Vinho no verão: testei o serviço da Sonoma

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Até pouco tempo, muita gente tinha o pré-conceito de que vinho era bebida de inverno e cerveja uma bebida de verão. Pois que engano, minha gente! Amo cerveja também, mas poucas coisas são mais deliciosas que um vinho geladinho no calor e à beira da piscina. Se for um prosecco muito bem acompanhado então, melhor ainda. Como admiradora de vinhos, já tenho percebido que essa cultura mudou um pouco, mas ainda vejo muita gente na dúvida: que bebida comprar, afinal, no calorão?

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vinho, sol e mar também combinam!

A resposta para a pergunta é muito, muito simples: um vinho que te agrade. rs Você pode até pensar em harmonização com pratos, mas antes de tudo acredito que a bebida deve proporcionar prazer, um bom momento entre amigos e uma experiência gastronômica interessante (por que não?). Acho que nós brasileiros ainda estamos nos educando nesse hábito de tomar vinhos e não há problema algum em ir experimentando até descobrir do que gosta.

Ao longo da minha humilde “experiência”, aprendi bastante na tentativa e erro e fui usando aplicativos como o Vivino para catalogar as bebidas que eu curtia (ou não). Aproveitei viagens para provar coisas diferentes e vivo explorando a sessão no supermercado, mas sinceramente ainda sentia falta daquela recomendação mais esperta, sabe? Exatamente por isso gostei bastante da iniciativa da loja Sonoma.

No final do ano, eles me convidaram para conhecer um Prosecco da casa e também me ofereceram o frete “vinho rápido”. Nesse serviço, você compra a bebida e ela chega no mesmo dia na sua casa, antes das 21h da noite. Isso mesmo, bem a tempo do jantar! rs A ideia é simplesmente sensacional para quem resolve marcar uma confraternização em cima da hora ou está prestes a viajar e quer levar um vinho.

Ao contrário de outros sites que disponibilizam muitos rótulos e dão poucas informações sobre eles, encontrei descrições detalhadas e boas dicas de como degustar melhor o produto lá na Sonoma. Também achei os preços interessantes – e se existe um outro conceito equivocado nesse meio é de que vinho bom é vinho caro. Definitivamente, não é. Basta lembrar que há pouco tempo atrás, o Toro Loco, um vinho de apenas 8 euros, foi eleito o melhor do ano (!).

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meu Prosecco em clima de Revéillon! rs

Não cheguei a testar o clube de vinhos do site, que me parece um pouco diferente de outros da concorrência, porém achei o sistema de recomendações bem interessante, especialmente para quem já curte e quer aprender mais sobre a bebida – definitivamente, o meu caso!

ps: vocês curtem esse assunto? Vamos falar mais a respeito? <3

 

Jessica Jones, obrigado por falar o que faltava

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Depois do sucesso de “Demolidor”, “Jessica Jones” tinha muitos desafios pela frente em sua estreia. Embora não haja a pressão óbvia por audiência da TV tradicional, não é preciso ser um gênio para deduzir que empresas do porte de uma Marvel e de uma Netflix esperam, sim, o sucesso. E conquistar isso com uma personagem não tão conhecida e feminina parecia algo assim, meio, ‘só acredito vendo’. Todo mundo queria que desse certo, mas ninguém sentia aquela firmeza . Pois não é que deu?

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A história não tão famosa de Jessica Jones permitiu que roteiro e direção corressem livres das expectativas dos fãs por ver um quadrinho filmado. Encontraram saídas interessantes e um roteiro tenso e cheio de reviravoltas (eu gritei vendo um episódio, mas não vou dar spoilers!) para uma história que fala não só das grandes responsabilidades que vêm com os superpoderes, mas também de heroísmos e vilanismos que todos nós presenciamos no dia-a-dia.

Quanto à protagonista, a heroína de Krysten Ritter aqui passa bem longe da simpatia dos Vingadores e, por isso mesmo, tem carta branca para surpreender o público com um ótimo trabalho. Na outra ponta está o poderoso manipulador Kilgrave, também conhecido como Homem-Púrpura pelos fãs dos quadrinhos. Interpretado por David Tennant, o personagem é um presente para qualquer bom ator e ele não deixa por menos. Com o surreal poder de controlar mentes e dar qualquer comando para um ser humano, Kilgrave espalha caos e não tem escrúpulos: vale tudo, desde tomada de propriedade, até assassinato e sexo não consentido.

Após um determinado período que os dois passaram juntos (impossível chamar isso de relacionamento), Jessica tenta retomar sua vida e é atormentada constantemente pelas façanhas do vilão, fazendo-a sair da zona de conforto para enfrentar seu trauma e evitar que ainda mais pessoas inocentes sejam prejudicadas.

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Jessica é uma protagonista incrível. Interessante, mal humorada, sexualmente ativa e totalmente desencanada sobre o que os outros pensam dela. Eu diria até que ela não liga se você, espectador, não gostar dela. É assim, doa a quem doer. Ela não só bebe, quanto transa e trepa. E aparentemente isso ajuda a curar sua eterna ressaca. Ressaca moral, ressaca de fazer o que não quis, com quem não queria, por motivos que não concordava. Ressaca de ter que sorrir quando queria chorar, ressaca de vestir o que não gostava, de comer o que não queria. Jessica deu certo e ainda tocou no assunto que faltava.

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Eu testei: pulseira inteligente Mi Band da Xiaomi

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Adoraria começar este texto fazendo uma excelente apresentação do meu know how com gadgets de saúde e fitness, mas a verdade é que tenho pouquíssima experiência no ramo. Não por culpa minha, que fique claro, a culpa é dos preços absurdos desse tipo de produto e daquela incerteza constante de que vão cumprir o que prometem depois de tanto investimento.

Já ‘paquerei’ diversos itens por aí e, tirando uma boa balança digital, só utilizei mesmo o chip de passadas da Nike, que ficava dentro do tênis.  A empresa aposentou a tecnologia e, para a minha surpresa, na mesma semana recebi a tal da Mi Band, que a Xiaomi acaba de trazer para o Brasil. E a surpresa foi dupla: ela custa (apenas) R$95 e não só mede os passos do usuário e estima as calorias gastas, quanto também dá reports sobre a qualidade do sono.

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a Mi Band disponível no Brasil, com pulseira de silicone preta

A Mi Band vem numa caixinha discreta, com o sensor separado da pulseira, e com um pequeno carregador USB que pode ser plugado no seu computador ou em qualquer outra tomada USB que você já tenha. A carga da bateria, aliás, pode durar cerca de um mês (!) e todos os materiais são leves e resistentes à água – o fabricante garante até 1m de imersão por 30min. A ideia, afinal, é que você não a tire do braço e o seu banho não fará mal nenhum para o material.

A pulseira vai te acompanhar em tudo ao longo do dia: uma pequena caminhada até o banheiro, o passeio no shopping, o rolêzinho na hora do almoço. Quando quiser sincronizar para ver a quantas está o seu progresso, é só ligar o bluetooth do celular e entrar no aplicativo dela, o MiFit. Lá ficarão armazenadas todas as suas informações, inclusive sobre o sono – e juro que não incomoda pra dormir!

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reports de passos e sono – e, ops, domingo eu tirei a pulseira por algum motivo, olha que feio no gráfico!

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Peça “O que a Dorothy quer?” põe no palco a Dorothy que você nunca viu

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O que resta a uma jovem heroína que consegue eliminar sua arqui-rival aos 13 anos, tornar-se reconhecida e amada por seus atos e agora ver à sua frente apenas um futuro conservador e pré-programado ao lado dos tios? Morrer de tédio, talvez? Ou, quem sabe, aprender o peso de cada um de seus atos?

Na peça “O que a Dorothy quer?” estas e outras questões pessoais da mocinha de “O Mágico de Oz” vem à tona depois de sua volta ao enfadonho Kansas, uma terra sem as promessas de um leão ou a animação de um homem de lata, mas com vizinhança futriqueira no melhor estilo bruxa e uma cartilha rígida a ser seguida por uma moça de família.

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“O que a Dorothy quer?”, com Caroline Duarte, Luciana Esposito e Naty Graciano

O texto de Pedro Garrafa descola a heroína de seu universo lúdico original e joga uma luz densa sobre ela. O resultado, acredite!, passa longe de qualquer outra releitura que você tenha visto da prima Alice e seu País das Maravilhas. Garrafa não evita temas como sexo, culpa e castigo, que surgem de forma natural e por vezes cômica em cena.

No palco, Caroline Duarte, Luciana Esposito e Naty Graciano interpretam três Dorothies trancadas juntas no abrigo anti-tornado da família. Num cubículo escuro, elas disputam o posto de verdadeira heroína ao mesmo tempo em que enfrentam a ressaca moral da luta contra a bruxa má. Poderia uma mesma ação ter mais de uma consequência? Poderia a motivação mudar o teor de um crime? Fica reservada para o público a decisão final.

Em cartaz no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, a peça coloca todas as fichas no trabalho incrível das atrizes. Não são poucas as cenas, aliás, em que fica nítida a química do trio, que precisa trabalhar em total sincronismo ou disparidade para causar a estranheza de uma protagonista multiplicada por três.

Vale dizer também que a peça marca o retorno de Naty Graciano (ex-“CQC”) para a interpretação. Embora sua formação inicial seja de atriz, Naty passou um bom tempo na TV, tanto na Band quanto na afiliada da Globo de Sorocaba, e agora sobe ao palco de uma forma bem diferente da que estamos acostumados a vê-la.

 

Aproveito o post também para desejar boa sorte nesta nova fase para a querida da Naty (adorei conhecê-la!) e para convidar você aí leitor(a) a ir mais ao teatro. São muitas histórias boas e artistas incríveis que você pode estar perdendo! E digo mais: por mais incrível que seja o cinema, não há Netflix que substitua o contato e a catarse de uma boa peça. ;)

VAI LÁ!
“O que a Dorothy Quer?”
Em cartaz até o dia 15 de novembro; sábados às 20h e domingos às 18h
Local: Teatro Livraria da Vila – Shopping JK Iguatemi, São Paulo, SP
Mais informações aqui.

Kobe burger e gatêau de doce de leite: delícias da nova Hamburgueria Nacional

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Para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui.

Muito antes das hamburguerias começarem a pipocar loucamente por São Paulo, uma ‘lanchonete chique’ chamava a atenção no Itaim: tinha um milk shake de Nutella que valia a ida e hambúrguer absolutamente saboroso – isso numa época em que sanduba era feito com carne fininha e sem grandes firulas. Essa era a Hamburgueria Nacional há 10 anos atrás, restaurante do chef Jun Sakamoto que só agora inaugura sua segunda unidade, em Moema.

Com um salão claro, abertão e uma cozinha bem à vista para encher os olhos de qualquer amante de um bom hambúrguer, a casa está com cardápio renovado e opções bem alinhadas com o que o paulistano, agora acostumado com bons burgers, procura por aí. Como a concorrência hoje em dia é grande, te dou um bom motivo para ir até lá: a casa serve Kobe burger, feito com uma das carnes mais caras e saborosas do mundo, a dos bois Wagyu, de origem japonesa.

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Menu: sanduíches e porções da Hamburgueria Nacional

Por R$70 dá para experimentar a iguaria, que vem servida com queijo catupiry, ou então customizar os acompanhamentos à vontade. Foi o que fizemos no dia da visita ao restaurante, para experimentar a belezinha em grande estilo. A carne é extremamente suculenta e saborosa e, apesar de alta, não pesa em momento algum: parece desmanchar na boca.

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Kobe burger com bacon e gorgonzola

Se você é do time dos bem passados, melhor passar longe dessa escolha: o lance aqui é pedir ao ponto para poder sentir toda a suculência do kobe burger. E não hesite em verificar se o ponto está de acordo com o pedido, afinal, se isso já é fundamental em praticamente qualquer hambúrguer, nesse aqui é simplesmente o principal da experiência.

Antes que você aí pense, já me adianto: realmente, não é uma escolha para ser feita sempre. Muitas vezes decidimos comer um hambúrguer não só porque amamos, mas também para economizar e ser mais práticos, o que nesse caso simplesmente não rola. O kobe burger não é um lanchinho: está mais para uma experiência para quem ama hambúrguer e tem curiosidade de provar essa carne.

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Para completar o sanduíche, o bacon torradinho e o queijo gorgonzola da casa fazem uma dupla perfeita de acompanhamento. A maionese clássica é correta: não rouba a cena com tempero em excesso, o que seria um pecado diante de tantas delícias encaixadas entre duas fatias de pão.

Por outro lado, a maionese verde chama bastante a atenção: experimentamos com a gostosa batata spice, apimentadinha e crocante. A porção é ótima para aquietar dois famintos enquanto o hambúrguer não chega.

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Batatas spice: pra quem ama pimenta

Se ainda sobrar espaço para dar uma olhadinha no cardápio de sobremesas, não se espante se os milk shakes chamarem mais a atenção: são varias opções e, claro, o de Nutella continua no menu. Mas, no bloco de sobremesas mesmo, quem brilha é o petit gatêau de doce de leite, que leva canela e vem acompanhado de sorvete de baunilha.

Os fãs de doce de leite vão até esquecer que um dia provaram gatêau de chocolate! :P hehe

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Com preços de sanduíches a partir de 30, a Hamburgueria Nacional é uma ótima pedida para ir com amigos e família: mesas grandes não faltam no salão e ninguém se chateia com o cardápio super democrático e com opções vegetarianas. Só ficou devendo pão integral e batata doce rústica! :P

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VAI LÁ: Avenida Ibirapuera, 2835, São Paulo, SP. Horários, cardápio e informações extras aqui.

Pixels, um filme que nem Pac-Man salva

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Botar uma ficha na máquina e ficar de próximo. Esperar pacientemente pela sua vez e ir aos poucos batendo o recorde para deixar seu nome escrito num fliperama do coração. Muitos anos depois, dar a chance destes mesmos campeões usarem suas habilidades únicas para salvar o mundo. Tinha tudo para ser um filme-pipoca da melhor qualidade, mas não. Foi só “Pixels”, o filme de Adam Sandler que deve estar num cinema bem próximo de você.

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Pac-Man começando e encerrando a carreira de vilão </3

Escrito e protagonizado por Sandler, “Pixels” tem direção de Chris Columbus, o mesmo cara responsável por dois “Harry Potter” e por clássicos como “Esqueceram de mim” e “Goonies”. Ou seja, um misto de ansiedade boa e marromenos num só pacote. Mas com tantos games sedutores na tela e Pac-Man como vilão, como é que essa balança poderia pesar para o lado negativo, não é mesmo? Pois sim, conseguiram o impossível.

O filme se inspirou no curta-metragem de mesmo nome que bombou na internet em 2010, sobre alienígenas transformando tudo na Terra em pixel:

No longa, a história começa em 1982, quando o governo americano manda um compilado cultural para o espaço, na esperança de mostrar quem somos para outros seres inteligentes. Eis que os ETs não entendem muito bem o recado: tomam os jogos como uma ameaça de guerra e se disfarçam de “pixels” para nos desafiar. Salvar a humanidade vira tarefa, portanto, para os melhores jogadores de 30 anos atrás, vividos por Sandler, Peter Dinklage e Josh Gad.

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Michelle Monaghan, Adam Sandler, Josh Gad e Peter Dinklage

Eu enxergo muita diversão nesse enredo simples, mas ficou simplório. Os games são realmente a melhor e única parte digna de nota de “Pixels”: os efeitos do curta-metragem ganharam um upgrade tremendo e não dá para negar que é absolutamente maravilhoso acompanhar o chefão Donkey Kong interagindo num cenário realista. A batalha final também enche os olhos e bota uma horda de personagens na tela. O problema é encarar o restante da bagaça para curtir 20 minutos pescando referências (e que seja num Imax, tá?).

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