Depois do sucesso do post sobre insegurança e de ver a quantidade de pessoas que se manifestaram também ansiosas, acho que estas três dicas para se conhecer melhor vão ajudar mais gente!

você preencheria um livro com tudo o que sabe sobre você?
Alguns sofrem por pensar demais, outros por só descobrirem pequenas coisas sobre si mesmos em momentos chaves – e aí pode ser tarde. A questão é que quando você se conhece fica mais fácil equilibrar estes dois extremos, respeitando sua personalidade e não tentando forçar a barra para ser algo que você não é.
Depois de algum tempo de terapia e de alguns livros de auto-ajuda idiotas (e de uns pouquíssimos bons), creio que descobri como foi que me conheci melhor e resumi nestes três passos. Vamos lá?
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1. OBSERVAÇÃO
Se você sente raiva de algumas atitudes que toma ou costuma se decepcionar consigo mesmo com frequência, certamente a auto-observação não é o seu forte. Quando uma situação destas acontecer, espere os sentimentos ruins acalmarem e reflita calmamente (e friamente) sobre tudo o que aconteceu e procure entender o que o deixou tão alterado. Com o tempo, o seu conhecimento evitará determinadas situações ou te fará prever o que pode acontecer caso algum evento específico aconteça.
O ideal é que você tente se colocar como uma terceira pessoa vendo a situação. Se você tiver um amigo ou confidente que possa ouvir o caso sem dar opiniões que não foram pedidas ou julgar, ótimo! Este é o amigo perfeito para ajudar nesta tarefa. Aliás, quem tem amigos leais e capazes de guardar o julgamento para si próprios já tem um terapeuta amador de graça ao seu lado!
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2. QUESTIONAMENTO
É claro que nem sempre conseguimos praticar a observação de cabeça quente, ou depois de um tempo – ou depois de muito tempo. Algumas situações provocam sentimentos e lembranças tão fortes que o simples fato de acessá-las pode fazer você perder seu dia e certamente não é isso que queremos; e não é à toa que a mente arquiva tudo isso num lugar seguro para não te desequilibrar nas tarefas cotidianas.
Sendo assim, os questionamentos puros são importantes para procurar nossos porquês pessoais sem haver um fato a ser analisado. Questionar-se é observar-se na essência, sem olhar elementos externos que te provoquem.
Além da tradicional terapia e da associação livre de ideias (que te faz falar adoidado durante uma sessão de análise até você ligar lé com cré sem nem se dar conta), você pode fazer isso em casa analisando seus próprios sonhos ou lendo livros de auto-ajuda interessantes (nada de aconselhamento, “O Segredo” e similares, ok?).
Se você sonha e costuma se lembrar, vá anotando tudo logo que acorda e pense sobre o que aquilo pode significar no seu universo. Todo sonho é a manifestação de um desejo, mesmo que inconsciente, e você pode decifrar muita coisa sozinho. É claro que um terapeuta acelera o processo e existem algumas simbologias universais que fazem parte do inconsciente coletivo, mas praticando a observação e questionando o que acontece nos sonhos, você conseguirá entender estes filminhos noturnos tão pessoais. E, ah, não preciso nem dizer que livrinho com significado dos sonhos é pura balela, né?
Quanto aos livros de auto-ajuda, não recomendo muitos, pois como boa melancólica que sou, quase todos me deixaram ainda mais pra baixo; com exceção de um, o “Ajuda-te pela Psiquiatria”. A obra te leva passo-a-passo a questionar os seus comportamentos e os de todos que você conhece.
Leia o livro com um lápis em punho e anote o que vier à sua cabeça. A experiência será muito interessante e enriquecedora – e não vai colocar os pessimistas pra baixo. Afinal, o maior erro que um pessimista pode cometer é tentar ler um livro de auto-ajuda recheado de conselhos alto-astral antigos e que não vão ajudar em nada, só vão encher o bolso de autores que repetem as mesmas lições há anos.
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3. ANÁLISE
Depois de tanto se observar, que tal um olhar mais gabaritado? Realmente existem problemas que não conseguimos resolver sozinhos e até aquele seu amigo bacana que não dá lição de moral pode ficar de ouvidos cansados.
É bem verdade que terapia não é 100% eficaz para todas as pessoas, mas traz auto-conhecimento profundo e qualidade de vida para quem resolve mergulhar nessa jornada interior. Fazer análise, psicoterapia breve ou seja lá qual formato você escolher (sim, existem diversas linhas, uma delas pode ser ideal pra você) não é demonstrativo de fraqueza, mas sim de assinar um compromisso consigo mesmo.
Procure um profissional com uma boa formação, converse com pessoas que fazem análise e com certeza você vai encontrar alguém legal para cuidar de você. Se o tratamento é caro? Realmente, não é dos mais baratos. Trata-se de um investimento que traz resultados a curto e também a longo prazo, ao contrário daquele tratamento de estética caríssimo que não vai resolver seu problema de auto-estima.
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Por fim, se ao chegar lá você achar que não gostou do que descobriu sobre si mesmo, saiba que todos estamos sempre mudando. Basta trocar a frase “eu sou assim” por “eu tenho sido assim”. O tempo verbal pode fazer milagres pela sua transformação! ;)







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