Um passeio pela exposição que traz o mundo de Alice no País das Maravilhas para São Paulo

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Esta semana pude visitar a mostra Experiência Alice, que está em cartaz no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, até o dia 30 de novembro. Para quem nunca imaginou ir a uma exposição dentro de um shopping, o espaço é o mesmo que já recebeu uma mostra dedicada a Jimmy Hendrix em 2015 e também a Experiência Escher em 2014.

Desta vez, são 800 m² com várias salas que reproduzem frases dos livros “Alice no País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho” além de cores, objetos cenográficos e também as músicas famosas dos filmes da Disney – o refrão do coelho sempre atrasado está presente: “É tarde, é tarde, é tarde!”.

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Tudo é feito para ser fotografado e tocado, além de ser uma boa pedida para levar as crianças e ainda assim entreter os adultos, já que os ambientes são lindos e, mesmo com filas, é tudo organizado e não tão cansativo para os pequenos! Assista ao vídeo e confira o serviço completo da #ExperiênciaAlice depois do pulo! ;)

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Estudio M, Shoestock e livros – Imagens da Semana

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Se às vezes tenho a impressão de que passei a semana inteira indo a restaurantes, desta vez tenho a impressão que fiz a farra do cartão de crédito com livros (!).

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ESTÚDIO EMME + I LOVE POP

Sábado foi dia de se jogar loucamente no Estúdio Emme com a “I Love Pop”, festa carioca que veio pela primeira vez para São Paulo. Ao som de dona Katylene e companhia, dancei como nunca (juro!) e chorei de rir quando tocaram “O Canto da Cidade”. Sim, da musa baiana Daniela Mercury! Quer dizer, pode parecer horrível, mas foi tão genialmente engraçado – e inesperado – que depois dessa só posso dizer que, por favor, quando tiver outra I Love Pop em São Paulo, me chamem! rs

Quanto ao espaço Estúdio Emme, achei bem ousado e diferente, principalmente por ser uma iniciativa da Loja Emme, que é do mesmo grupo da Cori e da Luigi Bertolli (e tem roupas ótimas e super modernas, aliás). A única parte que não curti mesmo foi o menu de bebidas, muito curtinho. Precisam aprimorar e dar mais opções para os freqüentadores urgentemente. De resto, a casa é rústica, diferente e não cobra caro, portanto uma ótima pedida para ir sem ficar pensando se você tem mesmo nome na lista.

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SHOESTOCK

Mais uma compra na Shoestock, e dessa vez no número certo. Muitas botas de lá estão em promoção e arrematei esta de camurça para mim, curtinha e com um saltinho tranquilo para bater perna no dia-a-dia. Estou usando a bendita neste exato minuto e recomendo! Esta foi minha terceira compra no site e o atendimento é ótimo.

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LIVROS (sim, muitos!)

Foram muitas aquisições na semana, tudo para sanar a fúria que ando sentindo de devorar livros. Comprei “Feios”, série de ficção que promete muito e eu quero ver se cumpre, e “Diários de Carrie”, porque sim, sou fã de “Sex And The City”, mas não li os livros, portanto queria ter uma ideia de como é a escrita de Candace Bushnell sem ter de rever fatos que já vi na série.  Qual dos dois leio primeiro? Alguém aí já leu algum deles?
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Moda, moda, moda: gosto do tema, e comprei “Moda do Século” para ter um belo livro de referências em casa. O fato é que a obra fala tanto de estilo de vida e cultura em torno da moda em si, que vou acabar lendo e relendo muitos capítulos. Só o prefácio já é apaixonante e te faz querer ficar horas mergulhada nesse mundo.

Já o “Entre Tramas, Rendas e Fuxicos”, recebi de presente da Globo e é uma verdadeira viagem pelos figurinos de todas as novelas da emissora. Depois de conhecer o Projac e sendo uma admiradora confessa de direções de arte bem feitas, pirei relembrando figurinos como o da Babalu e o da Hilda Furacão.
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Para fechar, sim, comprei esse belo box com os dois Alice’s. Li “… No País das Maravilhas” emprestado da biblioteca e comprei “… Através do Espelho” num sebo, portanto já estava mais do que na hora de ter uma encadernação linda pra chamar de minha.

Sei que muita gente acha besteira hoje em dia, mas eu gosto mesmo é das coisas físicas. Não curto ler no computador, gosto de ter CDs na prateleira, livros lindos para tocar, grifar e anotar coisas enquanto leio. Fazer o que, né? ;)

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Porque eu não gostei de “Alice”.

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Alice, Alice. Conheci a história pelo desenho da Disney numa noite de Natal de alguns vários anos atrás. Não sei porque, mas o SBT estava passando o filme no dia 24 de dezembro, e eu achei inclusive um pouco sombrio para a data, afinal é ou não é Alice uma das poucas personagens que se mete em enrascadas sendo uma criança? Quer dizer, a princesa já é grandinha e sabe se virar, a Alice era tipo eu, e ver isso na noite de Natal mexeu comigo, tanto que me lembro muito bem da ocasião.

Depois de um tempo, revi o filme, topei com a história em N situações, mas só fui ler “No país das Maravilhas” na faculdade. Foi o primeiro livro que peguei na biblioteca, até porque pensei que se lesse algo que já sabia que iria gostar, eu certamente voltaria lá muitas vezes e seria feliz sem comprar livros, só alugando-os (mentira, continuo preferindo comprar meus livros). Gosto de rabiscar neles, de mexer e de tomar café do lado sem medo de tomar multa na hora de devolver.

Dois anos depois, fui ler “Através do Espelho”. Alice mais velha, desta vez, vai para outro mundo e entra para uma partida de xadrez praticamente mortal. Li, estudei e reli e reli, pois agora tratava-se da minha peça de formatura no teatro, uma adaptação da obra. Meu papel foi bastante insignificante porque troquei de turma no meio do semestre e peguei o trem andando. Para falar bem a verdade, eu só queria terminar o curso e catar logo meu DRT (o numerozinho que te certifica como profissional e abre as portas da esperança, sabe?).

Pois bem. Era “Alice” e eu estudei com o maior prazer. Pouco tempo depois, veio a notícia que Tim Burton faria o filme. Fiquei eletrizada, sedenta por qualquer migalha de informação, pois sentia que ia ser genial. Com o tempo, foi saindo a escalação do elenco, a notícia de que seria uma adaptação, a notícia de que seria, na verdade, uma terceira história com a junção dos dois universos da obra de Lewis Carroll e os primeiros teasers e vídeos e trailers.

Criei expectativa, afinal, como não criar? Não sei se tratam-se de livros da minha lista dos favoritos, mas certamente são obras que mexeram e muito comigo. Alice te põe pra pensar, e aí que semana passada, tempão depois do filme estrear, eu finalmente fui ao cinema e tomei uma facada no peito. Ou melhor, no cérebro.

Meus olhos estavam muito bem acomodados com um show de direção de arte, mas minha cabeça queria pensar, queria ver mais, entender mais, queria que Alice saltasse mais rápido que o gato de Chesire e que ela estivesse diferente, sim: amadurecida.

Prestes a se casar, era de se esperar que a rapariga fosse um pouco mais espirituosa, já que isso que a garantiu como “escolhida” entre os habitantes de Wonderland. Mas, ao contrário, a personagem passa o filme todo apática, sem energia, e mesmo a grande batalha a qual se propõe parece ser vencida por um mero acaso.

Sem spoilers,  mas com spoilers, é claro que o final é feliz. O filme todo trata-se de uma profecia auto-cumprida apresentada pelos próprios habitantes malucos do submundo “das maravilhas”, e nesse caso pensar que Alice venceu e agiu por um simples acaso torna-a um pouco perdedora, por assim dizer, e um tanto enfraquecida em relação a sua versão infantil.

Todos nós perdemos um pouco da coragem que há em uma criança ao longo da vida, mas não é o caso. E não espere que os momentos decisivos durem mais de 5 segundos. Decisões são tomadas rapidamente e o que importa é a “batalha”.

Enfim, Tim Burton nos brinda com belos figurinos, belos efeitos visuais e até novos personagens bastante imaginativos, mas parece ter esquecido das pausas e silêncios importantes de “Edward Mãos de Tesoura”, por exemplo.  O filme ficaria mais “difícil”? Ficaria. Mas até onde eu saiba, a versão infantil é a da Disney, e não a de 2010.

Talvez o nome do diretor, a parceria com Depp e a presença de Anne Hathaway, que está ótima, aliás!, tenha causado a impressão de que algo denso pudesse surgir em meio a tanta magia, mas vejo que não.

Será que óculos de terceira dimensão não combinam com profundidade  no roteiro? Quem sabe. Isso assusta um pouco se considerarmos o sucesso que “Alice no País das Maravilhas” está tendo e o milagre de bilheteria que foi “Avatar”, mas por sorte o próprio Tim Burton declarou que não acredita que o 3D revolucionará o cinema, mas  sim que trata-se apenas de “mais um suporte”. Espero. Esperemos.

Para quem gosta da obra e ainda não foi ver, vá logo de uma vez, e não precisa nem mesmo ser no 3D. Simplesmente assista e tenha a sensação de querer voltar para casa e abrir os livros.

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ps: para quem também não curtiu todo esse hype, vale a pena ver essa sátira do processo criativo de Burton feita pelo College Humour:
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“Alice…”, “O Rei e Eu”, o bistrô Robin des Bois e o novo italiano, Aldina – Imagens da Semana

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E de novo o foco é nos restaurantes, mas desta vez foram duas descobertas incríveis. Gostei demais de ambos e quero voltar! Na tela:

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“ALICE…”, EM 3D

Demorei uma eternidade para assistir “Alice…” se considerarmos o dia em que o filme estreou. A versão de Tim Burton chegou aos cinemas por volta do dia 20 de abril e eu cheguei inclusive a ser convidada para uma pré-estreia e não pude ir. Com isso, fui adiando até conseguir comprar ingressos no raio do IMax (tipo assim, muito complicado, se você quer sentar num lugar bom).

Sendo assim, domingo fui ao shopping para resolver uma coisa, não consegui e tá-dá, uma sessão começava logo mais. Eu e o Rafa nos olhamos, refletimos e mandamos o IMax para o inferno. E, bem, eu assisti. E não, não gostei.

Eu sei que todo mundo já viu e que muita gente amou, mas para mim, não deu. Costumo seguir a política de não escrever sobre coisas que não gostei, a não ser que elas cheguem ao ponto de me indignar, então, enfim, sr. Tim Burton com sua Alice me indignou. Logo, podem esperar um post chato sobre o filme em breve.

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ALDINA

Uma descoberta fantástica em termos de restaurante moderninho que preserva elementos bons da culinária tradicional. O Aldina fica na Vila Madalena em São Paulo, tem um preço excelente, um ambiente delicioso e um tiramissú de matar de tão bom. E, claro, os pratos são deliciosos – e italianos. Levei a mamãe lá no sábado e fica aqui uma dica para os meninos: é um lugar excelente para impressionar num jantar romântico sem ter de gastar os olhos da cara! ;)

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“O REI E EU”

Foto da cortina, antes de começar, já que obviamente não se pode tirar fotos durante o espetáculo, né? Mas, enfim,  o musical “O Rei e Eu” está em cartaz no Teatro Alfa e entrou para a minha lista de musicais favoritos que já vi ao vivo.  Já assisti alguns espetáculos do gênero e talvez onde eles mais pequem seja no fato de momentos importantes da história serem simplesmente cantados e não falados, ou mesmo terem roteiros ingênuos demais. E bem, por esses motivos é que muita gente também odeia musical.

“O Rei e Eu” simplesmente não erra em nada. Além de ser uma produção belíssima e com ótimos atores em cena, a trama é leve e descontraída, além de não denotar em nenhum momento qual será o desfecho. Fui ao teatro sabendo simplesmente que a peça contava a “história de uma professora inglesa que vai dar aulas para os filhos do rei do Sião no século XIX” e me deixei levar. No site deles, tem fotos e vídeos da preparação do elenco para a peça. Os figurinos são absurdamente bem pensados e valem a ida ao teatro. Recomendo!

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O BISTRÔ ROBIN DES BOIS

meu prato: magret de pato com ratatouille e cuzcuz marroquino

Restaurantes franceses são, por excelência, lugares para impressionar num jantar romântico. No caso do Robin des Bois, existem três ambientes, sendo que um deles é externo. Optamos por este, pois a noite estava uma delícia e morninha (bem ao contrário desses últimos dias!), e jantamos à luz de velas, Rafa e eu. Sem enrolação? Foi perfeito. Para quem curte frutos do mar, o bistrô tem muitas opções também. Vale a pena!

Literatura: modos de usar

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A fotógrafa Lissy Elle criou um ensaio chamado “Get Back To Your Book” em que ela interpreta diversos personagens dos livros sendo “engolidos” de volta para o seu universo:
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ALICE, “Alice no País das Maravilhas”

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BELA, “A Bela e a fera”

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HARRY POTTER

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Para ver mais fotos e em alta resolução, acesse o flickr dela!

Não digo adeus, guardo comigo.

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e não vou reler “Alice…”.

Não sou tão apegada a ambientes, pessoas ou fases. Às vezes penso que quando tiver de passar vai passar e foi assim com formatura de escola e faculdade, já que ambas só me emocionaram no último segundo possível.

É claro que eu não acho que tenho a virtude de aproveitar tudo a todo segundo, o hoje pelo hoje, carpe diem e toda essa filosofia bonita, facilmente destrutível numa segunda-feira chuvosa. Só acho mesmo é que, de alguma forma, eu encaro fases como… Fases. E isso não se encaixa com os livros. Livros são eternos.

Parece óbvio, mas vou explicar. As músicas que eu mais ouço hoje com certeza não serão as que eu mais ouço amanhã, nem depois, nem ano que vem, mas as páginas que me emocionaram há 5 anos provavelmente ainda me emocionam hoje, ao menos pela lembrança da minha própria imaginação.

Nunca reli livros pois tenho medo de não ter a mesma interpretação inocente da primeira lida, interpretação que obviamente não vou ter, mas guardo-os todos na estante. Morro de raiva até hoje de não ter meia dúzia de títulos que li emprestado e não comprei – e sei lá porque cargas d’água ainda não comprei.

“Hell – Paris 75016” é um exemplo. Marcou muito há 7 anos quando li, mas provavelmente não saquei o cartão de crédito da carteira ainda pois cairia na tentação de ler o humor sórdido da Hell de novo quando o pacote chegasse em casa. Só que sabendo o final.

Fui perceber que me apego aos personagens dos livros quando demorei pra terminar a saga “Crepúsculo”. Se você não gosta da série, te respeito, e pode substituí-la por um livro que você goste qualquer, pois  não é dela que quero falar, e sim do tempo absurdo que levei para findar o quarto livro. Enquanto li o segundo e o terceiro em, sei lá, no máximo 5 dias, enrolei enquanto pude com o tal “Amanhecer”.

Eu queria saber o fim, eu estava morta de curiosidade, mas acho que não queria dizer adeus ao vampirão e a Bellinha desastrada. Eu não queria pensar que o drama deles teria fim e que o felizes para sempre não renderia mais história para euzinha, pobre leitora de um mundo mortal sem seres mágicos.

Aí olhei pra trás e lembrei de outros episódios semelhantes, com outros livros, outros autores. Ontem abri uma caixa na bagunça do meu quarto novo (não tão novo, mas novo no quesito “ainda não organizei tudo”) e encontrei um livro que li no comecinho do ano passado, o “É Claro que Você Sabe do Que Eu Estou Falando”, da escritora, artista plástica, videoartista e um monte de outras coisas, Miranda July.

E hoje se eu pudesse te recomendar um livro de crônicas, de boas e intrigantes histórias curtas ou mais longas, escritas todas de um jeito realmente original, com tramas realmente originais, eu recomendaria “É Claro Que Você Sabe Do Que Eu Estou Falando”.

Recomendaria com 90% de certeza, pois os outros 10% pertencem a última crônica do livro. Não, não li a última. Não quis me despedir.