Motivação pra treinar: como não desistir da academia?

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– Bom dia, senhora! Já foi à academia hoje? Senhora?

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UEEEPA! 

Posso dizer com total certeza que nem os deuses monstros inventores do fitness conseguem se manter motivadões e felizes da vida em treinar o ano inteiro. Sempre vai ter uma coisa ou outra para entrar no caminho, seja ela a preguiça, um compromisso, uma chuvinha ou até mesmo um desânimo emocional que influencia (e muito) nossa disposição física.

Por isso mesmo, se manter motivado para se exercitar é um belo de um mistério: por que é que alguns conseguem entrar numa academia e levam aquilo tão bem, enquanto outros são eternos turistas? A diferença está na motivação e, mais que isso, no compromisso que cada um tem. Eu já fui do time turista e passei a levar a sério, serião, sério mesmo e sempre me perguntam como é que faz. Sem mais delongas, convido vocês a verem o vídeo de hoje, em que na companhia da minha amiga Giovana tento trazer alguma luz para essa coisinha tão subjetiva que é se manter motivado.

Dá o play e se inscreve no canal para receber os vídeos primeiro! ;)

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Eu testei: pulseira inteligente Mi Band da Xiaomi

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Adoraria começar este texto fazendo uma excelente apresentação do meu know how com gadgets de saúde e fitness, mas a verdade é que tenho pouquíssima experiência no ramo. Não por culpa minha, que fique claro, a culpa é dos preços absurdos desse tipo de produto e daquela incerteza constante de que vão cumprir o que prometem depois de tanto investimento.

Já ‘paquerei’ diversos itens por aí e, tirando uma boa balança digital, só utilizei mesmo o chip de passadas da Nike, que ficava dentro do tênis.  A empresa aposentou a tecnologia e, para a minha surpresa, na mesma semana recebi a tal da Mi Band, que a Xiaomi acaba de trazer para o Brasil. E a surpresa foi dupla: ela custa (apenas) R$95 e não só mede os passos do usuário e estima as calorias gastas, quanto também dá reports sobre a qualidade do sono.

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a Mi Band disponível no Brasil, com pulseira de silicone preta

A Mi Band vem numa caixinha discreta, com o sensor separado da pulseira, e com um pequeno carregador USB que pode ser plugado no seu computador ou em qualquer outra tomada USB que você já tenha. A carga da bateria, aliás, pode durar cerca de um mês (!) e todos os materiais são leves e resistentes à água – o fabricante garante até 1m de imersão por 30min. A ideia, afinal, é que você não a tire do braço e o seu banho não fará mal nenhum para o material.

A pulseira vai te acompanhar em tudo ao longo do dia: uma pequena caminhada até o banheiro, o passeio no shopping, o rolêzinho na hora do almoço. Quando quiser sincronizar para ver a quantas está o seu progresso, é só ligar o bluetooth do celular e entrar no aplicativo dela, o MiFit. Lá ficarão armazenadas todas as suas informações, inclusive sobre o sono – e juro que não incomoda pra dormir!

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reports de passos e sono – e, ops, domingo eu tirei a pulseira por algum motivo, olha que feio no gráfico!

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Os primeiros 10k: a corrida que começou em 2012

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Se eu escrevesse uma carta para minha eu do passado e dissesse o ‘feito’ que acabei de concluir este final de semana, eu ficaria simplesmente abismada. Mesmo totalmente sedentária, eu saberia que topar um desafio desses significaria uma grande mudança no meu estilo de vida do futuro, algo que eu simplesmente não conseguia conceber pra mim. Eu teria, fatalmente, rachado de rir da minha própria cara. Mas que bom que a gente muda. Finalmente estreei numa prova de corrida de 10k. 

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em 2012 eu nem devia saber que tinha prova dando medalhas. Aposto.

Foi em setembro de 2012 que tudo começou. Eu poderia ter esquecido essa data tão exata, mas meu eu do passado deixou um post para registrar o quanto era dolorido tentar fazer algo por mim mesma. Há exatos três anos em relação à corrida, dia 20 de setembro de 2012, eu me deixei esse pequeno presente: um texto indignado com a falta de resultados dos exercícios físicos. Que fique claro: ainda não cheguei aonde ‘desejo’ e não tenho tanquinho dos sonhos, mas exercício para mim virou uma questão de saúde. E mais a mental que a física, se querem saber.

Ali em 2012 eu estava começando a acelerar o passo na esteira, tentando entender meia dúzia de coisas, e acima de tudo, começando a me conectar com o meu corpo, tão abandonado. Depois veio a musculação, uma mudança de prioridades ‘físicas’, uma nutricionista que deu errado, uma nutricionista que ensinou algumas coisas, boas fases voando solo, o retorno triunfante da corrida e agora um nutrólogo diferente para me acompanhar e trabalhar minha saúde e estética como um todo – e, por consequência, minha cabeça e auto-estima. Para mim, mais do que nunca, está tudo ligado.

Domingo foi uma celebração interna, mas ao mesmo tempo uma batalha contra a mente. O trajeto da corrida Vênus foi bastante sofrido: um sol massacrante e duas passagens por cima da marginal Pinheiros, seca e empoeirada, deixando qualquer nariz ofegante em estado crítico. O ritmo foi pior do que o de qualquer treino recente, mas colocar tudo em perspectiva me fez bem no final: mais de mil pessoas atravessaram a linha de chegada depois que eu. Mais uma garota empatou igualzinho. Entre as corredoras da minha idade, fiquei mais ou menos no meio do caminho. Parece justo para uma primeira vez.

São poucas as coisas que lembro. A corrida virou um grande borrão de subidas e descidas e uma luta interna de ‘caminha um pouco pra recuperar, volta a correr, não desiste!’. Os piores momentos? Entre 6 e 8km. O trajeto parecia sem fim, especialmente com o asfalto quente nos pés e nenhuma sombra à vista. Uma hora, dezesseis minutos e quarenta e sete segundos depois, acabou.

Aí era medalha no pescoço, gatorade na boca e suportar minha consciência, às vezes dizendo que eu poderia ter ido melhor, às vezes dizendo que eu fui uma vitoriosa porque suportei os 10 kilômetros, essa distância que até um sedentário sabe que exige um bom treino. E que treino! Não nasci com o gene da corrida e só eu sei o quanto sofro comparando resultados, inclusive de gente que chega lá tão mais fácil… Mas, ao invés de sofrer, resolvi amar minha decisão de ter feito a prova num domingo de sol, em que tantos ficariam na cama ou prefeririam ir à praia. Era (e é) uma conquista que começou há três anos para ser coroada só agora.

O mais interessante do quanto essa rotina é agora importante para o meu corpo e minha vida, é que sinto falta. Se fico sem, minha cabeça parece que não funciona, o dia parece que não começa… E de todas as decisões que já tomei na vida nos últimos anos, levar isso a sério parece ter sido a mais acertada. Posso me sentir perdida em algumas (várias) áreas, mas jamais me arrependo do tempo que gasto comigo todos os dias. Isso ninguém tira.

Daqui a duas semanas tenho mais uma prova, desta vez de 5k, em que já posso comparar com meu resultado do ano passado. Que seja divertido – e, se possível, menos ensolarado! 

ps: peço desculpas pela repetição do assunto, mas precisava tirar esse desabafo da frente antes de voltar para a programação normal. ;)

Música para treinar #7: minha primeira prova de 10k

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Depois de anos encarando a ‘vida saudável’ de frente e de algumas (várias) playlists de treino postadas por aqui, chega a hora de compartilhar a seleção de músicas que vai me acompanhar na minha primeira prova de 10k neste domingo: a etapa São Paulo da Vênus.

Apesar de fazer treinos razoáveis e de já ter concluído uma planilha de preparação para esta distância, só agora vou realmente encarar o desafio com uma medalha me esperando no final. Estou bem ansiosa, como vocês devem imaginar, mas tô tentando me concentrar apenas em concluir a prova bem, sem pensar em tempo, superação ou afins.

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hora de pendurar essa medalha no pescoço!

Quem me acompanha nas redes sociais (twitter e snapchat: @feepineda) eventualmente me vê comentando sobre meus treinos e acompanhou a chateação que passei depois de ter minha inscrição para uma prova de 10k cancelada. Foi um mês de preparação intensa jogado na lata do lixo e não teve como não deixar a chateação tomar conta. Perdi duas semanas de treino, mas resolvi encarar este novo desafio quando recebi o convite da Vênus.

Chegou, enfim, a hora de enfrentar o monstro dos 10k de uma vez por todas e calar meu perfeccionismo que tanto me atrapalha. É bem provável que eu NUNCA me sentisse preparada para uma prova mais longa e aposto que eu seria capaz de adiar isso pra sempre – prova desse meu “jeitinho” é eu ter corrido só uma prova de 5k até hoje, mesmo tirando a distância de letra nos meus treinamentos. Como já sei de antemão, domingo a luta não vai ser contra o tempo ou contra qualquer adversário, mas contra a minha própria cabeça.

Se tudo der certo, essas músicas vão ajudar um bocado – e eu espero cruzar a linha de chegada bem antes da playlist terminar. Tem sim muito eletrônico, que é para esse bpm me botar pra frente! Me desejem sorte – e se você for correr também, me conta! 

Testei: como funciona o Spotify Running

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No final de maio, o Spotify anunciou uma de suas grandes novidades: uma interface de corrida no aplicativo mobile que mandaria uma playlist de acordo com o treino do usuário. Eu, que já sou usuária assídua do Spotify e tenho lá umas tantas listas temáticas de músicas para correr, fiquei animada com a novidade e comecei a usar semana passada.

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Spotify Running: detecta seu ritmo e manda uma playlist de acordo

Ao abrir o Spotify, basta ir na lateral esquerda e procurar por Running. Lá você encontra uma série de playlists especializadas, desde as “feitas” para o aplicativo, como a “Blissed Out” e a “Burn” (do Tïesto) até várias outras seleções interessantes de músicas famosas que levam em conta seu ritmo.

Depois de escolher qual será o tipo de música que vai te embalar, é hora de ler o quanto você corre. Uma tela assim vai aparecer e medir o seu ritmo:

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Apesar de ser extremamente intuitivo para quem corre na rua, os corredores de esteira não ficam para trás: o aplicativo só precisa ler seu pace uma única vez, de forma que você pode apenas segurar o celular para descobrir o ritmo e depois deixá-lo de volta no suporte tranquilamente.

Também é possível ajustar mudanças de ritmo na mão, para mais ou para menos. A música? Sim, ela acompanha sempre cada mudança e é fantástico!

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Já usei estas duas playlists e embora tenha uma ou outra faixa que não tenha sido do meu agrado, elas são no geral bem energéticas e para cima. Como a música vai acompanhar perfeitamente o ritmo em que você está, acaba sendo muito gostoso pisar junto com a batida.

Esse movimento sincronizado ajuda até mesmo a relaxar a mente: é como se eu colocasse o corpo no automático. Pode ser só um grande placebo, mas juro que me sinto até menos cansada e mais energizada. A playlist do Tïesto é especialmente legal, só tem um problema: acaba muito rápido! Qualquer corrida de mais de 35 minutos já esgota e começa do zero. Podem mandar mais! rs

Ainda não testei na rua, mas mesmo no wi-fi da academia notei alguns engasgos com a sincronização da música, especificamente nessa modalidade Running. Não sei se tem a ver com a conexão em si ou com a leitura do pace, já que o aplicativo aumenta/diminui os BPMs das músicas para atender o usuário, mas achei um pouco esquisito, até mesmo porque as playlists normais costumam tocar normalmente, mesmo no 3G.

Entre uma música e outra, você também vai ouvir uns segundinhos de silêncio, mas neste caso é bastante compreensível: a pausa acontece para que a próxima música já entre no ritmo em que você está correndo.

Para entender mais como funciona, este foi o vídeo de divulgação do serviço: 

[Vídeo] Meus favoritos na hora da corrida!

seg

Correr não é nada fácil. Inclusive pode desconfiar de quem diz que é. Até hoje, para mim é mais fácil passar uma hora na sala de musculação levantando peso do que ficar quarenta minutos na esteira. Que dirá uma hora! Por isso mesmo, fiquei muito orgulhosa de ter conseguido correr meus primeiros 10k e espero não parar mais.

Demoraram anos para isso (!), mas finalmente senti aquele ~rush~ de adrenalina gostoso e aquela abertura da mente enquanto corro. Parece incrível como sua cabeça consegue resolver problemas enquanto você está com o corpo ocupado! Por isso, o vídeo de hoje é dedicado à corrida e aos meus “essentials” na hora da corrida: estou mostrando algumas coisas que eu uso para deixar meus treinos em dia.

Toda segunda estamos no ar: bora assistir, bora correr e passa lá no canal para se inscrever! ;)

ps: tive problemas com o thumb do youtube, mas não queria atrasar o post por isso! Se tudo der certo, uma hora o thumb atualiza. rs