“O Futuro de Nós dois”: e se você pudesse ler pedacinhos do seu futuro daqui a 15 anos?

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booktrailer de “O Futuro de Nós Dois”

O ano é 1996, muitos estão comprando seu primeiro computador pessoal e a AOL é o provedor de internet mais popular dos Estados Unidos. Um CD deles na mão e pronto: você está conectado e pode criar a primeira conta de e-mail da sua vida. Emma e Josh são amigos de infância prestes a experimentar a web pela primeira vez, mas por algum motivo aleatório do universo, eles conseguem acessar o Facebook dali 15 anos. Ao lerem pedaços de suas vidas e das vidas de seus amigos postados em atualizações de status, os dois passam a mexer com o presente tentando melhorar a vida no futuro.

A premissa de “O Futuro de Nós Dois”* é assim um tanto fora da caixinha, mas a relação entre presente e futuro criada pelos autores, Carolyn Mackler e Jay Asher, é interessante e até verossímil. A partir do momento em que os dois personagens ficam vidrados com o que vai acontecer daqui uns anos, vão aos poucos se esquecendo do presente e preferem tomar atitudes para serem felizes só depois.

É claro que não fica explicado porque eles conseguem acessar o Facebook, o que é uma licença poética bem ok, mas não dá para entender como uma das personagens simplesmente desiste de investigar como ela consegue “ver” o futuro na internet. Emma resolve pesquisar o assunto, mas no maremoto de emoções causadas pelo “oráculo” online, acaba deixando pra lá. Não sei vocês, mas acho que isso me intrigaria mais do que o futuro, algo tão volátil. rs

Na rede social, Emma e Josh vêem desde fotos de suas novas famílias e filhos até atualizações de status banais, sobre Netflix e séries de sucesso como “Glee”. Em diversos momentos, chegam a se questionar qual a necessidade de escreverem esse tipo de coisa e porque estão sempre reclamando da vida, não dizendo coisas positivas. Será que há 15 anos você gostaria do que escreve nas redes sociais hoje?

A narrativa rápida e descontraída é recheada de referências à década mais ovacionada do momento. Narrada ora por Emma, ora por Josh, a fórmula é banal no começo, mas mostra a que veio quando deixa o leitor curioso para descobrir o ponto de vista do outro personagem sobre o mesmo assunto no próximo capítulo. Vale ler num feriado prolongado ou numa ida pra praia para esfriar a cabeça.

E, ah, não fui só eu que imaginei o filme dando uma boa comédia romântica no cinema. Produtores também pensaram o mesmo e a Warner já adquiriu os direitos da obra para um filme. Para entrar no clima, vai aí uma playlist oficial com as músicas citadas no romance! ;)

 

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