Karlie Kloss: top, angel e… Youtuber?!

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Super modelo, angel da Victoria’s Secret, já eleita “o novo corpo”, estudante de programação e bff de Taylor Swift: Karlie Kloss provavelmente não é o tipo de pessoa que você espera que vá investir num canal de Youtube. Mas as coisas estão mudando.

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– Por que não? Deixa eu investir também!

No canal “Klossy”, Karlie já acumulou quase 140 mil inscritos em quinze dias e tem mostrado bastidores de trabalhos e também publicado alguns vídeos mais pessoais para angariar público – sim, isso inclui perguntas e respostas (!).

Dá para perceber também que a moça já vinha registrando bastidores há tempos: o vídeo mais bombado mostra o backstage do desfile da Victoria’s Secret de 2014, em Londres, e a modelo indo malhar de madrugada, na correria, para se sentir segura de lingerie no grande dia. Vai vendo:

Aqui no Brasil, e acredito que mesmo no exterior, percebemos que algumas celebridades só resolvem investir para valer em internet quando percebem que uma fonte importante de renda (ou de fama) se foi. Não é raro encontrar atores meio na geladeira ou comediantes desempregados mandando ver na web só depois de perceberam que na mídia tradicional não tem mais espaço. E não, isso não é um demérito: todo mundo precisa pagar o leite das crianças, inclusive essa que vos fala. Se esse é o caminho, uai, pois que seja então.

Por outro lado, vem aí a outra questão que todo mundo aponta como o grande motivador de sucesso no Youtube: a espontaneidade. Karlie, além de já carregar números absurdos em outras redes sociais, definitivamente tem uma vida agitada o suficiente para não precisar investir em nada disso, o que só contribui ainda mais para o sucesso da top.

Quem quer ver um vlog de blogueira indo até o Guarujá quando pode ver a Karlie Kloss chorando uma unha do pé machucada no set de um clipe do Chic com o Nile Rodgers? Vou deixar vocês responderem:

Entender o que faz sucesso no Youtube é como estudar um buraco negro pra mim: quando acho que estou entendendo alguma coisa, PÁ, não era bem isso. Por exemplo, para o tamanho do meu canal, meu vídeo de ’50 fatos sobre mim’ cresceu rápido e eu não sou nenhuma Karlie Kloss, ou seja: por que as pessoas querem saber disso, OMFG? Por que querem saber isso de mim ou de de qualquer anônimo “famoso”? Não sei responder, mas eu também já cliquei em muitos. A chave da empatia é uma questão tão nebulosa que até gente muito querida pode passar para o lado negro da força se “fizer internet” do jeito errado.

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Enquanto as respostas não vem, já estou aqui inscritíssima no canal de Miss Karlie com a pipoca em mãos, torcendo inclusive para vê-la junto com a Taylor Swift fazendo algum desafio de comer coisas estranhas. Isso certamente quebraria a internet.

 ps: logo logo vem aí um blog de beleza de Kylie Jenner. Estariam vídeos de tutoriais incluídos na conta? Veremos.

Pixels, um filme que nem Pac-Man salva

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Botar uma ficha na máquina e ficar de próximo. Esperar pacientemente pela sua vez e ir aos poucos batendo o recorde para deixar seu nome escrito num fliperama do coração. Muitos anos depois, dar a chance destes mesmos campeões usarem suas habilidades únicas para salvar o mundo. Tinha tudo para ser um filme-pipoca da melhor qualidade, mas não. Foi só “Pixels”, o filme de Adam Sandler que deve estar num cinema bem próximo de você.

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Pac-Man começando e encerrando a carreira de vilão </3

Escrito e protagonizado por Sandler, “Pixels” tem direção de Chris Columbus, o mesmo cara responsável por dois “Harry Potter” e por clássicos como “Esqueceram de mim” e “Goonies”. Ou seja, um misto de ansiedade boa e marromenos num só pacote. Mas com tantos games sedutores na tela e Pac-Man como vilão, como é que essa balança poderia pesar para o lado negativo, não é mesmo? Pois sim, conseguiram o impossível.

O filme se inspirou no curta-metragem de mesmo nome que bombou na internet em 2010, sobre alienígenas transformando tudo na Terra em pixel:

No longa, a história começa em 1982, quando o governo americano manda um compilado cultural para o espaço, na esperança de mostrar quem somos para outros seres inteligentes. Eis que os ETs não entendem muito bem o recado: tomam os jogos como uma ameaça de guerra e se disfarçam de “pixels” para nos desafiar. Salvar a humanidade vira tarefa, portanto, para os melhores jogadores de 30 anos atrás, vividos por Sandler, Peter Dinklage e Josh Gad.

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Michelle Monaghan, Adam Sandler, Josh Gad e Peter Dinklage

Eu enxergo muita diversão nesse enredo simples, mas ficou simplório. Os games são realmente a melhor e única parte digna de nota de “Pixels”: os efeitos do curta-metragem ganharam um upgrade tremendo e não dá para negar que é absolutamente maravilhoso acompanhar o chefão Donkey Kong interagindo num cenário realista. A batalha final também enche os olhos e bota uma horda de personagens na tela. O problema é encarar o restante da bagaça para curtir 20 minutos pescando referências (e que seja num Imax, tá?).

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Como não adorar Khloé Kardashian fazendo teste drive de whey?

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Muita gente ainda não entende a magia em torno das irmãs Kardashian-Jenner. Pois eu digo que é quase como escolher uma Spice Girl pra chamar de sua, só que na vida adulta: você pode escolher com qual mais se identifica, que estilo de vida tem mais a ver com o seu e ir em frente. Dá pra ser desde mulher de malandro até supermodelo, empresária de sucesso ou adolescente prodígio, veja só.

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Khloé Kardashian para a “Complex”

Independente de qual seja a sua favorita, as Kardashian (e não tanto as novinhas Jenner) não se incomodam muito em mostrar do que a magia delas é feita. Enquanto boa parte das celebridades adora ostentar o resultado e mentir sobre o processo, elas não. Tá tudo lá, instagramado e televisionado. E, vem cá, que outra personalidade da mídia e apresentadora você viu ir atrás de um corpo bacana, mostrou o processo no insta e ainda fez teste drive de proteína com alho às vésperas de estrear um programa novo?

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Capa da próxima “Complex”, Khloé vai ganhar um programa de TV em breve, em que toma drinks e janta com celebridades para bater um papo. Como ela é bem divertida, imagino um “Estrelas” etílico e politicamente incorreto. rs Talvez o fato do programa envolver drinks tenha inspirado o pessoal da revista a propor um desafio bem inusitado pra irmã de Kimberly, que transformou seu corpo a olhos vistos: um teste drive de whey protein, o suplemento mais simples e mainstream entre a galera que treina.

whey de alho?

Quem toma suplemento simplesmente se acostuma com o sabor que essas coisas têm. Por mais que todos adorem zoar, não, não é gostoso. O  que vai dentro da “mamadeira” de suplemento é insosso, geralmente ralo e com um cheiro meio enjoado. Não é um toddyinho que te deixa trincada, longe disso. E, nesse vídeo, o marKeting funciona mais uma vez: Khloé testa variedades absurdas de shakes de proteína (alho, pepino, que?!!) e mostra o outro lado de um processo que não é necessariamente agradável, mas que pode trazer benefícios para a saúde e para a estética.

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A moça está no #projeto força, foco e fé há alguns anos (devidamente arquivados no instagram) e escolheu abraçar essa rotina fitness devagarinho e sem loucuras, para conseguir manter para o resto da vida. Os resultados visíveis a gente vê facilmente nas fotos da “Complex” espalhadas por este post. E se você treina e se identifica, mas ainda não vê nada digno de nota na frente do espelho, que tal se cobrar um pouco menos? Permita-se ter o prazer de se amar doa a quem doer, exatamente como uma Kardashian faria. 

Dito isso, pergunto: como não se identificar com essa moça gente boa cuspindo whey marrom de gosto estranho? Nada mal para quem faz parte de uma família frequentemente acusada de plástica, não? Só vejo verdades.

Lembrete importante: antes de ingerir qualquer tipo de suplemento, por mais popular que seja, procure um nutricionista. 

Depois dos apps de corrida, vem aí os apps de vagina (!)

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No ano passado, um projeto no Kickstarter bombou e me chamou a atenção: o Skea, um dispositivo e app com jeitão de game pra treinar o assoalho pélvico e, sim!, sua vagina por consequência. Quando publiquei no blog, não dava para saber se ia vingar ou não, mas vingou: não só já foi feito, como 80% dos produtos já foram enviados para felizes donas exercitarem a intimidade com o conforto da tecnologia.

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foto via Shutterstock

Na época, achei que o Skea era um projeto isolado, mas aparentemente há toda uma tendência em torno de treinar a vagina que a até agora gente não vinha notando. Depois dos apps que monitoram sua alimentação, sua corrida, seu sono e até sua felicidade, a vagina parecia um território resguardado da invasão mobile, com exceção daqueles vibradores que dizem dançar conforme a música, se é que me entende.

Mas, com a boa desculpa da saúde, nada mais está resguardado. Apps como o Kegel Camp sugerem exercícios em níveis variados para você treinar o assoalho pélvico sem precisar de parafernalhas extras, sejam elas bolinhas tailandesas, sejam elas bugigangas bluetooth. Nesse aplicativo aí, a voz da expert Emily vai comandando a brincadeira e explicando o que você deve fazer. Mas e se você não estiver fazendo certo? Quem poderá te defender?

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Testei: creme com efeito de Photoshop da La Roche-Posay

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Eu nunca achei que fosse escrever estas três palavras juntas na mesma frase: testei, creme e Photoshop. Mas aconteceu: os produtos com efeito blur são o último grito da indústria da beleza e estão já nas prateleiras das farmácias para todos os gostos, embora não para todos os bolsos, devo dizer.

Topei desembolsar quase R$100 numa farmácia para conhecer o Effaclar BB Blur da La Roche-Posay. Já sou consumidora assídua da marca há anos e foi a única que me fez botar fé que entregaria o efeito prometido na caixinha.

Apesar do nome conter “BB”, este não é um bb cream do jeito que você conhece. O produto é um uniformizador antioleosidade com FPS 24 e disfarça poros, linhas de expressão e também esconde vermelhidões na pele. A multifuncionalidade é parecida, mas a maior diferença está na textura.

O produto é bem seco e pastoso e é preciso ter cuidado para não deixar ele simplesmente cair no chão. E certamente você não quer que isso aconteça com um produto que custa quase o preço de uma base da MAC, certo? Certo.

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Já tenho usado o BB Blur há um bom tempo e minha forma favorita de aplicar é com os dedos, polindo depois com um pincel chato ou duo fibra. Para o exemplo da foto, espalhei aquela pequeeena quantidade de produto e consegui cobrir quase toda a mão.

O rendimento é ótimo e certamente não é um problema, mas a durabilidade sim. Ok que o BB Blur não é um bb cream, mas quando vemos a pele transformada por ele sem grandes malabarismos, queremos realmente que o efeito dure o maior tempo possível e não é exatamente isso que acontece.

Mesmo segurando bem a oleosidade e ganhando com louvor o título de único ‘bb’ que não me deixou oleosa, o produto começa a desaparecer do rosto umas quatro horas após a aplicação. Apesar de não craquelar, ele sai e vai levando junto os demais produtos que você aplicou por cima. Esquisitíssimo, mas até mesmo o delineador vai dando fade out junto com o efeito blur.

Acredito que isso aconteça porque o produto parece não “aderir” à pele, mas sim repousar sobre ela, formando uma pequena camada, responsável pelo efeito lisinho. Por isso mesmo, pessoas com olheiras muito profundas podem acabar não gostando tanto assim: aplicar corretivo de forma caprichada por cima dessa camadinha pode pesar demais e detonar o efeito natural. Se isso te incomoda, melhor ir de base ou bb cream líquido mesmo.

Tenho gostado de usar o produto para dias tranquilos de trabalho ou situações casuais em que não vou ficar horas na rua, como ir ao cinema por exemplo. Pode ser também uma boa para quem não gosta de fazer exercício físico de cara limpa.

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 com o BB Blur e depois com a maquiagem completa

Testei: como funciona o Spotify Running

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No final de maio, o Spotify anunciou uma de suas grandes novidades: uma interface de corrida no aplicativo mobile que mandaria uma playlist de acordo com o treino do usuário. Eu, que já sou usuária assídua do Spotify e tenho lá umas tantas listas temáticas de músicas para correr, fiquei animada com a novidade e comecei a usar semana passada.

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Spotify Running: detecta seu ritmo e manda uma playlist de acordo

Ao abrir o Spotify, basta ir na lateral esquerda e procurar por Running. Lá você encontra uma série de playlists especializadas, desde as “feitas” para o aplicativo, como a “Blissed Out” e a “Burn” (do Tïesto) até várias outras seleções interessantes de músicas famosas que levam em conta seu ritmo.

Depois de escolher qual será o tipo de música que vai te embalar, é hora de ler o quanto você corre. Uma tela assim vai aparecer e medir o seu ritmo:

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Apesar de ser extremamente intuitivo para quem corre na rua, os corredores de esteira não ficam para trás: o aplicativo só precisa ler seu pace uma única vez, de forma que você pode apenas segurar o celular para descobrir o ritmo e depois deixá-lo de volta no suporte tranquilamente.

Também é possível ajustar mudanças de ritmo na mão, para mais ou para menos. A música? Sim, ela acompanha sempre cada mudança e é fantástico!

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Já usei estas duas playlists e embora tenha uma ou outra faixa que não tenha sido do meu agrado, elas são no geral bem energéticas e para cima. Como a música vai acompanhar perfeitamente o ritmo em que você está, acaba sendo muito gostoso pisar junto com a batida.

Esse movimento sincronizado ajuda até mesmo a relaxar a mente: é como se eu colocasse o corpo no automático. Pode ser só um grande placebo, mas juro que me sinto até menos cansada e mais energizada. A playlist do Tïesto é especialmente legal, só tem um problema: acaba muito rápido! Qualquer corrida de mais de 35 minutos já esgota e começa do zero. Podem mandar mais! rs

Ainda não testei na rua, mas mesmo no wi-fi da academia notei alguns engasgos com a sincronização da música, especificamente nessa modalidade Running. Não sei se tem a ver com a conexão em si ou com a leitura do pace, já que o aplicativo aumenta/diminui os BPMs das músicas para atender o usuário, mas achei um pouco esquisito, até mesmo porque as playlists normais costumam tocar normalmente, mesmo no 3G.

Entre uma música e outra, você também vai ouvir uns segundinhos de silêncio, mas neste caso é bastante compreensível: a pausa acontece para que a próxima música já entre no ritmo em que você está correndo.

Para entender mais como funciona, este foi o vídeo de divulgação do serviço: