“Girls”: indicada ao Emmy, série estreia hoje no Brasil

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Lena Dunham na versão “working girl”

Nesta segunda-feira mais gente vai entender porque tem tantas meninas & mulheres se mobilizando em torno da criação de Lena Dunham: o seriado “Girls” estreia hoje na HBO brazuca às 22h. 

Escrita, dirigida e protagonizada por Dunham, a série fala do dia-a-dia de quatro jovens adultas que descobrem que a vida não é um conto de fadas à la “Sex And The City”.  A primeira (e infelizmente curta) temporada chegou ao fim nos Estados Unidos após dez episódios e a série recebeu nada menos que cinco indicações ao Emmy: melhor série cômica, atriz, direção, roteiro e elenco.

Quem gosta de assistir tudo no conforto da TV, bota o alarme do celular pra apitar e assiste que vai valer a pena. Quem gostar tanto a ponto de não agüentar a próxima segunda (há leitoras que assistiram tudo em apenas um dia! rs), saiba que a série já está aí num torrent perto de você.

E, óbvio, quem não entendeu o hype ainda, clica aqui: 5 motivos para você assistir a série “Girls”.

5 motivos para você assistir a série “Girls” da HBO

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O quarteto de “Girls” da HBO: Allison Williams (Marnie), Jemima Kirke (Jessa),
Lena Dunham (Hannah) e Zosia Mamet (Shoshanna) 

Quatro amigas, Nova York, empregos nada definidos, pouco dinheiro na conta e estabilidade zero nos relacionamentos: é este o cenário em que vivem as protagonistas de “Girls”, série da HBO escrita, dirigida e protagonizada por Lena Dunham, que já mostra de cara a que veio quando coloca na boca de sua personagem Hannah que ela pode ser “a voz de sua geração” – ou pelo menos “uma voz de uma geração”.

Hannah quer ser escritora, tem muitos planos, poucas habilidades, pais que ajudam a pagar as contas e um ficante extremamente freak. Suas amigas variam entre uma garota certinha, uma estudante virgem e uma garota megacool viajada e descolada, mas o que importa é que o quarteto representa uma geração em que curso superior não garante nada além de um estágio não remunerado e pais pouco esperançosos em investirem dinheiro nos filhos.

Misture a tudo isso um pouco de piadas relacionadas à internet, Twitter e Facebook, relações sexuais politicamente incorretas e uma trilha sonora bem bacana e temos um seriado não só atual, mas extremamente visceral. É pouca maquiagem e muito texto, o que o torna bem diferente de qualquer outra série para garotas que já tenha surgido – no primeiro capítulo, aliás, a megacool Jessa faz questão de dizer que nunca ouviu falar de “Sex And The City”, enquanto a virgem Shoshanna diz que se sente uma mistura de Carrie com Miranda.

Até agora foram cinco episódios igualmente divertidos e geniais e uma segunda temporada já foi garantida pela HBO para 2013. Se esse seriado “hipster” terá futuro além da segunda temporada não sabemos, mas já estou aqui apegada e torcendo.

+ VEJA TAMBÉM:
O fim da série “Girls”: o que esperar da última temporada?

Veja os 5 motivos para você assistir a série “Girls”:

1. O elenco e as personagens

Lena Dunham (Hannah), Allison Williams (Marnie), Zosia Mamet (Shoshanna), e Jemima Kirke (Jessa) tem uma química incrível em cena e é difícil não se identificar rapidamente com algumas delas. Apesar da personagem principal Hannah Horvath ser escritora, a garota nada tem a ver com a já conhecida heroína Carrie Bradshaw e muitas vezes seu senso de humor mal colocado a tira do centro das atenções, para não dizer que a torna a “vilã” da história.

Por outro lado, é difícil não querer ter a auto-confiança e o jeitinho cool de Jessa. Por isso mesmo, creio que ela está muito mais longe da realidade que a própria virgem aos 20 e tralálá, Shoshanna. Já Marnie é um capítulo à parte: você deve conhecer várias.

2. Amor e sexo reais

Aqui as pessoas são felizes ou infelizes na cama, pegam DSTs, saram, e nada é um grande problema. O mais engraçado é que ao mesmo tempo em que ninguém está feliz, ninguém está realmente triste com o que está acontecendo e continua empurrando os relacionamentos com a barriga (seria esse o retrato do que a geração dos 20 e alguma coisa faz com toda e qualquer questão delicada?).

Cada capítulo tem seu “that awkward moment when…” e é impressionante o quanto as cenas de sexo servem para desencadear conversas absurdas. Em entrevista ao “New York Times”, a atriz/roteirista/diretora Lena Dunham fez questão de dizer que “Girls” tenta retratar a bagunça que a vida sexual pode ser aos 20 e poucos anos. Essa época em que ninguém está realmente satisfeito com nada, mas tem que fingir que está no controle de tudo e ainda gozando horrores.

3. As frases geniais

É inquestionável que Lena Dunham tem talento para escrita: ela sabe colocar na boca de seus personagens algumas verdades doloridas e é bem provável que, ironicamente, você fique se coçando pra soltar alguma frase da série no Facebook. Destaco aqui três momentos importantes para pegar o espírito da série:

1. Não é vida adulta se os seus pais pagam metade do seu blackberry;
2. Ficadas tem que durar no máximo 6 meses ou até que alguém pare de se divertir;
3. “Por que você vê pornografia? Por que você não imagina nós dois transando?” e a resposta: “Porque isso me deixaria triste”.

4. A direção mais “crua”

Gravada com apenas uma câmera, “Girls” tem um ar de vida real que não está só presente nas situações e no figurino das personagens, mas no próprio formato da série. Alguns planos longos com as personagens simplesmente conversando com pouca ou quase nenhuma maquiagem vão fazer os homens no sofá se sentirem dentro de um banheiro feminino, ouvindo até o que não queriam.

5.  Trilha sonora

Ah, nada como acabar um episódio e querer caçar as músicas que tocaram. E a trilha dessa série é bem difícil de achar se você não tiver um Shazam por perto. Bom passatempo! rs ;)

As quatro em cena, curtindo um “showzinho” de rock

E um motivo para não assistir:

Se o seu negócio é glamour, estilo das personagens, gente linda o tempo todo, intrigas e histórias que só aconteceriam com mulheres bem sucedidas ou bem nascidas, esqueça. As “Girls” tem bom humor e inteligência, mas pouco dinheiro e muitos problemas: mais vida real, impossível. Por isso mesmo, a série tem sido vista como uma aposta corajosa da HBO e tem tudo para ganhar lovers & haters: não tem como ficar indiferente.

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ps: apenas um adendo: antes de conseguir todo esse espaço na HBO, Lena Dunham escreveu e protagonizou o filme “Tiny Furniture”, tratando do mesmo tema. Ainda não assisti, mas deixo a dica para quem curtir a série também.

Sobre machismo e abuso: porque nossa roupa é problema nosso. Só nosso.

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Não falo sobre BBB e vou continuar não falando, mas os acontecimentos dos últimos dois dias no programa ganharam proporção maior que o reality show e vale uma conversa além do caso. 

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Com poucas explicações oficiais, mas com muito alarde da imprensa especializada, Daniel foi expulso do “Big Brother Brasil” na tarde desta segunda-feira. Segundo declaração de Pedro Bial no programa ao vivo, a produção “analisou as imagens do ocorrido durante a festa” e “considerou seu comportamento inadequado, infringindo as normas do programa”. Fim de papo e o reality continua. Quem não tem pay per view ou não lê notícias online, não entendeu nada.

Após muita pressão dos internautas e de uma denúncia enviada ao Ministério Público, a polícia foi investigar pessoalmente o suposto caso de abuso dentro do confinamento. Após beber demais em uma festa, a participante Monique parece receber “carinhos” sem seu consentimento, apagada de tanto álcool.

Apesar da situação ter sido exibida ao vivo no PPV na madrugada de domingo, o assunto foi atenuado e novamente reduzido no comunicado oficial. Os motivos da falta de explicação para o caso podem ter sido vários, desde não perder anunciantes até não admitir que cometeram o erro grave de suprimir um suposto abuso ou mesmo estupro (caso seja comprovado). Pode ter sido também uma medida anti-linchamento antes da polícia dar seu veredicto, ou mesmo uma forma de preservar a garota de um rótulo. E, se os motivos forem estes dois últimos, acho louvável.

O caso é que em quase todas as vezes que a violência contra a mulher vem à tona, os comentários machistas (sempre eles!) surgem. Em sua lamentável escolha por ignorar o assunto primeiramente, o “Big Brother” deixou de tocar num tema importante, da real life inclusive.

Enquanto muitas mulheres fazem questão de dizer “se ela bebeu, ela estava pedindo” e outros rapazes de dizer “ela que provocou”, só as garotas que já beberam um pouco além da conta sabem o que é ser assediada numa festinha qualquer.

Aposto que toda mulher na casa dos 20 já passou por uma situação do gênero, ou conhece alguém que já. É a velha história da garota que passou do ponto na birita, se encostou no cantinho da festa e acordou com marmanjos tentando se aproveitar de alguma forma da situação. Eu já passei por isso. Minhas amigas já passaram por isso. Alguns casos vão muito além disso, mas infelizmente a maioria de nós não tem sua vida televisionada e fã clubes prontos para nos defender. Fica a sensação de impotência para a garota e muitas vezes nenhuma sombra de peso na consciência para o cara.

Vão levar alguns anos para as mulheres pararem de se auto-criticar e de ensinarem seus filhos e filhas de forma machista, mas é preciso repetir à exaustão que se a mulher está de vestidinho, ela não está provocando. Se ela dança sensualmente, ela não está querendo. E que se ela bebeu, não estava “pedindo”. Ela não estava esperando por nada, principalmente se ela não estava em condições de decidir.

Mulher anda com a roupa que quiser,bebe o quanto quiser – e se quiser – e cai onde quiser. Isso não dá direito de sua intimidade ser violada e muito menos de sua integridade ser questionada por ninguém. “Estar com tesão”, aliás, também não obriga mulher nenhuma a transar com ninguém, mesmo que a pessoa em questão seja alguém já conhecido, um ficante, um amigo ou mesmo o marido. O corpo de cada um é o templo de cada um.

Aproveitar-se da situação vulnerável de alguém para fazer o que quer que seja é no mínimo um abuso. Mesmo que não se tenha chegado às vias de fato, fazer qualquer coisa usando o corpo de alguém sem seu consentimento é contra as regras do jogo – de qualquer jogo.

(Para quem gosta de discutir o tema, recomendo a leitura deste post do “Escreva Lola Escreva”, que diz, entre outras coisas, que muitas vezes ser mulher significa ter de “ser legal com todo babaca, porque esse babaca qualquer pode ser aquele que vai te machucar”)

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Cordel Encantado

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A nova novela das seis, “Cordel Encantado”, estreia hoje na Globo. É bem difícil que eu consiga assistir, já que sempre trabalho até tarde, mas a fotografia parece estar lindíssima e realmente fiquei curiosa ao ver os teasers que estão passando nos intervalos!

Para minha surpresa, olha o que o pessoal da Globo me mandou:

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&#9835 A vida sem internet pra ela não vaaaale naaaadaaaa &#9835

Surpresinha divertida, não? Acho que nunca tinham criado um repente pra mim! hahaha 8)

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ps: oi Globo, já que vocês estão de olho, queria estar aproveitando essa oportunidade inenarrável e inigualável para dizer que sou atriz, produtora, repórter E blogueira, de forma que posso vir a estar contribuindo de inúmeras (quatro) maneiras com a empresa e e e e e… LOL

Teste: você anda vendo filmes de terror demais?

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Quer saber se você anda vendo filmes de terror demais? Imagine-se nesta situação do vídeo. O que você faria?

Nessa pegadinha de baixo orçamento e ge-ni-al, produtores de TV colocaram câmeras escondidas nos corredores de um hotel para flagrar a reação dos hóspedes à esta menininha perdida  com o cabelo no rosto.

Se você está no grupo dos que berraria de medo dessa misturinha tosca de “O Chamado” com “O Iluminado”, melhor assistir mais comédias românticas… 8)

Sandy só toma Devassa de cera

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devassa até a página 2

Todo mundo falou de Sandy, a Devassa no Twitter; virou meme com facts e tudo. Enquanto isso, li mil e um textos falando “puxa, que ótimo que ela largou a auréola” e outros do tipo “Sandy não precisa escolher ser santa ou puta, ela pode escolher ser feliz” e etcetera e tal, como diria a mocinha.

A minha opinião fica no meio destas duas aí, mas o que eu acho mesmo é que Devassa tinha ene opções melhores – Deborah Secco era uma ótima opção para o momento, por exemplo.

Estávamos comentando sobre a campanha aqui no trabalho e eis que percebemos: num dos vídeos da campanha, a Devassa bem loura e bem gelada que Sandy segura não é de verdade – é de cera!

A porcaria não balança quando ela mexe o braço, não se mexe quando bate na garrafa e não está nem gelada, afinal não é cerveja. Duvida? Presta bem atenção:

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Então taí a explicação para a Sandy não beber cerveja na propaganda, né? Ou será que ela prefere tingir o cabelo de loiro a beber cerveja? (…) Enfim, questionamentos que o marketing da Devassa está a-man-do nos ver fazer! hehe 8)

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