O Coachella ainda te inspira?

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Um grupo de amigas californianas lindas e magras num carro antigo dirigem pelo deserto. Uma banda indie que ninguém sabe o nome toca ao fundo. Um chapéu, uma coroa de flores, top cropped, muito crochê e algumas botinhas de camurça. Há também aquela amiga de saia longa e rasteirinha. Franjas pairam no ar.

Se eu nem precisei de uma foto para ilustrar tudo isso que você acabou de ver aí na sua cabeça, é sinal de que a imagem já está tão bem construída que nem demanda explicação, certo?

certo, mas não custa nada mostrar

A fórmula Coachella foi, ainda é, importantíssima para a moda: em meio a tantas bandas de rock que não duram até se tornarem headliners, o festival de música trouxe ar fresco para as vitrines. Ar ainda por cima etiquetado com o rótulo de “indie” e “para poucos”. O evento se consolidou como o grande atrativo de si mesmo, como o-lançador-de-tendências: não importa o que você pretende ver lá. O que importa é estar lá, ver e ser visto e colecionar pulseiras das festas VIP das modas.

Também não importa como você definiu seu look, se você se inspirou em alguém (Kate Bosworth chora!), se você acredita naquilo ou se só deu uma passadinha na H&M mais próxima e comprou direto da coleção que eles fizeram pensadinha pra você. Ninguém pode te culpar se você fizer isso, afinal.

até porque tem várias coisas lindas.

As tendências já foram tão engolidas e regurgitadas que parece que nada vai conseguir superar a mistura entre cowgirl, cigana e camponesa de boutique que reina entre o público. Até tem uma ou outra que não segue a cartilha, mas qualquer escorregão parece uma fantasia inadequada para a ocasião.

Katy Perry, why????!

Durante o festival, não adianta: os visuais mais incríveis e complementares à paisagem desértica se rendem às rendas e franjas com jeitão de empoeiradas. A mistura funciona, convenhamos. Deu tão certo que é quase um uniforme, e aceitamos até complementá-lo com uma coroa de flores, mesmo sem ter o talento ou personalidade da Frida Kahlo. Ou o dinheiro da Lana Del Rey. E agora ninguém aguenta mais.

Enquanto em alguns festivais recentes a gente se incomodava durante o show com tanta câmera e celular para cima, neste Lollapalooza outra coisa atrapalhava a visão: a repetição massiva dos chapelões anos 70 nas cabeças da mulherada. Se esse tipo de tendência enjoa até aqui, como será possível continuar inspirando alguém por lá, terrinha mãe destas tendências muito loucas?

Longe de mim, aliás, dizer que as coleções específicas de festivais não estão cheias de peças lindas. Elas estão. E ainda vão vender muito. Mas depois de anos olhando para a mesma referência, o esgotamento é inevitável, até para as “musas” do evento. É como se o próprio estilo inovador se virasse contra si mesmo. Você até pode adorar um uniforme, mas quando perceber que ele é só um uniforme, puf!, a graça se foi.

Thaila Ayala: double edition

As fotos poderiam ter sido tiradas em qualquer dos últimos anos do festival. As roupas podem ter qualquer etiqueta. As peças podem ter vindo num conteiner lá da China. Tanto faz.

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Foto: Reprodução/Driely S./Terra

Se são os frequentadores do Coachella os grandes responsáveis por elevar o status quo visual do festival, pergunto-me: de onde vai vir o próximo sopro de vida para as araras que esperam pelo mês de abril do mesmo jeito que esperam pelo Natal??

Enquanto isso, o deserto segue seu desfile edição 2015: enche os olhos de tão lindo. Mas já não faz brilhar.

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Fotos via Vogue e Nylon Magazine

[Vídeo] Lollapalooza 2015 e como foi o sábado no festival

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Mais um Lollapalooza vai entrar para nosso currículo de festivais, com direito a muita chuva, ingressos sobrando e cancelamento de artista bastante aguardada – Marina, teus fãs não te perdoaram e eu também não! Deixou um buraco no electra heart da programação que eu tinha feito e um tempo ocioso bem chato.

Foram muitos encadeamentos estranhos e um sem número de gente mais interessante que poderia ter vindo – Iggy Azalea? Haim? Charli XCX? Kiesza? Clean Bandit? Hm, foi a alta do dólar? Sim, tudo isso é comum num festival, mas se compararmos com as outras edições do Lolla, algo estranho aconteceu.

Dá o play no vídeo e, como sempre, se curtiu, te convido a dar uma passadinha no meu canal para se inscrever e dar uma força! ;)

O povo bonito do festival SXSW

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Desde 1987 a cidade de Austin, no Texas, sedia o South by Southwest, festival de música, cinema e mídia. A festança que já é maior de idade reúne um público muito interessante e dá luz para talentos que tem grandes chances de se tornarem grandes.

Foi de lá, por exemplo, que ouvi falar da Kimbra pela primeira vez, cantando sozinha com calças beattlejuice e sintetizadores, sem nem imaginar o boom que seria “Somebody that I Used to Know”:

Graças aos deuses, a calça listrada se foi e um estilo muito mais limpo foi desfilado pelo público do evento este ano. Quem quiser, aproveita para se inspirar para o Lollapalooza, afinal, why not? ;)

+ quer mais inspirações? Dá uma olhada aqui no Pinterest!

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O que seu festival de música favorito diz sobre você

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Pelo menos quatro grandes e famosos festivais recheados vão comover o eixo São Paulo-Rio este ano. Daqui a poucos dias tem Lollapalooza, em abril tem Monsters of Rock, em maio vem o Tomorrowland e, finalmente, setembro é o mês do Rock in Rio, que comemora 30 aninhos em 2015. Uau!

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– Eu nem era nascida e agora tô aqui!

Não sei se você vai em um ou em todos (que eclético rico!), mas eis o que cada festival diz sobre seus frequentadores numa análise nada científica, bem-humorada e simplesmente tendenciosa. ;)

se você é uma criatura lollapaloza:

Das duas uma: ou você veio para assistir a um grande headliner e cairia facilmente na pegadinha das bandas falsas ou você curte várias atrações e comprou os dois dias logo que os nomes foram anunciados. E agora está sofrendo no Twitter tentando montar uma programação que faça sentido. Sou dessas, inclusive.

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Uhul, bandas incríveis que ano que vem já serão irrelevantes!

No primeiro caso, há grandes chances de você atrapalhar o show de muita gente guardando lugar na cara do palco. Não faça isso. No segundo caso, há grandes chances de você se achar o fino conhecedor da música alternativa. Não faça (façamos) isso também. Em ambos os casos, chegar e sair vai ser o inferno na Terra, porque a localização do festival é democraticamente inacessível para todos….!

Gente de todo país, e até dos países vizinhos, viaja para encarar o Lollapalooza em São Paulo, que ganhou ares mais festivalescos com o gramado verde do autódromo de Interlagos. É uma delícia estar lá, mas à noite você vai se sentir o modernete mais sortudo do ano se conseguir vazar dali no primeiro táxi que aparecer. E boa sorte tentando fazer as pessoas acreditarem nessa sua sorte pelo resto do ano!

Lollapalooza
28 e 29 de março/2015
Com Jack White, Pharrel Williams, Calvin Harris e The Smashing Pumpkins

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Vídeo: Diário de bordo do Lollapalooza 2014

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Era para a distância entre os palcos ser uma vantagem – nada de música de um invadindo o show do outro – mas acabou virando perrengue. O Lollapalooza voltou em 2014 no imenso espaço do Autódromo de Interlagos, lineup de peso & desejo (LORDE!) e novidades de dar água na boca. Como não aplaudir um festival que promove uma feira gastronômica para os visitantes? Ponto pro Lolla!

No vídeo ao melhor estilo ~vlog~, conto um pouco de como foram meus dois dias de festival, destaco pontos positivos e negativos do evento e, é claro!, escolho meus favoritos desta edição. Alguém adivinha quais foram? ;)

Como sempre, jóinhas no vídeo são bem-vindos! Quem quiser, aproveita e se inscreve também! 


Look(s) do(s) dia(s): Lollapalooza!

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Para ver mais looks, navegue pela tag.

Segunda-feira pós-Lollapalooza é dia de re$$aca e de mostrar os looks do festival, é claro! Estava difícil encontrar sapato confortável o suficiente para encarar a verdadeira maratona que foi se movimentar pelo Autódromo de Interlagos. Nada foi páreo para o sobe e desce proporcionado pela divisão dos palcos. A única coisa que deu para comemorar nisso tudo é que não choveu – ainda bem!

Para o primeiro dia, não pensei muito: fui no simples e fácil, camiseta, short e botinha. O que acho curioso é quantas combinações diferentes a gente consegue fazer quando escolhe tecidos diferentes para o short ou mesmo cores diferentes de bota. O simples definitivamente não precisa ser banal!

Já no segundo dia, ~caprichei~ um pouco e resolvi usar a jardineira de couro fake que trouxe de Orlando. Cheguei a vestí-la num dia de parque por lá, então eu tinha certeza que a peça ia aguentar bem o tranco do festival. Para quebrar o pretão absurdo, um bom batom vermelho e uma bandana colorida – melhor coisa que fiz pelo meu cabelo até hoje para um evento assim. Quero muitas, todas, de mil cores diferentes! pls tks! 

DIA 1

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camiseta: Pacsun (Orlando)
short resinado: Toli

óculos: Clubmaster, Ray Ban
bolsa: Asos
open boot: Ebay (é linda, mas não recomendo esse seller!)

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