Pornô para mulher no óculos de realidade virtual: é possível?

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Depois que li o ótimo “Jogador Número 1”, de Ernest Cline, minha empolgação com a realidade virtual foi virando também um pouquinho de preocupação com os rumos que essa tecnologia pode tomar quando entrar de vez nas nossas vidas. Durante a E3 no início do mês, além de vários jogos incríveis para teste, uma experiência inusitada bombou entre os visitantes: assistir a um filme pornô interativo.

Li e vi diversos relatos, todos de homens, encantados e até surpresos com a imersão do negócio – com o perdão do trocadilho -, mas nada voltado para as mulheres ganhou a mesma repercussão até o momento. Por isso mesmo, no vídeo de hoje estou discutindo se é possível que as mulheres também possam ter conteúdo erótico de qualidade feito para elas nos óculos de RV. Além de quase nunca sermos público alvo da indústria pornô, me parece um tanto quanto difícil promover uma experiência que realmente seja do interesse das mulheres… Afinal, nosso desejo funciona de outra forma, não?

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Depois dos apps de corrida, vem aí os apps de vagina (!)

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No ano passado, um projeto no Kickstarter bombou e me chamou a atenção: o Skea, um dispositivo e app com jeitão de game pra treinar o assoalho pélvico e, sim!, sua vagina por consequência. Quando publiquei no blog, não dava para saber se ia vingar ou não, mas vingou: não só já foi feito, como 80% dos produtos já foram enviados para felizes donas exercitarem a intimidade com o conforto da tecnologia.

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foto via Shutterstock

Na época, achei que o Skea era um projeto isolado, mas aparentemente há toda uma tendência em torno de treinar a vagina que a até agora gente não vinha notando. Depois dos apps que monitoram sua alimentação, sua corrida, seu sono e até sua felicidade, a vagina parecia um território resguardado da invasão mobile, com exceção daqueles vibradores que dizem dançar conforme a música, se é que me entende.

Mas, com a boa desculpa da saúde, nada mais está resguardado. Apps como o Kegel Camp sugerem exercícios em níveis variados para você treinar o assoalho pélvico sem precisar de parafernalhas extras, sejam elas bolinhas tailandesas, sejam elas bugigangas bluetooth. Nesse aplicativo aí, a voz da expert Emily vai comandando a brincadeira e explicando o que você deve fazer. Mas e se você não estiver fazendo certo? Quem poderá te defender?

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O pau de selfie chegou aonde (quase) ninguém queria

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Kim Kardashian pode fazer uma Barsa de selfies que não vai chegar nem perto do absurdo que é o próximo degrau na escala dos selfies que esta sociedade acaba de dar. Um minuto de silêncio para o bom gosto.

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Ok, agora  é a hora de conhecer o absurdo vibrador à prova d’água (até aí nada demais) com leds acoplados e uma câmera em HD na ponta. Isso mesmo. Um brinquedinho erótico apelidado de “Svakom Gaga Intimate Selfie Stick” é capaz de filmar e fotografar tudo o que está acontecendo ali na hora da diversão e ainda pode se conectar com o Facetime para uma DR, caso seja de seu agrado.

Esta moça explica:

Considerando que apenas uma porcentagem bem pequena das mulheres consegue atingir o orgasmo somente com estimulação vaginal, me pergunto qual será o grau de frustração das pessoas que esperam conseguir filmar um baita orgasmo usando esse gadget íntimo. Ou, enfim, quem é que tem curiosidade de saber o que acontece lá dentro enquanto a mágica realmente acontece lá fora. Impressão minha ou esse brinquedo soa divertido só para os homens?

Seja como for, ainda colocaram luzes de LED para que algo seja registrado, afinal temos apenas a certeza de que lá deve mesmo ser escuro. O brinquedinho-novidade custa US$179 na LoveHoney.com- algo como R$550 paus na cotação maluca do dólar. 

Fica a dúvida: quem compraria isso?

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50 Tons de Cinza: 125 minutos para tentar consertar um livro que nasceu errado

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Espera, teasers, trailers, cenas vazadas, mas o que prevíamos aconteceu: “50 Tons de Cinza” não é um filme bom. Para as fãs do livro, também não chega a ser ruim, digamos. É tão sutil que não chega perto do estrondoso sucesso causado pelo livro. Livro este que, vamos lá, é bastante “esquecível”, não fossem as cenas de sexo que prendem o leitor na sacanagem e o motivam numa espécie de leitura dinâmica até o próximo encontro.

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– Voltei, mores

Mas vamos ao filme. A trilha sonora é excelente, a direção de arte impecável, há o dinheiro que a inspiração “Crepúsculo” não teve em seu primeiro lançamento e dois atores que souberam segurar a bronca de um roteiro raso e cheio de textos sacais. “Eu não faço amor, eu fodo”: no livro, uma delícia, no cinema, recebido por risadas num cinema lotado de mulheres na meia idade.

o casting

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Falaram que a gente não tem química. Cê acha?

Jamie Dornan faz um esforço hercúleo para dar vida a este homem doentio e perturbado. Ele tem bons cacoetes, olhares muito interessantes, um andar leve com mãos pesadas, mas nada que faça o texto soar mais verossímil, meus caros. E ele é lindo. Mesmo. Tão lindo que infelizmente uma boa parte do público compraria seu trabalho só pela beleza e pelo tanquinho exibido constantemente na tela. Ah, e também pela bundinha, que dá o ar de sua graça por uns 3 segundos e causou gritinhos (altos).

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Paródia com “The Sims” mostra como seria cena do absorvente em “50 Tons de Cinza”

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“50 Tons de Cinza” está cada vez mais perto e a cada dia ficamos sabendo mais sobre o filme, seja através dos clipes da trilha sonora, seja através de entrevistas reveladoras da produção. Desta vez, a novidade “chocante” foi que a direção sequer considerou colocar no longa a passagem do livro em que Mr. Grey remove o absorvente interno de Anastasia para continuar as brincadeirinhas noite a dentro, com o perdão do trocadilho.

The Sims 50 Shades

#chocada

Muitos fãs ficaram revoltados com a decisão da adaptação, mas confesso que: 1 – é irrelevante para o contexto geral do filme e 2 – não se trata de um filme pornô ou gore, logo não há nada de sensual para acrescentar num fiozinho de o.b. sendo puxado e arremessado até o lixo.

Quem ficou se sentindo “órfão”, no entanto, pode aproveitar para ver este vídeo feito por uma fã em 2012. Na paródia, a bendita cena está bizarramente presente, usando personagens de “The Sims” como Ana & Chirstian. Apenas dê o play e reflita: qual a necessidade disso? E passar bem.

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ps: e essas brinks com “Crepúsculo”? Como não amar? hehe

5 coisas que o filme de “50 Tons de Cinza” pode fazer melhor que o livro

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Quando ninguém mais se aguentava de esperar, “50 Tons de Cinza” começou a inundar a internet com trailers chamando para o filme. Foi o campeão de views em 2014 e ninguém duvida que o longa vá levar multidões para o cinema. E acredite se quiser: já falta menos de um mês para a estreia!

Para conter a ansiedade de ver essa história que a gente ama – mas que também ama odiar – listei 5 coisas que o filme pode fazer melhor que o livro. Como sempre acreditei que esse seria um caso de adaptação melhor que o original, estou confiante na produção. Jamie Dornan, tô contigo e não abro: dia 12 de fevereiro estarei com a pipoca em mãos pra te ver! #MrGreyWillSeeYouNow

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1. sem essa de deusa interior

Os diálogos internos de Anastasia Steele são até engraçados no começo do livro. “Deusa interior? haha, da hora”, mas não demora muito para querer amordaçar e dar você uns tapas na deusa interior em posição de lótus dela. Ter que ouvir narrações em off do gênero, comentando sobre ansiedade, tesão ou medo, tornaria os 120 minutos insuportáveis. Torcendo muito para a diretora ser o mais voyeur possível para contar essa história. Nada contra a voz de Dakota Johnson, que fique claro.

2. quem se importa com números?

Enquanto muitos acusam Grey de machista e Anastasia de aproveitadora, eu só consigo acusar a autora de sem noção. Como publicar um fenômeno editorial cuja protagonista passa por todo período universitário sem nenhuma experiência sexual? Isso sim é motivo de indignação, até porque homens machistas e mulheres aproveitadoras existem aos montes e sempre existirão – assim como homens aproveitadores e mulheres machistas também.

Em suas particularidades, Anastasia não precisava ser adepta da vida sadomasô. Não precisava ser experiente. Não tinha que ser manjadora dos paranauês de submissa. O que a Anastasinha precisava é ser menos, ahn… Virgem! Duvido que o longa vá mudar a criação de E.L. James a esse ponto, mas já seria fantástico se eles simplesmente não tocassem no assunto. Mostrar a personagem apenas como inexperiente já tá de bom tamanho – até porque, cof cof, toda ex-virgem sabe que dificilmente vai adorar de paixão sua primeira vez. Só com Anastasia é diferente…? Não criem essa expectativa em milhares de jovens, faz favor.

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