Jungle: a banda que você precisa ouvir – e ver só se quiser

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Imagem, superexposição, mais imagem. Vídeos. Virais. Imagem. Imagem é tudo para quase todas as áreas do entretenimento atual, até mesmo para a música que, coitada, vive uma repetição de clichês e personalidades sonoras simplesmente porque vende bem. É quase um dilema “tostines”: a imagem é importante para vender mais ou vende mais porque a imagem é super explorada? Dois amigos de infância resolveram quebrar este paradigma e esta semana deram um rasante pelo Brasil mostrando no palco o que descobriram.

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J. e T.: sucesso sem fama

Jungle é a banda formada pela dupla J. e T. (ou mais precisamente Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland) e por mais 5 integrantes que fazem a magia soul-funk-eletrônica acontecer no palco. Vi de perto o show em São Paulo esta semana e me encantei com o trabalho dos vizinhos de porta de Londres que esconderam sua identidade por algum tempo.

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a Jungle completa

Acontece que J. e T. quiseram começar um experimento e tanto em 2013: mostrar que a música pode sim funcionar por si só e não ficar na dependência da personalidade de um frontman. Por isso mesmo, os rapazes conseguiram se manter misteriosos por algum tempo, mesmo com as visualizações de seus clipes passando da casa dos 6 dígitos.

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Testei: esmaltes Bioemotion da Polishop

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Pode inventar nail bar, esmalteria, máquina de pintar a unha, o que for: acho que dificilmente algum serviço vai conseguir me conquistar a ponto de eu sair de casa só para cuidar das unhas. Dito isso, eu me resolvo em casa e estou sempre atrás de produtos que facilitem o fato de eu só ter uma mão direita para a tarefa.

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eu tenho duas patas e também faço – ok!

Nessas, já passei a usar secantes em spray, base que fortalece a unha sem criar uma camada tão grossa que me atrapalhe com o esmalte e por aí vai. O problema, no fim das contas, é com o esmalte em si, que muitas vezes é pegajoso demais ou exige muitas camadas para dar um bom resultado, e aí deixar a finalização perfeita fica bem trabalhoso.

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unhas pintadinhas com o Bioemotion preto, da Polishop

Por isso, fiquei bem surpresa quando recebi esmaltes da Polishop (!) para testar. Eles fazem de tudo, mas eu realmente não conhecia a linha de beleza, a Bioemotion. Ao todo, são 17 tons de esmalte e o produto tem uma textura bastante digna: no máximo duas passadas resolvem sua vida, e olhe lá.

Meu favorito foi o preto, que mostro aqui nas fotos. Já usei algumas vezes e, além de ter pintado as unhas super rápido, o pincel fininho dá mais precisão e facilita demais o trabalho. A quantidade de produto vem controlada e aí é menos lambança para limpar com palito e algodão.

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durante o processo: dá para perceber como o pincel é fininho? 

Gostei muito da experiência da aplicação e agora quero me entender com ele para fazer durar mais e deixar o brilho mais bonitão! hehe Alguém tem alguma dica para me dar nestes quesitos? Tenho problemas gravíssimos com a durabilidade de todo e qualquer esmalte (até por isso não curto investir em manicure: não dura!), então não posso servir de base neste quesito, mas realmente curti bastante. Acho que é o esmalte escurão mais fácil que já apliquei!

Para conhecer os produtos, dá para ir direto no site da Polishop. É mais caro que as marcas de farmácia, mas a facilidade de passar pode valer a pena pra você também. ;)

Holy Burger: hambúrguer para comer rezando no centro de SP

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Para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui.

Eu adoro hambúrguer. Eu como hambúrguer frequentemente. Eu também confesso que embarquei no hype do sanduíche em São Paulo e por isso também já gastei dinheiro à toa, comendo porcaria que não valia um tostão furado ou era absolutamente supervalorizada. Dito isso, vem o alívio: nem tudo está perdido. O Holy Burger é dessas novidades que valem a pena. E, já aviso, tem preço justíssimo.

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A casa pequena fica no centro de São Paulo e está despretensiosamente localizada perto de vários botecos simples ali na região do Mackenzie. Algumas mesas ficam na calçada, algumas cadeiras em volta do balcão e outras pequenas mesas no salão, que nada mais é que uma cozinha para olhos atentos ficarem observando.

Uma placa já avisa que eles não gostam de servir hambúrguer bem passado. E eu penso: graças a Deus! Quantas lanchonetes pseudo de qualidade começaram a servir carne torrada mesmo quando você pede ao ponto? Veja, sempre se pode reclamar, mas uma hora fica chato ficar pedindo para seu lanche voltar quando se está morto de fome.

Pedimos, então, nossos sanduíches. Optei pelo Original Burger, uma mistura dos ingredientes mais maravilhosos que um hambúrguer pode ter, em minha humilde opinião: pão preto, carne ao ponto rosadinha, bacon, cheddar e maionese – que preferi pedir à parte.

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Original Burger: fome só de olhar para a foto

O sanduba chega “agregado” por um espeto de churrasco e é com certeza um dos melhores que já comi. Em São Paulo, entrou para o top 3 fácil, até porque meu favoritão anda deixando bastante a desejar. Sempre volto nessa lanchonete esperando aquele hambúrguer pelo qual me apaixonei, mas nos últimos tempos parece que eles não são mais tão cuidadosos assim. Uma tragédia que só posso esquecer comentando sobre a batatinha frita do Holy:

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As deliciosas fritas e nossas SixPoint

Para acompanhar, pedimos a porção (gigante!) de batatas fritas fininhas e crocantes por somente doze realidades. Eu que sou completamente ta-ra-da por batatas fininhas voltaria lá para sempre por isso. Para sempre. Sério. SERIÃO. Inclusive me surpreendi com o preço – muitas cervejas da longa carta deles custam bem mais caro que isso. Que mantenham assim! E, claro, também existem bons drinks, milk shakes e, para quem curte, strawberry lemonade, algo que vou provar na próxima ida.

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A decoração rústica, apesar de bem cenográfica, combina com a região da cidade e deixa o espaço pequeno mais aconchegante. No verão, pode ser um pouco quente, mas me parece um lugar delícia para escapar do friozinho na mudança de estação que vem aí.

Para fechar, as sobremesas são uma coisa. Também sou fã incondicional de pudim e, qual foi minha surpresa, quando o mesmo chegou dentro de uma latinha de leite condensado na mesa? Gostoso e uma gracinha:

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 VAI LÁ: Rua Doutor Cesário Mota Junior, 527, São Paulo, SP. Horários, cardápio e informações extras aqui.

50 Tons de Cinza: 125 minutos para tentar consertar um livro que nasceu errado

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Espera, teasers, trailers, cenas vazadas, mas o que prevíamos aconteceu: “50 Tons de Cinza” não é um filme bom. Para as fãs do livro, também não chega a ser ruim, digamos. É tão sutil que não chega perto do estrondoso sucesso causado pelo livro. Livro este que, vamos lá, é bastante “esquecível”, não fossem as cenas de sexo que prendem o leitor na sacanagem e o motivam numa espécie de leitura dinâmica até o próximo encontro.

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– Voltei, mores

Mas vamos ao filme. A trilha sonora é excelente, a direção de arte impecável, há o dinheiro que a inspiração “Crepúsculo” não teve em seu primeiro lançamento e dois atores que souberam segurar a bronca de um roteiro raso e cheio de textos sacais. “Eu não faço amor, eu fodo”: no livro, uma delícia, no cinema, recebido por risadas num cinema lotado de mulheres na meia idade.

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Falaram que a gente não tem química. Cê acha?

Jamie Dornan faz um esforço hercúleo para dar vida a este homem doentio e perturbado. Ele tem bons cacoetes, olhares muito interessantes, um andar leve com mãos pesadas, mas nada que faça o texto soar mais verossímil, meus caros. E ele é lindo. Mesmo. Tão lindo que infelizmente uma boa parte do público compraria seu trabalho só pela beleza e pelo tanquinho exibido constantemente na tela. Ah, e também pela bundinha, que dá o ar de sua graça por uns 3 segundos e causou gritinhos (altos).

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“Life is strange”: um jogo embrulhado para presente

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Não é impressão sua, não é engano da garotinha fã de quadrinhos, nem implicância das mulheres do mundo do entretenimento: aparentemente, em pleno 2015, somos frequentemente esquecidas de papeis de destaque ou não somos vistas como interessantes o suficiente para mover uma história.

No Globo de Ouro, a questão veio à tona mais uma vez quando Amy Poehler e Tina Fey deram aquela cutucadinha básica no mercado e comentaram que um dos únicos papeis interessantes para mulheres mais velhas foi o da premiada Patricia Arquette em “Boyhood”. E as duas não estão erradas em causar essa “saia justa” em frente aos poderosos da indústria: uma pesquisa da Universidade de San Diego deixa bem claro o quanto a catraca de Hollywood não está virando para as mulheres, mesmo com filmes bem-sucedidos tendo elas (nós) como protagonistas. Exemplos rápidos: “Jogos Vorazes”, “Malévola” e o fenômeno “Frozen”.

No mundo dos games, a situação começa a ficar (ainda mais) periclitante. Apesar de já sermos, só no Brasil, pelo menos 47% do público gamer, não há um dia sequer em que eu não leia o relato de alguma garota que sofreu algum tipo de preconceito simplesmente por querer jogar e se divertir. Ou seja: além de não sermos representadas e de não termos praticamente nenhum marketing voltado para nós, ainda somos alvo de críticas e objetificações o tempo todo.

Dito isso, quando me sentei para jogar o primeiro episódio de “Life Is Strange” no último sábado me senti aliviada. Até presenteada, para ser mais exata.

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Produzido pela Square Enix, mesmo estúdio responsável por “Tomb Raider”, o jogo “Life is Strange” vem dividido por episódios e conta a história de uma adolescente chamada Max. Depois de mudar de cidade e escola para abraçar sua paixão pela fotografia, a garota acaba enfrentando uma série de dificuldades para se enturmar e arranja confusões compulsoriamente por onde passa.

Num desses momentos, ela descobre a improvável habilidade de manipular o tempo e de, portanto, fazer novas escolhas. Seus “poderes” especiais permitem que ela dê a volta por cima, seja herói por um dia (ou vários) e tente descobrir um mistério ao lado de sua melhor amiga da infância.

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Testei: máscara facial descartável

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Não sou adepta de modinhas de tratamento de pele. Quer dizer, eu nem poderia, porque tenho uma pele tão difícil e chata que prefiro pecar pela repetição do mesmo produto do que pela tentativa de algo novo. No entanto, as máscaras faciais descartáveis chamaram minha tenção, por dois motivos principais: 1 – são baratas e 2 – são de uso único, ou seja, se der errado, não investi os tubos (literalmente) à toa.

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Fui primeiramente seduzida pela quantidade de famosas usando o artefato e postando fotos ao melhor estilo “A Pele que Habito” no Instagram. Aí foi só um pulo até eu encontrar a bendita em Nova York e querer testar. Cheguei até a contar da máscara no meu vídeo de compras, mas só agora tomei coragem para experimentar a brincadeira.

Comprei essa na Urban Outfitters ou na Ricky’s (não lembro agora, mas as duas lojas vendem) e, apesar dos escritos em alguma língua oriental, me guiei pelo desenho de algas marinhas e pelo título em inglês, algo purificante e natureba, portanto.

Retirar a máscara da embalagem é um trampo sem fim: ela vem bem úmida e dobradinha, então pode ser um pouco complicado não encaixar seu nariz no lugar do olho, mas uma hora você se acerta. Dito isso, embarquei em maravilhosos 30 minutos de espera e ansiedade, como é possível ver na foto a seguir:

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– Olar!

Depois de meia hora, puxei a máscara delicadamente, enxaguei o rosto e senti a pele macia e bem limpinha. Não removeu nenhum cravo, até porque esse não era o objetivo, mas senti uma textura gostosa e um cheirinho agradável. O problema é que: fui dormir e no dia seguinte acordei com a pele do mesmo jeito de sempre. Que ótimo!

Não sei se o problema é que o produto é apenas cosmético ou paleativo, mas a verdade é que a máscara (ou pelo menos não essa) não funcionou como um tratamento poderoso para mim. Talvez o problema seja eu, já que tenho uma pele difícil. Sensível, oleosa, avermelhada, fina e com acne de adulta – ou seja, talvez nem um milagre descartável me faria ver alguma diferença no dia seguinte.

Pensando nisso, acredito que a melhor forma de usar seja como preparação para a pele antes de um grande evento. Antes de aplicar a maquiagem e afins, a máscara pode ser uma boa para deixar a pele mais bela. Vou tentar assim da próxima vez, já que ainda tenho um envelope de “Detox Diva” guardado no armário e muita esperança também.