Testei: máscara facial descartável

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Não sou adepta de modinhas de tratamento de pele. Quer dizer, eu nem poderia, porque tenho uma pele tão difícil e chata que prefiro pecar pela repetição do mesmo produto do que pela tentativa de algo novo. No entanto, as máscaras faciais descartáveis chamaram minha tenção, por dois motivos principais: 1 – são baratas e 2 – são de uso único, ou seja, se der errado, não investi os tubos (literalmente) à toa.

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Fui primeiramente seduzida pela quantidade de famosas usando o artefato e postando fotos ao melhor estilo “A Pele que Habito” no Instagram. Aí foi só um pulo até eu encontrar a bendita em Nova York e querer testar. Cheguei até a contar da máscara no meu vídeo de compras, mas só agora tomei coragem para experimentar a brincadeira.

Comprei essa na Urban Outfitters ou na Ricky’s (não lembro agora, mas as duas lojas vendem) e, apesar dos escritos em alguma língua oriental, me guiei pelo desenho de algas marinhas e pelo título em inglês, algo purificante e natureba, portanto.

Retirar a máscara da embalagem é um trampo sem fim: ela vem bem úmida e dobradinha, então pode ser um pouco complicado não encaixar seu nariz no lugar do olho, mas uma hora você se acerta. Dito isso, embarquei em maravilhosos 30 minutos de espera e ansiedade, como é possível ver na foto a seguir:

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– Olar!

Depois de meia hora, puxei a máscara delicadamente, enxaguei o rosto e senti a pele macia e bem limpinha. Não removeu nenhum cravo, até porque esse não era o objetivo, mas senti uma textura gostosa e um cheirinho agradável. O problema é que: fui dormir e no dia seguinte acordei com a pele do mesmo jeito de sempre. Que ótimo!

Não sei se o problema é que o produto é apenas cosmético ou paleativo, mas a verdade é que a máscara (ou pelo menos não essa) não funcionou como um tratamento poderoso para mim. Talvez o problema seja eu, já que tenho uma pele difícil. Sensível, oleosa, avermelhada, fina e com acne de adulta – ou seja, talvez nem um milagre descartável me faria ver alguma diferença no dia seguinte.

Pensando nisso, acredito que a melhor forma de usar seja como preparação para a pele antes de um grande evento. Antes de aplicar a maquiagem e afins, a máscara pode ser uma boa para deixar a pele mais bela. Vou tentar assim da próxima vez, já que ainda tenho um envelope de “Detox Diva” guardado no armário e muita esperança também.

Mulher cervejeira: testei o Clube do Malte!

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Foi-se o tempo em que tínhamos que nos render só às opções de cervejas do supermercado do bairro! Hoje, além dos bares com cartas gigantes dedicadas às cervejas, existem serviços especializados para te ajudar a encontrar e conhecer o que há de melhor no meio ~cervejeiro~!

Este mês puder conhecer o Clube do Malte e recebi algumas cervejas no conforto da minha casa, todas bem diferentes entre si: a Austral Patagona Pale Ale, a Haus Dreizehn Ipa e a levíssima lager Phuket. Agora, mais importante que variedade, o que me chamou a atenção no box de Outubro foi a qualidade dos produtos selecionados.

Apesar de serem todas diferentes, nenhuma desagradou, pelo contrário: fui surpreendida até mesmo pela pale ale, que não costuma ser das minhas favoritas pelo paladar mais encorpadão.

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Testei: BB Cream 5 em 1 da Nivea

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testado da vez: BB Cream 5 em 1 de Nivea

Sabe quando tem aquela modinha que todo mundo usando e só você ficou passando vontade? Era eu com o bb cream. Foram alguns (muitos) testes até finalmente encontrar um que desse certo para mim e que me fizesse entender a mágica do produto. Tenho a pele oleosa e com vários pontos avermelhados, então era importante que, no mínimo, o produto uniformizasse a cor do rosto e não me deixasse brilhando ainda mais. #luzprópria kkk

Quando eu já tinha quase desistido e estava me acostumando a ser órfã de bb cream, recebi o 5 em 1 de Nivea e tenho gostado muito do resultado. Por conta das minhas exigências com a pele, é imprescindível passar pó para reduzir a oleosidade e finalizar, mas o produto tem, finalmente!, a cobertura mínima que eu esperava e sem ser pesado e $caro$ como uma base.

bb cream + corretivo e blush!

Apesar do nome “BB Cream 5 em 1”, o produto mistura os três elementos básicos que você já deve imaginar quais são: protetor solar, hidratante e uma base leve. O fator de proteção é baixo, apenas 10, mas a hidratação é bastante razoável e a secagem é bem rápida. Vale a pena, por exemplo, utilizar um sérum ou creme diurno de sua preferência e depois seguir com o bb cream.

Embora eu tenha a pele mais amarelada e morena, me dei melhor com o tom claro e tenho aplicado o produto tanto com os dedos (olá, pressa!) quanto com o pincel, quando quero algo mais perfeitinho. Na sequência, dá para complementar com o que a imaginação mandar. Aí na foto, estou também com corretivo, rímel e blush.

O preço do produto fica na casa dos R$25 e é fácil encontrá-lo em farmácias comuns. A única reclamação mesmo é a textura pós-aplicação: a pele não fica 100% lisinha e se você for chata como eu, vai querer finalizar nem que seja com um pó translúcido. Ou seja: se a sua ideia for reduzir a quantidade de produtos na necessaire, não vai rolar.

Testei: Shampoo e condicionador para cabelos longos da Palmolive

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O que é? Linha de shampoo, condicionador e creme para pentear Longo Sedutor, da Palmolive
Quanto custa? Em média, R$10 por produto.
Onde encontrar? Em farmácias, supermercados, etc. Este é fácil!

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Todo cabelo longo é frágil da metade para as pontas: quanto mais distante da raíz, menos nutrientes e oleosidade natural o fio recebe. Pensando no cabelão das brasileiras, a Palmolive colocou no mercado a linha Longo Sedutor, que traz shampoo, condicionador e creme para pentear.

A promessa do produto é de fortalecer o cabelo através de micro-cristais de Turmalina que, segundo a marca, também ajudam a manter os fios mais lisos. Coincidência ou não, parece uma ótima alternativa para quem, como eu, tem química no cabelo, já que os produtos não tem sal e pesam menos nos fios. Diga olá para o volume da raíz até as pontas! ;)

logo depois da escova nossa de cada dia!

Estou  usando a linha completa há mais de uma semana e mais nenhum outro finalizador diferente, para realmente sentir o efeito do trio de produtos. O lado positivo: até agora, nem sinal do cabelo enjoar, ficar “minguado” ou perder o brilho inicial dos primeiros dias. Como tenho pouco cabelo, fios bem finos e bastante frágeis, por conta de processos químicos, sempre procuro trocar de produto para o cabelo não enjoar e não pesar, mas ainda não senti essa necessidade – o que é um excelente sinal!

O lado negativo é realmente precisar prestar muita atenção na quantidade de produto que você está colocando na mão, se não todo o efeito prometido pelos produtos vai embora pelo ralo. Uma técnica de profissional que sempre uso (e super funcionou nesse caso) é fazer bastante espuma com o shampoo nas mãos antes de aplicar na raíz do cabelo. É garantia de mais volume e mais limpeza também.

Com esse preço e esse resultado, tenho certeza que vou usar a linha muitas vezes, porque realmente fazia muito tempo que eu não encontrava um produto nacional bacana para revezar com outros produtos gringos que já tenho no banheiro. É realmente uma ótima saída para economizar e manter o cabelo bonito!

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Jurada por um dia: show das bandas do “Superstar”

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Nesta quinta (24) rolou em São Paulo um show bem especial no HSBC Brasil, o #TributoNovoKa, que recebeu as bandas top 3 do reality show “Superstar” (Globo) e o jurado frontman do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto. O show marcou o lançamento do novo modelo do carro da Ford e foi um supercombo de homenagens ao rock nacional! Foi também uma das primeiras oportunidades pós-programa para as bandas Jamz, Suricato e Malta se apresentarem para um público de verdade, sem telão de cenário nem telinha de celular no caminho.

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HSBC lotadão para ver Malta, Jamz e Suricato

Acompanhei bastante o programa e achei muito bom ter a oportunidade de ver os grupos ao vivo, afinal presença de palco é fundamental para  uma banda de rock – e isso não se aprende rapidinho durante uma competição de TV. Depois de um set cheio de clássicos do rock nacional interpretados muito bem pelo Dinho, vieram ao palco os vencedores do programa. O público estava doidão para ver as bandas ao vivo – e eu agora vou bancar a jurada Ivetona por um dia para analisar! rs

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Banda Suricato em ação

De cara, deu para notar que banda Suricato tem muito futuro pela frente: os caras sabem exatamente o que estão fazendo e, ainda por cima, tem um visual caprichado e descontraído, sem parecer que é tudo ordem do personal stylist. O que falta, neste caso, é trabalhar realmente o lado autoral. Por isso, faço meus votos de boas ideias para eles nos próximos meses: tá aí um CD que seria bom de ouvir.

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O quarteto com swing: Jamz

Já o grupo Jamz tem a sorte de trabalhar com uma levada soul pouco explorada no Brasil atualmente, mas para os excelentes músicos decolarem, vão precisar de um pouco mais de carisma e presença de palco, fora as músicas autorais. Como ontem bem disse meu amigo Eddie, do Manual do Homem Moderno, “não dá para fazer uma carreira só no clima de ‘The Voice'”. O programa aqui é outro, com o perdão do trocadilho. rs

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Banda Malta e Dinho Ouro Preto

E, claro, a banda vencedora do programa também se apresentou: Malta. Eram esses os caras mais aguardados da noite, os que lotaram o HSBC Brasil. Tocaram música autoral (Fábio Jr. pira!) e fizeram a galera cantar junto, pareciam uma banda veterana carregando seus fãs fiéis. Não gosto do estilo, não admiro quem canta de olhos fechados o tempo inteiro, mas a segurança que eles tiveram ao entrar no palco e a alegria da plateia deixam bem claro que o grupo tem vida longa – só não pode achar que o jogo está ganho (e se der para cantar de olho aberto, ganha pontos!).

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clima de jam session no fim da noite

Durante o show, é claro, aproveitei para encontrar alguns amigos queridos e também conhecer o espaço! Estava tudo decorado especialmente para a ocasião e o público pôde ver de pertinho os novos Ford Ka. Os créditos do look estão na sequência das fotos.

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jaqueta: OMK Couro
camiseta: PacSun
calça: American Apparel
bota: H&M
esmalte: Desenho Livre, da Avon

Imagens das bandas e shows: Paulo Otero e Mila Maluhy/Divulgação

“O Castelo de Vidro”: quando memórias ruins rendem boas histórias

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Se houvesse apenas uma palavra para definir a história contada por Jeanette Walls em “O Castelo de Vidro”, essa palavra seria determinação. Quando pesquisei sobre o livro que me foi enviado pela editora, apenas boas referências: milhares de cópias vendidas, centenas (!) de semanas na lista do New York Times, um filme a caminho.

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Jeanette Walls, jornalista, autora de “O Castelo de Vidro” e “A Estrela de Prata”

Mas a obra conta a jornada de Jeanette e, digamos, eu não sou uma senhorita apaixonada por biografias, devo confessar. Também me incomodei quando li na orelha do livro: “Jeanette Walls escreveu o livro que gostaria de ler, sobre pessoas passando por dificuldades”, ou algo do tipo. Também não sou apaixonada por dramalhões. Só que ok, isso me exclui a leitura de boa parte das boas obras que estão por aí e digamos que não tenho sido a melhor leitora do mundo em 2014. Comecei a ler, sem a menor pressa. E me apaixonei. Com todas as nuances da paixão, o que inclui amor e ódio.

A história da família Walls me comoveu – e como! Mais do que seu próprio conto de infância, neste livro Jeanette narra a história de uma família decadente bem diferente do convencional: um pai bêbado e uma mãe artista inteligentes o bastante para criar filhos supertalentosos e sem pena de si mesmos, porém negligentes o suficiente para deixar os filhos sem comida na mesa, revirando o lixo da escola em busca de restos da merenda alheia.

Sem almoço, sem banho e sem energia elétrica, a família se alimenta de sonhos impossíveis de serem realizados e de aventuras capazes de deixar qualquer pai ou mãe (ou filho!) de cabelo em pé, como dar comida a um animal selvagem, acampar com um bebê por dias num carro ou caçar um estuprador no meio da noite.

Sempre negando caridade e trabalhando duro, Jeanette e seus irmãos deram seu jeito de nadar contra a corrente para ganhar a vida. As atitudes deles são importantes para o grande final, porém a forma como esses passos são dados e o jeito como tudo é contado é que tornam a leitura tão especial.

Você vai se apaixonar pelo pai sonhador e odiá-lo pela irresponsabilidade. Amar a mãe que dá liberdade aos filhos e odiá-la por deixá-los passar fome. Mas, acima de tudo, vai colocar a sua própria história em perspectiva quando perceber que as situações mais traumáticas serão aquelas narradas com um distanciamento ainda mais maduro.

Se a palavra para a Jeanette-personagem é determinação, a palavra para a Jeanette-escritora é transformação.

 

O FILME

Depois de sua mãe se apaixonar por “O Castelo de Vidro”, a atriz Jennifer Lawrence resolveu ler e não hesitou em adquiriu os direitos da obra. O filme deve marcar a estreia da atriz como produtora e também vai trazê-la no papel de Jeanette. O longa será dirigido por Destin Cretton (“Short Term 12”)  e ainda não há data para início das filmagens ou lançamento. Só uma coisa é certa: é bem provável que J Law fique ruiva para o papel e encare muita, mas muita, sujeira pela frente…

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Além de “O Castelo de Vidro”, Jeanette Walls também se voltou a sua história familiar para escrever “Cavalos Partidos”, sobre sua avó materna. Seu mais recente livro é a ficção “A Estrela de Prata”