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5 motivos para ver “Meu Namorado É Um Zumbi” (e um para não ver)

“Sangue Quente” e o zumbi-gatinho de Nicholas Hoult
Zumbis são pop, meu bem. E não era de se estranhar que estes seres infectados ganhassem histórias com vertentes diferentes. Uma delas é a do romance “Sangue Quente”, de Isaac Marion, publicado em 2010. O livro apresenta o zumbi R, que redescobre como é ter sentimentos ao comer o cérebro de um jovem apaixonado.
Como o acaso é mesmo belo, ao mesmo tempo em que prova o cérebro do rapaz, R tem a chance imediata de se apaixonar pela namorada dele. Aos poucos seu coração dá sinais de que ainda está lá e muita coisa começa a mudar num cenário pós-apocalíptico praticamente sem esperanças.
O livro virou filme e aqui no Brasil chegou aos cinemas com o nome de “Meu Namorado é um Zumbi”. Com Nicholas Hoult (sim, o amado ator de “Skins”!), Teresa Palmer e John Malkovich nos papeis principais, o longa é diversão descompromissada feita com muito capricho.
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R e seus amiguinhos
Como ninguém dispensa um guilty pleasure, deixo aqui 5 motivos para você reservar um tempinho e assistir - e também um motivo para ignorar totalmente!
1. É uma história diferente com o charme dos zumbis. Ao contrário de filmes classicões que abusam da nojeira ou de filmes mais modernos que focam no terror, com infectados que correm, mordem e só faltam escalar paredes, “Meu Namorado é Um Zumbi” tem uma história mais humana, na medida do possível.
Aqui não tem explicação do que houve, só se sabe que eles estão nessa há muito tempo e desenvolveram um sistema para conseguir sobreviver, dentro de uma muralha. Do lado de fora, os mulambentos se acotovelam e conseguem um lanchinho apenas quando a turma do lado de lá precisa ir buscar remédios. Como de uma certa forma o público se acostumou com as histórias de zumbis, a explicação é realmente desnecessária. Tiros são na cabeça, cuidado para não ser mordido. E, sim, claro: um amor impossível acontece.
2. Nicholas Hoult dá um belo zumbi, e vice-versa. Depois de babarmos pelo cara e por seu talento em “Skins”, o jovem ator conseguiu seu primeiro protagonista e logo mais aparece também como principal em “Jack - O Matador de Gigantes”, filme inspirado no conto “João e o Pé de Feijão”. Nada mal para quem apareceu para o grande público como o Fera em “X-Men: Primeira Classe”.
3. John Malkovich é um caçador de zumbis bad ass. Gosto bastante do trabalho dele e vê-lo como sogrão lidando com o namorado zumbi da filha é deveras engraçado.
4. A trilha sonora é uma delícia. O zumbi R é um colecionador de discos de vinil e gosta de se comunicar com música, então muitas vezes o que ele quer dizer e não consegue acaba entrando na voz de algum cantor. O Guns ‘n Roses fala bastante por ele!
5. Porque poucas vezes vimos o monólogo interno de um zumbi. E tão bem narrado. Muitos atores de filmes “comerciais” deixam a desejar quando precisam fazer longas narrações em off. Em resumo: os caras são bons quando tem o rostinho trabalhando; quando só a voz precisa dar conta, nem sempre o resultado é tão bacana. Não é o caso aqui de Nicholas Hoult: a narração que abre o filme e costura a história é bem divertida e não faltou talento para executá-la.
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- ai, moreco! Pena que não tem Insta no futuro pós-apocalíptico!
E um motivo para não ver:
Um motivo que no fim vira vários motivos: é um filme de romance juvenil. Com zumbis. Se essas duas coisas não se misturam na sua cabeça, não perca seu tempo. É melhor ficar coçando o próprio cotovelo em casa.
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