Mulheres semeiam vida: luta contra o câncer de colo de útero

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já ouviu falar em câncer de colo de útero?

Quando se ouve a palavra câncer e mulher na mesma frase, geralmente o assunto é câncer de mama. A doença tem um grande espaço na mídia, inúmeros famosos fazem campanha anualmente e o auto-exame já entrou para o dia-a-dia de muita gente; ele é essencial para a descoberta precoce da doença e para um tratamento efetivo. Agora imagine se existisse uma vacina que ajudasse a prevenir uma doença como essa? Realmente não é o caso do câncer de mama, mas sim de outro tipo ainda pouco falado no país: o câncer de colo de útero.

Fruto de lesões causadas pelo HPV, este tipo de câncer pode ser detectado com exames ginecológicos periódicos e pode ser totalmente evitado com uma medida muito simples: tomando a vacina anti-HPV. Embora seja o único câncer possível de ser prevenido, a cada dois minutos uma mulher morre de câncer de colo de útero no mundo, mais de quatro mil foram vítimas da doença em 2012 só no Brasil e a cada ano observa-se o surgimento de mais de 17 mil novos casos no país. Os números são alarmantes, especialmente quando muitas poderiam ter sido poupadas ao decidirem investir na vacina, que ainda é distribuída de forma particular na maior parte do território nacional.

Para mudar essa realidade, um super time de mulheres foi convidado pela ABPTGIC (Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia) para conhecer a campanha Mulheres Semeiam Vida, que visa levar informações sobre a doença adiante. Durante evento realizado no final de agosto em São Paulo, o ginecologista Dr. Garibalde Mortoza Junior explicou as origens da doença, falou da importância dos exames periódicos, trouxe pesquisas recentes e mostrou algumas políticas públicas que estão sendo tomadas para que o acesso à vacina seja ampliado.

Indicada para mulheres de todas as idades, a vacina tem alta eficácia e infelizmente ainda não há previsão de que seja distribuída gratuitamente para toda a população. Por enquanto, em Manaus e no Distrito Federal as garotas jovens já podem receber a vacina na rede pública. A ideia é que esta vacina faça parte da rotina de mães e filhas, aumentando também a proteção oferecida, já que provavelmente ainda não houve nenhum contato com o vírus.

Antes deste encontro, confesso que eu pouco sabia sobre a doença. O famoso papa nicolau é fundamental para detectar qualquer anormalidade e o uso de camisinha não impede a transmissão do HPV. Em dado momento do nosso papo, o dr. Garibalde chegou a citar casos de mulheres que tiveram de decidir às pressas se gostariam de ter um filho ou não, já que após tratarem o câncer precisariam ter o útero retirado na sequência, evitando o retorno da doença. Depois desse encontro, ficou difícil não questionar o quanto deixamos nossa saúde em segundo plano e colocamos gastos supérfluos na frente – ou pior: deixamos de usar o nosso tempo e o nosso plano de saúde para fazer exames básicos e checar se está tudo bem.

Neste vídeo você encontra mais detalhes da campanha Mulheres Semeiam Vida e na página do Facebook é possível obter informações sobre a doença, assim como contribuir com a bonita iniciativa da ação, que irá plantar árvores em homenagem às vítimas da doença. A cada 25 likes, uma nova árvore é plantada e a ideia é plantar mais de 4 mil. Se você ama uma amiga, uma irmã ou uma mãe, com certeza vai querer passar esta ideia para frente!

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Comentários via Facebook

2 comentários

  1. Tany

    Fiquei agoniada quando soube disso porque morro de medo de pegar qualquer doença. Eu vou no ginecologista de seis em seis meses pra fazer qualquer exame possível, mas nem todo mundo é assim, então, é uma ótima alternativa oferecer a vacina pras pessoas mais carentes e conscientizar quem tem a oportunidade de fazer esse check up de ‘graça’.

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    1. Fernanda Pineda

      Tany on 19/09/2013 at 11:48 am said:

      Fiquei agoniada quando soube disso porque morro de medo de pegar qualquer doença. Eu vou no ginecologista de seis em seis meses pra fazer qualquer exame possível, mas nem todo mundo é assim, então, é uma ótima alternativa oferecer a vacina pras pessoas mais carentes e conscientizar quem tem a oportunidade de fazer esse check up de ‘graça’.

      sem dúvida alguma! E tá certíssima!

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