O melhor de ser mulher, by Greta Garbo

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Pensando bem…

Perguntaram para mim qual era a melhor coisa de ser mulher. Parei por uns trocentos minutos e pensei em trezentas e quinquenta e cinco respostas clichê, tipo:

– fazer shopping day com as amigas;
– fazer “queen day” com as amigas;
– chorar sem motivo sem te acharem (tão) louca;
– poder chorar com qualquer filminho e não duvidarem da sua sexualidade;
– poder falar não para o sexo sem duvidarem da sua sexualidade;
– não se sentir mal por não saber trocar um pneu;
– saber que a tequila funciona mais para você;
– orgasmos múltiplos;
– ser mãe.

Mas, olha, vamos e venhamos? A maior parte de nós vai passar essa vida inteira sem fazer “shopping day” e “queen day” toda semana, muitas vão transar sem estar com aqueeela vontade, várias vão morrer de vergonha de chorar em público, as azaradas vão ser assaltadas quando aceitarem ajuda alheia para trocar o pneu, nem todas vão ou querem ser mães e, enfim, né? Um porcentagem ínfima de nós vai ter orgasmos múltiplos.

Então, digo uma coisa: a melhor coisa de ser mulher é poder estar de TPM, curtir sua melancolia em paz, saber que esta sigla maldita é a causa única do seu mau humor e, assim,  levantar uma bela placa de “me deixa” para os outros.

Sim, à la Greta Garbo: “Leave me alone. I want to be alone”.

Sorria, eles estão te seguindo.

sex

twitter: birds in a tree.

Twitter é um muro das lamentações com atualizações múltiplas a cada f5, dependendo da quantidade de pessoas que você segue. Mesmo que existam poucos passarinhos twittando no seu galho, certamente você já reparou o fator “ninguém me ama, ninguém me quer” que rola ali. E não adianta reclamar: uma hora será sua vez de grafitar o desabafo ali também.

Quando comecei no twitter, em abril/maio/junho de 2007, pouca gente lia, então era um prato cheio pra falar bobeira. Rolava uma espécie de terapia do desabafo diária ali e era ótimo: alívio imediato, conselhos instantâneos e ninguém de tão importante que te fizesse pensar que jogou merda no ventilador, afinal, o que era o twitter no Brasil em 2007? Era um bando de interneteiros brincando com uma ferramenta nova.

O fato é que criei (criamos) o péssimo hábito de soltar os cachorros por lá. Brigou com o chefe? Posta. Tá no trânsito? Posta. Comeu e não gostou? Posta no ato. Tomou um fora? Já sabe. Postamos lá toda e qualquer espécie de bosta aleatória e quando vê, ops!, já foi, I think I did it again.

Voltando à primeira pessoa do singular, eu só fui perceber o quanto isso era chato quando comecei a ver pessoas cujas atualizações eram basicamente isso, reclamar – e quando, em madrugadas e tardes desocupadas, eu percebia o número de followers diminuir com uma mera atualização de página depois de uma mera twittadinha inocente. Comecei a me disciplinar, eu já sabia o quanto era chato.

Com o surgimento de uma infinidade de ferramentas para mostrar quem deixou de seguir você, as pessoas pararam com essa aleatoriedade de seguir e des-seguir diariamente, mas surgiram os anjos da guarda. Vocês tem? Eu tenho. E explico.

Os meus anjos da guarda são cinco twitteiros que costumam aparecer em off para dar aquele toque sincero de amigo e dizer que eu não devia ter falado isso ou aquilo. Pode parecer intromissão, mas são amigos que, por algum motivo cármico, me entendem e conseguem dar um toque na hora certa.

De alguma forma, o “poxa, conversa com a gente ao invés de se expor assim” funciona muito bem, e apesar do alívio imediato provocado ao vomitar 140 caracteres, passei a pensar cada vez mais antes de apertar o update graças a esses anjinhos online.

É claro que, por conta da popularização do twitter, alguns de seus desafetos começam a criar arrobinhas ali e o que era puro elemento desabafístico vira indireta clara.

Aos poucos vão chegando seu ex-chefe mala, companheiros de trabalho que você adoraria não encontrar além do escritório e gente da escola que nunca mais olhou na sua cara – mas agora quer manjar tudo “desse tal de twitter”. Aquele cara que você ficou uma vez – e ele vai te seguir. Aquele cara que você ficou e adoraria mandar tomar onde o sol não bate – e ele vai te seguir. Aquele seu ex-namorado gente boa de anos atrás – e ele vai te seguir. O seu último namorado, mas que vai bloquear os posts dele – e não vai te seguir. Afinal, ele não quer você o siga.

Um belo dia, mesmo amparada por meus guardiões, tive um momento de deslize. Comentei sobre um caso mal resolvido antigo e acrescentei novidades publicadas no orkut que envolvem a situação civil atual do sujeito. Situação que não vem ao caso, sabe por que? Porque no dia seguinte ele nasceu em forma de “@” e começou a me seguir.

Mais uma vez, uma anjinha apareceu e, por algum lapso de sanidade em momento de alteração hormonal feminina, eu apaguei todas as twittadas sobre o assunto. Logo, salva pelo gongo, quando o rapazinho apertou o follow, não viu nada demais.

Agora sorria: eles estão te seguindo. Todos eles.

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Investe ou passa?

dom

Existem dois tipos de homens. Sim, existem. Ou pelo menos eu gosto e tenho o hábito de separá-los assim, por simples questão de manter minha cabeça no lugar e não ser seduzida e desviada do caminho da luz durante uma ficada/saída/(insiraqualquercoisaaqui).

Existem os tipos “investimento” e “passatempo”. E, blah, não me julga não: quantas vezes já ouvimos os homens falarem “ahh, mas fulana não é pra namorar”. Então eu me fiz o favor de facilitar a minha vida e separar os homens entre quem eu realmente gostaria que virasse algo mais e homens que, bem, “enquanto o certo não vem, divirta-se com os errados”.

Até agora não errei em nenhuma categorização, embora alguns “investimentos” tenham feito questão de passar para outro lado. Tem homem que tem um medo absurdo de compromisso e acha que “ir levando” durante meses não significa enrolação, significa “se conhecer”. Bem, depois de tanto tempo eu vi que já conhecia o suficiente e, realmente, foi bom ver o tempo correr. Mulher não gosta de homem que não sabe o que quer. Aliás, eles até sabem: o bem-bom e… E só.

Aí ontem eu descobri essa comunidade: “Eu preciso de uma namorada”, com 1014 membros. Só homenzinhos chorando as pitangas dizendo que querem encontrar uma mulher, que não aguentam mais passar seus dias fazendo nada e relativizando a teoria da relatividade.  Achei bonitinho. Sério, me tocou. Achei fofo e inclusive não encontrei uma comunidade do mesmo gênero para mulheres.

A única “do estilo” tinha uma porraaada de integrantes, mas que deixavam bem claro como teria que ser o namorado delas: “Eu preciso de um namorado que: faça xixi sentado, cozinhe, pague as contas, blablabla”. Os itens não eram esses, claro! Mas aí, fia, tu não tá realmente pre-ci-san-do, você tá é querendo uma companhia “assim e assado”. Não que EU não tenha uma lista de pré-requisitos (tenho e é grande), mas não fico falando que preciso de namorado por aí (mentira, nos momentos de TPM eu falo, cof-cof), eu simplesmente quero. Quero quando tiver que ser, até porque em 9 meses de solteirice eu estou me virando muito bem. Até eu me surpreendi, já que sempre fui a_namoradeira.

Voltando às comunidades. Comparando as duas, eu até pensei “olha! homens fofinhos e mulheres do mal!”, mas não deu nem 2 minutos e eu já avistei o seguinte tópico: “Falta mulher ou falta namorada?”. Lá os “fofinhos” mostraram a fuça real e to-dos (sem exceções) reclamavam que mulher até tem, mas namorada não. Aí pronto, parei de gostar dos 1014 membros e vi que continuo certíssima em separar os homens. Talvez seja inclusive natural que todos separemos as pessoas, só acho que mais mulheres deveriam fazer o mesmo: iam se machucar muito menos e se divertir muito mais.

É claro que um dia eu posso errar e correr o risco de jogar minha alma gêmea (eu acredito nessa porra) pela janela ao classificá-la erroneamente, mas eu juro que realmente não estou preocupada. Ele simplesmente pode me considerar como “passatempo” e, well, aí não ia dar certo. Já quando os homens te consideram “investimento” dificilmente tal fato passa desapercebido, já que geralmente quem toma a iniciativa de dar um passo a frente na relação são eles. Aí é só parar e pensar a categoria do moço, se ele pode ser alguém pra ti ou não. Simples assim. E, bem, eu realmente não pediria um cara em namoro (só na pré-escola), mas se tiver alguma moça que já tenha feito isso depois de grande, tem o meu respeito.

Categorias sim, inflexibilidade nunca. Carpe diem.

PS: eu ainda penso que, se for para eu casar um dia, ele vai ajoelhar do meu lado na mesa do jantar, ao som de violinos, e vai abrir uma caixinha e… :)
PS2: leiam o post de baixo e CONTINUEM me ajudando no reality show! Vou preparar um bannerzinho pra deixar fixo aqui. Conto com vocês!