Love it or leave it: a polêmica Lana Del Rey

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Mais de 2 milhões e quinhentos mil acessos num vídeo-colagem com desenhos, filmes antigos e gravações toscas de webcam postado há menos de dois meses para lançar o primeiro single. Quase um milhão em outro clipe no mesmíssimo estilo que veio há um mês. Assunto de dez entre dez blogs de música. Rosto de anjo e voz forte para entoar letras tão sensíveis quanto banais. Personalidade auto-proclamada de “gangster Nancy Sinatra”. Ingressos esgotados para os onze shows de sua primeira turnê, que só começa em novembro. Uma boca, por si só, polêmica.

É de se admirar, mesmo. E se você ainda não ouviu falar da moça, prepare-se para ouvir muito ainda: o nome dela é Lana del Rey.
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a pergunta que não cala: real or fake? E isso importa?

O sucesso da garota é estrondoso. Até convites para vir para o Brasil ela tem. O fato é que ninguém sabia quem era ela e, boom!, lá estavam as ótimas músicas “Video Games” e “Blue Jeans” ganhando o mundo. O single e seu ótimo b-side que eu, aliás, prefiro, estrearam em excelente posição no iTunes e o povo pedindo por mais.

Como nada pode ser perfeito, a montação glamourosa e sujinha foi questionada e até os lábios da garota viraram pauta, especialmente por parte de blogs que resolveram chamar a mocinha de botox bitch apesar de reconhecerem que ela faz boa música. As perguntas ficaram: é ou não é botox? Por que? Tem certeza? Ela jura que não, mas… Toda essa publicidade espontânea para uma total recém-chegada. Ou nem tanto.

Alguém com muito boa memória se lembrou do trabalho que a garota fazia em 2009 com seu nome de batismo, Lizzy Grant. Ela se apresentava em bares de Nova York, chegou a lançar CD e inclusive gravou clipe, mas a coisa não foi pra frente – e o álbum foi misteriosamente tirado das prateleiras assim que ela assumiu a outra persona.

Dois anos depois, a garota volta mais morena, mais gostosa, mais carnuda (botox ou gloss que esquenta, hein?) com um estilo muito bem pensado e uma gravadora esperta por trás: a Interscope, mesma de Lady Gaga. Quem bota fé que é a menina que senta e edita seus clipes colagem agora? Estranho.

“Blue Jeans”, minha favorita desta cantora com um EP e (ainda) nenhum show

As teorias da conspiração em cima de dona Lana são muitas, a começar pelo seu nome. Ela admite que não foi ideia dela fazer a troca, mas sim da gravadora, só que garante que sempre gostou de Lana e que “Del Rey era sobrenome de um amigo dela da Flórida”. Ok.

A mistura de nome de diva com sobrenome meio latino rendeu muito mais que o tal Grant e escondeu o sobrenome de seu possível papai, o milionário investidor Rob Grant (vê a foto, não dá pra negar!), que segundo o Telegraph estaria por trás de todo um marketing pra ajudar a filhinha acontecer. A Wikipedia, inclusive, garante que o cara é pai dela. Em entrevistas ela não fala nada e diz que o papai é “apenas um cara criativo” e também conta uma história de que teria morado num trailer em um parque (?). Hipster o suficiente pra você?
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vai amar ou vai odiar?

Esses clipes diabolicamente melancólicos, esse álbum tirado de circulação e esse papai rico soam esquisitos no conjunto conspiratório. Até o lugar onde a mulher nasceu é uma incógnita: ela diz que é de Nova York, a Wiki, semeadora da discórdia garante que não. Não dá pra confiar na enciclopédia aberta, mas com tanta gente investigando a vida da moça, fica difícil acreditar nas entrevistas também.

O sucesso é impossível de ser ignorado e as músicas são boas, ao contrário do chiclete de Rebecca Black. O problema é que o resto da história ainda deixa todo mundo com o pé atrás demais para embarcar e encomendar a carteirinha do fã clube. E, afinal de contas, importa se ela é montada ou não é? A montação pode, enfim, atrapalhar a boa música que todo mundo já viu que ela faz, ou ao menos interpreta?

Com ou sem botox, Lana Del Rey ainda vai render muito – esperamos que com mais música pra gente ouvir enquanto lê, porque só três músicas não dá.

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ps: ficou curioso com as controvérsias? O blog Hipster Runoff praticamente iniciou uma cruzada contra essa fake bitch.

ps2: também gostou?  Pois já tem até remix bacaninha da música da mulher.

 

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14 comentários

  1. Juliana Sena

    A moça é bem bonita. Photoshop? Produzida? Sei lá mas, gostei do estilo das músicas…em alguns momentos lembra o estilo de cantar da Kate Bush.

    Bj

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  2. eu gosto das músicas. tô nem aí se ela tem botox, se ela tem pai rico, se ela não edita os próprios clipes… o som é bom demais, e é isso que importa quando aperto o play e coloco os fones de ouvido, não? ;)

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  3. Dafne

    Não conhecia, e amei as duas músicas… Thanks por compartilhar! E nem me importo com o mkt por tras de tudo, contando que o som seja bom. ^^
    Beijos

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  4. Eliana Francisco

    Ah ela pode ser até um personagem, mas que a voz e as musicas são encantadoras, são sim. Nunca tinha escutado as musicas dela, mas me apaixonei pela blue jeans e video games.

    Bjo

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  5. Amanda

    Confesso que da primeira vez que ouvi Blue Jeans (e só ouvi de tanto que já tinha visto você falar) não achei nada demais… daí ouvi Video Games e adorei. E agora adoro as três, haha.
    Como disse a Ju, não tô nem aí se é tudo fake ou se acho os lábios dela horrorosos, o que importa é que a música é boa. Obrigada à gravadora por ter produzido isso!

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  6. A música é boa, mas importa sim saber se é ”fabricagem” ou não, porque só aí quem aprecia o trabalho poderá avaliar o quão relevante como artista é esta guria, a partir do fato de que pouco vale uma pessoa que exibe um belo quadro pintado por outra dando a entender que a coisa toda é de sua autoria. Até porque ela não canta tudo isso pra sustentar-se na memória de qualquer amante da arte como interprete.

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  7. Fernanda

    Gabriel Groff Bandeira on 15/12/2011 at 6:06 pm said:

    A música é boa, mas importa sim saber se é ”fabricagem” ou não, porque só aí quem aprecia o trabalho poderá avaliar o quão relevante como artista é esta guria, a partir do fato de que pouco vale uma pessoa que exibe um belo quadro pintado por outra dando a entender que a coisa toda é de sua autoria. Até porque ela não canta tudo isso pra sustentar-se na memória de qualquer amante da arte como interprete.

    Mas aí é a mesma questão que levantam sobre a Lady Gaga, por exemplo. Ela é totalmente construída, inclusive na vida pessoal, que simplesmente inexiste. Lady Gaga é Gaga 24h por dia, não existe persona, só personagem. Não à toa ela precisa fazer estripolia o tempo inteiro para se manter na mídia…

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  8. Não importa

    ô Gabriel vamos parar de exibicionismo? Deu, já chega!

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  9. ana

    Nossa, q idiota isso, todo mundo q entra do top top do show business, acaba sendo repaginado uma hora, uns mais outros menos, grande merda um botox, hauhauahua…..quero ver mesmo cantar como ela…ou vão dizer q voz a fake tb?!

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  10. Tay

    Se ela fez botox ela devia denúnciar o medico kkkkkkkk Brinks ela canta bem :)

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