Depois dos apps de corrida, vem aí os apps de vagina (!)

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No ano passado, um projeto no Kickstarter bombou e me chamou a atenção: o Skea, um dispositivo e app com jeitão de game pra treinar o assoalho pélvico e, sim!, sua vagina por consequência. Quando publiquei no blog, não dava para saber se ia vingar ou não, mas vingou: não só já foi feito, como 80% dos produtos já foram enviados para felizes donas exercitarem a intimidade com o conforto da tecnologia.

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foto via Shutterstock

Na época, achei que o Skea era um projeto isolado, mas aparentemente há toda uma tendência em torno de treinar a vagina que a até agora gente não vinha notando. Depois dos apps que monitoram sua alimentação, sua corrida, seu sono e até sua felicidade, a vagina parecia um território resguardado da invasão mobile, com exceção daqueles vibradores que dizem dançar conforme a música, se é que me entende.

Mas, com a boa desculpa da saúde, nada mais está resguardado. Apps como o Kegel Camp sugerem exercícios em níveis variados para você treinar o assoalho pélvico sem precisar de parafernalhas extras, sejam elas bolinhas tailandesas, sejam elas bugigangas bluetooth. Nesse aplicativo aí, a voz da expert Emily vai comandando a brincadeira e explicando o que você deve fazer. Mas e se você não estiver fazendo certo? Quem poderá te defender?

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[Vídeo] Críticas no namoro: pode falar da aparência do parceiro (a)?

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Ter um relacionamento transparente e cheio de cumplicidade é maravilhoso, mas só quando esses dois ingredientes vem acompanhado de um terceiro: respeito. Tem muita gente que se aproveita da suposta intimidade para falar o que quer e até o que não devia para o outro e, sinceramente, não é legal.

Para falar desse tema, convidei a Pamela Rebelo, que também tem canal no Youtube, para um papo divertido. Tentamos responder a pergunta: pode criticar a aparência do respectivo (a) num relacionamento? Como fazer isso? Tem limite? Resposta: tem limite sim! Assiste e aproveita para se inscrever no canal também! 

e mais!

Além do vídeo de hoje, na semana passada fui eu quem dei uma passadinha pelo canal da Pam. Respondemos uma tag divertidíssima juntas, chamada “Would you rather?”, que nada mais é que “o que você prefere?”. Respondemos altas perguntas malucas, tipo: tomar um copo de suor ou comer um sanduíche de pelos? >.<

Bom para descontrair depois do ~drama~ do primeiro vídeo! haha

Para ver outros vídeos já publicados, clique aqui.

“Unbreakable Kimmy” e os conselhos da série que você pode seguir

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Vide “às quartas-feiras nós usamos rosa”, sabemos que Tina Fey não decepciona com seus textos ácidos, sinceros e recheados de referências. O público de “Meninas Malvadas” cresceu (ok, nem todas) e a nova série da comediante para o Netflix parece ter sido talhada para as órfãs do texto de 11 anos atrás que ainda é meme na internet.

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Inesquecível Cady fazendo check-in no lixo <3

A primeira temporada de “Unbreakable Kimmy Schmidt” já está disponível e é perfeita para assistir onde quer que seja. Os episódios são rápidos e diretos, não chegam a 30 minutos de duração, e são ótimos companheiros para relaxar antes de dormir ou se divertir durante uma sessão de aeróbico sem graça na academia.  

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Titus e Kimmy, dupla inseparável de “Unbreakable”

Kimmy (Ellie Kemper) é uma caipira prestes a completar 30 anos que tem de superar o atraso de vida que foi ter passado os últimos 15 anos sequestrada num “bunker” por um pastor maníaco que dizia que o mundo lá fora tinha acabado. Surpresa: tudo continuou funcionando normalmente e ela decide ir morar justamente em Nova York depois do resgate.

Apesar de não entender muito (quase nada) das pequenas coisas ao seu redor, Kimmy não falha em ver o todo e tem um otimismo inabalável. Ela sempre tem bons conselhos e com certeza era quem segurava as pontas da galerinha no confinamento.

Você não foi sequestrada e com certeza sabe o que é um smartphone, mas acredite: tem muita coisa que dá para aproveitar.

Os bons conselhos de Kimmy Schmidt:

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GOOD VIBES ONLY

dá para aguentar 10 segundos de qualquer coisa

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“10 segundos por vez e tudo vai ficar bem”

Sabe aquele conselho de contar até 10 antes de explodir? Pois ele funciona não só para os momentos de raiva. Você pode aguentar 10 segundos daquela reunião chata, da aula sem fim,  da vontade de comer um doce exagerado e até mesmo do exercício físico que parece que não acaba nunca. Quando os 10 segundos se passarem, comece a contar de novo e segure as pontas. No mínimo, você mantém a cabeça ocupada e não desiste por qualquer bobagem passageira. 

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Não meça nossas roupas, parça.

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Mais um ingrediente foi colocado na roda de discussão sobre os direitos das mulheres e a busca por igualdade entre os sexos: as roupas que elas usam. Ou melhor, o preconceito que muitas roupas geram.

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A ONG suíça Terres des Femmes lançou uma campanha que critica a forma como julgamos as mulheres por suas vestimentas. E quando eu digo “julgamos” é porque homens e mulheres são responsáveis por espalhar este tipo de problema adiante.

Nas imagens, nunca a avaliação é positiva, é sempre uma qualificação que não leva em conta o estilo, a personalidade e muito menos a liberdade de cada um ao se vestir. Os termos são, de baixo para cima: puritana, antiquada, entediante, provocante, atrevida, pedindo por isso, piranha e prostituta. 

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“Não meça uma mulher pelas suas roupas” é uma campanha bem legal produzida na Miami Ad School da Alemanha, mas a ideia, no entanto, não é original. A estudante Pomona Lake lançou algo bem parecido em 2013 e teve um alcance menor com seu trabalho, então agora corre-se o risco da discussão mudar para quem copiou quem. Enquanto isso, ficaremos aqui com a pipoca na mão esperando para falar do que interessa, já que a raíz das duas ideias é o que realmente importa.

Heróis dos quadrinhos com corpo de gente real

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O que mais te impressiona quando você vê um cosplay bem feito? Os detalhes da roupa? O acabamento? A semelhança do rosto? O que mais me impressiona, digo com certeza, é a semelhança física. Ficar com o corpo parecido, nem que de longe, com o de um herói ou heroína é proeza para poucos ou requer habilidades de drag queen, no caso das moças. Em alguns casos, no entanto, chega a ser impossível.

Para ilustrar bem a questão, o site Bulimia.com convidou artistas para redesenharem algumas capas de gibis e darem corpos realistas para vários heróis. O objetivo é mostrar que não é só o recheio que é ficção: os traços também. E não é que nem elas, nem eles, ficaram menos bonitões por isso? ;)

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“Life is strange”: um jogo embrulhado para presente

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Não é impressão sua, não é engano da garotinha fã de quadrinhos, nem implicância das mulheres do mundo do entretenimento: aparentemente, em pleno 2015, somos frequentemente esquecidas de papeis de destaque ou não somos vistas como interessantes o suficiente para mover uma história.

No Globo de Ouro, a questão veio à tona mais uma vez quando Amy Poehler e Tina Fey deram aquela cutucadinha básica no mercado e comentaram que um dos únicos papeis interessantes para mulheres mais velhas foi o da premiada Patricia Arquette em “Boyhood”. E as duas não estão erradas em causar essa “saia justa” em frente aos poderosos da indústria: uma pesquisa da Universidade de San Diego deixa bem claro o quanto a catraca de Hollywood não está virando para as mulheres, mesmo com filmes bem-sucedidos tendo elas (nós) como protagonistas. Exemplos rápidos: “Jogos Vorazes”, “Malévola” e o fenômeno “Frozen”.

No mundo dos games, a situação começa a ficar (ainda mais) periclitante. Apesar de já sermos, só no Brasil, pelo menos 47% do público gamer, não há um dia sequer em que eu não leia o relato de alguma garota que sofreu algum tipo de preconceito simplesmente por querer jogar e se divertir. Ou seja: além de não sermos representadas e de não termos praticamente nenhum marketing voltado para nós, ainda somos alvo de críticas e objetificações o tempo todo.

Dito isso, quando me sentei para jogar o primeiro episódio de “Life Is Strange” no último sábado me senti aliviada. Até presenteada, para ser mais exata.

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Produzido pela Square Enix, mesmo estúdio responsável por “Tomb Raider”, o jogo “Life is Strange” vem dividido por episódios e conta a história de uma adolescente chamada Max. Depois de mudar de cidade e escola para abraçar sua paixão pela fotografia, a garota acaba enfrentando uma série de dificuldades para se enturmar e arranja confusões compulsoriamente por onde passa.

Num desses momentos, ela descobre a improvável habilidade de manipular o tempo e de, portanto, fazer novas escolhas. Seus “poderes” especiais permitem que ela dê a volta por cima, seja herói por um dia (ou vários) e tente descobrir um mistério ao lado de sua melhor amiga da infância.

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