres lidam com quase um padrão por década. Ou seja: você pode ser adolescente e estar “bem”, questionar o próprio corpo aos 20 e depois resolver encarar uma plástica aos 30, para tentar se sentir confiante. Ou ao contrário: seu melhor momento ainda pode estar por vir.

A verdade é que é difícil construir uma base sólida para a auto-estima em meio a este vai e vem, ao mesmo tempo que ficou mais fácil estar “no padrão”, em algum momento. Olhando para trás, já pensou como uma magrinha deveria se sentir durante a Renascença? Provavelmente tratavam como doença grave.

Otimismos e pessimismos à parte, vale a pena ver este vídeo com a descrição dos “corpos” esperados para as mulheres através do tempo.

Como assinei uma trégua fashion com meus glúteos

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Uns com muito, outros com tão pouco! Ah os desejos de um corpo perfeito, uma curvinha aqui ou menos curvinhas lá. Hidrogel em umas, “thigh gap” em outras. Para completar a neurose, todos os manuais de estilo nos explicam que devemos ressaltar nossos pontos fortes em detrimento dos pontos não tão legais. Mas o que é um ponto forte? O que é legal em mim? Muito me estranha não vermos mais mulheres de sobretudo, pois é o que a auto-estima da maioria recomendaria como peça ideal. Uma pena.

Sou desse #timecasacão e nunca tive a preocupação de mostrar alguma parte xis do corpo por gostar dela, mas sempre tive a obsessão por disfarçar, tentar esconder ou subtrair um pouco de algumas coisas. Em especial, a minha grande, redonda e brasileira bunda. Sempre achei que  ela era a destruidora do look: “como vou usar essa roupa moderna com essa bunda gigante?”. Na minha cabeça, gente moderna não tem bunda – assim como não tem coxa, provavelmente tem cabelo liso, etc., mas principalmente não tem bunda.

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Jen Selter, a musa da buzanfa com a maior auto-estima do mundo, para a “Vanity Fair”

Engoli essa história goela abaixo há muito tempo e sempre me surpreendia ao ver Beyoncé em sua vida fora do palco, bem moderna, cabeluda e bem bunduda. Aí os exercícios entraram na minha vida, emagreci, tonifiquei, defini algumas partes do corpo, mas fui pouco a pouco descobrindo que, minha filha!, não há nada para diminuir seus glúteos se veio escrito na sua bula genética que grandes eles serão. Pelo contrário: quanto mais eu malho, mais a bunda insiste em aparecer gritando “TÔ AQUI DE BOAÇA, MANDA MAIS WHEY”. Em suma: nem a corrida, esporte acusado de derrubar buzanfas, foi capaz de acabar com tanta imponência.

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O que aprendemos com Jimmy Fallon, ou: quando o queijo brie não é suficiente

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São os 9 minutos de maior vergonha alheia e “essa é minha vida, esse é meu clube” que já vi na televisão contemporânea. Depois de assistir à entrevista quase desabafo de Nicole Kidman com Jimmy Fallon, cheguei à conclusão: je suis Jimmy Fallon. Não importa de qual lado você já esteve (no meu caso, dos dois), a questão é que todo mundo vai deixar uma oportunidade incrível passar por nem enxergar que ela era uma possibilidade, seja amorosa ou não.   

Na entrevista, Jimmy conta que, há uns anos, foi pego de surpresa com um amigo dizendo que ia levar a Nicole fucking Kidman em sua casa e aconselha que ele compre queijos legais, algo para comer. Ele então resolveu comprar brie e salgadinhos, embora ele nem soubesse o que era um queijo brie. Muita falta de cultura gastronômica, aliás, e espero que isso tenha mudado, mas a questão é que ele fez um grande esforço para tentar lidar com o inimaginável que era ter Nicole fucking Kidman na sala da sua casa. Isso já era tão inimaginável que insinuar que ela ainda queria dar uns beijos entraria no nível pegadinha com câmera escondida.

Agora, quantas vezes você já fez um pequeno esforço, que parecia gigantesco, mas que não alterou em nada o curso geral das coisas? Quantas vezes você não comprou um queijo brie achando que seria suficiente e nem imaginou que havia um baú do tesouro que se escondia atrás daquela curva fechada? E aí, depois de tão cansado, resolveu ligar o videogame e abandonar a quest da vida real no meio?

Os conformados dirão que “não era pra ser”, mas tirando o contexto amoroso da coisa, é absurdo pensar quantas vezes colocamos nossas forças no movimento errado e abandonamos o objetivo principal na sequência, de tão exaustos que estamos. Pense na sua vida profissional, por exemplo. Quantas vezes você parou no queijo brie e depois ligou o “Just Dance” porque ficou tímido? Porque não foi cara de pau? Porque achou que não era bom o suficiente?

Seja qual for o assunto, o brie e o videogame, o que aprendemos com Jimmy Fallon é simplesmente: try harderJá que não temos bola de cristal para descobrir aonde a força deve ser aplicada e já que foi difícil chegar até aqui, continue tentando. A recompensa pode estar depois da curva da estrada, e você nem imagina o quanto ela pode ser incrível!

Se você ainda não viu o vídeo, está mais que na hora. Pegue a pipoca e reflita.

Girl Power: 5 livros de mulheres poderosas para ler em 2015

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Cameron Diaz, Lena Dunham, Alexa Chung, Amy Poeler e Sophia Amoruso: o que elas têm em comum, fora o fato de serem bem-sucedidas no que fazem? Todas publicaram livros contando suas histórias. Ou pelo menos o que é publicável – se bem que, no caso de Lena, isso não se aplica.

Enquanto Sophia se dedica ao empreendedorismo, Lena e Amy vão te fazer rir e chorar com histórias de suas vidas, Alexa vai te despejar um balde de referências de estilo e Cameron vai mostrar que todo aquele corpão aos 42 anos de idade não é só sorte e genética: é sim muito treino e boas escolhas ao longo da vida. Ainda bem, ela compartilhou tudo em detalhes num dos livros a seguir!

 

5. “#GirlBoss”, Sophia Amoruso
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Quando resolveu publicar “#Girlboss”, a primeira coisa que Sophia Amoruso ouviu de editores foi: “As consumidoras da Nasty Gal não gostam de ler”. Empreendedora que é, Amoruso não desistiu e foi bater em outra porta. Publicou a obra e vem vendendo desde então – e muito. A dona da grife que revolucionou o e-commerce de moda conta seu caminho das pedras, desde vendedora de “achadinhos” no eBay até a abertura da primeira loja física de sua grife, em Los Angeles. Mais sobre ela aqui.
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4. “It”, Alexa Chung

It girl mundialmente reconhecida, apresentadora de TV e nome de bolsa que também virou it. Alexa Chung mostra, em seu livro “It”, suas paixões e uma coleção de referências que a tornaram um ícone de estilo, por mais que ela não assuma o título formalmente. Falando em ícone de estilo, é nesse livro que ela revela seu maior influenciador: o avô chinês, que não aceitava de forma alguma sair de casa sem se preocupar com o “look”. Veja a resenha completa.
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3. “Yes Please”, de Amy Poehler

Atriz da série “Parks and Recreation” e de uma boa temporada do “Saturday Night Live”, Amy Poehler põe na roda em “Yes Please” uma série de conselhos e também histórias de sua carreira. A frequente companheira de Tina Fey tem muito para contar e revela, inclusive, que tem a “Angelina Jolie das vaginas”. Ainda não há tradução, mas as risadas certamente valem o esforço de treinar seu inglês.
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2. “Não sou uma dessas”, Lena Dunham

Durante a leitura, vai ser fácil esquecer que a autora produziu filmes independentes e escreve, dirige e protagoniza uma bem-sucedida série de televisão. “Causos” estranhos e problemas com auto-imagem dominam o início de “Não Sou uma Dessas”, em que Lena Dunham escracha sua vida amorosa em detalhes antes de juntar os pontos sobre como sobrevive e prospera na mídia mesmo se sentindo com alguns kilos a mais. Ainda prefiro o título original: “Not That Kind of Girl”.
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1. “O Livro do Corpo”, Cameron Diaz

Depois de empreendedorismo, humor e estilo, o livro de Cameron Diaz fecha a conta falando do essencial: o seu corpo. As primeiras páginas de “O Livro do Corpo” parecem ter sido escritas pela personagem de “Quem Vai Ficar Com Mary”, com texto simplório e animado demais. Porém, ainda bem!, aos poucos Cameron se aprofunda e mostra a que veio, criticando dietas da moda e passando longe de loucuras fitness. A atriz divide sua sabedoria sobre alimentação e exercícios com informações detalhadas e sugestões preciosas para o leitor mudar como cuida de si mesmo. Perfeito para quem colocou na lista de resoluções de Ano Novo as palavras “emagrecer” e “academia”.

 

Noiva deixada no altar resolve “pixar” vestido e faz fotos de casamento

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Poucas coisas geram uma imagem mental tão triste e desoladora quanto a de uma noiva deixada no altar. Sabendo disso, a americana Shelby Swink resolveu tomar uma atitude diferente ao ver seu noivado terminar dias antes da cerimônia marcada com amigos e parentes.

Ao invés de cancelar tudo e se trancar em casa – como qualquer ser humano costuma fazer ao tomar um pé na bunda-, Shelby, que estava com o noivo há três anos, decidiu reunir seus convidados para uma festa de “destruição” do vestido de noiva. Depois de tirar fotos tradicionais, uma zoeira sem limites toma conta da festa, regada, é claro, a muita tinta e champagne.

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Joguinho íntimo: o game para estimular o assoalho pélvico

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Imagine um jogo em que a ação está no celular, o controle está inserido dentro do seu corpo e ao invés de usar as mãos e os dedos, você usa, bem… A vagina. É essa a ideia do Skea, dispositivo-jogo que une o útil ao (bem) agradável e já conseguiu arrecadar grana suficiente para sair do papel no Kickstarter.

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you go, girl!

A ideia é proporcionar uma experiência diferente e interessante para mulheres que precisam trabalhar o assoalho pélvico, inclusive recompensando a usuária com pequenas vibrações ao fazer o movimento corretamente. Ui! Como se sabe, a flacidez dos músculos desta região traz problemas bem chatos, como incontinência urinária. Por outro lado, o fortalecimento traz vantagens bem bacaninhas, como a possibilidade de poder ter orgasmos mais poderosos. Ou seja: inventaram um jogo para tornar a tarefa de ficar contraindo, relaxando e contando um pouco menos maçante.

Pela descrição do vídeo, basta “contrair” e a personagem pula na tela, enfrentando os obstáculos. Se contrair do jeito certo, vai receber um recadinho do aparelho no ato. bzzzzz

 

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As mulheres do time de desenvolvedores garantem que é sucesso garantido. Quem desembolsou pelo menos US$85 vai receber o brinquedinho em casa no fim do ano. Precinho salgado, mas por uma causa boa…