10 coisas para pensar agora que a Saga “Crepúsculo” acabou

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A “Saga Crepúsculo” chegou ao fim no último final de semana e como milhões de pessoas já viram o filme, cabe agora parar pra pensar no que a série deixou pra gente. Adorei o filme e me diverti muito vendo o final da história (achei o filme super curtinho!), mas não tem como não querer saber que fim vão levar essas 10 coisas aqui…

Robert e Kristen para a Vanity Fair: um dos primeiros ensaios do elenco (e ainda assim um dos melhores)

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10 Coisas para pensar agora que “Crepúsculo” acabou:

– Como é de fato uma trepada entre dois vampiros crepusculetes? Nunca saberemos; mas os seriados estão aí pra isso – pena que eles não são charmosos o suficiente para brilhar no sol.

– Se todo vampiro tem uma alma gêmea, por que os Volturi não pegam ninguém? Será que todo esse ódio com a vida alheia não é falta de amore no cuore?

– Passaram três livros explicando que a fome dos recém-nascidos era insuportável. Qual é a da Bella ser fodona assim? A Alice não poderia ter previsto isso e facilitado tudo para todo mundo?

– Os vampiros brasileiros dão pinta quase pelados na neve durante o último filme. De fato, o único retrato verossímil de brasileiros seminus no cinema, afinal ninguém ali precisaria estar com tanta roupa se ninguém ali sente frio.

– O que a mãe da Bella vai pensar quando ver que a netinha envelheceu 10 anos em um? Essa sim vai encher a cabeça de brancos rapidinho.

– Quem era Team Jacob vai ser Team Renesmee agora?

– Como Jacob vai suportar viver com a Renesmee semi-imortal sendo que ele vai envelhecer? Ela vai dar umas mordidinhas nele pra garantir o futuro? Ele vai virar um lobisvampiro?

– Quanto tempo vai demorar para a Stephenie Meyer surgir com uma carta na manga para continuar esta série? Um ano?

Afinal de contas, será que o Robert Pattinson vai conseguir se dar bem? Além de ter sido um dos que menos conseguiu papeis interessantes se considerarmos sua visibilidade, o cara ainda passou pelo carão com a Kristen (que ainda foi lá e se tornou uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood)… Oh dó!

– Por que o Green Day foi contratado para fazer uma música para este último filme e a música só toca nos créditos? WTF?!

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Super Trunfo do “Magic Mike”: ou porque toda mulher hetero tem que ver esse filme

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“Magic Mike” fez uma estreia silenciosa no Brasil depois de ter causado no verão americano (o filme estreou por lá no dia 29 de junho) e está disponível em poucas salas em São Paulo. Não sei como está a distribuição pelo resto do país, mas essa divisão de salas me pareceu um tanto quanto “pudica”.

Em todo caso, isso não vai ser um empecilho para você ir lá assistir o filme, né? Para quem não sabe do que se trata – e mesmo para quem sabe, já que essas imagens nunca vão ser demais -, aproveita para ver essa interessante sequência com trechos do filme. cof cof

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O filme protagonizado por Channing Tatum e dirigido por Steven Soderbergh conta a história do principal stripper de uma casa de diversão adulta para mulheres da cidade de Tampa; história, aliás, inspirada na própria experiência de Tatum antes de virar ator.

A trama rola durante o verão e a coisa só não é uma comédia romântica cheia de homens bonitos porque vez ou outra alguém desmaia na boate ou aparece um traficante providenciando dorgas para a moçada. São toques leves até demais para pintar um ambiente que pode ser bem pesado na vida real, mas essa falta de verossimilhança não estraga nem de longe o filme. Pelo contrário: deixa mais leve para ir direto ao que interessa.

Este longa, minhas caras, deve ser apreciado pelas belezas dançantes na tela. E é isso. Vá com as amigas assistir, vá se você gosta de homem e largue o homem em casa. Você pode começar achando cafona, mas em instantes alguém vai fazer algum movimento de pélvis que vai te conquistar.

Por isso mesmo, resolvi fazer o SUPER TRUNFO do “Magic Mike”: porque os personagens é que são os maiores motivos para você ver o filme. E PRONTO! Tá ótimo assim:

Joe Manganiello é Big Dick Richie (!) e Alex Pettyfer é Adam (veja os cards aqui e aqui)

Channing Tatum é o protagonista Magic Mike, Matt Boomer é Ken  (veja os cards aqui e aqui)

Matthew McConaughey é Dallas, o dono da bagunça
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Agora, deixando as piadinhas pra lá, esse filme faz toda mocinha se sentir como um cara vendo um pornô soft, o que é bom para variar um pouco. E, ah sim: no DVD já lançado nos Estados Unidos estão todas as dancinhas que não entraram no filme. Aposto que, se você assistir, também vai querer comprar. Ai, ai…

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Roberto Carlos lança “melô do dominador” e vira a versão brasileira do Christian Grey

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Roberto Carlos e Ian Somerhalder, ainda meu favorito para viver Grey no cinema

Christian Grey, o motivo maior pelo qual a mulherada tolera ler “50 Tons De Cinza”, aparentemente encontrou um oponente de igual calibre aqui no Brasil. E esse cara, minhas caras, é Roberto Carlos.

Assim como nosso Grey, Roberto também é milionário, também tem uma vida amorosa de conquistador, tem lá os segredos que não fica exibindo, também é geralmente mais velho que suas admiradoras, também vai controlar o que você veste (só azul e branco, pls) e também deve ter uns 50 tons de cinza, só que escondidinhos no cabelo.

Fora essas semelhanças banais de brinks, a trilha sonora da novela nova (saudades #OiOiOi!) é o verdadeiro melô do dominador.

Dá uma olhada num trecho de “Esse Cara sou Eu”, a letra da nova música do Robertão e veja só se não é ele o  nosso Christian – mais romântico, mas ainda assim…

O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você

E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama (não só que ama, né?)
Esse cara sou eu

O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Está do seu lado pro que der e vier
O herói esperado por toda mulher

[…]

O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu

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Piadinhas à parte (fãs do RC, não me matem!), a verdade é que acho que até uma heroína virgem acabaria enjoando com o tempo. Que dirá nós, mulheres normais, né não?

Vocês podem até lembrar dos “presentinhos” que aquecem o relacionamento, mas não sei se um milionário brasileiro sairia distribuindo carros para uma peguete. Isso só pode ser coisa de americano, lá os carros são baratos.

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O que aprendemos com: a festa do Príncipe Harry

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Mantendo a tradição de “O Que Aprendemos Com”, hoje um exemplo engrandecedor para os festeiros!

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Príncipe Harry
é um dos solteiros mais cobiçados de sua cidade, de seu país, quiçá deste nosso mundão. O ruivinho já cometeu erros bêbado, tem passado com ex-namorada mala e agora com o irmão casado saiu de vez do foco das atenções. Provavelmente o moço só quer saber de curtir a vida, assim como muitos festeiros por aí.

Após deixar mulheres (e homens) do mundo todo em polvorosa com sua bundinha exposta em Las Vegas, o cara deixou uma lição: dá sim pra causar e manter uma fama, mesmo que rasa, de bom moço.

Harry é um “bon vivant”, mas poderia ser facilmente encarado como um canalha, afinal, não é só o cabelo ruivo ou a conta bancária que transformam a imagem do nosso rapaz do exemplo. Muito menos o sangue azul. Então, vamos lá: o que deu para aprender com Harry?

1. Escolha bem o lugar, a hora e a companhia para “aprontar”

Harry é da família real, você pode ter um belo emprego a zelar. Encare estes fatores como a mesma coisa e, finito!, está aí o que você tem a perder caso esteja solteiro(a) e não tenha filhos, de forma resumida é lógico. A cidade do nosso exemplo tem fama de ser a Disney adulta e você está na pista para negócio, logo nada mais natural que fazer bagunça, afinal “todo mundo precisa de um dia de festa”.  Alguns jornais, aliás, decidiram nem publicar as imagens do príncipe porque consideraram o comportamento do Príncipe algo comum e inofensivo.

A situação, é claro, é bem diferente de quando você deve algo para o seu parceiro, ou se alguém da turma está comprometido, ou quando se está mentindo sobre a situação. Resumindo? Se for aprontar todas, que seja com quem também tá topando todas e assuma o que fez. Outra coisa: mantenha um espaçamento entre suas festinhas, se não a credibilidade vai por água abaixo também. Lembre-se que já fazia tempo que o ruivo andava “na linha”.

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2. Não deixe provas, nunca, em hipótese alguma!

Não é à toa que as fotos de “Se Beber Não Case” só aparecem no fim do filme. Se a gente tivesse visto algumas coisas no meio da história, poderia ter passado a achar os caras uns babacas completos e não haveria empatia para a trama continuar.

Os guardas da família real deveriam ter protegido um pouco mais o Príncipe e o mesmo vale para os seus amigos. Eles precisam estar no clima e devem te tirar do jogo quando a situação não for mais favorável para você – e isso inclui te impedir de aparecer em fotos “suspeitas”. Nunca confie na bondade alheia: tem quem adore ver o circo pegar fogo, mesmo sabendo que pode ferrar seu sangue azul ou seu emprego.

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3. Ria de si mesmo, para você e para todos

Mesmo que ninguém fique sabendo do que rolou na sua party hard, você pode acabar tendo que levar alguém até um médico, até a polícia ou pode ter de ser levado. Pode ser um tombo, beber demais, comida estragada ou fazer o que não devia mesmo – você completa o motivo! Mas se isso acontecer, saiba rir de você mesmo, dê um sorriso e aja naturalmente. Cuide para que o plantonista não espalhe a história; o Harry fez amizade até com os seguranças do hotel em Vegas (!).

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4. Se mesmo assim você se ferrar (o que não é raro!) act like a man e enfrente as consequências

Se você não foi um “gentleman” ou uma “lady”, faça o favor de pelo menos encarar as consequências de frente. E essa regra vale mesmo para quando você fez uma cagada completa, do início ao fim. Harry não vai escapar de dar esclarecimentos à rainha, você também vai ter que dar esclarecimentos para quem se sentir ofendido pelos seus atos.

Nada de desligar o telefone, de deixar de atender, de mentir, de tentar distrair a outra pessoa. Pense que pelo menos você não estará papeando com a rainha! hehe ;)

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O reencontro, outra irônica maravilha do Facebook

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Facebook tem um poder inexplicável de reagregar pessoas de épocas passadas. E o melhor é que ao lembrar de um ex-colega e adicioná-lo, o sistema vai te sugerir pelo menos meia dúzia de outras pessoas da mesma turma. Com essa lógica, em uma semana você já adicionou de volta a turma inteira e pode ter a chance de encontrar no seu feed todas aquelas pessoas de quem você não sentia saudade alguma.

Aí que o Facebook também tem outra ferramenta, os grupos. Como é realmente muito chato ficar falando de piada interna – ou desgraça interna – num lugar público, o melhor mesmo é montar uma panelinha para fofocar com todas essas pessoas que foram readicionadas ao seu convívio virtual. Como sempre, o gancho para criação do espaço é uma notícia ruim, algo sempre muito mais viralizante, como todos sabem.

Papo vai, papo vem, notícias dadas, vem o momento Toptherm do “vamos falar de coisa boa”, também conhecido como “vamos contar as novidades e marcar um reencontro”.  Como ninguém está afim de contar as novidades incríveis da vida adulta e parecer pedante, todos esperam o assunto do churrasco bombar para poder explicar afinal de contas porque eles estão tão fucking ocupados que um conflito de agendas não permitirá que eles participem/ajudem a organizar/apareçam pra beber e outras variantes.

Estão todos tão ocupados em cutucar casquinha do próprio umbigo e eu aqui abrindo minhas gavetas atrás de um revólver a cada update que leio, em cada grupo que leio. São mil e uma vontades diárias de cometer suicídio à la Didi Mocó, mas daí eu rio muito mesmo, porque seria apenas mais notícia ruim para alimentar essas mentes pensantes e tão atarefadinhas.

Depois ninguém entende porque a notícia ruim prevalece. Ninguém fugiu do país? Foi preso? Saiu do armário? Será que ninguém engravidou inesperadamente, não? Tá todo mundo fazendo pós, MBA e preparando projeto?  Vão falar do que nessa quase convenção…?

Eu, por exemplo, acho que teria bastante coisa pra contar, mas acho que prefiro tomar cerveja quente em casa mesmo.

10 questionamentos de quem está lendo “50 Tons de Cinza”

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Ah tá!

O best-seller “50 Tons de Cinza está dominando muita conversa de bar e café por aí e, enfim, eu mesma não me contive em ir soltando comentários de amor e ódio sobre o livro nas redes sociais. Já recebi mil e uma perguntas do tipo “cê tá amando ou odiando?” e eu sinceramente não sei, só sei que estou presa à leitura e resolvi escrever esse post.

Numa noite só, li 130 páginas do livro só para descobrir, afinal de contas, como seria a primeira vez de Anastasia Steele, uma recém-formada virgem de 22 anos desastrada e inocente, e Christian Grey, um jovem magnata, gostoso, gato, misterioso e pervertido. É aquela coisa: o livro não é uma obra prima da literatura e a autora parece saber muito bem disso. É um guilty pleasure. Um guilty pleasure só que com cenas de “foda” (o protagonista diz que não faz amor nem transa. Ele fode, tá?).

Considerando que não vamos ler a reinvenção do amor, a coisa fica muito mais tranqüila. Mas algumas incoerências da obra e as reações que ela provoca fazem a gente querer gritar what the fuck!!!!  Por isso mesmo, dedico estas próximas 10 perguntas para quem também está lendo (ou leu). Quem sabe discutimos todos juntos – não tem spoilers, só pequenos detalhes! hehe

Taí: 10 questionamentos de quem está lendo “50 Tons de Cinza”

10. As semelhanças com os personagens de “Crepúsculo” são mera coincidência ou as fanfics eróticas que E. L. James escreveu a partir da série de vampiros realmente influenciaram o livro?

9. Que virgem, quando e onde sai gozando por todos os poros desde a primeira vez?

8. Que virgem, quando e onde topa entrar num relacionamento com um pervertido esclarecido que só topa do jeitinho x e y, com direito a contrato por escrito?

7. Mais uma última pergunta sobre isso, prometo: não seria melhor uma personagem experiente ou será que uma mulher experiente teria preconceito demais para topar a proposta do Sr. Gostoso Grey?

6. Foi preguiça ou desconhecimento da autora largar para a Wikipedia explicar o que é ser uma submissa? Certeza que as buscas pelo termo aumentaram.

5. Quantas vezes a autora usa o verbo enrubescer na primeira pessoa, resultando na horrível palavra “enrubesço”? A tradutora não tinha outra carta na manga, não?

4. Homens também se interessam pela leitura de romances eróticos ou isso é coisa “de menina”? Será que eles se interessam por outras obras e o problema (neste caso e em outros) é a protagonista ser uma mulherzinha frágil?

3. Por que o livro está dominando todos os papos em cafézinhos, redações e ambientes descontraídos? Somos tão hipócritas que precisamos de um best-seller para nos ajudar a tocar no assunto “sexo”?

2. Afinal, só quem teve uma infância problemática tem fantasias com dominação, S&M e companhia?

1. QUE MULHER DE 22 ANOS RECÉM-FORMADA NÃO SABE ENVIAR UM E-MAIL?

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ps: volto daqui uns dias para “resenhar” o livro. Mas não podia perder essa oportunidade, já que tanta gente está lendo também!