Alô, ciclista!

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Eu adoro as tirinhas do Doghouse Diaries e, por algum motivo xis, nunca tinha indicado o site aqui. Lembrei me disso e estou aqui dando a dica, especialmente depois de ver esta tirinha e de ser surpreendida por um ciclista surgindo em frente ao meu carro (sem capacete, sem proteção e, principalmente, sem nenhum refletor na bike!):

Piadinhas à parte, que tal a galera se proteger mais? Sinalização não é só para os outros veículos te verem, é principalmente para  você, ciclista.

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O plágio mora ao lado.

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Achou que ninguém ia te pegar, né??

Sempre ao sair de casa para o trabalho, tenho duas opções a seguir pelo bairro antes de pegar a avenida principal. Na verdade, tenho três, mas a terceira só vale aos finais de semana, porque costuma render mais trânsito.

Quando escolho a opção 1, sempre paro num farol para cruzar a tal avenida e encontro um rapaz que vende balas, doces, chocolates, guloseimas e, enfim, outro dia até cupcakes (!) o danado tinha. Ele ficou famoso aqui no bairro porque sempre dava (e dá) oi para todo mundo, no maior swing simpatia.

No primeiro dia que ele apareceu ali, todo mundo deve ter estranhado. No maior estilão garoto-propaganda C&A, vinha com um óculos gigante, terno completo ou calça social, camisa e colete, com um chapéuzinho coco e o tabuleiro de produtos pendurado no pescoço, te dar oi na janela do carro.

Até a história da gripe suína, era tranqs. Eu abria o vidro, cumprimentava e ele sempre fazia uma piada do tipo “puxa, vai passar o final de semana no Brasil ou em Hollywood?” e etc. e tal. Daí veio a gripe suína e eu fiquei com um pouco de “preguiça” de abaixar o vidro pra ele. Ah, sei lá, prevenção, né? São muitos oi’s por dia.

Confesso que na época do auge da gripe, várias vezes andei devagarzinho pra não ficar parada no cruzamento. Ou seja, a típica pessoa que não sabe dizer não pra gente simpática, fazer o que… Mas, isso não importa, o que importa é que ele inovou no farol, vende mais, virou lenda na região e alguns universitários do bairro até fizeram um documentário sobre ele.

Um dia ele inclusive disse para a minha mãe: “este é um trabalho como outro qualquer. Eu poderia estar vendendo um carro com essa roupa na loja ali em frente, mas eu estou aqui vendendo meus produtos para vocês” – e, obviamente, ele estava certo.

Eu admiro esse cara, sou fã, de verdade. Mas daí, eis que ontem eu fiz a opção 2 para ir ao trabalho. Eu tenho feito esta opção até mais do que a primeira, mas ontem, eis que me surge no farol algo familiar.

Um rapaz de óculos gigante, tabuleiro pendurado, calça social e camisa azul brilhante ao sol dá a mão para os dois motoristas da frente, faz piadinhas e tenta vender. OPA! Acho que já vi isso antes. Só de raiva, continuei curtindo meu ar condicionado e não abri o vidro para ele quando chegou na minha janela. Apenas agradeci.

Pois não é muita cara de pau copiar o colega dali a dois quarteirões? E talvez agora eu compre muito mais  tridents do garoto propaganda da C&A, já que talvez ser original signifique criar com a certeza de ser copiado – até mesmo no farol.

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ps: prometo escrever mais posts assim, já que a galera lá na comunidade diz que gosta. Se você gosta – ou não gosta – me conta lá também! ;)

Pequenos prazeres dos veteranos

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Vou contar uma coisa pra vocês: eu  sempre fui contra trotes, brincadeiras e bobeirinhas de boas vindas. Sou do tipo que sempre fica meio tímida ao começar em qualquer lugar novo e esse tipo de “festinha” mais me envergonha do que me enturma, tanto que no trote da Cásper eu nem fiquei pra melhor parte (a cerveja) e tanto que já cansei de me envergonhar vendo estagiário novo procurando “pó de foco” em produtoras por aí.

Mas… Hoje eu entendi. Hoje eu vi graça nisso, nessa maldade toda, nesse prazerzinho sádico. Hoje eu ri da cara de um bicho. Confesso:  zoei um bicho e isso alegrou meu dia. Prontofalei (…) Mas era um bicho do Mackenzie!

Eis a veterana aqui parada no farol da R. da Consolação em frente ao Mackenzie e um bicho limpinho (!) passa correndo em frente ao carro e vem até a minha janela. Veja bem, se além de tudo ele estava limpo, ele pedia para ser zoado.

– Oi! Você tem um trocado pra ajudar a gente?
– Escuta, cara. Você entrou na faculdade mais zoada do Brasil. (pausa) Eu só vou te falar uma coisa.
– O que?
– Uma coisa que você vai ouvir todos os anos da faculdade. (pausa dramática) CHUPA MACKENZIE!
– Ah, não! Você não é da Cásper, é?
– Claro que eu sou!

O trânsito estava chato, o sol do meio-dia estava me torrando, mas nada disso importa: agora posso levantar meu canudo e dizer que vi graça em zoar um bicho. E ele era do Mackenzie – graça dupla.

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ps: queridos Mackenzistas, não é a primeira vez que falo de vocês aqui. Mas, veja bem, não posso negar minhas origens. :D