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Neide, sua trupe e mil e uma câmeras a postos
Nesta semana, Britney Spears quebrou o jejum de dez anos sem vir ao Brasil e se apresentou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ao contrário do que os fãs cariocas andaram dizendo por aí, nossa princesinha não se empolgou tanto com o show aqui na capital paulista nesta sexta e talvez este tenha sido o grande motivo da minha impressão final do show: um misto de alegria com decepção.
Sou fã de Britney Spears incondicionalmente e acompanhei muitas turnês dela pela internet, especialmente as da era de ouro, como “Dream Within a Dream” (2001) e “The Onyx Hotel Tour” (2004), por exemplo. É claro que muita coisa aconteceu e muita coisa mudou dessa época até agora, mas ao final do show por aqui não tive como não querer dar o play no meu DVD e imaginar tudo o que poderia ter sido e não foi.
A tão criticada forma física de Britney está em vias de melhora e as dancinhas da cantora não foram tão prejudicadas assim. Não houveram, é claro, os grandes momentos de coreografia a que fomos acostumados, mas não dá pra dizer que a cantora “não dança mais”. Deixo isso para os críticos. Brit está sim mais magra, está naquela fase de quem emagreceu e ainda não definiu, e está a caminho de ficar perfeita novamente. Está completamente aceitável, apesar de alguns fãs ainda criticarem a cantora, mamãe de dois filhos recém-recuperada de uma má fase emocional, cabe lembrar.
A questão é que o show para os 30 mil que estiveram na Arena Anhembi ontem à noite foi lindo, foi perfeito mesmo, produção impecável. Das pops todas que passaram pelo Brasil este ano, sem dúvida Britney teve a melhor estrutura; fora os bailarinos excelentes – e gatos! Mas, vamos chegar ao “mas”, o problema foi que a estrela maior do show esqueceu de brilhar para seus súditos.
Todos os fãs já estão acostumados com o fato da cantora não cantar ao vivo; nas eras “antigas”, aliás, isso era até disfarçado e a cantora chegava a soltar a voz em alguns momentos, mas hoje a coisa é assumida e apenas dois DJs fizeram o papel de músicos no segundo andar do palco.
Mesmo sabendo de tudo isso, a apresentação teria sido perfeita se Britney tivesse se divertido mais, se jogado mais, conversado mais com o público. Ela parecia insegura para dominar o espaço que lhe foi dado e seus olhos pareciam procurar aprovação, ao invés de reinarem absolutos para a multidão que vibraria ainda mais a qualquer movimento que ela fizesse. Faltou espontaneidade.
Sabemos que o pai da cantora tem controlado com mãos de ferro sua carreira e talvez hoje seja este o problema para que ela recupere o brilho de artista de antes. Ou talvez não. Talvez ela precise ficar fora dos holofotes para voltar renovada daqui uns anos, criar os filhos e namorar mais um pouco seu Jason, sei lá.
Sei que eu, como fã, fiquei feliz de ver minha ídola ali na frente, mas ao mesmo tempo fiquei triste de encontrá-la com tanto desânimo. Ela dançou, ela rebolou, ela riu, ela falou “olá, São Paulo”, mas faltou emoção. Como comentei com as amigas no show ontem: foi ótimo pra mim, cantei, gritei e só não chorei porque faltou mais uma música lenta para o meu gosto. Só queria ter visto tudo isso em 2004.
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Para fechar, algumas fotos que consegui fazer do show de ontem e o lindo encerramento ao som de “Till The World Ends”:
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o maiô preto e as asas de Britney no final do show com “Till The World Ends”

a entrada da cantora em “Gimme More”, minha performance favorita do show
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