O cabelo ousado e destemido da top Mica Arganaraz

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Desgrenhado, com perfume 70’s e atitude de quem simplesmente não se importa com a opinião alheia: dá pra ler tudo isso só de olhar a cabeleira da modelo argentina do momento, Mica Arganaraz. Top bombadíssima da temporada, ela tem um cabelo que muitas moças (e muuuitos profissionais!) nem sequer considerariam 5 minutos de seu tempo. Então o que a Vogue Paris deste mês viu nela, hein?

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capa complicada essa, mas foca na beleza!

Desfiar cabelo fino e cacheado pode ser fatal, ignorar a ‘regra’ de franja apenas para cabelos lisos, idem. Mas e se todas já estivermos cansadas de cabelos estrategicamente ondulados, com leves mechas californianas e comprimento médio ou long bob e zzzz…? Mica desafia tudo isso de uma só vez e ainda ousa ter a cor do cabelo ao natural, para o terror dos profissionais dessa indústria que adoram empurrar ‘um pouquinho de cor pra iluminar’.

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Não vou sequer ousar dizer que é um cabelo democrático, porque não é mesmo. Tem todo um formato de rosto e altura aí envolvidos que contribuem para um resultado final tão interessante. Só sei que muitos aí vão agora lá googlar a moça e achar ela melhor quando tinha cabelo liso e médio… Mas cadê a personalidade nisso tudo, meu povo?

Ver as fotos de Mica é, pra mim, um exercício de pensar sobre porque tomamos certas escolhas de beleza, tão repetitivas e sem graça. Pra que fazer essas luzes aí? Precisa de luzes mesmo? Por que? Pra quem?

No fim das contas, cabelo cresce. E no verão, que seja curto! <3

Videogame na moda: Game Boy vira bolsinha fashionista

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Ainda fico um pouco intrigada em como a moda explora pouco o universo do videogame. Música, cinema e artes plásticas são referências constantes e inesgotáveis, mas por que não seria a hora de incluir um pouco de diversão eletrônica nisso tudo?

Até hoje, Pac-Man e Space Invaders reinam absolutos como referência do mundo gamer, só que sem nenhum rebuscamento: a gente vê os personagens pura e simplesmente aparecendo impressos em peças variadas, só para dar um ar divertido (e às vezes infantil), mas nunca recebendo aquela reinterpretação mágica que a moda costuma dar para suas outras referências mais antigas.

Com a moda cada vez mais carente de impacto com os consumidores, acredito que é apenas uma questão de tempo para essa indústria dar uma olhadinha com um pouco mais de carinho para o videogame e seus representantes menos ‘old school’. Embora os jogos ainda sejam bem novatos, especialmente se compararmos com música ou pintura, tá aí uma fonte inesgotável de histórias e referências visuais que merece tratamento de gente grande.

Mas eu disse: é só uma questão de tempo! 

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Thassia Naves desfilando seu Game Boy na semana de moda em Paris

A marca de acessórios grega Urania Gazelli acaba de lançar uma coleção que usa não só o manjado universo de Pac-Man em suas bolsas, mas também faz uma reconstrução exata de um Game Boy. Sim, o portátil da Nintendo que reinou lindamente nos anos 90 virou uma clutch na coleção “Game Girl”! Quem é que não queria ter um na infância, me conta? (eu não tive, portanto estou chorando com essas imagens)

 

Fiquei apaixonada pela ‘bolsinha’ singela, mesmo sabendo que a coleção ignora totalmente o fato de que Pac-Man e Game Boy são de épocas totalmente diferentes – vamos tolerar só por ver, finalmente, algo mais novinho sendo representado. A clutch deve custar algo entre US$800 e US$1800, média de preços da grife. 

Salgado sim, mas sacou direitinho essa história de inspirar desejo, tanto nas nerds, quanto nas fashionistas que lembram muito bem dos anos 90 e vão ficar suspirando em casa.

Mais alguém se identifica com os dois lados? Eu sim, só me faltam limites no cartão! kkk

imagens: reprodução/Instagram Urania GazelliBlog da Thássia

Preto é (sempre) o novo preto: estudo prova porque essa é a melhor cor

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Você já parou para pensar na impressão que causa ao usar uma determinada cor de roupa? Sem gotiquismos suaves ou fashionismos cegos, uma pesquisa no Reino Unido fez essa pergunta para mais de mil pessoas e o resultado explica porque é que o preto continua sendo o novo preto. E não deve deixar de ser tão cedo.

Homens e mulheres foram questionados sobre suas impressões das mais diversas tonalidades e o preto reinou absoluto em todas as categorias positivas. Segundo os entrevistados, quem usa preto aparenta ser mais inteligente, mais confiante e, adivinhe só? Também mais sexy. Veja, não é que as outras cores não tenham valor, mas o preto é o tiro mais certeiro para se deixar uma boa impressão.

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A cor se mostra uma ótima opção para as mais diversas situações, desde um primeiro encontro até uma entrevista de emprego, e os insights registrados na pesquisa são um verdadeiro tapa na cara de quem gosta de dizer que um tom fechado pode deixar o RH desconfiado. Para 56% das mulheres e 64% dos homens, preto é a cor da confiança – ou seja: sinta-se à vontade para guardar na gaveta aquele conselho de usar azul clarinho na próxima dinâmica empresarial.

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Quando é que a moda volta? A resposta está na matemática

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Você já parou para pensar como é que uma moda volta à tona? Esse comeback dos anos 90, por exemplo. De onde veio? Por que? Algumas décadas criaram imagens de moda tão fortes que vão e vêm ano após ano, como os 70’s, mas o que fez a última década ‘offline’ voltar à tona com tanta força?

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sim, qualquer post sobre anos 90 neste blog tem e terá imagens de “Clueless”

A Vogue parece ter encontrado uma resposta, e para quem curte uma inspiração inesperada, ela pode ser um tanto quando decepcionante e matemática. Segundo um artigo da publicação, o aniversário de 25 anos de um determinado estilo pode ser a grande chave para ele voltar à boca do povo. Logo, faça a conta: 2015 – 25, TCHARAM!, temos 1990.

A nostalgia de quem viveu a época pode trazer certas referências de volta, assim como um público crescidinho que finalmente vai poder usar coisas que seus pais gostavam tanto naquele tempo. É uma espécie de oportunidade de provar nos seus próprios ombros os blazers grandes da mamãe, os vestidos camisola ou até, quem sabe, uma pochetinha básica, por exemplo. Junto com um New Balance fofinho pra aliviar. hehe

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Gostei da teoria e acho que faz total sentido, pois coincide com o momento atual de ressignificação do consumo. Os anos 90 foram os últimos ‘offline’ da humanidade e dali pra frente muita coisa se perdeu. Fora isso, hoje marcas de luxo já quebram a cabeça para continuarem inspirando desejo e até as fast-fashion precisam encontrar um caminho mais ‘consciente’ se não quiserem ver seus corredores se esvaziando aos poucos.

Aparentemente, os consumidores estão caminhando para longe da overdose shopaholic dos anos 2000 – mas não comemore ainda. Talvez só esse comportamento esteja em xeque, já que já tem gente vendo calça baixa no horizonte (!). O único alívio é que, pela mesma matemática da Vogue, ainda não precisamos correr para as montanhas. Ainda.

Se você for daquelas que sempre se questiona se a moda vai voltar antes de passar para frente uma peça do armário, agora desencana e manda embora sem medo. Afinal, quem é que precisa de um defunto no armário esperando mais de duas décadas para ser ressucitado? Let it go! ;)

 

Look do dia: macaquinho cropped

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     Para ver mais looks, navegue pela tag.

Sábado foi dia de curtir a primeira edição da festinha diurna do blog Chicken or Pasta?, com direito à climão tropical no Velorama, pracinha/espaço multitarefas delícia em São Paulo. Como o sol deu as caras, aproveitei para estrear uma peça maravilhosa: este macacão com detalhe cropped.

Para dar o ar tropical que pedia o dresscode, recuperei esses brincos de pena que estavam há séculos enterrados no meu organizador de acessórios, que é quase um túnel do tempo. Fiquei chocada no quanto a combinação deu certo e acho que vou usá-los mais a partir de agora.

Para fechar, meu tênis que ficou velhinho de guerra rapidinho, de tanto que adoro. Estou em busca de um novo par no mesmo estilo: tirando bota, é o que eu mais tenho tido vontade de usar.

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Macaquinho: Juliana Jabour
Óculos: Clubmaster, Ray Ban
Brincos: Six
Bracelete: feirinha artesanal de NY
Tênis: Topshop (nunca paro de usar!)
Bolsa: Zara

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Karlie Kloss: top, angel e… Youtuber?!

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Super modelo, angel da Victoria’s Secret, já eleita “o novo corpo”, estudante de programação e bff de Taylor Swift: Karlie Kloss provavelmente não é o tipo de pessoa que você espera que vá investir num canal de Youtube. Mas as coisas estão mudando.

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– Por que não? Deixa eu investir também!

No canal “Klossy”, Karlie já acumulou quase 140 mil inscritos em quinze dias e tem mostrado bastidores de trabalhos e também publicado alguns vídeos mais pessoais para angariar público – sim, isso inclui perguntas e respostas (!).

Dá para perceber também que a moça já vinha registrando bastidores há tempos: o vídeo mais bombado mostra o backstage do desfile da Victoria’s Secret de 2014, em Londres, e a modelo indo malhar de madrugada, na correria, para se sentir segura de lingerie no grande dia. Vai vendo:

Aqui no Brasil, e acredito que mesmo no exterior, percebemos que algumas celebridades só resolvem investir para valer em internet quando percebem que uma fonte importante de renda (ou de fama) se foi. Não é raro encontrar atores meio na geladeira ou comediantes desempregados mandando ver na web só depois de perceberam que na mídia tradicional não tem mais espaço. E não, isso não é um demérito: todo mundo precisa pagar o leite das crianças, inclusive essa que vos fala. Se esse é o caminho, uai, pois que seja então.

Por outro lado, vem aí a outra questão que todo mundo aponta como o grande motivador de sucesso no Youtube: a espontaneidade. Karlie, além de já carregar números absurdos em outras redes sociais, definitivamente tem uma vida agitada o suficiente para não precisar investir em nada disso, o que só contribui ainda mais para o sucesso da top.

Quem quer ver um vlog de blogueira indo até o Guarujá quando pode ver a Karlie Kloss chorando uma unha do pé machucada no set de um clipe do Chic com o Nile Rodgers? Vou deixar vocês responderem:

Entender o que faz sucesso no Youtube é como estudar um buraco negro pra mim: quando acho que estou entendendo alguma coisa, PÁ, não era bem isso. Por exemplo, para o tamanho do meu canal, meu vídeo de ’50 fatos sobre mim’ cresceu rápido e eu não sou nenhuma Karlie Kloss, ou seja: por que as pessoas querem saber disso, OMFG? Por que querem saber isso de mim ou de de qualquer anônimo “famoso”? Não sei responder, mas eu também já cliquei em muitos. A chave da empatia é uma questão tão nebulosa que até gente muito querida pode passar para o lado negro da força se “fizer internet” do jeito errado.

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Enquanto as respostas não vem, já estou aqui inscritíssima no canal de Miss Karlie com a pipoca em mãos, torcendo inclusive para vê-la junto com a Taylor Swift fazendo algum desafio de comer coisas estranhas. Isso certamente quebraria a internet.

 ps: logo logo vem aí um blog de beleza de Kylie Jenner. Estariam vídeos de tutoriais incluídos na conta? Veremos.