Alô, Sorocaba!

qua

azarão.

Não se fala de outra coisa na rede mundial de computadores – pelo menos no que diz respeito à fatia paulista. Fora um ou outro que ainda lembram da Copa ou dos preocupados com a resolução do absurdo “caso Bruno”, o que tem chamado a atenção são duas ex-famílias sorocabanas que acabaram de ruir após um fatídico vídeo postado no orkut de um dos envolvidos.

Não quero ser repetitiva, porque, bem, porque todo mundo já viu, mas se você não viu ainda, veja agora pra não ter spoiler depois. São dez minutos de muita discussão acalorada e áudio ruim, mas o que interessa você vai ouvir – e ver:
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(não está vendo o vídeo? clica aqui)

Ficou até o final, né? Então, Juliana e Vivian se conheciam há cinco anos aproximadamente, Juliana era madrinha de um dos filhos de Vivian e eis que a dona Ju estava mantendo atividades fornicatórias com requintes de sexshopismo com Cícero, esposo da dona Vivian, a traída e também conhecida como Felipe Melo de saia depois deste episódio.

Inconformada com a situação, parece que a Vivi quis contar mesmo pra todo mundo e colocou um trecho editado do vídeo em seu orkut, já que a versão completa tem basicamente mais de uma hora. Por pressão dos filhos, tirou do ar, mas já era tarde demais, como se pode ver.  Os desdobramentos da história não interessam muito para as linhas que escreverei a seguir, portanto o google está a disposição para eventuais curiosidades. Aos interessados, a situação toda atende pela alcunha de “barraco sorocaba” ou #sorocabarraco para os tuiteiros.

Quando a coisa começou a viralizar, me perguntei se era pela “cat fight” ou pela vingança da mulher traída. É claro que os machos encaminhram pelos puxões de cabelo entre mulheres (que alguns consideram até sexy por aí), mas bem acho que a coisa espalhou pela mão das moçoilas que já sentiram na cabeça o peso de um chifre ou o punhal por trás de uma “amiga”.

Entendo totalmente o sentimento que um vídeo assim move em alguém que já passou por isso e  compreendo a vontade que dá de passar para “todas as mulheres”, mas gostaria de saber quando é que a ala feminina vai deixar de ser tão competitiva e pouco fraterna e finalmente perceber que, num caso como esse, quem jurou ser fiel foi o marido?

Discussão velha, eu sei, mas  não foi sua amigona que te deu a mão no altar. A frase “brothers before whores” só funciona para homens, porque obviamente foi por eles criada e é assim que funciona na tal sociedade secreta  e invisível masculina: lá a maior parte das mulheres de amigos são homens.

Logo, só queria dizer uma simples e única coisa: a traição sempre vai ser uma constante na vida do ser humano,  especialmente quando falamos de moças que acham o marido alheio mais interessante.  Então, pelas barbas do profeta, nada melhor que ser justo(a) e cobrar de quem de fato lhe prometeu amor eterno ou alguma coisa do gênero. Por mais que isso signifique comunhão de bens ou “perder a casa na praia”, é uma atitude um tanto mais digna que colocar para dentro da sua casa  alguém em condição ainda mais frágil unicamente para tomar tapa.

Por fim, deixo aqui a frase sábia me dita ontem pela Juliana enquanto falávamos sobre esta treta da high society de Sorocaba:  “colocar na internet é igual fazer xixi na piscina – você pode até limpar, mas pra tirar tudo, só esvaziando a piscina inteira”.

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Dessa vez foi por pouco, meninas: Jessica Biel is the new Jeniffer Aniston.

sáb

Dessa vez foi por pouco, gente!  Tudo que ficou faltando foi uma viagem para o Brasil entre uma capa e outra:

Mas, tá. Isso já não era previsível pelo clipe de “Rehab”, em que os dois ficam de chameguinho no capô de um carro no meio do deserto? Bem, sei não: tinha química demais ali para uma menina que não é atriz e abertura demais para um rapaz publicamente “comprometido”. Dessa vez o Justin mandou bem mal. Mas e aí, meninos? Vocês fariam essa troca?

Quer apostar quanto que agora a Jessica Biel vai virar heroína de comédia romântica, à la Jennifer Aniston?  Tadinha. Vamos sentar e esperar…

Quando traí meu absorvente.

seg

Eu nunca fui a favor de traição. Nunca traí, nunca aceitei, nunca nada. Se fui traída, fui muito bem chifrada, porque nunca descobri. Claro que hoje as coisas mudaram, e eu vejo que, dependendo do caso, nada que uma vingancinha e uma acalmada de ânimos não cure! Brincadeira. A vingança não vai levar a nada nesse caso, néam.
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imagem via Flickr

Só que com 10 anos a gente teve aquela palestra na escola sobre absorventes, menstruação e “ficar mocinha” e eu ganhei umas amostras de Always. Como achei meu pacote bonito, jovem e moderno, enfiei na cabeça que “quando for minha vez, vou usar always!”. As amostrinhas ficaram no armário por um ano e lá vai quebrada, até que um dia eu fui surpreendida com o “símbolo máximo da feminilidade” na roupa íntima e tirei-as da gaveta.

No mesmo dia, minha mãe me enviou flores, um vaso de lírios maravilhoso, me deu parabéns “você agora é mulher!”, e deve ter contado pra minha tia e pra minha avó, porque elas também começaram a me tratar ainda mais como adultinha daí em diante.

Como eu comecei a vida com always (e eles realmente são bons!), achei que eu fosse usar always para sempre. E assim foi, Fernanda usando todos os modelos disponíveis – menos os sem abas, porque me deixavam insegura. Todos ótimos, mas meu favorito era o roxinho, “noturno ultrafino”. É uma maravilha, até hoje recomendo.

Daí que faz alguns anos, eu comecei a tomar anticoncepcional e vi meus “dias de visita” caírem pela metade, assim!, como um passe de mágica! Então eu finalmente soube que poderia viajar ou sair de casa no dia DOIS, que era sempre dramático – aí sim eu me senti Sempre Livre. Logo, de olhos fechados, eu jurei fidelidade a minha pílula mágica. Ela era como um pó de pirlimpimpim que me tirava do mundo de uma menstruada em crise, que sofria de cólica, TPM, dor “nos peito”, “nas costa”, e ainda passava 8 dias olhando pra surpresinha na roupa íntima – um inferno.
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Semprelivre.

imagem via The Cobra Snake

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Só que com a mágica, adivinhem o que aconteceu? A necessidade de tantos pacotinhos de Always caiu absurdamente. Minha mãe sempre teve mania de comprar o tal do SempreLivre e eu, agora aliviada e livre, até esquecia que ficaria de chico e não comprava meus pacotinhos de ultrafino noturno. Abria o armário e, ta-da! Semprelivre estava lá, então semprelivre seria.

Leve e solta por aí, comecei a ganhar trocentas amostrinhas de absorvente: semprelivre, semprelivre teens (como se o outro fosse só pra mulheres acima de 30!), SYM e etc e tal. Guardava tudo! Depois da 21ª pílula e alguns dias, era só abrir uma embalagem de brinde, usar um, enfiar o outro na bolsa e pronto. Simples assim.

Eu traí o Always. Traí bonito, traí com todos. Traí com o mais barato, com o que tinha embalagem mais bonita, com o que prometia mundos e fundos, com todos os que tive direito e mais ainda com os que não paguei nada por eles.

Quanto à traição tradicional? Outro assunto, já que tô semprelivre faz tempo. Agora quem eu não traio mesmo é minha pílula. Homens vão, homens vêm e são anos com ela. São anos felizes com ela e este é de fato o meu relacionamento mais duradouro que envolve sexo e camisinha – um trio infalível. Hoje eu só sou fiel a ela: vida longa à Yasmin, minha querida pó de pirlimpimpim que ainda tem nome de melhor amiga.