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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Perdeu a primeira parte? Veja aqui.

PARIS



- But what about us?
- We’ll always have Paris.
(Ingrid Bergman e Humphrey Bogart em Casablanca, 1942)

21. Paris recebeu o apelido de “Cidade luz”, pois foi uma das primeiras grandes cidades a possuir iluminação nas ruas. Tal obra de urbanização foi feita para a Exposição Universal de 1889, motivo pelo qual foi construída a torre de ferro mais famosa do mundo. A Torre Eiffel ficou pronta exatamente para a exposição, levando apenas 2 anos para ser construída.

22. Eu sempre quis, de fato, conhecer Paris. Sempre. E apesar de toda a felicidade em passar 5 dias lá (foi a cidade em que ficamos mais tempo), infelizmente o momento mais incrível da viagem toda não foi no alto da Torre Eiffel. Tudo bem. Pelo menos foi lá que eu tirei mais fotos: mais de 500 imagens para registrar a cidade de manhã, de tarde e, principalmente, a noite.

Enquanto em outros lugares você acaba guardando a câmera pela falta de luz, lá você só pensa em registrar. Acho que só estive em um lugar mais iluminado que Paris: a Times Square, em NY. Só que lá são os anúncios que brilham na sua cara, não uma iluminação bela e estrategicamente planejada para impressionar turista.

23. Esqueça tudo o que te disseram sobre os franceses serem nojentos e antipáticos. Diz a lenda por aí que eles não curtem falar inglês, que odeiam turista que fala inglês, que odeiam, enfim, turistas. Mentira. Paris foi a cidade que mais nos tratou bem, além das pessoas terem sim topado falar com a gente em inglês. A única senhora que conversou conosco em espanhol foi super simpática e disse que não falava inglês. Se era verdade, não sei. Só sei que ela nos ajudou e nos deu um sorriso. Por que iríamos reclamar disso?

24. Paris é linda ao ar livre, mas provavelmente é o subsolo com mais história para contar. Além de ter milhares de estações de metrô, elas têm passagens e corredores que parecem caminhos de rato. Corredores estreitos, muita gente, plaquinhas de direção para todos os lados. E, bem, o metrô te ajuda absurdos. Acho que nunca peguei tantos metrôs na vida quanto em Paris: a gente chegava a pegar o metrô 8 ou 9 vezes por dia. A cidade tem tantos pontos turísticos que deixar de ver algum deles é praticamente um crime, principalmente quando se tem mais tempo!

Para completar a história do subsolo, Paris tem catacumbas espalhadas por baixo da cidade inteira. Em um determinado momento há uns 300 anos, os cemitérios começaram a ficar cheios, principalmente com os guilhotinados da Revolução Francesa. A solução aí foi criar corredores de cemitérios “ao ar livre” embaixo da terra.

Apesar dos moradores da cidade afirmarem que existem várias catacumbas espalhadas pela cidade, só uma delas fica aberta a visitação “turística”. É claro que nós fomos! Andamos quase um kilômetro em baixo da terra e nos deparamos com corredores escuros, úmidos e com ossos até o teto. Certamente foi o lugar mais assustador e bizarro em que eu já estive, mas sei lá porque cargas d’água eu simplesmente não me senti mal. O lugar tem uma calmaria estranha. Vai entender…

25. O lugar em que eu comi melhor e pior foi Paris. Lá a comida é realmente cara. Você pode sentar num restaurante mediano e gastar mais de 20 € no almoço (*facada*), ou você vai num fast food e gasta menos de 7€, ou come um belo crepe por 2 ou 3€. No começo da viagem, a gente se propôs a experimentar o fast food de cada cidade, mas em Paris a overdose foi tão grande que eu estava abandonando “Royals with cheese” pela metade. Sim, quarteirão com queijo lá é “royal with cheese” por causa do sistema métrico, assim como contaram pra você nos diálogos de Pulp Fiction (1994).

É claro que uma hora nós nos cansamos de trash food (não dava mais!) e aí eu gastei 26€ num almoço com gosto. Três pratos, vinho e café espresso. Sem reclamar. Mas, considerando o estilo da viagem que fizemos, não daria pra fazer isso sempre, até porque nós duas preferimos gastar com compras, passeios e museus do que com comida, obviamente.

26. Paris tem museu pra caramba, pra não usar outra palavra começada com “ca”. Sério. Apesar do Louvre ser o Louvre, ser gigante, ter um acervo incrível, abrigar a Mona e centenas de outras obras importantes, não foi meu museu favorito de toda a viagem. Mas… Lá é permitido tirar fotos.

Dentre todos os museus que visitamos, os de Paris foram alguns dos únicos que não proibiam câmeras fotográficas. O Louvre e o D’Orsay (museu dos impressionistas)deixam o turista à vontade e eu incluo isso na lista de razões pela qual Paris é um dos principais destinos turísticos do mundo. Os viajantes querem registrar o que vêem, querem mostrar para os amigos. Portanto, os quadros são protegidos, as informações estão em três línguas diferentes e, sim, você pode tirar fotos sem flash.

Agora eu preciso fazer um parênteses para a Mona Lisa (1507): eu juro que ainda estou tentando entender qualé a do quadro. Achei bacana ver um dos maiores símbolos da cultura ocidental ao vivo, o tal sorriso enigmático, a paleta de cores harmoniosa,  a perspectiva interessante, enfim. Só que vocês têm noção de que o quadro é praticamente um porta retrato?


Onde está Wally? Digo, onde está a Mona?

Além da tela ser pequena, duas barras de proteção estão lá pra proteger a obra de Da Vinci e uma multidão de gente se aglomera para tentar ver um pouquinho mais. Bem, eu tirei foto da bagunça toda, dei zoom na Mona e decidi que qualquer imagem em alta resolução do quadro me daria uma visão melhor do que a que tive ao vivo. Uma pena: o quadro fica tão longe que não deu nem para ter aquela emoçãozinha que eu tive ao ver outros quadros de pertinho.

27. Paris tem a população mais misturada de todas as cidades que visitamos. São indianos, negros, turcos (muitos!), loirões e loironas no estilo ariano e os franceses mesmo. A diferença é clara: eles não tem porte atlético, elas têm o rosto fino e são bem magras. Eles se vestem bem. Elas andam maquiadas até o dedo do pé, mas são finas. Foi a cidade em que mais vi gente bonita e onde menos o “biotipo brasileiro” chama atenção, já que eles estão bem acostumados com tons de pele e tipo físico parecidos com os nossos.

28. A quantidade de filmes que já foi rodada em Paris é absurda e eu fiquei toda feliz ao passar pelos lugares e lembrar dos filmes. Isso inclui o trecho do Rio Sena onde o Linguini cogita jogar o Remy em Ratatouille (2007), ou então olhar para os prédios e imaginar que uma daquelas janelas pode ter feito parte de Os Sonhadores (2003).

É claro que passar em frente ao Moulin Rouge foi uma emoção à parte, já que eu sou fã maluca do filme. Tirei trocentas fotos lá, mas me recusei a assistir o show. Minha mãe assistiu quando foi à cidade e me contou o que viu: basicamente mulheres que dançam muito e usam roupas exóticas. Como os shows atualmente, portanto, nada têm a ver com o que a casa era no passado e muito menos com a história do filme, resolvi não ir.

29. A cidade é planejada em torno do Arco do Triunfo, de forma que todas as avenidas principais levem a ele e a Champs Elysées. Olhando de cima é maravilhoso, mas para os pedestres? Um inferno. Cruzamentos de seis ruas e boulevards e avenidas que mudam de nome apenas por conta de uma leve angulação. Sim, a gente se perdeu com mapa na mão e quase foi atropelada mais de uma vez.

30. A primeira sex shop que eu entrei na vida foi em Paris. A loja estava vazia e o atendente, um chinês maluco com inglês tosco, ficava perseguindo nós duas e nos oferecendo finger vibrators. Aposto que ele pensou que éramos um casal. hehehe 8)



AMSTERDAM


Quando for a Amsterdam, alugue uma bicicleta.

31. Gente feliz andando de bicicleta. Foi a maior impressão que Amsterdam me deixou, até porque os ciclistas sorriem pra você (?). Aliás, o número de bicicletas é infinitamente maior que o de carros, o que também me proporcionou experiências de “quase-atropelamento” freqüentes, já que a ciclovia é um trecho reservado na borda da calçada e eu obviamente me esquecia disso.

32. Para o resto da Europa, um parque de diversões. Para brasileiros que moram lá, uma cidade pacata sem nada pra fazer (?). Pelo fim de semana que passamos lá, cheguei à conclusão que é uma cidade pacata, com diversões controladas. Vida noturna? Não sei. Amsterdam tem cartazes de festas espalhados por toda cidade, mas não há casas noturnas no centrinho. Aos domingos, 23h já é hora de dormir e muitos pubs começam a fechar. Logo, nada lembra a agitada vida noturna paulistana. Marijuana? Só em coffee shops. Prostitutas? Só no red light district dentro de sua própria vitrine.

33. Venta muito, portanto recomendo que você tenha um guarda-chuva bom em mãos. Pagar 5€ cada vez que um guarda-chuva seu virar ao contrário ou outra garoa começar não é nada recomendável para o seu bolso.

34. Terra da Heineken. Tomei Heinekens de todos os jeitos: em lata, em garrafa e tirada na hora. Lá eles não diferenciam cerveja de chopp, então não tenho outra forma para definir. Nós visitamos a “Heineken Experience”, o tour alcóolico que eu comentei aqui. Lá é uma espécie de fábrica turística em que você acompanha o processo de fabricação da cerveja. Cheirei todos os ingredientes, vi o tal do lúpulo e e depois tive a experiência gostosa de tomar cerveja fabricada ali na hora e sentir nela pronta todos os cheiros dos ingredientes novamente. Foi bem interessante!

35. Vodka Bols. Outro tour alcóolico, mas dessa vez da Bols, marca de vodka que não é exportada para cá e também produz diversos licores. Além de tomar um drink preparado por um dos barmans do lugar, nós ainda sentimos todas as essências possíveis dos lícores deles e descobrimos que a Bols é que inventou o copo de martini e a coqueteleira. Você sabia? Nem eu.

36. Existe uma região da cidade conhecida como “Red Light District”, ou Distrito da Luz Vermelha, e para bom entendedor, meia palavra basta. Como não existe uma placa indicando ou não há nada sugerindo como chegar lá em mapas ou guias turísticos, nós tivemos que nos informar com um taxista. Achei engraçado, porque obviamente metade dos turistas vão lá pela maconha e pelas putas. É triste, mas é verdade.

Não tirei fotos das “vitrines” especificamente porque é proibido. Melhor não arriscar…

Depois de seguir as informações do taxista, chegamos a uma rua cheia de vitrinezinhas com luzes vermelhas e pinks, onde loiras, morenas, indianas, gordinhas e feias (?) se exibem com roupas mínimas para os passantes. Se o cara gosta, dá um toque na porta, abre, conversa com a moça. Se fecharem negócio, ela simplesmente fecha a cortininha e o rala-e-rola acontece ali mesmo, numa caminha de solteiro.

Vimos diveeeersos rapazes entrando e saindo, cortininhas abrindo e fechando, levamos piscadinhas das putas (preconceito zero!) e observamos toda a interação. As bonitas lembram atrizes pornôs no estilo ninfeta do leste europeu. As feias, sei lá. As feias são piores do que as piores da Rua Augusta. E a opinião é minha, da Lari e do Eddie (que quase se apaixonou por várias “vitrines”).

37. Depois de entrar no sex shop francês, eu já estava pronta para mergulhar mais nas loucurinhas. Entramos em quase todos os sex shops da rua principal do Red light district e nos divertimos a valer. Desta vez o Eddie, meu amigo que estava morando na Inglaterra e passeou conosco em Paris e Amsterdam, estava junto, o que garantiu mais a nossa desinibição.

Conferimos com calma todos os lançamentos de vibradores, vimos todo o tipo de fetiche bizonho em dvd e observamos que todo e qualquer tipo de pessoa entra nessas lojas sem pudor algum, ao contrário daqui. As lojas geralmente têm bastante gente comprando, não existe estacionamento e é comum ver casais com mais idade entrando juntos. Neste ponto, Amsterdam me conquistou profundamente: hipocrisia zero. Palmas pra eles.

38. Saindo de todos os sex shops, encaramos um puteiro light. Não fui lá colocar nota de 10€ na calcinha da profissional do sexo, porque eu tenho amor pelo meu dinheiro, mas demos uma moedinha de 1€ para assistir uma moça dançar.

Lá existem diversos tipos de live shows, com loiras, morenas, casais e girl-on-girl. Nós optamos por ver algo mais tradicional. Entramos cada um numa cabine individual e depositamos a moeda. Em seguida, o vidro tornou-se transparente para o nosso lado e pudemos assistir a loirona dançar por um minuto. Foi uma experiência bastante surreal ver uma bunda (e outras coisas) tão de perto e do jeito que os homens curtem ver, afinal a garota faz o trabalho dela sem saber quem é que está assistindo.

Passados os 60 segundos mais surreais da noite (pelo menos pra mim!), nós três saímos da cabine e vimos uns meninos com cara de ponto de interrogação olhando pra gente. Tipo, “nossa, duas garotas? Hum”.

38. Para fechar a noite sensacional, voltamos de biketaxi para o hotel, porque os ônibus já tinham parado de circular. Quase acabamos com o fôlego do motorista francês gato que odiava Paris, mas pelo menos ele nos abraçou forte e profundamente, o que rendeu assunto para as conversas antes de dormir. Ai, ai. (L) Eu devia ter tirado uma foto dele pra mostrar pra vocês. Droga.

39. Comprei meu segundo moleskine lá. Um ruled reporter notebook de capa dura, para ficar bem diferente do que eu já tinha, um pocket ruled soft. Para quem quiser conhecer todos os modelos, entre no site. Eu estava bem afim de comprar um storyboard notebook ou um music notebook, para as minhas composições, mas não encontrei em nenhuma cidade. :(

40. Para quem pensa em visitar Amsterdam pela “diversão”, um aviso: estão querendo limpar a cidade de todas as “diversões”, então sejam rápidos. hehe 8)

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Na seqüência do Top 100, os top 10’s de Berlim e Frankfurt.
A minha não-visita ao muro, o restaurante mais alemão de toda a minha vida, os melhores cafés da manhã, nossa ação “criminosa” no metrô e o meu amor platônico pelo Knut. :love:

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Postado por loverox

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a primeira parte dos 5 posts que farei contando tudinho, com algumas fotos e muitos links!


LISBOA


“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. “

Fernando Pessoa

1. Se você assistiu uma aulinha de literatura cujo tema fosse Fernando Pessoa, com certeza sabe que Lisboa não tem saída para o mar. Por isso, o Rio Tejo tornou-se extremamente importante, pois era ele que levava as naus da capital portuguesa para o mar, para os novos mundos e para o nosso Brasilzão sem dono.  Em inúmeros poemas (principalmente os de Fernando Pessoa!), o Tejo é tratado como um marzão, e qual não foi minha surpresa quando o vi pessoalmente: sim, o Tejo é um marzão. É lindo e é um horizonte sem fim. Poderia passar horas ali olhando as gaivotas e as embarcações modernas que saem minuto a minuto do porto.

2. Lisboa é definitivamente uma mistura equilibrada e perfeita do centro de São Paulo com o pelourinho de Salvador. Se alguém aqui conhecer os três lugares, por favor me corrija se eu estiver errada. 8)

3. O português de lá é lindo. É mais bonito e lembra pouco as reproduções cômicas que encontramos por aqui.

4. Eles amam o Brasil. Melissa, Maria Valentino e Morena Rosa são algumas grifes super in por lá, sem contar a 51. Para eles, importar nossa pinga é com certeza uma boa idéia.

5. Os homens portugueses são triplamente charmosos. É difícil encontrar alguém maravilindo, mas todos eles são bonitinhos e tem cara de homem (e de Orlando Bloom). Só que se você odiar homem com pêlos ou barba, esqueça.

6. Pastelarias estão espalhadas em cada esquina e eu pessoalmente recomendo que vocês experimentem os empanados e (meu preferido!) os “rissóis” de camarão. O engraçado é que lá eles comem essas frituras frias, ao contrário das nossas lanchonetes, que mantem coxinhas aquecidas, por exemplo. Mas, enfim, o recheio é
tão bom que você certamente não vai pensar nisso.

7. O metrô de Lisboa é bem singelo. Ao contrário das outras cidades que eu visitei, que, em sua maioria, tinham estações em cada esquina ou então tinham um bom motivo para não ter metrô (chegarei nisso mais tarde!), as linhas lá são restritas e não dão amplo acesso a cidade. No entanto, é possível conhecer boa parte dos pontos turísticos usando o metrô e tomando ônibus para o restante. Por esse motivo, recomendo que mesmo assim vocês procurem hotéis próximos de estações.

8. Os preços da cidade são bastante razoáveis se comparados ao resto da Europa. Geralmente gasta-se muito para comer e lá é possível comer bem gastando uma quantia ok. É possível, por exemplo, encontrar restaurantes em que você coma bem com até 10 euros. Com relação a compras em geral, os preços também são convidativos, porém não espere encontrar 934873485 lojas transadas. Aparentemente a cidade é bastante tradicional e a moda e os gostos da população refletem isso.

9. Os portugueses são silenciosos e atenciosos. Fale baixo.

10. Um sobe e desce desgraçado: use tênis.



MADRID

11. Eu achei que seria impossível usar meu espanhol (bem enferrujado e, portanto, praticamente portuñol) por lá, mas, por increça que parível, me fiz entender e entendi. Porém, se você achar que não consegue entender o espanhol deles durante a resposta, mande o inglês na lata e pronto. Melhor coisa.

12. Madrid é uma grande metrópole e, incrivelmente, foi a cidade que mais me lembrou Nova York. Muitos letreiros, muita propaganda, muito ônibus e bastante gente na rua, em todos os lugares.

13. A malha do metrô serve bem a cidade e tudo é bastante limpo e organizado, sem ter tarifas caras. As estações são bonitas e os trens vão rapidinho. Para mim, foi o melhor metrô que “pegamos”.

14. Homens estilosos. Não se espante se todos os jovens que você encontrar parecerem ter saído de um clipe new-rave. Aparentemente eles curtem essa coisa de “saí de um editorial de moda e tô aqui”. Ao contrário deles, as garotas se vestem normalmente. Com estilo, mas nada gritante. Ah, os espanhóis são feios. Sem exceções.

15. O inverno por lá não costuma ser tão rigoroso, porém este ano o frio foi mais forte e tinha neve a dar com pau, o que resultou em gelo espalhado por toda a cidade, criando oportunidade para fotos lindas. Se quiserem ver, link pro flickr já!

16. Moda: a Espanha é terra de algumas das grandes redes de lojas mais famosas na Europa. Zara, Mango (aqui MNG e etiqueta do meu sobretudo vermelho da foto, que as meninas têm comentado no flickr e no orkut), Stradivarius e Six são nomes que se vê por todas as esquinas lá. Eu já ficaria contente se tivéssemos a Six por aqui: moderna e anos luz mais barata que a Acessorize.

17. Arte: se você também teve alguma aula de arte, deve saber que grandes nomes da pintura vieram da Espanha, assim como a estética por eles criada influenciou muitos outros pintores clássicos Europa a fora durante o apogeu da coroa espanhola. O país enriqueceu com sua frota marítima imbatível e tornou-se multimilionário, permitindo que a corte acolhesse diversos artistas, como Velázques, famoso por “As Meninas”, 1657, e Goya, pintor de “Saturno devorando a un hijo”, 1823, e autor de retratos da aristocracia.

Além destes clássicos, Espanha é a pátria-mãe do gênio Dalí e do gênio Picasso. Portanto, se estiver na cidade você deve, no mínimo, visitar os dois principais museus: Museu do Prado (arte clássica) e Museu Reina Sofía (arte moderna e contemporânea), que exibem as obras citadas de todos estes artistas e muito mais. E, sim, “Güernica”, 1937, Picasso, é emocionante vista ao vivo e nenhum livro pode reproduzir a sensação que eu tive ao ver aquele quadro gigante ao vivo. Ahm, e bom, você também pode ver no Prado o safadinho “Jardim das Delícias“, 1504, do holandês Bosch e o genial-pervo “El Gran Masturbador“, 1929, de Salvador Dalí. Dalí era foda, só digo isso. Ao vivo, então…

18. Paellas! Ah, delícia. Também fizeram o crime de me dizer que as paellas de lá não são tão boas como as nossas. Peraê, né pessoal? A comida aqui no Brasil é ótima e seguramente uma das melhores do mundo, mas nem por isso nós apresentamos as melhores versões da culinária mundial (aguardem o capítulo sobre as pizzas!). Portanto, entupam-se de paellas se forem à Espanha. Eles têm diversos tipos de paellas conforme os ingredientes que acompanham e é simplesmente maravilhoso. Agora, ok, o café do Brasil é o melhor do mundo. Isso sim está fora de discussão. 8)

19. Os espanhóis falam alto. Bem alto. E são bravos. Presenciei a briga de uma mãe com seus filhos danadinhos e deu muita vergonha alheia. E, ahn, também descobri porque falo alto (família espanhola, vovó espanhola…).

20. Fiquei com muita vontade de voltar para ver Barcelona no verão.

Aguardem o próximo post do Top 100, com os top 10′s de Paris e Amsterdam.
Cidades incríveis onde vivi experiências bizarras, cômicas e (quase) românticas que eu tenho realmente de compartilhar!

ps: aparentemente, Portugal não aderiu à reforma ortográfica. Nem eu. 8)

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Postado por loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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