
e aí gatinha? Curtiu?
Finalmente acabei de ler “50 Tons de Cinza”. Demorei, mas confesso que foi um conjunto de enrolação com a tentativa de terminar perto do lançamento do segundo livro, que chega às lojas nos próximos dias. Afinal se a obra já é “enrolona”, para que sofrer esperando a segunda parte, não é mesmo?
Falando na leitura, quando eu estava no meio do caminho escrevi o post “10 Questionamentos de quem está lendo ’50 Tons de Cinza'”, e é engraçado que quase nenhuma das minhas observações mudou desde então, o que quase me fez não escrever sobre o livro de novo. Mas resolvi que valia por um único e simples motivo: estamos finalmente falando de sexo; olha só!
A escrita de E.L.James não é das melhores, a série não é um primor da literatura, mas o livro é inexplicavelmente viciante para a maioria dos mortais que são cativados por amores imperfeitos. Junte a isso o tempero velho-novo do sadomasoquismo e tá aí o motivo do best-seller: para quem gosta de ler amor, tem amor, para quem gosta de ler sexo, vai ter muito sexo. E digo tempero velho-novo porque BDSM é coisa das antigas e a esperteza foi tratar o tema de uma forma leve, com a inexperiência de uma virgem, resultando num fenômeno de cultura pop. Aliás, quem acessar a Wikipedia sobre o assunto vai logo ver que os reais praticantes da coisa devem estar revoltados, se sentindo como indies que vêem sua banda do coração assinar com uma gravadora.
Após a leitura, continuo sem entender porque precisamos de uma virgem de classe média e de um príncipe encantado safado e milionário para falar de sexo, e continuo sem entender também como essa menina goza tanto desde o primeiro dia - magia? Tecnologia? -, só que, vamos perdoar, estamos falando de sexo e isso é ótimo. Estamos falando, pensando e discutindo tabus. Sendo o livro pobre ou não, não dá pra negar que podemos lucrar mais com esse tema do que com o sobrenatural que ninguém nunca viu brilhando à luz do sol. Num viés mais prático, digo que podem chamar de “pornô para mamães” à vontade: pelo menos é algum pornô feito para mulheres.
A trilogia vai ser condensada em apenas um filme e provavelmente teremos aí um dos raros casos de filme melhor que livro, já que a enrolação da autora é irritante - aparentemente ela deu uma corridinha apenas no final da primeira parte, o que já foi uma evolução imensa. Pergunto-me porque o livro todo não foi assim, de uma vez, mas aí seriam menos páginas e menos dinheiro no bolso, talvez.
.
“50 TONS”, o meme, o filme
Agora a melhor coisa mesmo tá sendo ver as loucurinhas dos fãs em torno do livro. Christian Grey e Anastasia ganham mil fan arts por segundo e as apostas de quais atores viverão o casal na telona estão altas. Aparentemente, Ian Somerhalder ou Ryan Gosling devem levar o papel do bonitão - eu prefiro o Ryan pela cara de perigoso, mas ver o Ian desfilando em trajes mínimos não seria o menor problema. Quanto à protagonista, Lucy Hale é cotada e até já falou a respeito, mas nada definido.
Enquanto isso, as mina pira:
.

.
AI INTERNET, eu te adoro. Agora vamos esperar os próximos, né? Tudo pra entender o santo Grey no final - tomara que não vire um “segredo de Gerson”.
*todos os memes estão na fanpage “50 Tons de Cinza Brasil”, cheia de fanáticos pirando nas apostas pro filme! hahaha