O novo clipe da Lily Allen, “Fuck You”

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O clipe não tem nada a ver com a letra da música, mas tem efeitos incríveis!

No vídeo de “Fuck You”, Lily Allen vai andando por Paris e deformando as coisas com as mãos. Só vemos o rostinho dela no começo do clipe, quando ela tira uma polaroid de si mesma – foto que, por acaso, é o avatar dela no twitter. Eu adorei quando ela entorta os prédios e a Torre Eiffel no ritmo da música, a partir de 2’11”. Assistam!

Sou só eu, ou vocês também acham que a letra da música é uma bela direta indireta para o Perez Hilton??? Bem, para quem curte cantar junto, a letra vem depois do jump! 8)
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100 fatos sobre a europa – Parte 2

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Perdeu a primeira parte? Veja aqui.

PARIS



– But what about us?
– We’ll always have Paris.
(Ingrid Bergman e Humphrey Bogart em Casablanca, 1942)

21. Paris recebeu o apelido de “Cidade luz”, pois foi uma das primeiras grandes cidades a possuir iluminação nas ruas. Tal obra de urbanização foi feita para a Exposição Universal de 1889, motivo pelo qual foi construída a torre de ferro mais famosa do mundo. A Torre Eiffel ficou pronta exatamente para a exposição, levando apenas 2 anos para ser construída.

22. Eu sempre quis, de fato, conhecer Paris. Sempre. E apesar de toda a felicidade em passar 5 dias lá (foi a cidade em que ficamos mais tempo), infelizmente o momento mais incrível da viagem toda não foi no alto da Torre Eiffel. Tudo bem. Pelo menos foi lá que eu tirei mais fotos: mais de 500 imagens para registrar a cidade de manhã, de tarde e, principalmente, a noite.

Enquanto em outros lugares você acaba guardando a câmera pela falta de luz, lá você só pensa em registrar. Acho que só estive em um lugar mais iluminado que Paris: a Times Square, em NY. Só que lá são os anúncios que brilham na sua cara, não uma iluminação bela e estrategicamente planejada para impressionar turista.

23. Esqueça tudo o que te disseram sobre os franceses serem nojentos e antipáticos. Diz a lenda por aí que eles não curtem falar inglês, que odeiam turista que fala inglês, que odeiam, enfim, turistas. Mentira. Paris foi a cidade que mais nos tratou bem, além das pessoas terem sim topado falar com a gente em inglês. A única senhora que conversou conosco em espanhol foi super simpática e disse que não falava inglês. Se era verdade, não sei. Só sei que ela nos ajudou e nos deu um sorriso. Por que iríamos reclamar disso?

24. Paris é linda ao ar livre, mas provavelmente é o subsolo com mais história para contar. Além de ter milhares de estações de metrô, elas têm passagens e corredores que parecem caminhos de rato. Corredores estreitos, muita gente, plaquinhas de direção para todos os lados. E, bem, o metrô te ajuda absurdos. Acho que nunca peguei tantos metrôs na vida quanto em Paris: a gente chegava a pegar o metrô 8 ou 9 vezes por dia. A cidade tem tantos pontos turísticos que deixar de ver algum deles é praticamente um crime, principalmente quando se tem mais tempo!

Para completar a história do subsolo, Paris tem catacumbas espalhadas por baixo da cidade inteira. Em um determinado momento há uns 300 anos, os cemitérios começaram a ficar cheios, principalmente com os guilhotinados da Revolução Francesa. A solução aí foi criar corredores de cemitérios “ao ar livre” embaixo da terra.

Apesar dos moradores da cidade afirmarem que existem várias catacumbas espalhadas pela cidade, só uma delas fica aberta a visitação “turística”. É claro que nós fomos! Andamos quase um kilômetro em baixo da terra e nos deparamos com corredores escuros, úmidos e com ossos até o teto. Certamente foi o lugar mais assustador e bizarro em que eu já estive, mas sei lá porque cargas d’água eu simplesmente não me senti mal. O lugar tem uma calmaria estranha. Vai entender…

25. O lugar em que eu comi melhor e pior foi Paris. Lá a comida é realmente cara. Você pode sentar num restaurante mediano e gastar mais de 20 € no almoço (*facada*), ou você vai num fast food e gasta menos de 7€, ou come um belo crepe por 2 ou 3€. No começo da viagem, a gente se propôs a experimentar o fast food de cada cidade, mas em Paris a overdose foi tão grande que eu estava abandonando “Royals with cheese” pela metade. Sim, quarteirão com queijo lá é “royal with cheese” por causa do sistema métrico, assim como contaram pra você nos diálogos de Pulp Fiction (1994).

É claro que uma hora nós nos cansamos de trash food (não dava mais!) e aí eu gastei 26€ num almoço com gosto. Três pratos, vinho e café espresso. Sem reclamar. Mas, considerando o estilo da viagem que fizemos, não daria pra fazer isso sempre, até porque nós duas preferimos gastar com compras, passeios e museus do que com comida, obviamente.

26. Paris tem museu pra caramba, pra não usar outra palavra começada com “ca”. Sério. Apesar do Louvre ser o Louvre, ser gigante, ter um acervo incrível, abrigar a Mona e centenas de outras obras importantes, não foi meu museu favorito de toda a viagem. Mas… Lá é permitido tirar fotos.

Dentre todos os museus que visitamos, os de Paris foram alguns dos únicos que não proibiam câmeras fotográficas. O Louvre e o D’Orsay (museu dos impressionistas)deixam o turista à vontade e eu incluo isso na lista de razões pela qual Paris é um dos principais destinos turísticos do mundo. Os viajantes querem registrar o que vêem, querem mostrar para os amigos. Portanto, os quadros são protegidos, as informações estão em três línguas diferentes e, sim, você pode tirar fotos sem flash.

Agora eu preciso fazer um parênteses para a Mona Lisa (1507): eu juro que ainda estou tentando entender qualé a do quadro. Achei bacana ver um dos maiores símbolos da cultura ocidental ao vivo, o tal sorriso enigmático, a paleta de cores harmoniosa,  a perspectiva interessante, enfim. Só que vocês têm noção de que o quadro é praticamente um porta retrato?


Onde está Wally? Digo, onde está a Mona?

Além da tela ser pequena, duas barras de proteção estão lá pra proteger a obra de Da Vinci e uma multidão de gente se aglomera para tentar ver um pouquinho mais. Bem, eu tirei foto da bagunça toda, dei zoom na Mona e decidi que qualquer imagem em alta resolução do quadro me daria uma visão melhor do que a que tive ao vivo. Uma pena: o quadro fica tão longe que não deu nem para ter aquela emoçãozinha que eu tive ao ver outros quadros de pertinho.

27. Paris tem a população mais misturada de todas as cidades que visitamos. São indianos, negros, turcos (muitos!), loirões e loironas no estilo ariano e os franceses mesmo. A diferença é clara: eles não tem porte atlético, elas têm o rosto fino e são bem magras. Eles se vestem bem. Elas andam maquiadas até o dedo do pé, mas são finas. Foi a cidade em que mais vi gente bonita e onde menos o “biotipo brasileiro” chama atenção, já que eles estão bem acostumados com tons de pele e tipo físico parecidos com os nossos.

28. A quantidade de filmes que já foi rodada em Paris é absurda e eu fiquei toda feliz ao passar pelos lugares e lembrar dos filmes. Isso inclui o trecho do Rio Sena onde o Linguini cogita jogar o Remy em Ratatouille (2007), ou então olhar para os prédios e imaginar que uma daquelas janelas pode ter feito parte de Os Sonhadores (2003).

É claro que passar em frente ao Moulin Rouge foi uma emoção à parte, já que eu sou fã maluca do filme. Tirei trocentas fotos lá, mas me recusei a assistir o show. Minha mãe assistiu quando foi à cidade e me contou o que viu: basicamente mulheres que dançam muito e usam roupas exóticas. Como os shows atualmente, portanto, nada têm a ver com o que a casa era no passado e muito menos com a história do filme, resolvi não ir.

29. A cidade é planejada em torno do Arco do Triunfo, de forma que todas as avenidas principais levem a ele e a Champs Elysées. Olhando de cima é maravilhoso, mas para os pedestres? Um inferno. Cruzamentos de seis ruas e boulevards e avenidas que mudam de nome apenas por conta de uma leve angulação. Sim, a gente se perdeu com mapa na mão e quase foi atropelada mais de uma vez.

30. A primeira sex shop que eu entrei na vida foi em Paris. A loja estava vazia e o atendente, um chinês maluco com inglês tosco, ficava perseguindo nós duas e nos oferecendo finger vibrators. Aposto que ele pensou que éramos um casal. hehehe 8)



AMSTERDAM


Quando for a Amsterdam, alugue uma bicicleta.

31. Gente feliz andando de bicicleta. Foi a maior impressão que Amsterdam me deixou, até porque os ciclistas sorriem pra você (?). Aliás, o número de bicicletas é infinitamente maior que o de carros, o que também me proporcionou experiências de “quase-atropelamento” freqüentes, já que a ciclovia é um trecho reservado na borda da calçada e eu obviamente me esquecia disso.

32. Para o resto da Europa, um parque de diversões. Para brasileiros que moram lá, uma cidade pacata sem nada pra fazer (?). Pelo fim de semana que passamos lá, cheguei à conclusão que é uma cidade pacata, com diversões controladas. Vida noturna? Não sei. Amsterdam tem cartazes de festas espalhados por toda cidade, mas não há casas noturnas no centrinho. Aos domingos, 23h já é hora de dormir e muitos pubs começam a fechar. Logo, nada lembra a agitada vida noturna paulistana. Marijuana? Só em coffee shops. Prostitutas? Só no red light district dentro de sua própria vitrine.

33. Venta muito, portanto recomendo que você tenha um guarda-chuva bom em mãos. Pagar 5€ cada vez que um guarda-chuva seu virar ao contrário ou outra garoa começar não é nada recomendável para o seu bolso.

34. Terra da Heineken. Tomei Heinekens de todos os jeitos: em lata, em garrafa e tirada na hora. Lá eles não diferenciam cerveja de chopp, então não tenho outra forma para definir. Nós visitamos a “Heineken Experience”, o tour alcóolico que eu comentei aqui. Lá é uma espécie de fábrica turística em que você acompanha o processo de fabricação da cerveja. Cheirei todos os ingredientes, vi o tal do lúpulo e e depois tive a experiência gostosa de tomar cerveja fabricada ali na hora e sentir nela pronta todos os cheiros dos ingredientes novamente. Foi bem interessante!

35. Vodka Bols. Outro tour alcóolico, mas dessa vez da Bols, marca de vodka que não é exportada para cá e também produz diversos licores. Além de tomar um drink preparado por um dos barmans do lugar, nós ainda sentimos todas as essências possíveis dos lícores deles e descobrimos que a Bols é que inventou o copo de martini e a coqueteleira. Você sabia? Nem eu.

36. Existe uma região da cidade conhecida como “Red Light District”, ou Distrito da Luz Vermelha, e para bom entendedor, meia palavra basta. Como não existe uma placa indicando ou não há nada sugerindo como chegar lá em mapas ou guias turísticos, nós tivemos que nos informar com um taxista. Achei engraçado, porque obviamente metade dos turistas vão lá pela maconha e pelas putas. É triste, mas é verdade.

Não tirei fotos das “vitrines” especificamente porque é proibido. Melhor não arriscar…

Depois de seguir as informações do taxista, chegamos a uma rua cheia de vitrinezinhas com luzes vermelhas e pinks, onde loiras, morenas, indianas, gordinhas e feias (?) se exibem com roupas mínimas para os passantes. Se o cara gosta, dá um toque na porta, abre, conversa com a moça. Se fecharem negócio, ela simplesmente fecha a cortininha e o rala-e-rola acontece ali mesmo, numa caminha de solteiro.

Vimos diveeeersos rapazes entrando e saindo, cortininhas abrindo e fechando, levamos piscadinhas das putas (preconceito zero!) e observamos toda a interação. As bonitas lembram atrizes pornôs no estilo ninfeta do leste europeu. As feias, sei lá. As feias são piores do que as piores da Rua Augusta. E a opinião é minha, da Lari e do Eddie (que quase se apaixonou por várias “vitrines”).

37. Depois de entrar no sex shop francês, eu já estava pronta para mergulhar mais nas loucurinhas. Entramos em quase todos os sex shops da rua principal do Red light district e nos divertimos a valer. Desta vez o Eddie, meu amigo que estava morando na Inglaterra e passeou conosco em Paris e Amsterdam, estava junto, o que garantiu mais a nossa desinibição.

Conferimos com calma todos os lançamentos de vibradores, vimos todo o tipo de fetiche bizonho em dvd e observamos que todo e qualquer tipo de pessoa entra nessas lojas sem pudor algum, ao contrário daqui. As lojas geralmente têm bastante gente comprando, não existe estacionamento e é comum ver casais com mais idade entrando juntos. Neste ponto, Amsterdam me conquistou profundamente: hipocrisia zero. Palmas pra eles.

38. Saindo de todos os sex shops, encaramos um puteiro light. Não fui lá colocar nota de 10€ na calcinha da profissional do sexo, porque eu tenho amor pelo meu dinheiro, mas demos uma moedinha de 1€ para assistir uma moça dançar.

Lá existem diversos tipos de live shows, com loiras, morenas, casais e girl-on-girl. Nós optamos por ver algo mais tradicional. Entramos cada um numa cabine individual e depositamos a moeda. Em seguida, o vidro tornou-se transparente para o nosso lado e pudemos assistir a loirona dançar por um minuto. Foi uma experiência bastante surreal ver uma bunda (e outras coisas) tão de perto e do jeito que os homens curtem ver, afinal a garota faz o trabalho dela sem saber quem é que está assistindo.

Passados os 60 segundos mais surreais da noite (pelo menos pra mim!), nós três saímos da cabine e vimos uns meninos com cara de ponto de interrogação olhando pra gente. Tipo, “nossa, duas garotas? Hum”.

38. Para fechar a noite sensacional, voltamos de biketaxi para o hotel, porque os ônibus já tinham parado de circular. Quase acabamos com o fôlego do motorista francês gato que odiava Paris, mas pelo menos ele nos abraçou forte e profundamente, o que rendeu assunto para as conversas antes de dormir. Ai, ai. (L) Eu devia ter tirado uma foto dele pra mostrar pra vocês. Droga.

39. Comprei meu segundo moleskine lá. Um ruled reporter notebook de capa dura, para ficar bem diferente do que eu já tinha, um pocket ruled soft. Para quem quiser conhecer todos os modelos, entre no site. Eu estava bem afim de comprar um storyboard notebook ou um music notebook, para as minhas composições, mas não encontrei em nenhuma cidade. :(

40. Para quem pensa em visitar Amsterdam pela “diversão”, um aviso: estão querendo limpar a cidade de todas as “diversões”, então sejam rápidos. hehe 8)

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Na seqüência do Top 100, os top 10’s de Berlim e Frankfurt.
A minha não-visita ao muro, o restaurante mais alemão de toda a minha vida, os melhores cafés da manhã, nossa ação “criminosa” no metrô e o meu amor platônico pelo Knut. :love:

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Sinais de neve…

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Esta sou eu em Paris, semana passada.

A viagem está sendo ultra-mega-demais (acho que não precisava nem dizer, né?), e agora estou em Salzburg, na Áustria. Amanhã pego o trem para Veneza, onde espero ver muitos italianos gatos em gôndolas. Como já era de se prever, minha mochila não deu conta do recado e agora eu tenho uma mala nova, grandinha e toda “diferente”.

Estou andando pra diabo e, bem, se eu não emagrecer, tenho pelo menos a certeza óbvia e ululante de que ganhei tônus muscular nas coxas (cof-cof) e perdi alguns milímetros de cintura, afinal, andar pelo menos 4 horas por dia por mais de VINTE dias, deve dar algum resultado.

O título do post, na verdade, é só uma pegadinha (tádá!), porque nós infelizmente não vimos neve. :(
Vimos neve no chão, nos telhados, nas montanhas, mas caindo do céu e emporcalhando nossos cabelos que é bom, nada. Eu e Lari chegamos à conclusão de que somos um pequeno solzinho derretendo neve e aumentando a temperatura de todos os lugares que chegamos. Pois é ¬¬.

Bom, eu já tenho mil e uma coisinhas anotadas para contar pra vocês, mas já adianto:

– Os espanhóis são os mais estilosos, porém feios;
– Os alemães são os maiores (gigantes!);
– Os portugueses são todos gatinhos (mas é difícil encontrar um gato-mara-de-fechar);
– Os franceses são a população com mais gatos-mara-de-fechar, mas eles não são nada atléticos;
– Os holandeses são um xuxu à parte, mas são baixinhos (a gente supera!);
– Recebi um abração apertado do motorista-francês-gato do bike táxi em Amsterdam. Ele era loiro e lindo e alto e… Droga! Por que eu desisti do abraço antes que ele?? (*burra*)

Tá, agora vamos fazer de conta que eu mal reparei nos homens…

– Paris é a cidade mais cara ever para se comer, portanto ou você come muuuito bem, ou você come muito mal (leia-se: fast food a rodo!);
– Lisboa definitivamente sente falta de nos ter como colônia (tem caipirinhas, Melissas e Picadillys em todo lugar);
– Por enquanto, Madrid tem os melhores museus (sorry, Louvre e Paris!). Digo “por enquanto”, pois Roma é nossa última parada;
– Salvador Dalí devia ser um puta cara bacana, com um puta senso de humor. Vou criar uma comunidade no orkut: ” Dalí era bacana”;
– O quadro que mais me emocionou até agora? Güernica, Picasso. Ao vivo é absurdamente melhor e me arrepiou de verdade!;
– As melhores cidades para compras? Madrid e Amsterdam.

Agora chega! Vou aproveitar o resto da minha uma horinha de internet por 3 euros. Sim, um assalto!, mas a mais barata por aqui.

Aliás, tô morrendo de saudade da comida brasileirinha. Ô vó, prepara aquela feijoada pra quando eu voltar, vai?? hihi

Tô com saudades de vocês também e vou precisar de muitos posts para contar tudo tintim por tintim. Tomara que vocês sejam pacientes! 8)

Beijinhos gelados!
(Aqui em Salzburg está, tipo, 2ºC.)

Enfim, Madonna.

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Quase um “Enfim, sós”, com direito a final feliz e musiquinha fofa mela-cueca, mas, babies, estamos falando de Madonna, a mulher que fica com Jesus enquanto nós mortais simplesmente “ficamos com Deus”. Praticamente um incesto midiático pop-culturalizado, que só faltou ser agitado pelo Espírito Santo.

Eu não chorei. É, eu não chorei. Quando a diva das divas (sim, esse será um texto brega, extremamente egoísta e nada imparcial) surgiu em seu trono auto-proclamado e estupidamente merecido, as lágrimas encheram meus olhos. Eu segurei, segureeei e a loira abriu a boca, estirou os músculos e, OMG, que bunda! Que energia, uhu! Lágrimas onde, mesmo?

Foi bem por aí. Depois de um set deprimente do tal dj Paul blablablabla, chorar estava fácil, principalmente porque depois de horas de espera soava uma música boa e ao vivo em meus ouvidos. Porque sim senhores: Paul etc. não estava tocando ao vivo. Ao vivo? My ass! Playback de dj não dá, néam? Bom. Sem contar que ele cortou Justice pra botar O Rappa e conquistar o público brazuca, mas infelizmente ele não foi bem assessorado o suficiente para saber que quem curte Madonna aqui no Brasil tá, tipo, cagando pra O Rappa. Então, Madge, ficadica: trocar o DJ da abertura, se essa turnê for continuar (há boatos que SIM). 8)

O show segue. Depois de “Candy Shop” temos “Beat goes on” e, em seguida, “Human Nature”. Eu gritei quando vi a Britney no telão. Desculpa, foi emocionante demais. Além de bancar a baratinha tonta no elevador, Brits encheu a tela, sorriu, fez cara de safada e terminou a música para a Madge com “It’s Britney Bitch!”. Delicious. Isso, claro, depois da rainha ter gritado “I’M NOT YOUR BITCH” no microfone. Arrepiante.

Em seguida, “Vogue”. Eu adoro a música, mas confesso que não gostei da versão que Madonna fez para o show, com alguns samplers de “4 Minutes”. Mas ok, eu superei com a troca de roupa. Ao som de “Die another day”, os dançarinos fizeram uma performance linda de boxe, toda coreografada. Isso é dificílimo de fazer e, putz, todos os dançarinos deram uma lição de consciência corporal. Fiquei besta. São praticamente atletas, dançarinos de primeira.

Madonna volta ao palco com a roupinha fofa (a jaquetinha, o meião). Pulando corda, fazendo pole dancing e o diabo. Ela imenda “Into the Groove”, “Heartbeat” e “Borderline”, fechando com “She’s not me”. Eu a-mei. É nessa hora em que ela coloca os óculos escândalo Moschino e sai fazendo a festa nas bailarinas vestidas de, tcharam!, ela mesma.

Quatro versões antigas de Madonna são traduzidas nas dançarinas: a versão “like a virgin”/boytoy, a “material girl”, a Madonna de “Justify My Love” e o look peito-pontudo da Blonde Ambition Tour. Eu que já adoro a música, posso dizer que babei na performance. Para quem não sabe, “She’s not me” é uma das melhores músicas de Hard Candy e conta a história de uma garota que acaba de perder o namorado para outra. Só que essa vadia nova não passa de uma cópia mal feita dela mesma, porque a dita só sabe copiar a ex do cara em tudo.

Aí, pronto: lá estava Madonna cantando à toda e soltíssima – ou, enfim, estava extremamente bem coreografada para parecer tão solta. Ela corria pelo palco fazendo o que bem entendesse, divertindo-se e destruindo aqueles pequenos ícones de seus eu’s antigos, porque, afinal de contas, elas não são mais a Madonna: they’re not her.

Acho foda quando um grande artista tem a chance de se revisitar e ela certamente pode fazer isso, aproveitando, é claro, para reviver momentos polêmicos, já que esse beijinho na virgin não é nada mais que um flashback do beijo na Britney no VMA. Ok, beijou a Aguilera também, mas o bafão maior foi em cima da “princesinha”, é claro.

Mais uma troca de roupa e temos “Music”, um remix de “Rain” com “Here comes the Rain”, do Erasure, e depois poesia pura em “Devil woudn’t Recognize you”. Madge toma chuva digital em cima de um piano de calda com direito a capuz do tinhoso. Máximo.

É só tirar o casaco e temos cores, finalmente. Madonna com lenços coloridos segue para uma parte mais caliente do show, com “Spanish Lesson” e “La Isla Bonita”, que eu adorei, apesar das musiquinhas ciganas no meio. Aliás, “La Isla Bonita” é uma das minhas canções favoritas ever da Madonna. Ela está, tipo, no top 20 da minha vida.

Com este figurino, ainda temos outros momentos água com açúcar do show, como na interpretação de “Miles Away” ou na música ganhadora do Oscar de melhor canção por Evita, “You must Love me”. E, nessa hora, minha mãe diz com o binóculos na cara: “nossa, ela tem uma voz bonita, hein? o.O”. É, ela tem.

Entre estas canções ela diz coisas fofas sobre o Brasil, a latinidade, esse público maravilhoso, esse calor humano todo e etc. E, bem, foi aí que ela prometeu voltar logo para cá e disse que nós fomos a melhor platéia de toda a turnê. Não esqueceremos disso, Lady Madonna.

Para finalizar o show, um bloco de tirar o fôlego, em que eu devo ter pulado e pisado no pé da  Lia umas 50 vezes: “4 Minutes”, com Justin e sua perfeição quadruplicada em todos os telões e telõezinhos em tamanho real; “Like a Prayer”, em que o estádio veio abaixo com to-do mundo cantando feito maluco como se o mundo fosse acabar ali; “Ray of light”, com guitarrinha pesada by Madonna (excelente versão!); “Hung Up”, no mesmo clima Hard Rock; e, por fim, a maravilhosa, perfeita, absurda versão de “Give it to me” com quase 9 minutos de duração.

Eu morri com “Give it to me”, berrei e não quis que o refrão acabasse. A versão ficou perfeita e era Madonna indo embora do palco. Indo embora e deixando os telões cor-de-rosa com um GAME OVER gigante.

Ao sair do estádio, fiz uma pequena parada e comprei algumas coisinhas na loja oficial. Assim, só para deixar a Madonna mais rica e contibuir com a mesada da Lourdinha, de forma que ela possa comprar mais biquínis da Osklen na próxima vinda ao Brasil.

É. Barato não foi e, como eu pago meia-entrada,  gastei mais com os mimos do que com meu ingresso anti-muvuca na arquibancada azul. Tudo bem. Só tem loja oficial quando tem Madonna e essa delicinha de short 100% algodão é American Apparel, o que torna tudo supercool. E o óculos é uma réplica ahazante. Vou levar pra Europa só pra tirar fotos metidas na torre Eiffel, okay? … (parei! hehe)


Depois de tudo isso, eu só posso declarar três coisas e indicar uma quarta coisa:

1. Eu amo muito mais a Madonna agora.
2. Volta logo mesmo!
3. A mulher é foda.
4. Quem não foi e quer sentir o gostinho, veja as fotos e vídeos no Madonna Online (eles fizeram um excelente trabalho!) e confira a versão studio das músicas do show! Alguém postou as músicas na comunidade brasileira da turnê no orkut e a Flávia Durante foi fofa e agrupou tudo num pacotão e upou no sharebee. Confira aqui os links para download!

Agora eu vou embora para o Natal. Se a internet wireless de Ubatuba permitir, darei sinais de minha existência com alguns outros posts que estão aqui na cabeça. Mas, se eu não voltar tão cedo, Feliz Natal para todos vocês, muito presente e muita, muita comida, para que todos nós comecemos fevereiro bem culpados e suando na academia, já para cumprir as resoluções de ano novo. E eu, é claro!, estarei lá, mas de shortinho by Madonna. 8)
Beijinhos!