Sobre tretas nas redes sociais e intolerância

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Há muito tempo ouvi falar pela primeira vez do tal ‘efeito bolha‘: quando o indivíduo fica tão imerso nos conteúdos que ele mesmo curou para si nas redes sociais, que acaba achando que o mundo todo concorda com ele. No fim das contas, ao invés da internet abrir a cabeça das pessoas, faz cada uma se fechar em seu mundo.

É claro que nem sempre, nem todos e há encontros sensacionais proporcionados pela web, mas nas últimas semanas com tanto alvoroço político, não teve como não reparar no quanto as pessoas NÃO estão dispostas a dialogar e se interessam mais em polarizar tudo. Nasceu daí o tema do segundo vídeo dessa semana: a intolerância, as tretas e como podemos furar nossa bolha e fazer diferente.

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Zootopia: um mundo animal incrível e easter eggs do filme

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Apesar dos trailers e da super divulgação dos dubladores aqui no Brasil (Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi, para citar os principais), o que me levou ao cinema para ver “Zootopia” foram as variadas matérias que diziam se tratar de uma das melhores animações da Disney já feitas.

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Os personagens de “Zootopia”

Todas ressaltavam o mundo complexo e funcional inventado para o filme, além do cuidado surreal com a criação de cada pelagem dos animais presente. Para criar os cenários da cidade incrível onde todo animal pode ser o que quiser (american dream?), os animadores se inspiraram em Nova York, San Francisco, Las Vegas, Paris, Shangai, Hong Kong e até em Brasília (!). Ao todo, são 64 espécies de animais na cidade, todos mamíferos, para explorar o conflito central do filme: presas e predadores tendo que conviver de forma harmoniosa.

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Embora eu tenha sido levada ao cinema pelas características técnicas, devo dizer que é impossível não se apaixonar pela história da coelhinha Juddy Hopps – que pode se parecer com a de tanta gente humana que você conhece. Criada no interior, ela não se deixa abater pelas críticas ou pelos comentários familiares que insistem em dizer que seu sonho de ser policial é grande demais. Quando alcança seus objetivos, ainda se vê subjugada numa profissão que parece ser feita apenas para ‘machos fortes’ e que não oferece um bom plano de carreira para pequenas mulheres com grande talento. Quanta antropomorfia, minha gente! E obrigada pela representatividade alcançada.

Nesse cenário, surge o outro protagonista: a raposa Nick Wilde. O rapaz-raposa dá seus pulos para sobreviver na cidade grande e acaba se rendendo ao pré-conceito alheio para levar a vida. No universo do filme, há um preconceito geral com as raposas, tidas como traiçoeiras, mentirosas, pouco confiáveis. Cansado de ser mal interpretado, o jovem Wilde decide ser, enfim, a própria má interpretação. Quando todos insistem que você não é confiável e/ou merecedor, dá realmente para ser diferente e insistir? A resposta, óbvio, está no filme.

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“Zootopia” tem uma história simples e interessante para as crianças, mas novamente tem aquela dezena de sutilezas profundas e estereótipos muito bem ~sacados que vão fazer todos os adultos da sala gargalharem – especialmente em sessões legendadas, como a que eu fui. Uma das melhores cenas, inclusive com aperitivo trailer, é a das preguiças trabalhando numa espécie de Detran da cidade. Simplesmente impagável!

+ os easter eggs!

Em meio a tanto detalhamento numa cidade imensa, é claro que ainda deu tempo para os animadores distribuírem alguns easter eggs para os fãs, além de referências bem claras à cultura pop (algumas surpresas, aliás, deixo para quem for ao cinema para evitar spoilers!).

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as pintas do policial Garramansa tem formato de orelhinhas do Mickey!

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A banquinha de DVDs piratas faz referência a vários outros filmes da Disney, como “Frozen”, “Operação Big Hero”, “Detona Ralph”, “Enrolados”, “Moana” e “Gigantic”.

 

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Também tem easter egg só para olhos muito rápidos: num carrinho de bebê,
passa um boneco do Mickey! 

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Na cena de apresentação de Tundratown, duas elefantinhas passeiam
fantasiadas de Anna e Elsa, de “Frozen”

[VÍDEO] E quando bate a saudade do ex-EMPREGO?

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Depois do sucesso do vídeo sobre Geração Y e mercado de trabalho, o vídeo de hoje fala sobre outro fenômeno curioso que parece já ter acontecido não apenas comigo, mas com todo-mundo-que-eu-conheço: sentir saudade de um emprego anterior.

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Sinceramente, não sei se esse é um mal da nossa juventude indecisa e cheia de possibilidades, que muitas vezes troca de empregador até demais. Só sei que é o tipo da coisa que parece ser universal nos dias de hoje. Em algum momento, a pessoa definitivamente se questiona se deveria ter trocado gato por lebre (ou vice-versa) e bate aqueeeela nostalgia do kilão que frequentava, do cafezinho que tomava e por aí vai.

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“Zoolander 2”: um besteirol fashion com convidados fila A

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Não há expressão que defina melhor as aventuras de Derek Zoolander que ‘besteirol fashion’. Embora de trama simples, “Zoolander 2” foi uma sequência bem complicada: demorou a ser aprovada e tomou seu tempo para conseguir angariar tantos convidados para boas piadas. Mas saiu: 15 anos depois do primeiro, o filme acaba de chegar aos cinemas.

A história começa com Derek (Ben Stiller) e Hansel (Owen Wilson), os modelos mais quentes do mundo, saindo direto do ostracismo para as passarelas depois de receberem um estranho convite. A oportunidade de trabalho é uma ótima forma de Zoolander reconquistar a guarda do filho, tomado pelo serviço de assistência social graças às “espertezas” sem tamanho do paizão.

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A trama do filme é, assim, simplória. Digna de sessão da tarde infanto-juvenil e não demanda conhecimento do primeiro filme. No entanto, as piadas ácidas são de gente grande e vão arrancar risadas altas de qualquer fã do mundo do entretenimento. Se você é daqueles que ainda não tolera Justin Bieber e sua ótima “Sorry”, a primeira cena já vai garantir risos nervosos com o astro do pop tomando uma saraivada de tiros e tirando uma selfie antes de partir dessa pra melhor.

As participações especiais, aliás, são o filé mignon de “Zoolander 2”. Do entretenimento, JB, Katy Perry, Ariana Grande, Kiefer Sutherland e Sting são alguns dos destaques, além de nomes consagrados da moda colocados todos inacreditavelmente na mesma sala. É tudo fruto da “magia” do cinema, é claro, mas estão lá Anna Wintour, Valentino, Tommy Hilfiger, Vera e Alexander Wang, Marc Jacobs e cia. ltda.

Em alguns momentos, é tanta gente surreal misturada que qualquer espectador comum consegue entender porque demorou tanto para o filme sair – imagina conciliar a agenda desse povo todo, que pesadelo de produção…? Mas, obviamente, a edição salva o dia e a logística enquanto alguns timings de piada vão para o saco. Dá pra ter todos, mas não dá pra ter tudo, afinal.

Por conta do conflito central pouco instigante, o filme funciona melhor até a metade, quando as tiradas servem para apresentar personagens sensacionais, como o guru de mídias sociais que bomba antes mesmo de criar pelos na cara ou a ex-modelo de biquíni que virou agente da Interpol, vivida pela sempre maravilhosa Penélope Cruz – minha girlcrush favorita, capaz de trabalhar bem até num papel tão raso.

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Vários temas do momento também são pincelados nos diálogos, desde super modelos andróginos, com a hilária aparição de Benedict Cumberbatch; gírias esquisitonas que mais parecem xingamentos; desfiles de moda em lugares inóspitos que são quase um insulto para o público e até a mania hipster de reviver tecnologia antiga, como celulares de flip – seria aí uma homenagem à Anna Wintour? rs

Nesse caldeirão de referências e convidados, só faltou falar mesmo das supermodelos vindas de redes sociais, mas fica para uma próxima. “Zoolander 2” é riso garantido e sem compromisso para quem gosta de moda, pipoca, showbizz e… Sting. Aos mais novos, recomendo uma passadinha no google antes do cinema. É essencial para não perder o melhor do show.

[VÍDEO] Minhas apostas para o Oscar 2016

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O Oscar está quase chegando e este ano eu consegui ver quaaaase todos os principais indicados. Só senti falta realmente de ver “Brooklyn” e “A Garota Dinamarquesa”, mas ainda verei com certeza.

No vídeo de hoje, faço as minhas apostas para as categorias artísticas da premiação e tenho uma torcida bem especial por “Mad Max”. Dá o play e, se você ainda não tá inscrito no canal, que tal fazer isso agora? ;)


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A primeira semana do bom ano

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Depois da desgraça ambulante que atendia pelo nome de ‘ano de 2015’, 2016 finalmente chegou. Poucas vezes vi tamanha comoção coletiva em torno de um ano maluco e, até por isso, certamente foi uma boa virada para se passar no Brasil. Quem já viajou pelo mundo na data, sabe bem que é só aqui mesmo que rola essa coisa do branco, de dar as mãos, pular as ondas e fazer uma faxina energética. E que faxina: 2016 é um ano solar – e se você manja mais de astrologia que eu, sabe que é coisa boa.

‘hands holding the sun’ via shutterstock

2016 tá aí: quente, ensolarado (coincidência ou não), com Carnaval já na cara de fevereiro para não atrasar o expediente e as notícias da Coréia do Norte dando aquela indigestãozinha suave logo cedo. Ah! Que delícia se sentir vivo e cheirar a efemeridade das coisas junto com um café quente logo pela manhã, não é mesmo?

E o que você resolveu para este ano? Já colocou no papel? Dizem que colocar no papel é que faz funcionar, fixar. Não vale digitar, tem que pegar uma caneta e fazer do jeito que sua avó faria. Aparentemente as good vibes não lêem documentos de Word. Google Docs, então, é ‘nuvem’ demais pra elas. O lance é conferir os anseios da galera num papelzinho facilmente perdível e bem offline. Quem poderia culpá-las, não é mesmo?

Mas então, esse é o ano de comprar um apartamento? Se desfazer de um carro? Trocar de emprego? Vai começar a correr ou aprender um novo idioma? Agora vai, de uma vez por todas, ler pelo menos um livro por mês (ei, parece fácil, mas tô aí nesse grupo)? E qual dos desafios da modinha você vai tentar: dia sem carne, 21 dias sem carne ou o dificílimo 30 sem reclamar? Por falar nisso, já está na página 7 de 366 do seu livro? Um bom contingente do Twitter embarcou nessa de escrever muito mais que 140 caracteres por dia. Talvez dê certo.

Começo mais um ano aqui com vestido branco, calcinha amarela, pé direito, ares renovados, resoluções que uma hora eu conto, dois livros lidos (oh yeah, já tô entrando na cota de março!), os treinos em dia e mudanças profissionais. Sim! Nova área, nova empresa e detalhes que vocês, migas, suas loucas, poderão acompanhar no snapchat com certeza – sim, é ‘feepineda’ igual todas as minhas outras redes sociais!

Falando do que só depende de mim, quero mesmo é correr: mais kilômetros, mais provas e que seja pra frente, não de lado, faz favor! E que as good vibes tenham lido pelo menos essa última frase aqui online, amém.