Onde me hospedei em Nova York: Hotel x AirBNB
Depois de definir duração da viagem e comprar passagens, escolher onde ficar é com certeza a decisão mais difícil e essencial para uma viagem ser bacana, até porque é aí que morre a maior parte do orçamento das férias. Já fiquei em hostels bons e ruins, hotéis bacanas e pega-trouxa, mas ainda não tinha testado alugar um imóvel, uma terceira opção que se mostrou muito interessante, especialmente para quem vai para grandes metrópoles.
Pod Hotel 51: saguão, quarto duplo simples e roof top
Quando fui para Nova York em 2012, fiquei no Pod Hotel, uma opção econômica, bem localizada, que recebe seus pacotes sem cobrar taxa (<3!) e, sobretudo, limpa! Pausa para um parênteses importante: antes de fechar qualquer hospedagem por lá, leia reviews no Trip Advisor e se alguém reclamar sobre bed bugs, nem pense em ficar neste lugar. É um problema sério e, depois de passar o dia todo na rua e em metrô sujo, tudo o que você quer é banho e cama limpa, pode acreditar. Ah, sim, como você é esperto, nem preciso falar que esse tipo de coisa não necessariamente tem a ver com o preço, né? Então tá!
Fechado o parênteses, a verdade é que mesmo o Pod sendo uma opção mais em conta, os preços de hospedagem da cidade estão cada vez mais surreais, principalmente para quem vai ficar mais de 10 dias. Alguns hostels e pousadas à la bed & breakfast, inclusive, nem aceitam essa quantidade de diárias. Portanto, para comportar meu pequenino roteiro de 16 noites, o AirBNB acenava como uma opção absolutamente viável.
A tela de busca do AirBNB: você pode buscar imóveis por localização,
datas, valor e também selecionr a moeda de preferência
E assim foi. Mesmo sendo uma viajante acostumada a fechar todos os detalhes por conta própria e pela internet, o sistema me dava um pouco de medo. Achava que podia tomar calote ou que o dono do imóvel poderia cancelar tudo em cima da hora - esse era meu maior temor, à bem da verdade. Depois de conversar com amigos que só viajam nesse esquema e ler um pouco mais, descobri que há todo um sistema de segurança para contornar tragédias do gênero. O site penaliza o dono do imóvel e também paga ao viajante uma nova hospedagem. Ou seja: DE BOA NA LAGOA.
Depois de selecionar as datas, pagar (bem mais barato que hotel) e confirmar o apê, embarcamos super tranquilos com a opção que fizemos. Chegamos em Nova York, enrolamos no aeroporto, enrolamos num café na vizinhança, e finalmente fomos até o apartamento no East Village no horário do check-in - tipo hotel mesmo, só que sem lobby para aguardar. Encontramos o marido da locatária na porta e ele simpaticamente nos ajudou com as malas escadaria acima, além de mostrar os segredos do prédio antigo e tradicional.
Home sweet home: alguns detalhes do estúdio que nos hospedou tão bem nas férias!
Assim como as reviews do imóvel adiantaram, o estúdio era uma graça, bem como nas fotos, limpo e com uma cozinha razoável para fazer pratos rápidos ou aquecer comida pronta. O sonho de cozinhar em Nova York ficou no Brasil, mas todo o resto foi realmente incrível e relativamente espaçoso durante os mais de 15 dias seguintes.
Metrô a duas quadras e uma vizinhança tão tranquila e ao mesmo tempo bem localizada que muitas vezes esquecíamos que estávamos na cidade grande - além de, claro!, andarmos para absolutamente tudo. No fim das contas, peguei apenas um táxi para sair do aeroporto e usei um Uber para voltar - carro executivo e ainda mais barato que os yellow cabs. Melhor impossível!
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ps: tenho uma pequena lista de lugares que hostels e hotéis que adorei e outros nos quais não ficaria nunca mais. Faço um post? ;)











