Estava eu checando o twitter (como faço diariamente - vício) e vi a seguinte twittada:

Fiquei curiosa e fui checar o link, óbvio. Apesar de eu abominar as esquisitices da vaidade oriental (tipo colocar pinos nas pernas para ficar mais alta), imaginei que o link indicaria algo normal, nem que fosse, sei lá, bronzeamento em spray aerosol. Imagina? as Gals , aquela tribo de patricinhas-fashion-ocidentalizadas, fariam a festa!
Apesar do link realmente ter produtinhos de beleza que bem poderiam ser vendidos por aqui e venderiam feito água, lá encontrei também uma série de aberrações. Tenho que compartilhar esses produtos com vocês, pra ver se só eu acho isso abominável:
1) “Nose clipper”

Na descrição do produto, diz: “usar diariamente por 20 minutos, no máximo. Nunca ultrapassar mais de uma hora. O produto não deve causar dificuldades respiratórias nem dor. Interrompa o uso imediatamente em caso de desconforto.” Ok, gente. Todo mundo quer um nariz fininho e arrebitado, mas, caramba, se a nóia é tão grande a ponto de usar uma bugiganga dessas diariamente, será que não seria melhor recorrer a uma plástica, de uma vez por todas? Bom, eu já tenho vergonha que me vejam de máscara de pepinos no rosto, que dirá usando um troço desses. Broxante, não, meninos?!
2) Lentes de aumento. Para os olhos.

Tudo bem, a moça é bonita, é sexy e tudo mais (também, com essa bola/bala/xis na boca, até eu). Mas, que olhos são esses? As orientais tão querendo se parecer com et’s? Se for essa a intenção, ok, poroque esses olhos só me assustam. Agora eu entendi de onde vem o olhão da Ayumi Hamasaki. E tenho mais medo ainda, principalmente porque essas lentes, “que dilatam a pupila e aumentam o tamnho do seus olhos, comprejá!”, tem versões com es-tre-li-nhas, corações e etc. Tá, acho que não preciso descrever mais.
3) Cola lavável para as pálpebras

Sabe a colinha usada para fixar os cílios postiços nas pálpebras? Pois é. Os orientais inventaram uma um pouquinho mais forte, que também pode ser usada para isso, mas cuja função principal é fixar as pálpebras, de forma a criar aquela dobrinha no olho, igual a dos ocidentais. Repare que na foto das lentes, a modelo também está usando este produto.
É claro que esse é mais um reflexo da ocidentalização do oriente, mas também já inventaram uma cirurgia plástica pra isso. Não concordo com mudanças de identidade a esse ponto, mas, novamente, cada um tem seus motivos e suas neuras, então, porque não fazer a cirurgia ao invés de sair por aí no melhor naipe boneca remendada? Não consigo imaginar o quanto essas meninas devem demorar pra se arrumar para uma festa. Isso não é vaidade. É escravidão.
Mas, é claro: essas meninas também tem produtos geniais (e normais) à disposição.

1 - Versão de bolsa para baby liss, tipo as mini-chapinhas, mas wirelessss, sem fio! Tecnologia djá!
2 - uma espécie de bolsa de colágeno que melhora a circulação na região dos olhos e ajuda a firmar a pele da região, além de, claro, tirar as olheiras, clarear a pele e eliminar bolsinhas ao redor dos olhos.
3 - pó compacto que fecha os poros e mantem a pele livre da oleosidade produzida ao longo do dia. A versão “pink” é pra quem tem a pele mais morena (ou amarelada, no caso deles) e a versão “blue” é para peles mais claras e sensíveis. Quero um do pink, por favor.
Bom, agora só me resta indicar as fontes, certo? Certo. Mas advirto: antes de clicar nesses links, certifique-se de que você não é sensível a imagens fortes.
Enfim, as donas desses blogs também vendem produtos comuns e roupas bem lindinhas… Consultei aqui e aqui. Depois disso eu não duvido mais das histórias das dicas de beleza de antigamente: dormir com pregador no nariz e fazer “chapinha” usando ferro de passar roupa…
Rufem os tambores, que finalmente vem o post mais aguardado (e maior) do mês (do ano).
Tudo o que descobri nos 12 dias que eu me ausentei, divididos em top’s 5 de cada cidade e mais algumas considerações finais sobre minhas compras. E, claro,
as fotos, mas só de SanFran por enquanto, porque virei PRO no flickr ontem e ainda não deu tempo de arrumar tudo!

1- O clima. Califórnia. Você pensa em calor, mas não foi bem o que aconteceu em plena primavera… Em San Francisco é sol o dia inteiro, dias lindos, mas o vento é de arrepiar até os ossos. Tá, exagerei. Mas venta MUITO. Esqueça seu cabelo ao tirar fotos e abuse do charme do cabelo ao vento.
2 - Castro. San Francisco não é inteiramente gay, obviamente. A cidade é sim super liberal e sem preconceitos (maconha sob prescrição médica). Lá cabem todos os tipos de expressões e de pessoas: é um choque de cultura incrível. Mas, mais especificamente, San Fran abriga um reduto gay, o bairro Castro, cheio de gente bonita, artistas e cachorrinhos fofos. No cenário, bandeiras de arco íris por todo lugar, sex shop’s explícitos e o bondinho tradicional. Outro choque belíssimo. Ah, é nesse bairro que é realizada a maior parada gay do mundo também.
3 -
Golden Gate. Dourada só no nome, ela fica numa espécie de “reserva”, chamada Golden Gate Park. Lá muita gente vai para andar de bicicleta, fazer um lanche e, claro, comprar souvenirs. O lugar é lindo e sim,
é a vista mais bonita que eu já vi na vida. Sem a menor dúvida. É emocionante: quando você entra na ponte, o vento parece que te leva junto, e aquilo
treme que só! Você sente nos pés, no corrimão da passarela de pedestres, é muito surreal…
4 - O transporte público. Funciona. Além dos lindos bondinhos, cuja passagem é cara: $11 pra andar o dia todo, a cidade tem um sistema de ônibus que nunca atrasa, uma espécie de ônibus-metrô chamado Müni, que anda tanto embaixo da terra quanto fora, e um metrô com nome de BART (Bay Area Rapid Transit), que circula por todas as cidades da baía de SanFran e passa até de baixo d’água. É super legal: você sente a pressão no ouvido quando o trem entra/sai do mar.
5 - As
pessoas. Completamente diferentes do lado leste dos EUA e da imagem geral que se faz dos americanos. Lá você se sente num filme (juro!), porque todo mundo é mui-to legal, gentil, alegre e sorridente (e bonito. hehe). É uma sensação de tranqüilidade que paira no ar, mesmo
a cidade sendo grande e tão cosmopolita (conheci latinos, italianos, orientais, indianos e até egípcios). Eu moraria lá. Tudo é realmente apaixonante e eu entendi o porquê da música que diz
“When you´re going to San Francisco / Be sure to wear some flowers in your hair” .
NEW YORK

1 - Nightlife. New York é mesmo a cidade que nunca dorme. Eu fiquei ao lado da Times Square, num hotel super barato (quem quiser a dica, só pedir), e cheguei lá 9 da noite. Guardei as malas e já fui bater perna. Passei por 500 mil lojas, que ficam abertas até meia-noite/uma da manhã (isso em plena quarta-feira) As luzes são tão fortes que, no fim da tarde, parece que o sol está nascendo, e não se pondo. Aliás, essa impressão sobre as luzes era o que eu mais me lembrava de NY, já que fui pra lá com apenas 9 anos. Nunca esqueço de mim dizendo pra minha mãe: “nossa, parece que tá de dia!”.
2 -Rappers. Pode parecer preconceito, mas eu fiquei chocada como os negros de Nova York (pelo menos os que circulam pelo centro), são “padronizados”. Todos andam à la 50 Cent e falam com o mesmo sotaque das músicas. As negras não são tão estereotipadas, ainda bem! Ah! Para completar, os aprendizes de 50 Cent são mais atirados que qualquer maninho ZL de sampa. Ouvi todas as cantadas do mundo, desde “beeeaaauuutiful” até “Good job, mamma, she’s hot!” - minha mãe viajou comigo.
3 - Chinatown. Não tinha ido para lá quando era novinha, e acho que minha mãe fez certo, já que lá é um formigueiro à la 25 de março, com indianos e chineses disputando pau-a-pau pelas barracas. Mas dessa vez eu fui e dei sorte. Estava uma chuva do cão e nós resolvemos então, passear de metrô. No começo parecia idéia de louco, mas eu fiz as maiores pechinchas da viagem!Os chineses/indianos/árabes estavam loucos porque não tinha quase ninguém comprando e, para não sair no preujuízo, eu dei aquela chorada e fiz verdadeiros negócios da China.
O perfume da Vera Wang, que custava $50 na Sephora, eu paguei apenas $20. $20! Sucesso. E sim, é original, mas antes de levar, tem que conferir, porque lá eles dão golpe.
4 - Comida. Como eu já imaginava, me alimentei muito melhor em SanFran do que em NY. Lá eu acabei recorrendo ao Subway e a restaurantes italianos especializados em pizza. E, claro fui tomar café da manhã no MC Donald’s também. O incrível é que o Subway custa absurdamente barato (tipo, $3,50 o lanche de 30 cm) e o MC serve capuccinos/hotchocolates mais baratos que o Starbucks. Aliás, qualquer MC de São Paulo dá de 10 a zero nos de lá: são bem feios e mal cuidados (os de SanFran são mais bonitos). O mais legal que eu entrei era o da Times Square, por motivos óbvios.
5 - Metrô. O metrô de NY é famosérrimo, leva para todo o lugar, mas desculpa aí! Que coisa mais lusitana! As linhas lá se dividem, tem bifurcações e às vezes a mesma estação está presente em mais de uma linha. É como se existisse, sei lá, a estação “Trianon - MASP” na linha azul, na vermelha e na verde e você escolhe em qual das “cores” é melhor parar. É claro que pra quem mora lá fica fácil, mas eu, acostumada com a organização do metrô de São Paulo, fiquei um pouco perdida. Acabei me achando, afinal metrô continua sendo universal. E, bom, o metrô daqui é melhor: o de NY é imundo (leia-se: pacotes e copos de MC Donald’s jogados no vagão) e até caro, se você considerar a falta de limpeza - a passagem custa $2.
Considerações finais:

Eu abandonei o ipod por lá. Vi a quantidade de roupas legais que eu deixaria para trás se gastasse $200 no Nano e me libertei. E não me arrependo! Mas, se você realmente quiser comprar eletrônicos, NY é mesmo o melhor lugar. Eu comprei minha handycam na Chinatown de San Francisco, mas deveria ter trazido de Manhattan. Não, não fui enganada e nem perdi dinheiro, mas enfim, é melhor comprar por lá: tem mais opções.
Roupas? Fiz as melhores compras em San Francisco! Lá é a sede da GAP, da Banana Republic e da Old Navy, então as lojas são imensas e cheias de promoções enlouquecedoras. Mas… O lugar onde eu vi a maior quantidade de vestidos lindos por metro quadrado foi na Forever 21. Se eu tivesse que escolher uma loja pra ter filial aqui, seria essa! (L)
E sapatos: Não compre lá! Só os tênis valem à pena (valem muito!), a não ser que você esteja nadando no dinheiro e traga algo tipo Manolo Blahnik ou Jimmy Choo. De resto, fique com Via Uno, Arezzo, Melissa e Picadilly daqui. A qualidade brasileira é absurdamente superior e você não ocupa lugar na mala de bobeira.
Quando o assunto é compras, meu destaque vai para as roupas: você consegue comprar muita coisa boa com apenas $10 (ou menos!). Os eletrônicos também são em conta, mas se você pára pra pensar na conversão do dólar, já não é tão barato assim.
Ufa. Com mais de 7000 caracteres, termino aqui o maior post desse blog.
Para as fotos, visite e adicione meu flickr (lá tem as fotos do JUCA também! hehe). E se você não estiver cansado do meu jeito de escrever, visite o ELES 3: lá tem post sobre a Vanilla (L) e outro post sobre a viagem (bem resumidinho).
That’s all folks 