Os filmes do Oscar 2016 em 2 minutos

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Uma das coisas que mais faço nesse início de ano “Pré-Oscar” é ir ao cinema: não são poucos os filmes que estreiam em cima da hora para a premiação e, apesar de faltarem pouco mais de 20 dias para a grande noite, alguns ainda não chegaram no Brasil. É o caso do filme de DiCaprio, “O Regresso”, que estreia hoje, e também do super comentado “O Quarto de Jack”, que chega por aqui só no dia 18 de fevereiro.

Enquanto a nossa lista de assistidos não fica 100% completa, vale ver esse resumão super legal publicado no Youtube por uma rede de cinemas canadense. Eles misturaram desde favoritos à estatueta até algumas surpresas e queridinhos do público. Tudo em só 2 minutinhos! :P

O legal de ver os filmes todos juntos assim é notar que às vezes existe um certo inconsciente coletivo em Hollywood: todo ano rolam algumas semelhanças aleatórias entre os filmes, seja na temática, seja no cenário. Só para citar alguns, aí vemos as mulheres fortes de “Carol”, “A Garota Dinamarquesa” e “Joy”; os cenários desérticos de “Star Wars”, “Mad Max” e “Perdido em Marte”; o friozão de “Os Oito Odiados” e “O Regresso” e os homens de negócios de “A Grande Aposta” e “Steve Jobs”.

Nesse clipão, também rolam alguns segundinhos de “O Menino e o Mundo”, animação brasileira concorrendo lado a lado com o mega hit “Divertidamente”. O páreo é duro, mas o prestígio é, sem dúvida, sensacional. Para quem ainda não conhece ou não viu, deixo aqui o trailer para alegrar o dia:

Tina Fey e Amy Poehler fazem paródia de “Star Wars”

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Ok, você pode ou não ter ficado sabendo do novo filme das maravilhosas Tina Fey e Amy Poehler, mas agora não vai ter como escapar. A comédia “Sisters” estreia no final do ano coladinha com “Star Wars” e, para zoar com a concorrência, a equipe do filme acaba de lançar um vídeo hilário!

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Tina Fey e Amy Poehler em clima 80’s na comédia “Sisters”

Tina e Amy convocaram mais alguns atores do filme, bancaram um sotaque britânico e mostraram alguns bastidores da comédia para satirizar a pompa e circunstância do retorno de “Star Wars” aos cinemas. Ficou maravilhoso, pra dizer o mínimo!

Pra quem duvida, basta comparar com o original. Vai ficar mais engraçado ainda! hehe

Sisters” conta a história de duas irmãs que resolvem dar uma última festa de arromba na casa onde passaram a infância, antes que os pais concluam a venda do imóvel. O filme ainda não tem estreia marcada no Brasil, mas chega aos cinemas dos Estados Unidos no dia 18 de dezembro.

“Jem e as Hologramas” inspira maquiagem e tintas de cabelo

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Um dos desenhos de maior sucesso entre as garotas dos anos 80, “Jem e as Hologramas”, está prestes a virar filme. A animação que contava as aventuras de uma empresária com alter ego de roqueira vai ganhar uma versão em live action em breve e as marcas de beleza estão mais do que prontas para pegar uma carona nesse visual colorido de décadas atrás. Antes de se sentir velha, saiba que pelo menos agora você pode contar vantagem sobre curtir isso antes de todo mundo. Continuemos.

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Jem e as Hologramas: eu era bebê, mas acho sensacional

O filme de “Jem” estreia em outubro nos Estados Unidos e já estão previstas uma linha de maquiagem com a Sephora (espelho, paleta de sombras, batons e gloss) e também uma coleção de tintas para cabelo com a queridinha das donas de #unicornhair, Manic Panic! O que dizer desse turquesa, que só vi na embalagem e já adoraria testar nas pontinhas desse meu cabelo clássico que nunca viu um descolorante frente a frente? E esses tons de pink e laranja, que juram brilhar na luz negra?

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Quem ‘queremos’ cabelo turquesa? Ou cabelo pink que brilha na luz negra?

Sobre as maquiagens, apesar da Sephora não ter liberado fotos oficiais na Internet, já é possível encontrar prints de revistas no Instagram. Neste, podemos ter uma ideia do espelhinho fofo, que leva o logo de “Jem” e deve custar US$18, e também a paleta de sombras, com 24 cores, custando US$39.

 

Sem dúvida alguma, o filme tem um ótimo material nas mãos para trabalhar, especialmente no que diz respeito à parte visual. O problema vem logo depois: parece que a adaptação deixou de lado boa parte da história e os comentários dos vídeos online viraram muros de lamentação. A trama ganhou ares adolescentes e os hologramas? Bem, o ‘computador’ virou só um álbum de fotos tecnológico.

O filme ainda não tem data de estreia definida no Brasil mas, enquanto isso, dá para ver no trailer a comédia romântica que nos espera:

Melhor curtir tinta no cabelo vendo “Pitch Perfect”, não? 

Pixels, um filme que nem Pac-Man salva

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Botar uma ficha na máquina e ficar de próximo. Esperar pacientemente pela sua vez e ir aos poucos batendo o recorde para deixar seu nome escrito num fliperama do coração. Muitos anos depois, dar a chance destes mesmos campeões usarem suas habilidades únicas para salvar o mundo. Tinha tudo para ser um filme-pipoca da melhor qualidade, mas não. Foi só “Pixels”, o filme de Adam Sandler que deve estar num cinema bem próximo de você.

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Pac-Man começando e encerrando a carreira de vilão </3

Escrito e protagonizado por Sandler, “Pixels” tem direção de Chris Columbus, o mesmo cara responsável por dois “Harry Potter” e por clássicos como “Esqueceram de mim” e “Goonies”. Ou seja, um misto de ansiedade boa e marromenos num só pacote. Mas com tantos games sedutores na tela e Pac-Man como vilão, como é que essa balança poderia pesar para o lado negativo, não é mesmo? Pois sim, conseguiram o impossível.

O filme se inspirou no curta-metragem de mesmo nome que bombou na internet em 2010, sobre alienígenas transformando tudo na Terra em pixel:

No longa, a história começa em 1982, quando o governo americano manda um compilado cultural para o espaço, na esperança de mostrar quem somos para outros seres inteligentes. Eis que os ETs não entendem muito bem o recado: tomam os jogos como uma ameaça de guerra e se disfarçam de “pixels” para nos desafiar. Salvar a humanidade vira tarefa, portanto, para os melhores jogadores de 30 anos atrás, vividos por Sandler, Peter Dinklage e Josh Gad.

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Michelle Monaghan, Adam Sandler, Josh Gad e Peter Dinklage

Eu enxergo muita diversão nesse enredo simples, mas ficou simplório. Os games são realmente a melhor e única parte digna de nota de “Pixels”: os efeitos do curta-metragem ganharam um upgrade tremendo e não dá para negar que é absolutamente maravilhoso acompanhar o chefão Donkey Kong interagindo num cenário realista. A batalha final também enche os olhos e bota uma horda de personagens na tela. O problema é encarar o restante da bagaça para curtir 20 minutos pescando referências (e que seja num Imax, tá?).

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[VÍDEO] 20 anos de As Patricinhas de Beverly Hills

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“As Patricinhas de Beverly Hills” acaba de completar 20 anos e, graças ao texto ácido e afinado da diretora Amy Heckerling, o filme se tornou atemporal, um verdadeiro clássico do cinema adolescente dos anos 90. Quer dizer, tirando os modelos de celulares antigos, tudo ali continua fazendo sentido. Os figurinos, então, nem se fala: viraram referência.

Para comemorar esse aniversário em grande estilo, conto hoje em vídeo tudo que eu aprendi e ouvi falar pela primeira vez através do filme, que de fútil não tem nada (especialmente se você for uma criança de 9 anos, como era meu caso quando vi pela primeira vez! hehe).

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“Divertida Mente”: esse filme pode mudar o que você pensa sobre felicidade

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Crescer dói. Amadurecer é um processo um tanto quanto complicado, especialmente quando temos de fazer de muitos limões diferentes uma limonada patinho feio, do jeito que dá, do jeito que puder. Como qualquer sistema de computador, também podemos ficar sobrecarregados com tanta informação emocional às vezes. Compreender e absorver muita coisa de uma só vez realmente dói.

Sobrecarregada, assim, está a protagonista de “Divertida Mente”. O novo filme da Disney e Pixar mergulha nesse universo de forma singela e profunda ao mesmo tempo, usando representações espertas que vão muito além de metáforas. No filme, acompanhamos um ano conturbado na vida da garota Riley, que muda de cidade, de escola, abandona seu esporte favorito e precisa fazer novos amigos. “Normal” para você que já viu de tudo, mas uma barra e tanto para quem não tem nem 12 anos de idade.

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Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza em ação

Quem orquestra esse conflito interno são os sentimentos de Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e “Nojinho”. É com estes personagens que passamos a maior parte do tempo: a cada situação, o “responsável” assume a bronca, até que um pequeno conflito interno coloca Alegria e Tristeza para bem longe da “sala de controle”.

Com elementos simples, o filme mostra a formação da personalidade das pessoas, ilustra como o cérebro fragmenta elementos complexos para poder compreendê-los e até explica como memórias recentes se diferem das permanentes. Fora isso, “Divertida Mente” é uma grande aula sobre porque é impossível ser feliz o tempo inteiro e sobre porque não devemos ter essa ganância toda em torno de procurar a felicidade.

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Talvez a alegria nem sempre seja a melhor opção

A alegria é coragem, é entusiasmo, é o que te põe para frente e te tira da cama, mas ainda que seja melhor ser alegre do que triste, cada um dos cinco sentimentos precisa ter seu espaço garantido para uma vida saudável e não inconsequente. Permitir-se estar triste é tão (ou mais) importante que permitir-se estar feliz: Tristeza é introspecção e auto-conhecimento, coisas assim tão importantes quando estamos crescendo nesse mundão.

“Você já se perguntou o que se passa na cabeça de uma pessoa?”

A pergunta que abre o filme serve não só como introdução para o que vem pela frente, mas como um convite à empatia pelo sentimento do outro. Cada um dos personagens funciona à sua maneira e, por um breve momento, Riley nos dá um vislumbre quase perfeito de como seria a cabeça de alguém em depressão.

Quem já passou por isso vai se emocionar no cinema ao ver suas sensações ali, tão escancaradas e numa animação que até crianças vão ver. Talvez não entender dessa forma, é claro, mas está tudo ali, de forma simples e didática para quem quiser decifrar a mensagem.

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é tanto para lidar.

Em determinado momento, a jovem Riley está com a cabeça à mil, explodindo em questionamentos, ao mesmo tempo em que é incapaz de sentir qualquer coisa, seja alegria, tristeza, fome, raiva ou até mesmo interesse por fazer o que antes lhe dava prazer. Para ela, foi só um momento de amadurecimento, mas tá aí uma situação que, a longo prazo, pode se tornar esta doença tão pouco compreendida e às vezes até questionada pelos familiares e amigos de quem tem o problema.

Às vezes pode ser um bocado difícil explicar que ler um livro de auto-ajuda não resolve essa sensação insana, muito menos um convite para sair “e esquecer” ou um “bola pra frente”. Por isso mesmo é simplesmente incrível ver a forma direta com que a questão aparece na tela. Basta querer entender.

Enquanto sobem os créditos, fica a sensação de que poderíamos acompanhar Riley (e sua mãe e seu pai) pelo resto de suas vidas. A tristeza pode sim ser o contrário da alegria, mas certamente não é o contrário de felicidade.

ps: leve lencinhos para o cinema.