O retorno de Saturno e o sucesso depois dos 30

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Na sua cabeça, até os 30 você teria sua própria casa, seus investimentos, tomaria um vinho e discutiria assuntos adultíssimos com suas amigas super bem-sucedidas. Mas o jogo das expectativas virou, não é mesmo? O que temos é que os 30 estão quaaaase aí, não dá pra bancar um aluguel sozinha e você até toma vários vinhos com as amigas, mas não é raro o tema das conversas ser pura e simplesmente a insatisfação profissional. Afinal, quem (todas) achamos que a partir dos 25 esse avião ia decolar e não parar mais? É…

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Já falo disso há tanto tempo por aqui que me sinto um disco riscado, mas pelo menos o desabafo não é só meu: livros, filmes e séries inteiras importadas também falam e não é só a crise brasileira que está fazendo com que você, aos cinco anos de formado, seja “senior” demais para qualquer cargo. Aparentemente há um probleminha geral e, olha, se fosse “só” o mercado seria mais fácil. A gente nem sabe mais bater o martelo no que realmente ama. O que faz seu olho brilhar hoje?

A profusão do horóscopo em todos os memes no último ano é bem engraçada, mas só mostra pra mim o quanto o buraco é mais embaixo. É na crise que a gente mais procura razões para entender as coisas, entra na terapia, culpa a lua, vai fazer mapa astral – aliás, eu fiz, foi ótimo, façam. A preocupação com o grande “retorno de Saturno” é uma preocupação há quanto tempo? Tive que explicar sobre isso pra minha mãe, afinal por que ela saberia se aos 30 pra ela estava tudo bem encaminhado mesmo?

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O retornão diz que nessa época nossa vida vai virar de cabeça pra baixo, ser chacoalhada como uma caipirinha ruim e espremida na sequência pra ver o que sobra, pra ver o que realmente você compreendeu disso tudo. Difícil refletir enquanto se está sendo chacoalhado pra cima e pra baixo, mas já me sinto menos na obrigação de ser um grande sucesso, sensação que eu tinha há anos atrás. Obrigação pouco tem a ver com obstinação. Eu quero ser, mas não tenho que.

Eu que acredito em copos meio vazios até venho me surpreendendo com o otimismo e bom humor que vem brotando sei lá de onde. Parece que quando a única coisa que você tem na mão é a vontade, a fé se torna natural, importante, vital. Se não tiver fé, não se tem nada e é sempre melhor ter alguma coisa, especialmente algo tão forte e que não faz mal a ninguém, convenhamos.

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As histórias de outras grandes mulheres também me fazem respirar aliviada, afinal, é claro, vez ou outra você também vai se sentir meio “velha” pra ainda estar tendo estes questionamentos, ainda viver estes problemas, ainda conviver com estas indefinições. Mas não são raras as mulheres que fizeram acontecer depois dos 30 e outras bem depois e outras bem, bem depois.

Esse vídeo resume, mas basicamente J.K. Rowling, Oprah Winfrey, Kristen Wiig e Vera Wang são algumas integrantes do nosso clube: mudaram de área, foram chacoalhadas, só tiveram suas chances depois de anos tentando, ouviram nãos inimagináveis.

Melhor não desistir.

10 anos de blog no ar, sobre o canal no Youtube e outras curiosidades

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Parece que foi ontem, mas não: já se passaram 10 anos desde que este blog nasceu. Surreal, né? Falei sobre isso, sobre a iniciativa do canal no Youtube – e o quanto é trabalhoso! – e também respondi mais algumas coisinhas que a galera me mandou nas redes sociais!

Agora uma dúvida sincera: alguém aí acompanha o blog desde esse começo? hahaha Antes de dar o play, inscreva-se no canal e receba os vídeos primeiro! ;)


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[VÍDEO] E quando bate a saudade do ex-EMPREGO?

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Depois do sucesso do vídeo sobre Geração Y e mercado de trabalho, o vídeo de hoje fala sobre outro fenômeno curioso que parece já ter acontecido não apenas comigo, mas com todo-mundo-que-eu-conheço: sentir saudade de um emprego anterior.

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Sinceramente, não sei se esse é um mal da nossa juventude indecisa e cheia de possibilidades, que muitas vezes troca de empregador até demais. Só sei que é o tipo da coisa que parece ser universal nos dias de hoje. Em algum momento, a pessoa definitivamente se questiona se deveria ter trocado gato por lebre (ou vice-versa) e bate aqueeeela nostalgia do kilão que frequentava, do cafezinho que tomava e por aí vai.

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[VÍDEO] Deu ruim: e se nada der certo para a Geração Y?

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Trabalhar com o que ama e adequar o seu sonho a sua renda ou adequar seus sonhos para a renda que você tem fazendo aquilo que ama? Essa é uma das questões que trago no vídeo de hoje, sobre os dilemas profissionais de eu, você e muita gente com 20 e poucos anos.

Se você também acha que o diploma não te assegurou uma boa carreira e já se pegou tendo conversas constrangedoras com a sua família para explicar porque você ainda não tem o próprio apartamento ou o próprio carro, com certeza vai se identificar. E, por favor, conta pra mim nos comentários a sua história!

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Katy Perry: a artista mais bem paga e 5 lições de negócios para aprender com ela

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Capa da “Forbes” de julho, Katy Perry acaba de abocanhar o título de artista mais bem paga do mundo, com ganhos estimados em US$135 milhões de dólares no último ano. O resultado vem quase um ano e meio depois do lançamento de seu último álbum, “Prism”, e de uma turnê mundial arrebatadora. E, claro: uma apresentação viralizante no intervalo do Super Bowl.

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Katy Perry e seu negócio de gente grande

Na lista geral das 100 celebridades mais endinheiradas da “Forbes”, a cantora ficou em terceiro lugar e foi também a única mulher a aparecer no top 5. A próxima é ninguém menos que Taylor Swift, com seus US$80 milhões em oitavo lugar.

Com suporte de gravadora, de fãs ativos em redes sociais e de uma equipe que deve dar inveja a muito CEO de executivo, muita gente deve pensar que Katy não acompanha os negócios tão de perto, ou que foca só no lado “artístico” da coisa, procurando sempre a inspiração para seu próximo hit. Não é bem por aí: “Eu sou orgulhosa de ser dona do meu próprio negócio. Eu sou empreendedora e quero abraçar isso”, disse a cantora sobre o assunto.

Agora, quem não se lembra da avalanche de comentários sobre o fato de Katy Perry ser injustiçada no Grammy todo ano…? Bem, parece que o jogo virou, não é mesmo? Hitmaker, viral e, sim, muito rica, Katy tem certamente muita coisa para ensinar sobre como gerir seu próprio negócio e que passos seguir para ter uma vida profissional de gente grande.

5 lições de negócios de Katy Perry:

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1. escolha um bom nome

Katheryn Elizabeth Hudson pode ser um ótimo nome para uma empresária, para uma princesa ou para qualquer anônima, mas certamente não é nada sonoro para vender a cabeça e a voz por traz de “I Kissed a Girl”. Para sua “empresa” enquanto artista, o nome escolhido foi Katy Perry, unindo seu apelido ao sobrenome de solteira da mãe. Um nome curto, sonoro e instigante pode fazer maravilhas para ajudar as pessoas se lembrarem quem você é e o que pode fazer por elas. Um bom nome é personalidade instantânea.

2. você vai errar antes de acertar

Se tem algo que Katy sempre soube é que desistir não era uma opção. No filme “Katy Perry: Part of Me”, a jornada difícil da cantora fica bem clara. Empresários que não davam chances, gravadoras que a colocavam na geladeira e dificuldades financeiras longe da família foram algumas das barreiras que a cantora enfrentou no anonimato. Ainda assim, ela ainda encontrou forças para compor músicas para outros artistas e assim se sustentar até que a hora dela chegasse.

Quanto aos erros, não foram poucos: rolou  mudança de nome (ela chegou a lançar um álbum como Katy Hudson), de estilo musical (ela foi considerada uma “nova Alanis” no início) e até mesmo de visual.

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O happy hour de 10 anos do Youtube

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Quantas vezes você encontra Kéfera, Castanhari, Bruna Vieira, MariMoon, PC Siqueira, Tavião, Indiretas do Bem, Pathy dos Reis, Jacaré Banguela e tantos vários outros num mesmo recinto? Acho que raramente! Talvez só mesmo na aba do navegador. E foram justamente essas estrelas da internet que vi todas juntinhas, ao vivo e a cores, se divertindo do meu ladinho no happy hour de 10 anos do Youtube.

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#FelizYoutube

A festa estava realmente lotada de gente bacana e o Youtube Space é um espaço e tanto. Além de eventos como este, o espaço sedia cursos livres para criadores de conteúdo e tem uma programação bem intensa. Quem tem canal e gostaria de participar, pode ficar de olho na agenda, se inscrever no site e torcer – os workshops são gratuitos e bem concorridos.

Quando fiquei sabendo do evento, fui rapidinho ver como eu poderia participar. Para mim, era importante estar presente não apenas para ver de perto estas pessoas, conversar com gente nova e rever amigos antigos, mas também para reforçar para mim mesma que, sim, agora eu invisto no Youtube de verdade.

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Tá todo mundo disfarçado, mas juro que estão aí Bruna Vieira, Jéssica e Ariane do Indiretas e euzinha

e o quanto isso demorou…

Para quem não sabe, antes de abraçar a ideia de ter um canal, eu sofri durante anos. E quando eu digo durante anos, não é exagero. Meu endereço está aí há uma boa quantidade de tempo, embora muita coisa eu já simplesmente tenha tirado do ar porque já não faz mais sentido.

O canal antes era simplesmente uma “conta” em que eu ia postando coisas aleatórias, desde o gato correndo no corredor de casa até algum vídeo feito durante a faculdade. O tempo passou e a minha própria formação em Rádio e TV me fez colocar o pé no freio. Como eu, afinal, ia ser capaz de publicar um conteúdo que, em resumo, não fazia jus à minha própria graduação? Esse dilema me perseguiu muito.

Um bom vídeo custa caro. Simplesmente custa. Cote um equipamento profissional, chame um operador profissional, alugue iluminação e contrate um editor para saber do que estou falando. Peça um orçamento a uma produtora. É caro e ponto final. Porém, aparentemente a “Internet” não se importa com isso.

Enquanto eu coçava a cabeça com o diploma no bolso e fazendo vídeos profissionalmente em horário comercial, estrelas da telinha do computador foram pra televisão, gente da televisão viu que precisava ir para internet e aparentemente fazer vídeo do seu quarto, com a luz e a câmera que dá, não é nem de longe um impedimento para ser bem-sucedido e fazer coisas bacanas. Alguns chamam de espontaneidade. E quem não gosta disso?

Eu gosto. E foi assim que resolvi que ia deixar caladinho o diabinho dos dilemas para ser feliz abraçando a espontaneidade e falando de frente para uma câmera, minha verdadeira paixão. Um dia, quem sabe, terei a tal equipe e equipamento dos sonhos. Ou, sei lá, quem sabe eu mude completamente de ideia.Só sei que, enquanto isso, toda semana tem vídeo mesmo assim. :)

A photo posted by Fernanda Pineda (@loverox) on

ps: já fazendo a ~Furiosa~ e louca pra voltar e gravar qualquer coisa nos cenários animais deles! kkk