Girl Power: 5 livros de mulheres poderosas para ler em 2015

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Cameron Diaz, Lena Dunham, Alexa Chung, Amy Poeler e Sophia Amoruso: o que elas têm em comum, fora o fato de serem bem-sucedidas no que fazem? Todas publicaram livros contando suas histórias. Ou pelo menos o que é publicável – se bem que, no caso de Lena, isso não se aplica.

Enquanto Sophia se dedica ao empreendedorismo, Lena e Amy vão te fazer rir e chorar com histórias de suas vidas, Alexa vai te despejar um balde de referências de estilo e Cameron vai mostrar que todo aquele corpão aos 42 anos de idade não é só sorte e genética: é sim muito treino e boas escolhas ao longo da vida. Ainda bem, ela compartilhou tudo em detalhes num dos livros a seguir!

 

5. “#GirlBoss”, Sophia Amoruso
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Quando resolveu publicar “#Girlboss”, a primeira coisa que Sophia Amoruso ouviu de editores foi: “As consumidoras da Nasty Gal não gostam de ler”. Empreendedora que é, Amoruso não desistiu e foi bater em outra porta. Publicou a obra e vem vendendo desde então – e muito. A dona da grife que revolucionou o e-commerce de moda conta seu caminho das pedras, desde vendedora de “achadinhos” no eBay até a abertura da primeira loja física de sua grife, em Los Angeles. Mais sobre ela aqui.
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4. “It”, Alexa Chung

It girl mundialmente reconhecida, apresentadora de TV e nome de bolsa que também virou it. Alexa Chung mostra, em seu livro “It”, suas paixões e uma coleção de referências que a tornaram um ícone de estilo, por mais que ela não assuma o título formalmente. Falando em ícone de estilo, é nesse livro que ela revela seu maior influenciador: o avô chinês, que não aceitava de forma alguma sair de casa sem se preocupar com o “look”. Veja a resenha completa.
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3. “Yes Please”, de Amy Poehler

Atriz da série “Parks and Recreation” e de uma boa temporada do “Saturday Night Live”, Amy Poehler põe na roda em “Yes Please” uma série de conselhos e também histórias de sua carreira. A frequente companheira de Tina Fey tem muito para contar e revela, inclusive, que tem a “Angelina Jolie das vaginas”. Ainda não há tradução, mas as risadas certamente valem o esforço de treinar seu inglês.
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2. “Não sou uma dessas”, Lena Dunham

Durante a leitura, vai ser fácil esquecer que a autora produziu filmes independentes e escreve, dirige e protagoniza uma bem-sucedida série de televisão. “Causos” estranhos e problemas com auto-imagem dominam o início de “Não Sou uma Dessas”, em que Lena Dunham escracha sua vida amorosa em detalhes antes de juntar os pontos sobre como sobrevive e prospera na mídia mesmo se sentindo com alguns kilos a mais. Ainda prefiro o título original: “Not That Kind of Girl”.
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1. “O Livro do Corpo”, Cameron Diaz

Depois de empreendedorismo, humor e estilo, o livro de Cameron Diaz fecha a conta falando do essencial: o seu corpo. As primeiras páginas de “O Livro do Corpo” parecem ter sido escritas pela personagem de “Quem Vai Ficar Com Mary”, com texto simplório e animado demais. Porém, ainda bem!, aos poucos Cameron se aprofunda e mostra a que veio, criticando dietas da moda e passando longe de loucuras fitness. A atriz divide sua sabedoria sobre alimentação e exercícios com informações detalhadas e sugestões preciosas para o leitor mudar como cuida de si mesmo. Perfeito para quem colocou na lista de resoluções de Ano Novo as palavras “emagrecer” e “academia”.

 

“O Castelo de Vidro”: quando memórias ruins rendem boas histórias

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Se houvesse apenas uma palavra para definir a história contada por Jeanette Walls em “O Castelo de Vidro”, essa palavra seria determinação. Quando pesquisei sobre o livro que me foi enviado pela editora, apenas boas referências: milhares de cópias vendidas, centenas (!) de semanas na lista do New York Times, um filme a caminho.

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Jeanette Walls, jornalista, autora de “O Castelo de Vidro” e “A Estrela de Prata”

Mas a obra conta a jornada de Jeanette e, digamos, eu não sou uma senhorita apaixonada por biografias, devo confessar. Também me incomodei quando li na orelha do livro: “Jeanette Walls escreveu o livro que gostaria de ler, sobre pessoas passando por dificuldades”, ou algo do tipo. Também não sou apaixonada por dramalhões. Só que ok, isso me exclui a leitura de boa parte das boas obras que estão por aí e digamos que não tenho sido a melhor leitora do mundo em 2014. Comecei a ler, sem a menor pressa. E me apaixonei. Com todas as nuances da paixão, o que inclui amor e ódio.

A história da família Walls me comoveu – e como! Mais do que seu próprio conto de infância, neste livro Jeanette narra a história de uma família decadente bem diferente do convencional: um pai bêbado e uma mãe artista inteligentes o bastante para criar filhos supertalentosos e sem pena de si mesmos, porém negligentes o suficiente para deixar os filhos sem comida na mesa, revirando o lixo da escola em busca de restos da merenda alheia.

Sem almoço, sem banho e sem energia elétrica, a família se alimenta de sonhos impossíveis de serem realizados e de aventuras capazes de deixar qualquer pai ou mãe (ou filho!) de cabelo em pé, como dar comida a um animal selvagem, acampar com um bebê por dias num carro ou caçar um estuprador no meio da noite.

Sempre negando caridade e trabalhando duro, Jeanette e seus irmãos deram seu jeito de nadar contra a corrente para ganhar a vida. As atitudes deles são importantes para o grande final, porém a forma como esses passos são dados e o jeito como tudo é contado é que tornam a leitura tão especial.

Você vai se apaixonar pelo pai sonhador e odiá-lo pela irresponsabilidade. Amar a mãe que dá liberdade aos filhos e odiá-la por deixá-los passar fome. Mas, acima de tudo, vai colocar a sua própria história em perspectiva quando perceber que as situações mais traumáticas serão aquelas narradas com um distanciamento ainda mais maduro.

Se a palavra para a Jeanette-personagem é determinação, a palavra para a Jeanette-escritora é transformação.

 

O FILME

Depois de sua mãe se apaixonar por “O Castelo de Vidro”, a atriz Jennifer Lawrence resolveu ler e não hesitou em adquiriu os direitos da obra. O filme deve marcar a estreia da atriz como produtora e também vai trazê-la no papel de Jeanette. O longa será dirigido por Destin Cretton (“Short Term 12”)  e ainda não há data para início das filmagens ou lançamento. Só uma coisa é certa: é bem provável que J Law fique ruiva para o papel e encare muita, mas muita, sujeira pela frente…

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Além de “O Castelo de Vidro”, Jeanette Walls também se voltou a sua história familiar para escrever “Cavalos Partidos”, sobre sua avó materna. Seu mais recente livro é a ficção “A Estrela de Prata”

 

“O Futuro de Nós dois”: e se você pudesse ler pedacinhos do seu futuro daqui a 15 anos?

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booktrailer de “O Futuro de Nós Dois”

O ano é 1996, muitos estão comprando seu primeiro computador pessoal e a AOL é o provedor de internet mais popular dos Estados Unidos. Um CD deles na mão e pronto: você está conectado e pode criar a primeira conta de e-mail da sua vida. Emma e Josh são amigos de infância prestes a experimentar a web pela primeira vez, mas por algum motivo aleatório do universo, eles conseguem acessar o Facebook dali 15 anos. Ao lerem pedaços de suas vidas e das vidas de seus amigos postados em atualizações de status, os dois passam a mexer com o presente tentando melhorar a vida no futuro.

A premissa de “O Futuro de Nós Dois”* é assim um tanto fora da caixinha, mas a relação entre presente e futuro criada pelos autores, Carolyn Mackler e Jay Asher, é interessante e até verossímil. A partir do momento em que os dois personagens ficam vidrados com o que vai acontecer daqui uns anos, vão aos poucos se esquecendo do presente e preferem tomar atitudes para serem felizes só depois.

É claro que não fica explicado porque eles conseguem acessar o Facebook, o que é uma licença poética bem ok, mas não dá para entender como uma das personagens simplesmente desiste de investigar como ela consegue “ver” o futuro na internet. Emma resolve pesquisar o assunto, mas no maremoto de emoções causadas pelo “oráculo” online, acaba deixando pra lá. Não sei vocês, mas acho que isso me intrigaria mais do que o futuro, algo tão volátil. rs

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Sophia Amoruso: a CEO mais sexy do mundo e os achados que valem 100 milhões de dólares

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você nem sabe, mas já adora o trabalho dela

Esta moça bonita da foto é Sophia Amoruso. Aos 29 anos, Sophia foi eleita a CEO mais sexy do mundo pelo portal “Business Insider” em 2013. Tudo começou revendendo roupa usada na Internet, com direito a garimpos até mesmo do Exército da Salvação. E o negócio de Sophia hoje movimenta US$100 milhões por ano.

Você com certeza já ouviu falar do business dela, a loja online Nasty Gal. Se nunca ouviu falar da loja multimarcas com curadoria das boas, agora vai ouvir com certeza: a dona da parada está lançando um livro para contar como fez isso tudo dar certo (mas eu recomendo também uma visitinha virtual à loja, porque é realmente legal!).

O livro “#GirlBoss” chega às prateleiras (e aos kindles) no dia 6 de maio e tem o pretensioso subtítulo de How To Write Your Own Rules While Turning Heads And Turning Profits – algo como: “Como escrever suas próprias regras enquanto chama atenção e lucro”. Patroa de 350 funcionários, Sophia promete contar no livro um pouco do seu jeito “diferente” de liderar. Para ela, por exemplo, é ótimo quando os funcionários discordam, pois isso agrega novos pontos de vista ao negócio.

Já tem até um book trailer bem humorado de #Girlboss:

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Pelo tom divertido e até meio juvenil da divulgação, pode ser que o livro seja uma espécie de “diarinho da chefe”, mas a verdade é que é no mínimo curioso uma obra que promete contar como uma pessoa que saiu de casa aos 17 anos, pulou a faculdade e aos 22 anos começou a vender roupa velha no Ebay, hoje tem um pequeno império de estilo e emprega 350 funcionários.

Em entrevista ao Refinery 29, Sophia contou como era cara de pau na época em que garimpava para pagar as contas. Ela não tinha medo de pedir descontos em suéteres com pequenos furinhos no Exército da Salvação e era capaz de passar horas no bazar procurando preciosidades. Ela menciona que chegou a comprar blazers Chanel por US$8 e vendeu por US$500 ou US$1.000. Parece uma boa margem de lucro, não? rs

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Sophia e seu #Girlboss

O livro já está em pré-venda na Amazon e não vai ter nenhum conselho sobre como garimpar em bazar. Diz Sophia que quis escapar de um livro sobre estilo para fazer um livro sobre negócios. Bom, se as coisas já iam de vento em popa, agora devem nadar de braçada: a Nasty Gal está prestes a ganhar sua primeira loja física em Los Angeles. Suce$$o!

 

“Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca”: um guia incorreto para enfrentar qualquer parada

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e quem nunca passou por isso?

Um manual para você que quer ser alguém na noite sem ter histórico cool favorável. Um guia para quem precisa se livrar de gente chata usando mentirinhas elegantes. Um apanhado de dicas para viver bem acima do peso e muito abaixo do orçamento sem ser crucificada. Foi isso que a apresentadora Jana Rosa e a escritora Camila Fremder produziram juntas: um livro cheio de conselhos para lidar com situações ingratas que acontecem com (quase) toda mulher na casa dos 20.

“Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca” tem um humor ácido que vai te fazer rir bem alto, tudo porque mistura conselhos realistas do tipo “fake it ‘til you make it” (engane até você conseguir), mas também conselhos ainda mais loucos que a própria situação da vítima. Afinal, que tal se livrar do vexame de uma foto feia na Internet dizendo que vai embarcar para a lua com a Nasa semana que vem? Super coerente se for pra rir, é claro. rs

Com pouco mais de 200 páginas e uma lista bem grande de pedidos de desculpas aos malas citados no texto (inclusive blogueiras e pessoas inconvenientes com metabolismo rápido), o livro é perfeito para ser devorado na areia da praia neste verão. Enquanto você presta atenção nas descrições super detalhadas dos casos (com nomes e tudo – tipo, astróloga/numeróloga chamada Núria), a dupla de autoras coloca uma piadinha leve. Uma piadinha maior. Um absurdão que vai fazer até o tio do coco rir da sua risada.

Talvez eu só não tenha me divertido muito no capítulo sobre dietas. A descrição do problema foi real até demais, e as dicas não foram tão loucas o suficiente para me fazer rir. Difícil fazer humor com dieta. “Largue seu casaco PP no carro de um amigo, para que todos vejam o quanto você está em forma” – é tão absurdo que consigo imaginar alguém fazendo isso de verdade.

Em todo caso, o capítulo sobre como enfrentar o ridículo reencontro de 10 anos do ensino médio compensa qualquer mal causado pelo capítulo da malhação. Me sinto devidamente preparada para lidar com esse churras maravilhoso que deve acontecer em minha vida em breve. Preciso falar mais? Livro devidamente recomendado!

 

“It”: o livro-diário da garota Alexa Chung

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Alexa Chung e seu livro, “It”

Antes de ganhar uma bolsa com seu nome e sentar na fila A dos desfiles que importam, Alexa Chung era uma simples modelo que escondia o sobrenome chinês e se apresentava para testes com camisetas de dinossauro. É essa uma das coisas que ela conta em seu primeiro livro, “It”.

Mistura de confissões aleatórias com referências de moda e beleza, o livro de tecido rosa surgiu a convite de uma editora. A garota-fenômeno hesitou, mas não desistiu. E tão aí 192 grossas páginas com fotos interessantes e a tentativa explícita e bem-humorada de Alexa mostrar que é só mais uma garota comum. Mas uma garota, há de se dizer, com boas referências, beleza, altura considerável e porte físico “bem aceito”.

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Em “It”, Alexa prova que não tem apenas um bom faro fashion, mas que sabe justificar muito bem suas escolhas através de um punhado de imagens bem gravadas na memória. Coisa rara em dias que estilo é sinônimo de dinheiro. As referências vão desde filmes antigos e rock stars até o próprio avô chinês, que não aceitava vestir qualquer coisa. Diz ela que o avô e as aulas de equitação na infância foram elementos essenciais para suas escolhas até hoje. Fora isso, ela cita alguns ícones de estilo absolutamente improváveis, como Jeremy Irons e suas camisas amassadas (!). Para quem curte o estilo boyish, aliás, o livro é realmente um prato cheio. 

Além de falar obviamente de moda e de sua experiência em dividir a primeira fila com Anna Wintour, a it girl dedica boas páginas a falar sobre sua experiência com pés na bunda e sobre o quanto ela adora música, músicos, karaokês e até o estilo das groupies dos anos 1970, verdadeiras mestres em se vestir “em camadas”. Não por acaso, é bem provável que o episódio de coração partido que ela tanto cita deva ter sido o término com o cantor Alex Turner, do Arctic Monkeys. É um momento do tipo “entendedores entenderão”.

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Leitura leve, livro para abrir e rever de novo os causos e conselhos simples da apresentadora que quase ninguém lembra que é apresentadora. E, sim, lá no final do livro ela dá as dicas dela para tirar uma selfie perfeita.

No fim, em sua tentativa de parecer uma garota “simples” e descomplicada, Alexa parece agora um pouquinho mais especial para mim. A obra direta, despretensiosa e cheia de bom humor cumpriu seu papel. Simpatizei.

Comprei o meu livro na Amazon; chegou em 10 dias.