Zootopia: um mundo animal incrível e easter eggs do filme

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Apesar dos trailers e da super divulgação dos dubladores aqui no Brasil (Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi, para citar os principais), o que me levou ao cinema para ver “Zootopia” foram as variadas matérias que diziam se tratar de uma das melhores animações da Disney já feitas.

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Os personagens de “Zootopia”

Todas ressaltavam o mundo complexo e funcional inventado para o filme, além do cuidado surreal com a criação de cada pelagem dos animais presente. Para criar os cenários da cidade incrível onde todo animal pode ser o que quiser (american dream?), os animadores se inspiraram em Nova York, San Francisco, Las Vegas, Paris, Shangai, Hong Kong e até em Brasília (!). Ao todo, são 64 espécies de animais na cidade, todos mamíferos, para explorar o conflito central do filme: presas e predadores tendo que conviver de forma harmoniosa.

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Embora eu tenha sido levada ao cinema pelas características técnicas, devo dizer que é impossível não se apaixonar pela história da coelhinha Juddy Hopps – que pode se parecer com a de tanta gente humana que você conhece. Criada no interior, ela não se deixa abater pelas críticas ou pelos comentários familiares que insistem em dizer que seu sonho de ser policial é grande demais. Quando alcança seus objetivos, ainda se vê subjugada numa profissão que parece ser feita apenas para ‘machos fortes’ e que não oferece um bom plano de carreira para pequenas mulheres com grande talento. Quanta antropomorfia, minha gente! E obrigada pela representatividade alcançada.

Nesse cenário, surge o outro protagonista: a raposa Nick Wilde. O rapaz-raposa dá seus pulos para sobreviver na cidade grande e acaba se rendendo ao pré-conceito alheio para levar a vida. No universo do filme, há um preconceito geral com as raposas, tidas como traiçoeiras, mentirosas, pouco confiáveis. Cansado de ser mal interpretado, o jovem Wilde decide ser, enfim, a própria má interpretação. Quando todos insistem que você não é confiável e/ou merecedor, dá realmente para ser diferente e insistir? A resposta, óbvio, está no filme.

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“Zootopia” tem uma história simples e interessante para as crianças, mas novamente tem aquela dezena de sutilezas profundas e estereótipos muito bem ~sacados que vão fazer todos os adultos da sala gargalharem – especialmente em sessões legendadas, como a que eu fui. Uma das melhores cenas, inclusive com aperitivo trailer, é a das preguiças trabalhando numa espécie de Detran da cidade. Simplesmente impagável!

+ os easter eggs!

Em meio a tanto detalhamento numa cidade imensa, é claro que ainda deu tempo para os animadores distribuírem alguns easter eggs para os fãs, além de referências bem claras à cultura pop (algumas surpresas, aliás, deixo para quem for ao cinema para evitar spoilers!).

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as pintas do policial Garramansa tem formato de orelhinhas do Mickey!

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A banquinha de DVDs piratas faz referência a vários outros filmes da Disney, como “Frozen”, “Operação Big Hero”, “Detona Ralph”, “Enrolados”, “Moana” e “Gigantic”.

 

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Também tem easter egg só para olhos muito rápidos: num carrinho de bebê,
passa um boneco do Mickey! 

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Na cena de apresentação de Tundratown, duas elefantinhas passeiam
fantasiadas de Anna e Elsa, de “Frozen”

“Divertida Mente”: esse filme pode mudar o que você pensa sobre felicidade

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Crescer dói. Amadurecer é um processo um tanto quanto complicado, especialmente quando temos de fazer de muitos limões diferentes uma limonada patinho feio, do jeito que dá, do jeito que puder. Como qualquer sistema de computador, também podemos ficar sobrecarregados com tanta informação emocional às vezes. Compreender e absorver muita coisa de uma só vez realmente dói.

Sobrecarregada, assim, está a protagonista de “Divertida Mente”. O novo filme da Disney e Pixar mergulha nesse universo de forma singela e profunda ao mesmo tempo, usando representações espertas que vão muito além de metáforas. No filme, acompanhamos um ano conturbado na vida da garota Riley, que muda de cidade, de escola, abandona seu esporte favorito e precisa fazer novos amigos. “Normal” para você que já viu de tudo, mas uma barra e tanto para quem não tem nem 12 anos de idade.

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Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza em ação

Quem orquestra esse conflito interno são os sentimentos de Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e “Nojinho”. É com estes personagens que passamos a maior parte do tempo: a cada situação, o “responsável” assume a bronca, até que um pequeno conflito interno coloca Alegria e Tristeza para bem longe da “sala de controle”.

Com elementos simples, o filme mostra a formação da personalidade das pessoas, ilustra como o cérebro fragmenta elementos complexos para poder compreendê-los e até explica como memórias recentes se diferem das permanentes. Fora isso, “Divertida Mente” é uma grande aula sobre porque é impossível ser feliz o tempo inteiro e sobre porque não devemos ter essa ganância toda em torno de procurar a felicidade.

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Talvez a alegria nem sempre seja a melhor opção

A alegria é coragem, é entusiasmo, é o que te põe para frente e te tira da cama, mas ainda que seja melhor ser alegre do que triste, cada um dos cinco sentimentos precisa ter seu espaço garantido para uma vida saudável e não inconsequente. Permitir-se estar triste é tão (ou mais) importante que permitir-se estar feliz: Tristeza é introspecção e auto-conhecimento, coisas assim tão importantes quando estamos crescendo nesse mundão.

“Você já se perguntou o que se passa na cabeça de uma pessoa?”

A pergunta que abre o filme serve não só como introdução para o que vem pela frente, mas como um convite à empatia pelo sentimento do outro. Cada um dos personagens funciona à sua maneira e, por um breve momento, Riley nos dá um vislumbre quase perfeito de como seria a cabeça de alguém em depressão.

Quem já passou por isso vai se emocionar no cinema ao ver suas sensações ali, tão escancaradas e numa animação que até crianças vão ver. Talvez não entender dessa forma, é claro, mas está tudo ali, de forma simples e didática para quem quiser decifrar a mensagem.

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é tanto para lidar.

Em determinado momento, a jovem Riley está com a cabeça à mil, explodindo em questionamentos, ao mesmo tempo em que é incapaz de sentir qualquer coisa, seja alegria, tristeza, fome, raiva ou até mesmo interesse por fazer o que antes lhe dava prazer. Para ela, foi só um momento de amadurecimento, mas tá aí uma situação que, a longo prazo, pode se tornar esta doença tão pouco compreendida e às vezes até questionada pelos familiares e amigos de quem tem o problema.

Às vezes pode ser um bocado difícil explicar que ler um livro de auto-ajuda não resolve essa sensação insana, muito menos um convite para sair “e esquecer” ou um “bola pra frente”. Por isso mesmo é simplesmente incrível ver a forma direta com que a questão aparece na tela. Basta querer entender.

Enquanto sobem os créditos, fica a sensação de que poderíamos acompanhar Riley (e sua mãe e seu pai) pelo resto de suas vidas. A tristeza pode sim ser o contrário da alegria, mas certamente não é o contrário de felicidade.

ps: leve lencinhos para o cinema.

E se a história de “Frozen” fosse contada por emojis?

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“Frozen” chegou aos cinemas há mais de um ano e ainda assim continua uma febre entre jovens e crianças. “Let it go” virou um hino e as irmãs princesas que se amam são heroínas finalmente respeitadas pela mulherada que quer ver mais sororidade nas novas gerações.

Para continuar surfando o hype, a própria Disney lançou em seu canal oficial uma animação que mostra como seria a história do filme contada por emojis na telinha de um celular – com duração apenas de dois minutos, para alívio dos papais e mamães que precisam ficar vendo o mesmo longa 300 vezes seguidas junto com as crianças. hehe

É uma COISA de tão fofo! Dá o play:

E “Let it go” versão midi? <3 kkk Pra mim só faltou uma selfie de final feliz!

“Detona Ralph” faz rua ficar pixelada em Londres

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No último final de semana, a famosa Brick Lane em Londres ficou com uma carinha diferente: a Disney transformou a rua para divulgar a animação “Detona Ralph” e deixou os prédios cheios de detalhes pixelados!

Como muita gente pelo mundo não estava por lá para ver a ação de pertinho, um site especial foi criado para fazermos um tour completo pela rua toda enfeitada, o 8 Bit Lane.

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Achei demais! Ainda não vi o filme, mas desse final de semana não passa! <3

 

35 filmes em dois minutos

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Mais uma animação genial: “35 mm” tenta simplificar ao máximo grandes clássicos da história do cinema e sobrepô-los num curta-metragem que é um verdadeiro quizz para os cinéfilos de plantão!
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E aí, quantos você conseguiu adivinhar? Tem “Tubarão”, “Psicose”, “Laranja Mecânica”, “Janela Indiscreta”, “Em Busca do Ouro”, “Taxi Driver”, “Branca de Neve e os 7 Anões”, “Os Irmãos Cara-de-Pau”, “Star Wars”, “Toy Story”, “Clube da Luta”, “Os Intocáveis”…

Dica da Mirian no Twitter

A vida das mulheres como um videogame

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Numa vibe sad but true, a estudande de animação Stéphanie Mercier criou o curta “Girls Suck at Videogame”, ou em sua língua nativa, “Les Filles Sont Nulles Aux Jeux”, que é algo como “garotas são nota zero nos games”.

Cursando a Escola Gobelins de Paris, a moça de 23 anos expôs, nestes dois minutos de vídeo inspirados em Mario Bros e cia., como é difícil ser mulher e conseguiu simplificar e exemplificar muito bem a correria de uma executiva tentando se equiparar profissionalmente aos homens:
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Pessimista, mas com uma pontinha de verdade.