50 anos de Bond, James Bond: a compilação

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“Skyfall” está prestes a estrear nos cinemas brasileiros e 2012 é o ano da comemoração de 50 anos dessa franquia  que traz um dos personagens mais sexies e habilidosos já vistos na telona: Bond, James Bond!

O agente inglês já enfrentou inimigos de todos os tipos e sempre tem uma gata inteligente ao seu lado, o que torna até difícil relembrar tantas cenas marcantes, mas esse vídeo de 5 minutos tentou a façanha de resumir as missões do Bond e todos os atores que o interpretaram na telona.

Tem Sean Connery, Roger Moore, o atual Daniel Craig e também Pierce Brosnan, o primeiro Bond que eu assisti na sala de cinema com a pipoca na mão:

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Falando nisso…

A Heineken aproveitou a deixa e lançou um comercial que é uma verdadeira superprodução com Daniel Craig homenageando o aniversário dos filmes.

Quem é fã da série certamente vai encontrar várias referências e também música boa. Depois de bombar o Asteroid Galaxy Tour, a marca apostou em “Man Like That”, de Gin Wigmore.

Vale o play!

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Bruna Surfistinha: “linda mulher” made in Brazil

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Deborah Secco virando “a surfistinha”

Eu conheci a então chamada Bruna através de seu blog. Não sei quem me passou ou se eu achei sozinha no meio dos destaques do Blogger, mas o fato é que eu li sim o diário online da Bruna Surfistinha.

Não tinha essa história de feed na época, a conexão era discada e eu, adolescente, entrei lá várias vezes para ler o conto de fadas que ela mesma fazia de sua vida como garota de programa. Era divertido, porque vinha com uma meia dúzia de verdades engraçadinhas, mas era também um tanto quanto mórbido.

Fui à coletiva de imprensa do filme “Bruna Surfistinha” na semana passada e, apenas de ouvir os atores falarem, percebi que dava para esperar algo no mínimo razoável, dada à preparação de elenco primorosa de Sergio Penna + uma história que também é, pelo menos, curiosa. Quer dizer, nossa “Uma Linda Mulher” é muito mais tapa de realidade do que Julia Roberts de over knee boots.

Chegando à sessão lotadaça do Shopping Iguatemi, tomei meu assento e não precisou de muito para ver que, realmente, Marcus Baldini tinha dirigido um filme de ator.

Deborah e o diretor, Marcus Baldini

Deborah Secco leva o filme como Bruna e Raquel, sim. Não porque o filme seja tecnicamente ruim, mas porque o roteiro assim o quis. Aliás, tecnicamente o filme não é bom, é ótimo: a trilha é boa e está lá emocionando no momento certo, a luz ou é bonita ou faz peles desnudas parecerem mais bonitas do que são e a direção de arte também é caprichada, não tenho do que reclamar.

Como conheci minimamente a história de Bruna/Raquel, não pelo livro, mas pelo blog e por entrevistas que ela deu pós-livro, percebi as adaptações feitas, mas não entendi a maioria. Exemplo? Raquel era adotada e tinha duas irmãs. No filme, ela é adotada e tem um irmão bem mais velho, este que faz questão de rejeitá-la em tempo integral e de ir até o inferninho em que ela se meteu para cuspir o nome de sua profissão.

Entendo perfeitamente a alteração: o fato dela ser amada por sua família e por suas duas irmãs não explica de maneira óbvia ela querer procurar o “caminho fácil”, mas com a adaptação feita, o irmão grosseiro ajuda bastante a construir uma Bruna prostituta mais verossímil, mas bem longe da original.

Pena que, infelizmente, o grande motivo para a existência deste irmão tenha ido por água abaixo. A justificativa para a adaptação na história é a cena em que ele “desmascara” a irmã, mas a sequência é uma grandessíssima porcaria, falando sinceramente. Não por ela, mas por ele, pelo ator que deixou tanto a desejar com uma cena dessas de presente.

Deborah fica rendida frente à câmera e ali está o pior momento dela, não por ter recebido uma cena dura, mas por ter recebido um parceiro incrivelmente ruim. E, olha, só topei fazer este spoiler pois a cena me deu vergonha alheia gigantesca.

Bruna Surfistinha e as colegas de trabalho

Falando nisso, Deborah Secco é inquestionável e surpreende. A loira cumpriu à risca o que deveria ser feito, perdeu o glamour, ficou nua em diversas cenas e só não mostrou tudo de frente porque aí o filme corria o risco de virar outra coisa. Provavelmente começa agora uma nova fase para ela e um cachê milionário na “Playboy” está à espera, se ela aceitar.

Vale a pena ver o filme prestando bastante atenção no roteiro, especialmente quando é uma história que pelo menos 250 mil brasileiros que leram o livro conhecem. Com tanta informação disponível de sua protagonista, a trama poderia ter sido diferente e ter se aprofundado em alguns temas interessantes, como o fato de Raquel ser adotada, seu período de indecisão até ela resolver fugir de casa e decidir ser prostituta, e também sua sede de fama absurda no período do auge.

“Bruna Surfistinha” não é memorável, mas é uma boa diversão, um bom filme. Tem cenas pesadas, tem sim senhor. Mas é a trama padrão do herói e, se a heroína é uma garota de programa que tentou resolver seus problemas de aceitação transando por dinheiro e não dando dinheiro no divã, podemos esperar que suas provações sejam o nojo, o suor, o sangue e o pó – não um outro obstáculo qualquer.

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ps: para quem quiser ver, está aqui a matéria com entrevistas exclusivas que fiz com os atores (inclusive a Deborah) e com o diretor Marcus Baldini para a TV UOL.

Sobre Michael Cera e “Paper Heart”

qua

Se existe uma musa indie, ela é Zooey Deschanel. Agora se existe um muso indie, ele é Michael Cera.

Não lembro quando exatamente foi meu primeiro encontro com o rapaz, creio que foi numa sessão pouco aconchegante de “Juno” no HSBC da Consolação com a Paulista. O filme não me agradou lá grandes coisas, mas o jovem papai e a trilha sonora me deixaram um tanto quanto curiosa.

Meses e meses depois, estava eu num avião também pouco aconhegante, no meio de um gordinho simpático e um bêbado que se achava bonito, voltando da Europa. Estava cansada e triste com o final da viagem – e com a situação ridícula – e eis que na televisãozinha frente a minha poltrona estava ele, Michael Cera, Santo Chapolim Colorado que gritou “eu” num momento de “quem poderá me defender?”.

Pus os fones no máximo e dei um chega pra lá no beubo do lado direito que achava estar abafando no chaveco e comecei a assistir “Nick and Norah’s Infinite Playlist”. E, antes que vocês pensem que pousei no Brasil alegre com o doce filme, digo que não, pois o avião pousou 20 minutos antes do grand finale. @#$*@#¨!!!

tira os zóio, Juno

Foram três meses de aflição até eu poder baixar o filme – e um motivo extra para rever o querido Mike. Claro que assisti o filme todinho novamente e aí sim fiquei de coração quentinho e fui convencida pelo talento bizarro dele de atuar de forma ridiculamente natural – ou de nos enganar direitinho apenas decorando falas e sendo ele mesmo. hehe

Logo, quando li sobre “Paper Heart” fiquei fascinada. Basicamente, trata-se de um documentário sobre amor feito por jovenzinhos; ou melhor, um docudrama, ficção que se aproveita do formato de documentário para contar uma história – real ou não, ou com pitadinhas de realidade, quem sabe. Também logo desconfiei que as amigas distribuidoras negariam o prazer de ver o loirinho pálido no cinema, assim como fizeram com “Nick and Norah’s…” e fiquei a postos para baixar o filme.

No último domingo, assisti. E, tipo, OWN. O filme é centrado em Charlyne Yi, uma jovem com jeitinho masculinizado mas de bom coração, que diz nunca ter se apaixonado e que, de tanto temer não poder sentir tal tremor nos joelhos e suor frio nas mãos, resolve ir investigar qualé a desse tal de romance. Durante a jornada, ela conhece Michael Cera e os dois começam um casinho, devidamente documentado.

Basicamente, o filme traz histórias sobre romances, casais e a visão de jovens, tanto dos dois envolvidos, quanto do diretor, um terceiro personagem na história. A fotografia muitas vezes deixa a desejar dado o grau de improvisação do filme, mas a trilha sonora e a espontaneidade de sua forma compensam.

a noiva anti-romântica

No longa, todos assumem seus próprios nomes, o que trata de nos deixar com uma pulguinha atrás da orelha, sobre o que é texto, o que é improvisação e o que é verdade – tipo, será que eles tiveram mesmo um casinho? (sim, tiveram, e aparentemente ele terminou com ela. Danado!)

Dúvidas fofas à parte, o casal de protagonistas cria cenários e marionetes e faz mini teatrinhos de cada suspiro dos entrevistados, o que traz doçura às histórias e contrasta com a visão da simpática Charlyne, que se esforça para entender o amor, mas entra e sai com um ponto de interrogação sobre o que ele realmente é, apenas mais disposta a tentar.

Assisti ao lado do Rafael e demos risadinhas sinceras, daquelas que vem de dentro para fora e tratam de aquecer o caminho que traçam. Ao final, mais uma produção que merece ser assistida. Meu conselho? Veja em dias de chuva, dias de leve melancolia ou dias em que o mundo te fizer desacreditar no amor.

Eles não podem fazer isso, e Michael está aí para te salvar. You go, boy Cera!

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ps: aconselho às fãs do rapaz que realmente vejam este, porque “Scott Pilgrim Vs. The World” só estreia em novembro e quando estrear, pois ainda não há data definida. “Youth in Revolt” eu não vi ainda, mas pretendo. Alguém aí já?

SPFW – Fatos do dia 3 (Cavalera)

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Acho que este foi um dos dias em que mais trabalhei na vida, mas não foi pela correria, não. Na verdade, foi o meu dia mais tranquilo na Bienal, com a diferença que fiquei “na função” por 13 horas. Então, bem, dá pra entender quando digo que não é tão legal assim, além das filas absurdas que pegamos em cada backstage só para fazer a pergunta de uma pauta para o maquiador.

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Como destaque, quero citar o desfile da Cavalera, que teve “festa de 15 anos” como tema e foi realizado na Casa Panamericana, em Pinheiros.

O espaço era super bonito, e armaram um bolo gigante no meio de uma das salas. Muitas bexigas, glitter e saias esvoaçantes além de celebridades na primeira fila. Pitty, Pedro Neschling, uma atriz que eu ainda não lembrei o nome e Alessandra Negrini, que causou absurdos com seu novo namorado.

Fora isso, foi bem legal ver o desfile com trilha feita por João Gordo, que espantoudiscotecando um indie fofinho e falou que ” não usa Cavalera porque não cabe”:

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(Não consegue ver o vídeo? Clica aqui.)

Alice, mobiliário e a coleção de Samuel Cirnansck – Modos de Usar

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veja o desfile completo de Samuel Cirnansck
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O estilista Samuel Cirnansck afirma que sua inspiração veio do mobiliário, com peças inspiradas em partes da casa, como quarto, cozinha e banheiro. Nos tecidos, ele recriou detalhes de sofás, almofadas e cortinas. Algumas peças eram inutilizáveis e mais conceituais (como este casaco), outras eram inventivas e muitas eram lindas e bem estruturadas.

Mas, olha, acho que senti um quêzinho de Alice na passarela, o que vocês acham? A trilha sonora incrível, os chapéuzinhos  de abajour e este vestido-mesinha me deixaram muito com vontade de tentar tomar um chá em mim mesma!

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

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SAMUEL CIRNANSCK

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ps: nossa equipe entrevistou o Cirnansck antes do desfile e ele foi uma simpatia só! Estava muito contente com a coleção e as meninas de UOL Estilo disseram que ele avançou bastante. E, é, este desfile consegui ver ao vivo e  foi realmente lindo!

“Abraços Partidos”: meu filme do ano.

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Penélope Cruz em “Chicas y Maletas”, o filme dentro do filme “Abraços Partidos”

Nunca pensei que veria Penélope Cruz com um tino ingênuo de comédia, nunca pensei que com tão poucas mulheres em cena um diretor pudesse, mais uma vez, falar tão profundamente sobre um universo que não é seu, apenas lhe fascina.

“Abraços Partidos” é o filme do ano para mim, não só pela espera e por trazer uma dobradinha de “atriz e diretor” que eu adoro, mas porque, de fato, Almodóvar é realmente meu diretor favorito em atividade e, vou dizer, ele se superou, mesmo voltando-se para um tema que já lhe é caro: o “fazer” do cinema.

Depois de deixar todos na dúvida sobre onde começa e onde termina sua história pessoal em “Má Educação”, Pedro Almodóvar agora nos brinda com uma história complexa, cheia de segredos e paradoxos que fala sim sobre como é produzir, rodar e, mais ainda, finalizar um filme, além de dizer muito sobre o diretor, mesmo não tendo seu roteiro baseado em fatos reais.

Penélope Cruz e Lluís Homar

Com apenas dois papéis femininos marcantes, a trama gira em torno do que estas mulheres têm de fazer para sobreviver e tocar suas vidas mesmo que às custas de carregar e sustentar os homens que amam – e, claro, o enredo passeia também sobre  como homens podem jogar tudo para o alto quando apaixonados.

Penélope Cruz está mais uma vez divina e, definitivamente, alcançou o posto de minha atriz favorita. Como temos um filme dentro de um filme, podemos vê-la trabalhando “mal” como atriz e ao mesmo tempo sendo dramaticamente perfeita.

Enquanto isso, Lluís Homar brilha no papel de um diretor de cinema apaixonado pelo que faz e interrompido por um acidente que lhe deixou cego e que acabou por se tornar uma responsabilidade extra para sua produtora associada, interpretada por Blanca Portillo, que também trabalhou com diretor e protagonista do longa em “Volver”.

Além da costumeira direção de arte e figurinos extremamente bem trabalhados e coloridos (e quentes!) e da trilha sonora escolhida a dedo, “Abraços Partidos” tem uma das fotografias mais belas que vi nos últimos tempos. Os enquadramentos são praticamente quadros, e talvez, ironicamente, tudo isso se deva ao fato do protagonista estar cego.

Bianca Portillo e Lluís Homar


“Los Abrazos Rotos”
é um filme sobre relações humanas, onde o que se é dito é o menos grave dos problemas, onde a verborragia parte de fora pra dentro. É um longa-metragem em que realmente os personagens não precisam ter suas motivações explicadas. Eles estão ali, simplesmente vivendo. É orgânico.

Com uma edição cheia de fusões metafóricas e com alusões deliciosas ao mercado de produção cinematográfico recente, e daí sim se aproveitando da experiência de mais de 30 anos do diretor, o enredo envolve do começo ao fim. E, bem, por isso não quero contar mais: o mistério aqui é importante.

Se você também é cinéfilo e ainda não foi ao cinema, vou te dizer só uma coisa: o filme passou a mais importante mensagem sobre produção que eu já vi na telona: “filmes têm de ser finalizados”.

ps: brinque de “Onde Está Wally?” e encontre a cena em que Penélope fica na mesmíssima posição do cartaz do filme.