50 Tons de Cinza: 125 minutos para tentar consertar um livro que nasceu errado

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Espera, teasers, trailers, cenas vazadas, mas o que prevíamos aconteceu: “50 Tons de Cinza” não é um filme bom. Para as fãs do livro, também não chega a ser ruim, digamos. É tão sutil que não chega perto do estrondoso sucesso causado pelo livro. Livro este que, vamos lá, é bastante “esquecível”, não fossem as cenas de sexo que prendem o leitor na sacanagem e o motivam numa espécie de leitura dinâmica até o próximo encontro.

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– Voltei, mores

Mas vamos ao filme. A trilha sonora é excelente, a direção de arte impecável, há o dinheiro que a inspiração “Crepúsculo” não teve em seu primeiro lançamento e dois atores que souberam segurar a bronca de um roteiro raso e cheio de textos sacais. “Eu não faço amor, eu fodo”: no livro, uma delícia, no cinema, recebido por risadas num cinema lotado de mulheres na meia idade.

o casting

casal

Falaram que a gente não tem química. Cê acha?

Jamie Dornan faz um esforço hercúleo para dar vida a este homem doentio e perturbado. Ele tem bons cacoetes, olhares muito interessantes, um andar leve com mãos pesadas, mas nada que faça o texto soar mais verossímil, meus caros. E ele é lindo. Mesmo. Tão lindo que infelizmente uma boa parte do público compraria seu trabalho só pela beleza e pelo tanquinho exibido constantemente na tela. Ah, e também pela bundinha, que dá o ar de sua graça por uns 3 segundos e causou gritinhos (altos).

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5 coisas que o filme de “50 Tons de Cinza” pode fazer melhor que o livro

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Quando ninguém mais se aguentava de esperar, “50 Tons de Cinza” começou a inundar a internet com trailers chamando para o filme. Foi o campeão de views em 2014 e ninguém duvida que o longa vá levar multidões para o cinema. E acredite se quiser: já falta menos de um mês para a estreia!

Para conter a ansiedade de ver essa história que a gente ama – mas que também ama odiar – listei 5 coisas que o filme pode fazer melhor que o livro. Como sempre acreditei que esse seria um caso de adaptação melhor que o original, estou confiante na produção. Jamie Dornan, tô contigo e não abro: dia 12 de fevereiro estarei com a pipoca em mãos pra te ver! #MrGreyWillSeeYouNow

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1. sem essa de deusa interior

Os diálogos internos de Anastasia Steele são até engraçados no começo do livro. “Deusa interior? haha, da hora”, mas não demora muito para querer amordaçar e dar você uns tapas na deusa interior em posição de lótus dela. Ter que ouvir narrações em off do gênero, comentando sobre ansiedade, tesão ou medo, tornaria os 120 minutos insuportáveis. Torcendo muito para a diretora ser o mais voyeur possível para contar essa história. Nada contra a voz de Dakota Johnson, que fique claro.

2. quem se importa com números?

Enquanto muitos acusam Grey de machista e Anastasia de aproveitadora, eu só consigo acusar a autora de sem noção. Como publicar um fenômeno editorial cuja protagonista passa por todo período universitário sem nenhuma experiência sexual? Isso sim é motivo de indignação, até porque homens machistas e mulheres aproveitadoras existem aos montes e sempre existirão – assim como homens aproveitadores e mulheres machistas também.

Em suas particularidades, Anastasia não precisava ser adepta da vida sadomasô. Não precisava ser experiente. Não tinha que ser manjadora dos paranauês de submissa. O que a Anastasinha precisava é ser menos, ahn… Virgem! Duvido que o longa vá mudar a criação de E.L. James a esse ponto, mas já seria fantástico se eles simplesmente não tocassem no assunto. Mostrar a personagem apenas como inexperiente já tá de bom tamanho – até porque, cof cof, toda ex-virgem sabe que dificilmente vai adorar de paixão sua primeira vez. Só com Anastasia é diferente…? Não criem essa expectativa em milhares de jovens, faz favor.

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Girl Power: 5 livros de mulheres poderosas para ler em 2015

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Cameron Diaz, Lena Dunham, Alexa Chung, Amy Poeler e Sophia Amoruso: o que elas têm em comum, fora o fato de serem bem-sucedidas no que fazem? Todas publicaram livros contando suas histórias. Ou pelo menos o que é publicável – se bem que, no caso de Lena, isso não se aplica.

Enquanto Sophia se dedica ao empreendedorismo, Lena e Amy vão te fazer rir e chorar com histórias de suas vidas, Alexa vai te despejar um balde de referências de estilo e Cameron vai mostrar que todo aquele corpão aos 42 anos de idade não é só sorte e genética: é sim muito treino e boas escolhas ao longo da vida. Ainda bem, ela compartilhou tudo em detalhes num dos livros a seguir!

 

5. “#GirlBoss”, Sophia Amoruso
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Quando resolveu publicar “#Girlboss”, a primeira coisa que Sophia Amoruso ouviu de editores foi: “As consumidoras da Nasty Gal não gostam de ler”. Empreendedora que é, Amoruso não desistiu e foi bater em outra porta. Publicou a obra e vem vendendo desde então – e muito. A dona da grife que revolucionou o e-commerce de moda conta seu caminho das pedras, desde vendedora de “achadinhos” no eBay até a abertura da primeira loja física de sua grife, em Los Angeles. Mais sobre ela aqui.
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4. “It”, Alexa Chung

It girl mundialmente reconhecida, apresentadora de TV e nome de bolsa que também virou it. Alexa Chung mostra, em seu livro “It”, suas paixões e uma coleção de referências que a tornaram um ícone de estilo, por mais que ela não assuma o título formalmente. Falando em ícone de estilo, é nesse livro que ela revela seu maior influenciador: o avô chinês, que não aceitava de forma alguma sair de casa sem se preocupar com o “look”. Veja a resenha completa.
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3. “Yes Please”, de Amy Poehler

Atriz da série “Parks and Recreation” e de uma boa temporada do “Saturday Night Live”, Amy Poehler põe na roda em “Yes Please” uma série de conselhos e também histórias de sua carreira. A frequente companheira de Tina Fey tem muito para contar e revela, inclusive, que tem a “Angelina Jolie das vaginas”. Ainda não há tradução, mas as risadas certamente valem o esforço de treinar seu inglês.
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2. “Não sou uma dessas”, Lena Dunham

Durante a leitura, vai ser fácil esquecer que a autora produziu filmes independentes e escreve, dirige e protagoniza uma bem-sucedida série de televisão. “Causos” estranhos e problemas com auto-imagem dominam o início de “Não Sou uma Dessas”, em que Lena Dunham escracha sua vida amorosa em detalhes antes de juntar os pontos sobre como sobrevive e prospera na mídia mesmo se sentindo com alguns kilos a mais. Ainda prefiro o título original: “Not That Kind of Girl”.
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1. “O Livro do Corpo”, Cameron Diaz

Depois de empreendedorismo, humor e estilo, o livro de Cameron Diaz fecha a conta falando do essencial: o seu corpo. As primeiras páginas de “O Livro do Corpo” parecem ter sido escritas pela personagem de “Quem Vai Ficar Com Mary”, com texto simplório e animado demais. Porém, ainda bem!, aos poucos Cameron se aprofunda e mostra a que veio, criticando dietas da moda e passando longe de loucuras fitness. A atriz divide sua sabedoria sobre alimentação e exercícios com informações detalhadas e sugestões preciosas para o leitor mudar como cuida de si mesmo. Perfeito para quem colocou na lista de resoluções de Ano Novo as palavras “emagrecer” e “academia”.

 

Veja o segundo trailer de “50 Tons de Cinza”!

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Não sei se você aí tá preparado para ler isso, mas atenção: em menos de três meses finalmente vamos ver na tela grande a passione de Anastasia Steele e Christian Grey! O filme estreia no Brasil dia 12 de fevereiro de 2015 e mais um trailer foi divulgado nesta sexta-feira!

No novo vídeo oficial, revemos algumas cenas já divulgadas no primeiro trailer e conseguimos observar novos detalhes, como o encontro da dupla na loja em que Anastasia (Dakota Johnson) trabalha, os machucados no corpitcho de Mr. Grey (Jamie Dornan), o contrato entre dominador e submissa e um frame de Rita Ora no papel de cunhadinha, sentada à mesa de jantar.

A canção que embala o casal é mais uma vez de Beyoncé: desta vez, trata-se da incrível, absurda e maravilhosa “Haunted”. Para quem não se lembra, o primeiro trailer tinha uma versão especialíssima do hit “Crazy in Love”. E aí me pergunto se não ouviremos mais músicas de Queen B no longa… Só fico aqui pensando se eles não estão guardando “Partition” para as cenas mais picantes. Já imaginou?! Eu já estou imaginando.

ps: Jamie Dornan atualizou as definições de muso com sucesso.

Guia de viagem: três imperdíveis em NY (que eu vou perder)

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Finalmente, as férias! E como o título do post deixa claro, estou indo rumo à Nova York desta vez. Vou ficar mais de 15 dias, fazer coisas diferentes e testar pela primeira vez a experiência de não ficar num hotel ou hostel – e sim, desta vez vou trazer tudo com mais detalhes para cá, com tudo o que esse destino incrível e procuradíssimo merece!

Para começar a conversa da Big Apple, deixo três coisas imperdíveis para se fazer na cidade e, veja bem, as três eu vou perder! Por isso mesmo, esse post é para você que já está na cidade, que está a caminho ou que vai chegar logo depois!

antes de chegar: Jeff Koons no Whitney Museum

Quase 150 obras de Jeff Koons estão expostas no Whitney Museum até o dia 20 de outubro, segunda-feira. A exposição faz um retrospecto do trabalho do artista desde 1978 e encerra com chave de ouro o museu em seu local atual. Depois da exposição o Whitney fecha as portas e faz sua mudança para o Meatpacking District (bairro hypado do Highline Park e cia.). Reabre apenas em 2015.

durante a viagem: o book tour de Lena Dunham

“A voz da geração” Lena Dunham está quase encerrando sua turnê de lançamento do livro “Not That Kind of Girl”. Na série de eventos programados, os looks de Lenda são inclusive comandados pela #girlboss Sofia Amoruso e sua Nasty Gal. Além de ver os figurinos de perto, os fãs podem ouvir a autora e também conversar com convidados especiais.

No Brooklyn, no dia 21, por exemplo, quem está com a atriz e escritora é a colega de elenco de “Girls”, Jemima Kirke (!). Seria fantástico de ir se: 1- não fosse o dia que eu estou pondo os pés na cidade e 2- se já não estivesse tudo esgotado. Pelo menos vou passar na Barnes & Noble mais próxima para comprar tanto o livro da Lena quanto o da Amoruso!

pós-viagem: Alexander Wang para H&M

Esta semana NY já assistiu ao lançamento de uma das coleções mais badaladas de fast fashion de todos os tempos: Alexander Wang para H&M. O grande motivo para tanta expectativa? Conseguir por preços razoáveis o estilo sporty e moderno do estilista, que não parece sair de moda nunca.

As cores absolutamente sóbrias e os tecidos estruturados também são ótimos atrativos e a cidade parou para um desfile estrelado, com direito até a show de Missy Elliott. A coleção chega às lojas no dia 6/11 e dá para imaginar a farra que vai ser na porta da loja conceito da rede, na 5ª Avenida. O lookbook completo com preços aqui. Sim, estou bem chateada de perder isso aqui só por um dia! rs

Trailer oficial do filme “50 Tons de Cinza”

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O filme baseado na trilogia best-sellerCinquenta Tons de Cinza” estreia no dia 14 de fevereiro de 2015 (Valentine’s Day na gringa) e finalmente ganhou seu primeiro trailer oficial. Podemos ver Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) em algumas cenas emblemáticas do livro e ainda ganhamos alguns segundos para matar a curiosidade do que seria o *quarto vermelho da dor*. Como se não bastasse, tem a música-surpresa de Beyoncé: uma versão especial de “Crazy In Love” (!).

Tá bom, agora dá o play nisso porque JURO que está muito melhor do que a catástrofe que a gente imaginava! Quer dizer, esses minutinhos aí já são melhores que os livros todos. hehe

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Tá de bom gosto? Sim. Tem fotografia legal? Sim. Vai ter pele? Opa, parece que sim. Vai ter Beyoncé? MUITO! E um Jamie Dornan cheio de olhares enigmáticos…