Quebrando a banca…

sex

… Literalmente.

Depois de fazer a via crucis para cuidar do pescoço torto em função das minhas tensões, percebi o quanto as pessoas adoram dizer “relaxe, minha filha”. Seria fácil, porraputaqueopariu, eu acho, se eu fosse relaxada. Mas, veja só, se eu fosse relaxada não ouviria isso, confere?!

Quer dizer, eu sou do tipo que compreende totalmente as motivações do personagem de “Um Dia de Fúria”, com a diferença que não sou agressiva (geralmente) e guardo tudo pra mim, bem nas minhas articulações (!).

Voltei ao divã há uns meses e tenho livre associado minhas ideias deitada num sofá semanalmente. O assunto, claro, veio à tona, e foi assim que me toquei do quão cruéis são todos os que nos mandam relaxar. Se você aí acha inofensivo, eu explico.

Mandar uma pessoa tensa relaxar não é simplesmente dizer para ela “não se preocupar”, é aumentar isso a um grau absolutamente maior. É dizer, na cara dura, que os motivos dela são ínfimos e afirmar, subliminarmente, que ela é um ser humano inferior por se importar com isso.

Sinceramente, é um comentário do mais  preconceituoso,  já que cada um se importa realmente com o que quer e faz dos seus limões uma limonada como dá. Sendo assim prefiro o conselho da minha avó, “vai lavar uma pia de louça”.  É mais honesto.

Dizer “fica calmo” é como tornar um pequeno copo d’água um grande maremoto, a partir do momento que você invalida os argumentos do nervoso, e faz o pobre repensar tudo para relembrar realmente porque está com tanta raiva. Fazendo isso, veja só meu caro, você não só está atrapalhando, quanto está elevando o problema ao quadrado.

Quer ajudar um tenso, nervoso e estressado numa boa? Conte uma piada, indique um livro, brinque de adivinhar o formato das nuvens, faça uma massagem no indivíduo, meu Deus. Proponha qualquer atividade diferente, mas não faça de conta que essa diquinha é inocente.

Tá na dúvida? Melhor simplesmente não falar nada.

A vida das mulheres como um videogame

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Numa vibe sad but true, a estudande de animação Stéphanie Mercier criou o curta “Girls Suck at Videogame”, ou em sua língua nativa, “Les Filles Sont Nulles Aux Jeux”, que é algo como “garotas são nota zero nos games”.

Cursando a Escola Gobelins de Paris, a moça de 23 anos expôs, nestes dois minutos de vídeo inspirados em Mario Bros e cia., como é difícil ser mulher e conseguiu simplificar e exemplificar muito bem a correria de uma executiva tentando se equiparar profissionalmente aos homens:
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Pessimista, mas com uma pontinha de verdade.

Mentirinhas e a regra dos 7

sáb

“Eu não minto, eu omito”. Esta é a frase dita por mais de 60% das pessoas que se acham super sinceras. Mas até que ponto omitir é estar sendo verdadeiro, tanto para com o outro quanto com você mesmo? E quantas desculpinhas entram em cena quando uma omissão apenas não convence, quando não dá pra fugir do assunto e bancar  o sabonete liso?

Bridget, ele não te ama.

Homens e mulheres mentem todo santo dia, ou quase. São desculpinhas, meias-verdades e as famosas mentiras grandonas que ganham perna curta com o passar do tempo – e, claro, as falcatruazinhas necessárias para assegurar a mentira maior.

Dizem por aí que as mulheres mentem melhor, porque sabem caprichar nos detalhes, tem boa memória e não deixam rastros. Talvez. Não é nenhum segredo que portadores do “XX” são muito mais multitarefa do que os “XY”. Se você consegue dirigir, olhar o bebê no banco de trás, passar batom e ouvir música sem provocar nenhum tipo de freada brusca, com certeza administrar meia dúzia de desculpas é tarefa fácil. Mas não é só isso.

Enquanto meninos mentem para o mundo para melhorar o que pensam de si mesmos, como por exemplo naquele caso típico do rapaz que passa horas fazendo propaganda de suas estripulias na internet e depois não corresponde nem a meio terço da missa que rezou; as meninas mentem para si mesmas para ficarem melhores diante do mundo.

É o famoso caso da mulher que repete tanto que pesa 55kg que ela já nem sabe que seu peso original é 60kg. Faz tanto tempo mesmo que ela não suporta olhar para uma balança, que a mentira torna-se extremamente agradável. Quase um doce. Vai mais um chocolate aí? …

Alfie, você nem é tudo isso.(tá, tá, tá)

Obviamente que mentir para você ou para o mundo não traz lá tantas vantagens, considerando que mentiras podem ser descobertas e que você perde um tempo precioso de amor próprio se amar as suas mentiras. Há quem conte uma inverdade simplesmente por medo de dizer a verdade, ou porque acha que não vai ser tão ruim assim. Por covardia. Nem todos mentem para sair por cima  – e nem dizer toda a verdade vai te “elevar”.

Se vai mentir ou não, a escolha é sua, mas saiba que sempre irão mentir pra você. Mentirinhas e desculpinhas estarão ao seu lado. E só cabe a você ligar o desonfiômetro e acreditar ou não no que andam te dizendo. Seja prático: ela está com dor de cabeça ou a cama anda mesmo uma droga? Já deu tempo dele se apaixonar por você, ou dá pra confiar nesse “eu te amo” falado baixo e com olhar perdido? Taí um belo exercício. Diário.

Aprendi a praticar isso tão bem que a desconfiança chega a me incomodar, mas ainda assim eu erro sobre os fatos. Um dos culpados para isso, fora a quantidade de “desculpinhas” do tipo “não é você, sou  eu”, foi o teatro. Quantas vezes não fiz exercícios simples, porém difíceis, de só olhar para trás quando a pessoa realmente me convencesse? Quandos laboratórios ouvindo “me abraça” até que eu sentisse uma verdade profunda por trás daquela mentira e aceitasse?

A canção do Depeche Mode é sábia:  Come on and lie to me, tell me you love me. Say I’m the only one. É toda aquela relação doentia de paixão e obsessão que te obrigam a pedir mentiras para continuar suportando o que você mesmo aceita pra você. É a sedução dos mentirosos. É suor no escuro. E não é aí mesmo que se mente mais?

Uma vez me contaram da tal “REGRA DOS 7”, que tem aplicação bem óbvia. Quando uma mulher diz que transou com X caras, sempre acrescente + 7 no resultado final. Para os rapazes, a história é outra: se ele disser que dormiu com X meninas, – 7 para o resultado final. Alguém concorda?

Poderia listar quinhentas mentiras de homens e de mulheres, mas o jornal britânico Daily Mail fez um top 10 sobre isso essa semana por mim:

As mentiras que ELES contam:

1. Não aconteceu nada, eu estou bem.
2. Esse é meu último chope.
3. Não, seu bumbum não é grande demais…
4. Meu celular estava sem sinal.
5. A bateria do celular acabou.
6. Desculpe, perdi sua ligação.
7. Eu não bebi tanto assim.
8. Já estou chegando.
9. Não foi tão caro assim.
10. Estou preso no trânsito.

As mentiras que ELAS contam:

1. Não aconteceu nada, eu estou bem.
2. Ah, isso aqui não é novo, tenho há séculos.
3. Não foi tão caro assim.
4. Estava em liquidação
5. Já estou chegando.
6. Eu não sei onde está, nem cheguei a mexer nisso.
7. Eu não bebi tanto assim.
8. Estou com dor de cabeça.
9. Eu não joguei fora!
10. Desculpe, perdi sua ligação.

… E depois dessa não acredito mais em “tudo ben’s” com cara de nada nem que meu bumbum não é grande demais. Mas já falei um pouco sobre isso no “O que eles querem dizer quando…”. Meninas, leiam pra rir. Meninos, pra rir também.

Fiquei inspirada porque ando numa ânsia louca de dizer a verdade fora do tempo. Tem hora pra dizer a verdade? Ou é melhor omitir até ter certeza? E se a certeza vier de uma mentira?  Como saber? Boa pergunta. Pergunta pra vocês responderem e desangustiarem esta pobre garotinha.


ps: e a Fox vai estrear uma série com esse nome da música do Depeche, “Lie to Me”, sobre um especialista em desvendar inverdades. Esperamos que seja realmente muito boa e faça jus à música. Ou muito louca, a ponto de te deixar com medo de descobriem suas mentiras na próxima vez em que abrir a boca. 8)

Aprendam alguma coisa: 20 things girls want guys to know

dom

Achei essa listinha na internet. É ingênua, porém fofa e tem algumas verdades. Aprendam alguma coisa, meninos! 8)

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20 coisas que queremos que os garotos saibam:

1. Adoramos quando vocês se aninham na gente.
2. Um beijo na bochecha é realmente um sim.
3. Queremos que vocês passem o braço a nossa volta no cinema.
4. Não nos importamos se você é o cara mais forte do mundo.
5. Tamanho não importa, então não precisa nos contar.
6. Não estamos sempre no nosso melhor estado. Esqueça isso.
7. Nós não deveríamos ter que planejar tudo. (!)
8. Estamos sempre abertas pra conversar, então pode ligar.
9. Não somos perfeitas, então saiba lidar (também).
10. Nós amamos surpresas.
11. As pequenas coisas são as mais significativas.
12. Nós não somos sempre mulherzinhas.
13.  Podemos gostar de “coisas de homem” também.
14. Xingar e brigar não nos impressiona.
15. Não seja mal-educado pra chamar nossa atenção.
16. Não fique falando quem é gostosa, porque isso não interessa.
17. Dá pra perceber quando vocês não estão escutando, então é melhor prestar atenção.
18. Quando reclamamos do frio, fazemos um convite para vocês chegarem mais perto.
19. Abraços são mais que abraços, às vezes.
20. De vez em quando precisamos de conselhos, portanto não hesite em nos dar.

Então existe uma esperança. Ou duas.

qui

Este provavelmente vai ser meu último post sobre relacionamentos (ou a ausência deles) do ano, então prestem bastante atenção, pois agora é exposição mode [on].

imagem via We <3 it.

Nesse tempo sozinha eu criei uma meia dúzia de convicções amargas sobre homens e relacionamentos. Já até me acusaram de estar sendo matemática e cartesiana neste sentido, mas o que eu quero dizer é que, bem, às vezes criando uma meia dúzia de teorias você se protege de acasos ruins. Claro, é o acaso e ele pode ser bom. Mas e se for ruim? Já falei aqui que não concordo em sofrer pelo incerto, pelo que não é, pela esperança do que nunca vai ser.

É claro que eu me toquei de que realmente poderiam ser apenas meia dúzia de teorias que eu criei para mim mesma me tranqüilizar. Auto-proteção e amor-próprio são bons motivos para isso, principalmente quando os seus próprios “10 mandamentos” fazem muito sentido e quando você sabe que toda mulher, em sua via sacra, passa pelos momentos (dias/meses/anos) de “homens são malucos / isso aqui é uma competição / não acredite neles até que te provem o contrário”.

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Sobre amor e copos meio vazios

sáb

“Se você ama alguma coisa, deixe-a livre. Se voltar, é sua. Se não voltar, nunca foi.”

Durante muito tempo eu achei que essa frase era mais um ditadinho popular bonito que caiu no gosto da galera. Hoje resolvi dar um google e acabei descobrindo o nome da autora: Sarah Mengel. Descobri o nome e só. Encontrei outros textos dela, mas nada sobre ela. Nada que diga como ela conseguiu formular essas três frases de forma tão pura e simples, sem objeção nem sofrimento.

Provavelmente mais alguém aqui concorda com as aspas da moça e eu digo que concordo também. Concordo, mas… pôr em prática? Praticamente impossível. Como alguém que ama, com todas as forças e em sã consciência, tem a capacidade de abrir os braços, abrir mão de tudo? Assim, sem desejar nada em troca, mas no fundo esperando que o outro volte?

Minha angústia não permite isso. Acho bonito quem tem essa capacidade de deixar as coisas acontecerem, deixar tudo no ar, leve e solto. Acho belo, de verdade. Acho belo e admiro, principalmente porque sou incapaz de fazer algo do gênero. Qualquer coisa do gênero.

Não sei em que momento isso aconteceu, mas finalmente me dei conta de que não sei amar de longe o que não tenho. É praticamente impossível manter laços estreitos com o que não é próximo, com o que não dá retorno.

O que acontece? Bem, começa sempre de uma forma bonita: é a época do “vamos manter contato” e do “acho que estou apaixonada”. A vida segue com os passarinhos cantando até que eu me dê conta de toda a angústia caminhando par a par com a felicidade, que tinha tudo pra ser ótima. Alguém me disse que tinha tudo para ser ótima, eu me lembro disso. Eu me lembro, mas infelizmente não consigo acreditar. De feliz à angustiada eu passo em dois segundos e não encontro mais o caminho de volta.

É como dirigir num dia ensolarado e mergulhar num túnel sem fim. O caminho de volta não surge enquanto eu não tiver certezas, não tiver confirmações, fatos. Não me importa se são permanentes: às vezes a gente acaba se enganando para manter o sorriso. O caminho só volta, enfim, quando eu tiver. Tiver, do verbo “ter”. Mas.. Não amar enquanto não ter? O certo não seria amar para depois ter? Se é que se pode ter, é claro.

É linda a habilidade de amar e deixar livre, mas eu não tenho nervos para esperar a “coisa” voltar. De uma certa forma, acho isso tudo um pouco blasé e não entendo como é possível não sofrer. Simplesmente não faz o menor sentido pra mim. Eu amo como num livro de romance, como numa tragédia Shakespeariana (quite dramatic!) e não sei esperar. A vida está passando pelos nossos olhos, porque, ó ceus, eu tenho de esperar?

Mesmo quando eu brinquei de me enganar, quando eu brinquei de ser blasé e não me entregar, eu sofri no final. Só entrei no jogo para não sofrer e, é óbvio!, sofri porque eu não nasci pra isso. Eu não sou assim. Não fui feita pra viver pela metade, nasci pra ser inteira. Esperar, definitivamente, não está nos meus planos. Por que segurar o copo meio vazio se eu posso entornar o copo transbordando?

Acho lindas suas frases, Sarah Mengel. Acho contemporâneas. Acho até que talvez existam pessoas que sigam isso a risca com o sorriso no rosto e sem lágrimas na cabeça. Só que eu não as compreendo. Se fosse possível evitar o tombo, jamais saltaríamos. Sem saltar… Por que estar aqui, mesmo?

Vocês podem até pensar que eu me contradigo, pois dias atrás eu disse que ninguém topava sofrer. Eu continuo não topando sofrer e realmente me sinto bastante boba quando isso acontece. O fato é que o sofrimento é inevitável quando você simplesmente não nasceu pra jogar. Eu nasci pra olhar nos olhos.

Para quem quiser trilha sonora: To Have and not to hold – Madonna.
“…To have and not to hold/ So hot, yet so cold/ My heart is in your hand/ And yet you never stand/ Close enough for me to have my way/ To love but not to keep/ To laugh, not to weep/ Your eyes, they go right through/ And yet you never do/ Anything to make me want to stay…”