[VÍDEO] 20 anos de As Patricinhas de Beverly Hills

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“As Patricinhas de Beverly Hills” acaba de completar 20 anos e, graças ao texto ácido e afinado da diretora Amy Heckerling, o filme se tornou atemporal, um verdadeiro clássico do cinema adolescente dos anos 90. Quer dizer, tirando os modelos de celulares antigos, tudo ali continua fazendo sentido. Os figurinos, então, nem se fala: viraram referência.

Para comemorar esse aniversário em grande estilo, conto hoje em vídeo tudo que eu aprendi e ouvi falar pela primeira vez através do filme, que de fútil não tem nada (especialmente se você for uma criança de 9 anos, como era meu caso quando vi pela primeira vez! hehe).

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Comic-Con 2015: 13 looks das poderosas no paraíso nerd

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Em 2014, as estrelas de sagas destópicas e as atrizes do gigante elenco de “Game of Thrones” foram as grandes responsáveis em levar mulheres para os palcos das conferências da San Diego Comic-Con. Depois de um ano em que mulheres clamaram por mais representatividade e ficamos procurando, afinal, onde a Marvel escondeu os licenciados da Viúva Negra (“Vingadores”) e da Gamorra (“Guardiões da Galáxia”), as coisas parecem estar um pouquinho mais interessantes para o nosso lado – e, sim, os gibis com moças estão vendendo bem, obrigado!

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É claro que ainda é cedo para dizer que todo mundo é bem representado no mundo da cultura pop. Queremos sim mais mulheres, mas também mais negros e mais latinos, por favor. Porém, nada nos impede de comemorar os avanços, especialmente com tantas atrizes incríveis e coisas boas vindo à tona. Podemos aplaudir a Mulher Maravilha, em “Batman vs. Superman”, as três anti-heroínas de “Esquadrão Suicida”,  as poderosas protagonistas das séries “SuperGirl” e “Agent Carter” e, é claro, as moças de “The Walking Dead” e “Game of Thrones”. Fora tudo isso, tem também o super elenco feminino de “X-Men” e do aguardadíssimo “Star Wars”, além do adeus de “Jogos Vorazes” e sua Jennifer Lawrence.

who run the world? girls!

Para “rulear” no evento, as atrizes geralmente apostam naquele estilo que a gente adora ver para se inspirar: arrumadinho, mas com os dois pés na vida real. Às vezes, rola até um tênis, veja só. A beleza também tem ares naturais, sem rebuscar muito no cabelo e na maquiagem. Hora de ver as escolhas de algumas das mulheres mais bombadas da cultura pop atual!

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Jennifer Lawrence para conferência de “Jogos Vorazes”: a atriz falou por Katniss pela última vez na Comic-Con usando este longo preto com recortes no abdome. Estranho, não? Hora de ligar para o stylist e pedir coisas melhores. Mesmo linda de rosto e cabelo, o corpo da atriz ficou perdido nesse vestido sem estrutura. Com tanta lindeza para favorecer, a parte mais “tchans” do traje é no final das costas, com uma leve abertura. Jura?

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Jessica Chastain, para o filme “Crimson Peak”:  poderia atééé ser um look sério demais. Saia de renda e saltão preto para uma Comic-Con? Sei não. Mas aí tem essa manga na blusa, cores harmoniosas e um cintinho delicado e aparecido para marcar a cintura, cabelos soltos. Pá! Adoraria que ela estivesse mais descontraída para um evento assim, mas é inegável que foi uma escolha acertada.

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Kate Mara para o filme “Quarteto Fantástico”: Kate consegue levar seu physique de atriz moderninha e sexy também para o figurino que usa em eventos. Embora o vestido pareça um pouco largo nos ombros e peitoral (falta de ajuste, talvez?), combina demais com a atriz e reafirma sua personalidade. Num mercado cheio de mulheres que usam com louvor o cabelão e o peitão, Kate vai na contramão e se destaca com esse quê minimalista.

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Gal Gadot no painel “Woman Who Kick Ass”: a Mulher Maravilha é de fato uma lindeza sem fim! E como fica absurda com os cabelos presos! Gal acertou em cheio nos dois looks que usou para o evento. O pretinho com recortes caiu como uma luva no corpo longilíneo da atriz. A maquiagem elegante e sem exageros foi o complemento mais que perfeito também.

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“Divertida Mente”: esse filme pode mudar o que você pensa sobre felicidade

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Crescer dói. Amadurecer é um processo um tanto quanto complicado, especialmente quando temos de fazer de muitos limões diferentes uma limonada patinho feio, do jeito que dá, do jeito que puder. Como qualquer sistema de computador, também podemos ficar sobrecarregados com tanta informação emocional às vezes. Compreender e absorver muita coisa de uma só vez realmente dói.

Sobrecarregada, assim, está a protagonista de “Divertida Mente”. O novo filme da Disney e Pixar mergulha nesse universo de forma singela e profunda ao mesmo tempo, usando representações espertas que vão muito além de metáforas. No filme, acompanhamos um ano conturbado na vida da garota Riley, que muda de cidade, de escola, abandona seu esporte favorito e precisa fazer novos amigos. “Normal” para você que já viu de tudo, mas uma barra e tanto para quem não tem nem 12 anos de idade.

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Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza em ação

Quem orquestra esse conflito interno são os sentimentos de Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e “Nojinho”. É com estes personagens que passamos a maior parte do tempo: a cada situação, o “responsável” assume a bronca, até que um pequeno conflito interno coloca Alegria e Tristeza para bem longe da “sala de controle”.

Com elementos simples, o filme mostra a formação da personalidade das pessoas, ilustra como o cérebro fragmenta elementos complexos para poder compreendê-los e até explica como memórias recentes se diferem das permanentes. Fora isso, “Divertida Mente” é uma grande aula sobre porque é impossível ser feliz o tempo inteiro e sobre porque não devemos ter essa ganância toda em torno de procurar a felicidade.

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Talvez a alegria nem sempre seja a melhor opção

A alegria é coragem, é entusiasmo, é o que te põe para frente e te tira da cama, mas ainda que seja melhor ser alegre do que triste, cada um dos cinco sentimentos precisa ter seu espaço garantido para uma vida saudável e não inconsequente. Permitir-se estar triste é tão (ou mais) importante que permitir-se estar feliz: Tristeza é introspecção e auto-conhecimento, coisas assim tão importantes quando estamos crescendo nesse mundão.

“Você já se perguntou o que se passa na cabeça de uma pessoa?”

A pergunta que abre o filme serve não só como introdução para o que vem pela frente, mas como um convite à empatia pelo sentimento do outro. Cada um dos personagens funciona à sua maneira e, por um breve momento, Riley nos dá um vislumbre quase perfeito de como seria a cabeça de alguém em depressão.

Quem já passou por isso vai se emocionar no cinema ao ver suas sensações ali, tão escancaradas e numa animação que até crianças vão ver. Talvez não entender dessa forma, é claro, mas está tudo ali, de forma simples e didática para quem quiser decifrar a mensagem.

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é tanto para lidar.

Em determinado momento, a jovem Riley está com a cabeça à mil, explodindo em questionamentos, ao mesmo tempo em que é incapaz de sentir qualquer coisa, seja alegria, tristeza, fome, raiva ou até mesmo interesse por fazer o que antes lhe dava prazer. Para ela, foi só um momento de amadurecimento, mas tá aí uma situação que, a longo prazo, pode se tornar esta doença tão pouco compreendida e às vezes até questionada pelos familiares e amigos de quem tem o problema.

Às vezes pode ser um bocado difícil explicar que ler um livro de auto-ajuda não resolve essa sensação insana, muito menos um convite para sair “e esquecer” ou um “bola pra frente”. Por isso mesmo é simplesmente incrível ver a forma direta com que a questão aparece na tela. Basta querer entender.

Enquanto sobem os créditos, fica a sensação de que poderíamos acompanhar Riley (e sua mãe e seu pai) pelo resto de suas vidas. A tristeza pode sim ser o contrário da alegria, mas certamente não é o contrário de felicidade.

ps: leve lencinhos para o cinema.

5 motivos para ver “Jurassic World” (e dois para não ver)

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Depois de 14 anos sem um filme da franquia, o parque dos dinossauros volta para a telona em grande estilo com “Jurassic World”. Apesar da crítica não ter dado muita bola para o filme, a surpresa veio logo no primeiro final de semana: o longa já bateu a marca de maior bilheteria de estreia, superando “Os Vingadores”.

O longa estrelado pelo também Marvel e ‘guardião da galáxia’ Chris Pratt arrecadou $262 milhões nos Estados Unidos e mais de R$20 milhões por aqui. E todo esse povo pagante não está errado, não: tem muita coisa legal no retorno da série às telonas. Vamos a elas!

5 motivos para assistir “Jurassic World”:

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Chris Pratt e seu ‘cachorrinho’ Blue em “Jurassic World”

1. O filme respeita os fãs das antigas

De cara, é preciso falar sobre isso, embora mostrar seja dar um pouquinho de spoiler. Como não queremos isso, vamos por partes: caso você ainda não tenha ido ao cinema assistir, saiba que serão várias as referências que o novo longa faz aos antigos, seja através de cenas e personagens, seja através de enquadramentos que marcaram a franquia. E, sim, é muito legal! Agora, se você já assistiu ao filme, vale dar o play neste vídeo, que é um prato cheio para ver se você sacou tudo:

2. O parque é tão de verdade que dói!

Dói porque cadê esses dinos para eu ir lá fazer uma selfie? hehe Americanos são “só” um pouquinho experientes nesse business de entretenimento e de construção de parques temáticos e talvez não fosse algo para se prestar tamanha atenção, porém é impossível não exaltar o trabalho de direção de arte do longa.

São cenários e detalhes da ambientação extremamente bem pensados, desde o grande resort que agora acompanha o parque até o happy hour num restaurante temático cafona. Em resumo: é tudo tão verossímil que o mais improvável mesmo é a protagonista correndo de salto pelo mato. Just saying!

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“Mad Max”: um filme de som e Furiosa

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Careca, mutilado, piloto de primeira, comandante da expedição. Esta poderia ser a descrição de qualquer bom soldado num filme de guerra, mas é a descrição de Furiosa, a personagem de Charlize Theron que rouba a cena em “Mad Max: Estrada da Fúria”. Não apenas uma mulher por pura coincidência, mas uma mulher com M maiúsculo. Feita, madura, em personalidade, erros e acertos. E sem cabelos: porque ela provavelmente decidiu que não precisava deles.

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Furiosa: para guardar na memória

Depois de dias intensos com a internet discutindo por que o marketing da Marvel não aprova produtos com a Viúva Negra ou por que atores entendem que é “ok” fazer uma brincadeirinha de mal gosto com uma personagem fictícia, todo esse entorno tosco de “Os Vingadores 2” soa pueril perto da força dessa mulher aí, de braço mecânico e capaz de deixar até herói com pipi no uniforme. O Max? Sim, ele também está lá e num Tom Hardy que vai muito bem, obrigado. Mas, se o filme fosse uma comédia, ele seria a escada para as melhores piadas.

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“Entre abelhas”: o surreal está mais perto do que parece

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O filme parece começar como um episódio do Porta dos Fundos na tela grande. Fábio Porchat, check. Luis Lobianco, check. Marcos Veras e Leticia Lima, check. Ah, sim, é um episódio das antigas? Não, passa longe disso, embora a plateia se esforce para rir em todas as oportunidades possíveis.

Fábio Porchat em "Entre Abelhas"

Fábio Porchat investiga quem não enxerga mais em “Entre Abelhas”

Somos apresentados a Bruno, este editor de vídeo que parece ter levado uma vida pacata até o momento. Ele não é particularmente alegre ou particularmente depressivo. Seria assim o famoso cara normal, mas como se separou recentemente, é claro que está mal, como sua mãe resume rapidamente para o espectador tão desatento quanto o personagem pode ser. Acontece que, após uma noitada daquelas, o rapaz começa a não ver mais as pessoas. Ele não vê, não ouve, não percebe. E passa boa parte do filme investigando o porquê.

Em filmes como “Todo Poderoso” ou “Show de Truman”, o sonho de uma outra geração é realizado. O personagem ganha super poderes e pode influenciar todas as pessoas, ou então entra em crise por se sentir observado e julgado o tempo todo. Passando longe de Jim Carrey, Porchat encarna o isolamento social moderno, em que cada um está sentado no topo de seu próprio iceberg e nada pode chegar até lá. O jejum de gente do protagonista só é quebrado com e-mails ou mensagens escritas. Alguma semelhança com a vida que a gente já leva?

Fábio Porchat em "Entre Abelhas"

Enfim, sós.

Embora seja curtinho (dá para sair do cinema querendo mais), o filme joga na mesa essa questão delicada do ficar sozinho na multidão antes de rodarem os créditos. Nenhum homem é uma ilha, mas quem disse que precisa passar pela experiência surreal de não ver as pessoas para ficar imune a tudo o que acontece ao seu redor? Ninguém jamais desejou chegar a este ponto, ao contrário dos sonhos com superpoderes, mas é para onde caminhamos estranhamente, num caminho (talvez) sem volta.

Para quem já sofre de ansiedade em ocasiões sociais e se pergunta se dá para viver total e completamente sozinho para não passar mais por isso, a resposta está no longa e não é das mais animadoras: aparentemente, só é bom estar sozinho quando você está no controle. É um filme que vai fazer você dar mais “bom dia!” para quem às vezes já é invisível: porteiro, cobrador, garçom, caixa do mercado…

ps: para quem procura comédia, vale por na agenda. O filme do “Porta” estreia no fim do ano, ainda sem data confirmada.