Testei: creme com efeito de Photoshop da La Roche-Posay

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Eu nunca achei que fosse escrever estas três palavras juntas na mesma frase: testei, creme e Photoshop. Mas aconteceu: os produtos com efeito blur são o último grito da indústria da beleza e estão já nas prateleiras das farmácias para todos os gostos, embora não para todos os bolsos, devo dizer.

Topei desembolsar quase R$100 numa farmácia para conhecer o Effaclar BB Blur da La Roche-Posay. Já sou consumidora assídua da marca há anos e foi a única que me fez botar fé que entregaria o efeito prometido na caixinha.

Apesar do nome conter “BB”, este não é um bb cream do jeito que você conhece. O produto é um uniformizador antioleosidade com FPS 24 e disfarça poros, linhas de expressão e também esconde vermelhidões na pele. A multifuncionalidade é parecida, mas a maior diferença está na textura.

O produto é bem seco e pastoso e é preciso ter cuidado para não deixar ele simplesmente cair no chão. E certamente você não quer que isso aconteça com um produto que custa quase o preço de uma base da MAC, certo? Certo.

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Já tenho usado o BB Blur há um bom tempo e minha forma favorita de aplicar é com os dedos, polindo depois com um pincel chato ou duo fibra. Para o exemplo da foto, espalhei aquela pequeeena quantidade de produto e consegui cobrir quase toda a mão.

O rendimento é ótimo e certamente não é um problema, mas a durabilidade sim. Ok que o BB Blur não é um bb cream, mas quando vemos a pele transformada por ele sem grandes malabarismos, queremos realmente que o efeito dure o maior tempo possível e não é exatamente isso que acontece.

Mesmo segurando bem a oleosidade e ganhando com louvor o título de único ‘bb’ que não me deixou oleosa, o produto começa a desaparecer do rosto umas quatro horas após a aplicação. Apesar de não craquelar, ele sai e vai levando junto os demais produtos que você aplicou por cima. Esquisitíssimo, mas até mesmo o delineador vai dando fade out junto com o efeito blur.

Acredito que isso aconteça porque o produto parece não “aderir” à pele, mas sim repousar sobre ela, formando uma pequena camada, responsável pelo efeito lisinho. Por isso mesmo, pessoas com olheiras muito profundas podem acabar não gostando tanto assim: aplicar corretivo de forma caprichada por cima dessa camadinha pode pesar demais e detonar o efeito natural. Se isso te incomoda, melhor ir de base ou bb cream líquido mesmo.

Tenho gostado de usar o produto para dias tranquilos de trabalho ou situações casuais em que não vou ficar horas na rua, como ir ao cinema por exemplo. Pode ser também uma boa para quem não gosta de fazer exercício físico de cara limpa.

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 com o BB Blur e depois com a maquiagem completa

Testei: como funciona o Spotify Running

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No final de maio, o Spotify anunciou uma de suas grandes novidades: uma interface de corrida no aplicativo mobile que mandaria uma playlist de acordo com o treino do usuário. Eu, que já sou usuária assídua do Spotify e tenho lá umas tantas listas temáticas de músicas para correr, fiquei animada com a novidade e comecei a usar semana passada.

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Spotify Running: detecta seu ritmo e manda uma playlist de acordo

Ao abrir o Spotify, basta ir na lateral esquerda e procurar por Running. Lá você encontra uma série de playlists especializadas, desde as “feitas” para o aplicativo, como a “Blissed Out” e a “Burn” (do Tïesto) até várias outras seleções interessantes de músicas famosas que levam em conta seu ritmo.

Depois de escolher qual será o tipo de música que vai te embalar, é hora de ler o quanto você corre. Uma tela assim vai aparecer e medir o seu ritmo:

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Apesar de ser extremamente intuitivo para quem corre na rua, os corredores de esteira não ficam para trás: o aplicativo só precisa ler seu pace uma única vez, de forma que você pode apenas segurar o celular para descobrir o ritmo e depois deixá-lo de volta no suporte tranquilamente.

Também é possível ajustar mudanças de ritmo na mão, para mais ou para menos. A música? Sim, ela acompanha sempre cada mudança e é fantástico!

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Já usei estas duas playlists e embora tenha uma ou outra faixa que não tenha sido do meu agrado, elas são no geral bem energéticas e para cima. Como a música vai acompanhar perfeitamente o ritmo em que você está, acaba sendo muito gostoso pisar junto com a batida.

Esse movimento sincronizado ajuda até mesmo a relaxar a mente: é como se eu colocasse o corpo no automático. Pode ser só um grande placebo, mas juro que me sinto até menos cansada e mais energizada. A playlist do Tïesto é especialmente legal, só tem um problema: acaba muito rápido! Qualquer corrida de mais de 35 minutos já esgota e começa do zero. Podem mandar mais! rs

Ainda não testei na rua, mas mesmo no wi-fi da academia notei alguns engasgos com a sincronização da música, especificamente nessa modalidade Running. Não sei se tem a ver com a conexão em si ou com a leitura do pace, já que o aplicativo aumenta/diminui os BPMs das músicas para atender o usuário, mas achei um pouco esquisito, até mesmo porque as playlists normais costumam tocar normalmente, mesmo no 3G.

Entre uma música e outra, você também vai ouvir uns segundinhos de silêncio, mas neste caso é bastante compreensível: a pausa acontece para que a próxima música já entre no ritmo em que você está correndo.

Para entender mais como funciona, este foi o vídeo de divulgação do serviço: 

“Divertida Mente”: esse filme pode mudar o que você pensa sobre felicidade

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Crescer dói. Amadurecer é um processo um tanto quanto complicado, especialmente quando temos de fazer de muitos limões diferentes uma limonada patinho feio, do jeito que dá, do jeito que puder. Como qualquer sistema de computador, também podemos ficar sobrecarregados com tanta informação emocional às vezes. Compreender e absorver muita coisa de uma só vez realmente dói.

Sobrecarregada, assim, está a protagonista de “Divertida Mente”. O novo filme da Disney e Pixar mergulha nesse universo de forma singela e profunda ao mesmo tempo, usando representações espertas que vão muito além de metáforas. No filme, acompanhamos um ano conturbado na vida da garota Riley, que muda de cidade, de escola, abandona seu esporte favorito e precisa fazer novos amigos. “Normal” para você que já viu de tudo, mas uma barra e tanto para quem não tem nem 12 anos de idade.

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Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza em ação

Quem orquestra esse conflito interno são os sentimentos de Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e “Nojinho”. É com estes personagens que passamos a maior parte do tempo: a cada situação, o “responsável” assume a bronca, até que um pequeno conflito interno coloca Alegria e Tristeza para bem longe da “sala de controle”.

Com elementos simples, o filme mostra a formação da personalidade das pessoas, ilustra como o cérebro fragmenta elementos complexos para poder compreendê-los e até explica como memórias recentes se diferem das permanentes. Fora isso, “Divertida Mente” é uma grande aula sobre porque é impossível ser feliz o tempo inteiro e sobre porque não devemos ter essa ganância toda em torno de procurar a felicidade.

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Talvez a alegria nem sempre seja a melhor opção

A alegria é coragem, é entusiasmo, é o que te põe para frente e te tira da cama, mas ainda que seja melhor ser alegre do que triste, cada um dos cinco sentimentos precisa ter seu espaço garantido para uma vida saudável e não inconsequente. Permitir-se estar triste é tão (ou mais) importante que permitir-se estar feliz: Tristeza é introspecção e auto-conhecimento, coisas assim tão importantes quando estamos crescendo nesse mundão.

“Você já se perguntou o que se passa na cabeça de uma pessoa?”

A pergunta que abre o filme serve não só como introdução para o que vem pela frente, mas como um convite à empatia pelo sentimento do outro. Cada um dos personagens funciona à sua maneira e, por um breve momento, Riley nos dá um vislumbre quase perfeito de como seria a cabeça de alguém em depressão.

Quem já passou por isso vai se emocionar no cinema ao ver suas sensações ali, tão escancaradas e numa animação que até crianças vão ver. Talvez não entender dessa forma, é claro, mas está tudo ali, de forma simples e didática para quem quiser decifrar a mensagem.

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é tanto para lidar.

Em determinado momento, a jovem Riley está com a cabeça à mil, explodindo em questionamentos, ao mesmo tempo em que é incapaz de sentir qualquer coisa, seja alegria, tristeza, fome, raiva ou até mesmo interesse por fazer o que antes lhe dava prazer. Para ela, foi só um momento de amadurecimento, mas tá aí uma situação que, a longo prazo, pode se tornar esta doença tão pouco compreendida e às vezes até questionada pelos familiares e amigos de quem tem o problema.

Às vezes pode ser um bocado difícil explicar que ler um livro de auto-ajuda não resolve essa sensação insana, muito menos um convite para sair “e esquecer” ou um “bola pra frente”. Por isso mesmo é simplesmente incrível ver a forma direta com que a questão aparece na tela. Basta querer entender.

Enquanto sobem os créditos, fica a sensação de que poderíamos acompanhar Riley (e sua mãe e seu pai) pelo resto de suas vidas. A tristeza pode sim ser o contrário da alegria, mas certamente não é o contrário de felicidade.

ps: leve lencinhos para o cinema.

5 motivos para ver “Jurassic World” (e dois para não ver)

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Depois de 14 anos sem um filme da franquia, o parque dos dinossauros volta para a telona em grande estilo com “Jurassic World”. Apesar da crítica não ter dado muita bola para o filme, a surpresa veio logo no primeiro final de semana: o longa já bateu a marca de maior bilheteria de estreia, superando “Os Vingadores”.

O longa estrelado pelo também Marvel e ‘guardião da galáxia’ Chris Pratt arrecadou $262 milhões nos Estados Unidos e mais de R$20 milhões por aqui. E todo esse povo pagante não está errado, não: tem muita coisa legal no retorno da série às telonas. Vamos a elas!

5 motivos para assistir “Jurassic World”:

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Chris Pratt e seu ‘cachorrinho’ Blue em “Jurassic World”

1. O filme respeita os fãs das antigas

De cara, é preciso falar sobre isso, embora mostrar seja dar um pouquinho de spoiler. Como não queremos isso, vamos por partes: caso você ainda não tenha ido ao cinema assistir, saiba que serão várias as referências que o novo longa faz aos antigos, seja através de cenas e personagens, seja através de enquadramentos que marcaram a franquia. E, sim, é muito legal! Agora, se você já assistiu ao filme, vale dar o play neste vídeo, que é um prato cheio para ver se você sacou tudo:

2. O parque é tão de verdade que dói!

Dói porque cadê esses dinos para eu ir lá fazer uma selfie? hehe Americanos são “só” um pouquinho experientes nesse business de entretenimento e de construção de parques temáticos e talvez não fosse algo para se prestar tamanha atenção, porém é impossível não exaltar o trabalho de direção de arte do longa.

São cenários e detalhes da ambientação extremamente bem pensados, desde o grande resort que agora acompanha o parque até o happy hour num restaurante temático cafona. Em resumo: é tudo tão verossímil que o mais improvável mesmo é a protagonista correndo de salto pelo mato. Just saying!

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“Mad Max”: um filme de som e Furiosa

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Careca, mutilado, piloto de primeira, comandante da expedição. Esta poderia ser a descrição de qualquer bom soldado num filme de guerra, mas é a descrição de Furiosa, a personagem de Charlize Theron que rouba a cena em “Mad Max: Estrada da Fúria”. Não apenas uma mulher por pura coincidência, mas uma mulher com M maiúsculo. Feita, madura, em personalidade, erros e acertos. E sem cabelos: porque ela provavelmente decidiu que não precisava deles.

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Furiosa: para guardar na memória

Depois de dias intensos com a internet discutindo por que o marketing da Marvel não aprova produtos com a Viúva Negra ou por que atores entendem que é “ok” fazer uma brincadeirinha de mal gosto com uma personagem fictícia, todo esse entorno tosco de “Os Vingadores 2” soa pueril perto da força dessa mulher aí, de braço mecânico e capaz de deixar até herói com pipi no uniforme. O Max? Sim, ele também está lá e num Tom Hardy que vai muito bem, obrigado. Mas, se o filme fosse uma comédia, ele seria a escada para as melhores piadas.

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Jungle: a banda que você precisa ouvir – e ver só se quiser

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Imagem, superexposição, mais imagem. Vídeos. Virais. Imagem. Imagem é tudo para quase todas as áreas do entretenimento atual, até mesmo para a música que, coitada, vive uma repetição de clichês e personalidades sonoras simplesmente porque vende bem. É quase um dilema “tostines”: a imagem é importante para vender mais ou vende mais porque a imagem é super explorada? Dois amigos de infância resolveram quebrar este paradigma e esta semana deram um rasante pelo Brasil mostrando no palco o que descobriram.

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J. e T.: sucesso sem fama

Jungle é a banda formada pela dupla J. e T. (ou mais precisamente Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland) e por mais 5 integrantes que fazem a magia soul-funk-eletrônica acontecer no palco. Vi de perto o show em São Paulo esta semana e me encantei com o trabalho dos vizinhos de porta de Londres que esconderam sua identidade por algum tempo.

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a Jungle completa

Acontece que J. e T. quiseram começar um experimento e tanto em 2013: mostrar que a música pode sim funcionar por si só e não ficar na dependência da personalidade de um frontman. Por isso mesmo, os rapazes conseguiram se manter misteriosos por algum tempo, mesmo com as visualizações de seus clipes passando da casa dos 6 dígitos.

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