Guia de Viagem: 10 dicas para a Europa

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Post para ler com calma, salvar, guardar, compartilhar e enviar para os amigos que planejam viajar.

Esta é a última parte dos posts de 100 fatos sobre a Europa e espero sanar todas (ou quase) dúvidas que me foram enviadas. Se você tiver algo a perguntar, pergunte aqui nos comentários, de forma que a resposta fique disponível para quem quiser saber o mesmo.

Vai viajar para Buenos Aires? Veja 10 dicas para visitar a capital da Argentina!

.Baseando-me em meu mochilão de 23 dias pela Europa, passando por 7 países e 9 cidades, escrevi aqui as minhas principais dicas de viagem para vocês. Como já tenho um certo tipo de experiência com viagens internacionais, agreguei aqui alguns toques que também servem para qualquer lugar do mundo, principalmente no que diz respeito a dinheiro, às malas, às bebidas, a passeios culturais e equipamentos eletrônicos.

Se você procura por informações específicas de cidades ou países, veja estes posts: Lisboa e Madrid, Paris e Amsterdam, Berlim e Frankfurt, Salzburg e Veneza e, por fim, Roma. Se você estiver indo para os Estados Unidos, especificamente para Nova York ou San Francisco, leia também este meu post sobre minha viagem ano passado.

(Só não falo de “Disney” ou América Latina por aqui porque viajei para esses lugares há alguns anos, portanto torçam para eu ter verdinhas e viajar mais, assim dou conselhos fresquinhos! rs)


1. DINHEIRO

 

Roma

eu, “desperdiçando” 0,50€ na Fontana Di Trevi, em Roma

 

Vamos começar pela parte chata, já que várias coisas legais você já sabe. Depois de quebrar seu cofrinho e passar horas pesquisando hotéis ou indo até uma agência de viagens encomendar um pacote tradicional (ou um pacote mochilão, tipo o que fechei com a CI), você terá de calcular seus gastos.

Quando você viaja por diversos países europeus, a média de gastos com transporte público, museus e comida giram em torno de 50€ por dia, e pode inclusive sobrar se você não fizer questão de ir em restaurantes chiquetérrimos. Aliás, se você tiver condição pra isso, pode pular para o item 2.

Certo, você que também é gente como a gente mas quer ir pra Zoropa, faça o cálculo dos 50 por dia baseando-se em quantos lugares você irá. Digo isso porque algumas cidades são caras e outras super baratas. Por exemplo, se você for passar 20 dias apenas e exclusivamente em Paris, saiba que você irá gastar mais que 50, com certeza.

Em cidades “baratas” como Lisboa, Madrid, Amsterdam ou as alemãs que conheci, Frankfurt e Berlim, você certamente vai gastar menos de 50 e vai sobrar uma quantia razoável para equilibrar com as cidades caras que vierem pela frente, como Paris e Veneza. E, sim, Paris é a mais cara (das que visitei). Nós sentimos bem a diferença, pois ficamos lá 6 dias, enquanto que nos outros lugares ficamos no máximo 3 – minha viagem foi super frenética.

Com relação a gastos com compras: tudo depende do seu poder aquisitivo, mas souvenires geralmente são razoavelmente caros para o que são (a não ser na Itália, sei lá porque cargas d’água!). E uma observação idiota, mas importante: nunca, NUNCA, nunca compre postais, miniaturas e breguedet’s do lado do monumento/museu/etc. Aí ficam os pega-turistas e eles chegam a cobrar o dobro do preço de lojinhas em regiões centrais.

Última coisa: vai levar cartão de crédito? Calcule o limite de reais para euros antes de sair daqui, para não ter surpresas. Se vai viajar com traveller check ou com o Visa Travel Money (cartão de débito pré-pago), tenha cuidado também. O traveller check pode não ser aceito e o Visa Travel Money pode travar, dar uma falha, ou qualquer merda – aconteceu com a minha amiga.

Na dúvida? Leve dinheiro vivo, pelo menos para cobrir o básico (alimentação e transporte). Seja esperto e ande com a grana com você, dentro daquelas “bolsinhas” que vão por baixo da roupa. Não tem erro e você não precisa alugar cofre do hotel. Até porque, mizifio, você tá na Europa. Podem até bater sua carteira, mas jamais vão rasgar sua roupa e descobrir a “pochetinha” do dinheiro. ;)



2. FAZENDO AS MALAS

Tudo certo com a grana? Vamos à mala!

 

 

lisboa

esperando no terminal de trem, em Lisboa, apoiadas nas nossas mochilonas (eu sou a galocha de onça! hehe)

Primeira coisa: pense sinceramente no estilo de viagem que você fará. Mala ou mochilão? Se for mochilão, tenha consciência que sair daqui com mais da metade da mala cheia te dará prejuízo e você comprará uma mala nova.

Se você for de mala, IDEM. Por que? Porque, sim, você vai encontrar promoções incríveis lá e vai querer encher o resto da mala. Por mais duro que você esteja, alguma coisa você sempre acabará trazendo, então nessas horas é bom treinar o desapego e ser compacto.

Eu viajei com mochilão, porém lá pelo 18º dia da viagem troquei para uma mala de rodinhas de qualidade, que comprei com a certeza de que ela seria muito bem vinda e duraria mais várias outras viagens. Se possível, faça o mesmo.

Geralmente, malas boas no exterior custam muito mais barato do que aqui e você pode fazer um bom negócio. E não seja bobinho: ao comprar uma mala nova, considere se ela conseguirá comportar com folga tudo o que você já tem no momento além da própria mala que você viajou primeiramente, já que nem sempre ela poderá ser usada como bagagem de mão ou poderá ser despachada, conforme o peso da mala nova.

– Como escolher o que levar?

Outra parte difícil. Depois de checar a temperatura de seus locais de destino, comece a escolher roupas alguns dias antes de viajar. Depois disso, tire metade da pilha – principalmente se você for exagerado(a) – e capriche nos acessórios. Se o seu cachecol for rosa hoje e branco amanhã, o foco nas fotos vai pra isso, e não pra sua roupinha igual. Got it?

Se você for no inverno, leve boas blusas cacharrel (ou bem quentes, no caso dos meninos) e uma jaqueta, ou no máximo duas. Mais que isso é exagero e muitas vezes os tecidos daqui não nos protegem o suficiente, pois lá o frio é diferente. Sendo assim, se ao chegar lá a sua jaquetinha não agüentar, você só vai ter ocupado espaço na mala com ela e não com duas.

Tenha algumas camisetinhas básicas para ir trocando por baixo da “blusa quente”. Elas não irão sujar e você com certeza consegue usar por mais de um dia, pois por mais que você ande, confia em mim!, você não vai suar, já que o frio deles é seco (com exceção de Veneza, por motivos óbvios!).

Quanto aos sapatos? Keep it simple, a não ser que você já saiba que terá algum tipo de evento fino por lá. Um bom tênis quentinho e uma bota sem salto já são o suficientes. Para os homens, tênis e pronto! Sortudos.

(calcinhas, cuecas e meias vocês podem contar sozinhos né? 8) )


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100 fatos sobre a Europa – Parte 5

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um guia final de viagem para não faltar nadinha!

Esta é a quinta e última parte dos posts que contam tudo sobre a viagem. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri), segunda parte (Paris e Amsterdam), terceira parte (Berlim e Frankfurt) e quarta parte (Salzburg e Veneza).

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Segunda-feira sairá o guia de viagem com 10 dicas básicas para viajar pela Europa, que completará meu top 100! Dicas gerais e completas: como fazer a mala, escolher hotel, calcular o dinheiro (e as compras!), decidir quais museus visitar e etc. Tenho certeza que vocês vão gostar (e guardar!).

Agora, vamos à cidade eterna e o último top 10 da viagem. Com vocês, Roma (e o Vaticano)!
(todas as fotos de Roma estão em meu flickr.)
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Roma

visitei o Coliseu com chuva, o que tornou as fotos muito mais dramáticas, se é que isso é possível.
O próprio ambiente é dramático, tem energia carregada and all that jazz.
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81. Sobre a fundação de Roma:

Segundo o mito romano, a cidade foi fundada a cerca de 753 a.C.[2]. por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são símbolos da cidade. Desde então, tornou-se  centro da Roma Antiga (Reino de Roma, República Romana, Império Romano) e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, Reino de Itália e, por fim, da República Italiana, com a unificação do país em 1871.

É por essas e outras que Roma é considerada a Cidade Eterna: além de ter sido capital de governos poderosos e agregado a si as culturas de diversos outros povos conquistados, ela ainda é guardiã do Vaticano, micropaís-sede da Igreja Católica que, apesar de contar com moeda, policiamento e governo próprios, recebe todo o apoio do governo “romano” e, obviamente, o incentivo turístico.

82. Faça questão de visitar Roma depois de Paris, se você for aos dois lugares. É muito engraçado observar como a capital francesa copiou a italiana em centenas de aspectos da organização urbana e dos monumentos, fontes e praças. Chega a ser engraçado, porque em Roma tudo é obviamente parecido, só que bem mais antigo que em Paris, então só pode ter servido de inspiração. E realmente inspirou Eugène Haussmann, urbanista responsável pela reforma de  Paris em 1840, com o intuito de transformá-la num cartão postal.
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Roma

Fontana di Trevi (que é gigantesca!), cenário de “La Dolce Vitta” (1960), de Fellini.
Praticamente um poço
a céu aberto de dinheiro de turista querendo amor e boa sorte.
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83. Se Paris inspirou-se em Roma e tem um número absurdo de pontos turísticos , Roma tem ainda mais. Só para ver todas as fontes da cidade, você vai perder umas boas horas rodando, e se quiser fotografá-las de dia e de noite, para ver as iluminações belíssimas, vai demorar mais ainda. São castelos, museus, ruínas, estátuas, fontes, pracinhas e todo um infinito de coisas pra ver. Passamos 4 dias em Roma e certamente vimos muito pouco, portanto eu recomendaria dispender um bom tempo para visitar a capital honorária do velho mundo.

84. Apesar das “ruínas principais”, como o Coliseu e o Senado romano, ficarem localizados em regiões mais centrais da cidade, Roma tem ruínas espalhadas por todos os lados (inclusive do lado do meu hotel tinha uma!), o que  prejudica a  própria ampliação da rede de metrô deles, porque toda vez que iniciam-se escavações são encontrados fósseis e materiais arqueológicos.

Entre todas as cidades que visitei, as que menos usamos o metrô foi Amsterdam, porque ele simplesmente não existe por lá! hehe Já em Roma, o metrô é pequeno (apenas duas linhas, uma norte-sul e outra leste-oeste), porém atende todos os pontos turísticos da cidade e tivemos a sorte de ficar localizadas do ladinho da estação central, que une as duas linhas.

Roma

Praça São Pedro vista do alto do domo da Basílica.  Consegue ver um rio ali?
Sim, é o Tibre, o tal rio que você ouviu falar durante anos na escola.
(agora preciso conhecer o Eufrates! Mesopotâmia rlz!
8))
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85. Você já sabe (ou poderia saber) que o Vaticano é o menor país do mundo (0,44 km²), que consiste basicamente de uma praça, a Praça São Pedro, e de prédios administrativos e museus; que é a cidade-Estado sede da Igreja Católica; que foi um acerto de contas entre governo italiano unificado e Igreja em forma de “presente territorial” dado por Mussolini ao papa Pio XI, de forma que a igreja tivesse seu próprio espaço e não metesse o bedelho na administração italiana ou romana.

O que você não sabe, *hihihi*, é que os caixas eletrônicos dos bancos do Vaticano são os únicos do mundo em que LATIM é uma das opções de idioma para ler as mensagens do banco durante a transação. Genial! 8)

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O novo filhote, twitter e Marilyn Monroe! – Imagens da Semana

seg


O baby
!

felicia's style

eu = mãe coruja!
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Quem me segue no twitter ou me tem no flickr já sabe da chegada do meu gatinho(a). E, obviamente, estou colocando o artigo feminino entre parênteses porque eu ainda não sei o sexo do gato-corujinha aí da foto!  Só sei que o filhote é uma graça e estou muito, muito feliz de tê-lo comigo, já que andava me sentindo bem sozinha. Pra quem não sabe, minha outra  gatinha morreu faz tempo e eu acabei não contando porque fiquei triste demais: eu realmente me apego aos bichinhos…!

O baby que chegou aqui quarta-feira passada é mistura de persa com siamês, tem um mês e uma semana de idade e, não!, não acho legal que ele tenha sido desmamado tão cedo da mamãe-gata! A questão é que ela mesma já estava rejeitando os filhotes, o que adiantou a doação dele pra mim. Bem, a pergunta que não quer calar é: menino ou menina? Em breve, descobrirei! Só sei que  se for menino vai chamar Calvin, se for menina, Hannah, e enquanto isso eu estou chamando o bicho de “gato/baby/xuxu”. LOL :P E, claro, tem mais fotos do Calvin/Hannah no flickr!
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Marilyn Monroe, o mito

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foto da webcam, pra variar um pouquinho! hehe

Não resisti e cliquei no meu próprio banner do submarino semana passada! Eu sou do tipo que adora revirar páginas e páginas de promoções de lojonas online e eis que acabei encontrando o livro com uma biografia e as fotos do último ensaio de Marilyn pela bagatela de R$9,90! Já comecei a ler Marilyn Monroe: O Mito, folheei tudo e, com certeza, foi uma ótima compra. O papel é maravilhoso e é uma excelente pedida para quem gosta de ter belas imagens pra referências assim, na mão! Afinal, não sei vocês, mas tem horas que eu canso de ver as coisas só na tela.

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Top 100 Garotas do Twitter


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Listas, listas, listas! E eu tive o prazer de aparecer em mais uma delas! Desta vez, um portal de compartilhamento de links, o LinkNinja, criou um hotsite bem bacana para mostrar as “100 garotas para você seguir bem de perto no Twitter!”. Aí no print vocês vêem outras meninas escolhidas, mas espalhadas pela lista estão outras garotas mara, que eu conheço pessoalmente e são incríveis: a Alê Ferreira, a Ariane (aka lovemaltine), a outra , a Lia e  a Vivi! Obrigada pela indicação! <3

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Inverno…

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… Tá chegando! E eu só quis registrar o termômetro da Paulista hoje, porque estou hiper feliz em tirar casacos do armário. 8)

Meme das 100 coisas

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… Vi no blog da Lia e não resisti! Respondi e comentei alguns itens absurdos. E, claro, os riscados eu já fiz, os não-riscados, não. 8)


1. Criou seu próprio blog.

2. Dormiu sob as estrelas. (acampei no Juca e acamparei de novo!)
3. Tocou numa banda. (sim. Foi uma micro jazz band e eu tava no piano)
4. Visitou o Havaí.
5. Viu uma chuva de meteoros. (não. Quem já viu isso? ¬¬)
6. Doou mais do que podia pra caridade.
7. Foi para a Disneylândia.
8. Escalou uma montanha.
9. Segurou um louva-deus.
10. Cantou solo.
11. Pulou de bungee jump. (pulei de high jump, que é o contrário, você vai de baixo pra cima. De Bungee Jump, eu não tenho coragem.)
12. Visitou Paris.
13. Viu uma tempestade de raios no mar.
14. Aprendeu uma forma de arte sozinho.
15. Adotou uma criança.
16. Teve infecção alimentar. (sou estômago de avestruz e só vomito por razões emocionais, believe me or not.)
17. Visitou a Estátua da Liberdade ou o Cristo Redentor. (os dois e também as Torres Gêmeas antes de serem destruídas.)
18. Cultivou seus próprios vegetais. (pô, eu era a maior cultivadora de feijões durante a pré-escola!)
19. Viu a Monalisa na França. (e, como eu já disse, é um quadro que mais parece um porta-retrato. Me desapontou um pouco!)
20. Dormiu num trem-leito. (na Europa e aqui, quando ainda existia o Trem de Prata que fazia São Paulo – Rio de Janeiro.)
21. Participou de uma luta de travesseiros.
22. Viajou pedindo carona.
23. Faltou por estar doente quando não estava. (um clássico!)
24. Construiu um forte de neve.
25. Segurou um carneiro.
26. Mergulhou pelado. (eu era criança! hehe)
27. Correu uma maratona.
28. Se escondeu em uma gôndola em Veneza. (por que raios alguém faria isso? As gôndolas ficam no rio!)
29. Viu um eclipse total.
30. Viu o nascer e o pôr-do-sol.
31. Fez um home-run.
32. Esteve em um cruzeiro.
33. Viu as Niagara Falls ao vivo.
34. Visitou o lugar onde seus ancestrais nasceram.
35. Viu uma comunidade Amish.
36. Aprendeu uma língua nova sozinha.
37. Teve dinheiro o bastante pra ficar realmente satisfeito.
38. Viu a Torre Inclinada de Pisa.
39. Escalou nas rochas. (não sou nada ecológica. Inclusive, eu só acampo porque é Juca.)
40. Viu “David” de Michelangelo.
41. Cantou karaokê.
42. Viu um géiser em erupção.
43. Pagou uma refeição para um estranho.
44. Visitou a África
45. Andou na praia à luz da lua.
46. Foi transportado por uma ambulância.
47. Teve um retrato seu pintado.
48. Pescou no alto-mar.
49. Viu a Capela Sistina.
50. Esteve no topo da Torre Eiffel em Paris.
51. Mergulhou ou fez snorkel.
52. Beijou na chuva.
53. Brincou na lama.
54. Foi à um cinema drive-in. (existe cinema-drive-in por aqui ainda? Eu fui só no drive-in mermo… hehe)
55. Foi ao cinema.
56. Visitou a Muralha da China.
57. Abriu seu próprio negócio.
58. Teve aula de artes marciais.
59. Visitou a Rússia.
60. Trabalhou em uma cozinha do sopão.
61. Vendeu biscoitos de escoteiras.
62. Admirou as baleias. (no Sea World! Shamu rocks!)
63. Ganhou flores sem motivo.
64. Doou sangue.
65. Pulou de pára-quedas.
66. Visitou um campo de concentração nazista.
67. Teve um cheque devolvido.
69. Salvou um brinquedo de infância.
70. Visitou o Lincoln Memorial.
71. Comeu caviar.
72. Fez um quilt.
73. Foi até Times Square.
74. Conheceu os Everglades.
75. Foi demitido. (pedi demissão para mudar de emprego, do qual fui mandada embora meses depois. #VDM)
76. Assistiu a mudança de guardas em Londres.
77. Quebrou um osso.
78. Andou em uma motocicleta de corrida.
79. Viu Grand Canyon ao vivo.
80. Publicou um livro.
81. Vistou o Vaticano.
82. Comprou um carro zero.
83. Andou em Jerusalém.
84. Teve uma foto sua no jornal.
85. Leu a Bíblia inteira.
86. Visitou a Casa Branca.
87. Matou e preparou um animal para comer.
88. Teve catapora. (duas vezes! Believe it or not².)
89. Salvou a vida de alguém.
90. Participou de um júri.
91. Conheceu alguém famoso.
92. Participou de um clube do livro.
93. Perdeu um ente querido.
94. Teve um bebê.
95. Viu o Alamo ao vivo.
96. Nadou no Great Salt Lake.
97. Processou alguém ou foi processado.
98. Teve um celular.
99. Foi picado por uma abelha.
100. Foi ao Canal do Panamá.

Quem quiser roubar, fique à vontade! 8)

100 fatos sobre a Europa – Parte 4

sex

Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a quarta parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri), segunda parte (Paris e Amsterdam) e terceira parte (Berlim e Frankfurt).

Penúltimo post da série: Salzburg e Veneza.


SALZBURG

Salzburg

61. Salzburg é uma cidade pequena. Minúscula. E nós conseguimos nos perder por lá. Tipo, não se perder como em Paris, em que as ruas fazem curvas de 60º e não mudam de nome, mas se perder bonito, tipo andar 4 quarteirões à toa.

62. Apesar de parecer pequena para nós, para os austríacos, Salzburg não é coisa pouca. A cidade tem pouco mais de 150 mil habitantes e é a segunda mais importante do país, ficando atrás apenas da capital, Viena. Porém, vale lembrar que toda a Áustria abriga aproximadamente 8 milhões de pessoas, portanto tem uma população menor do que a da cidade de São Paulo. Ou seja? Seria até estranho se a vida nas “grandes” cidades por lá não funcionassem.

63. Lá é a cidade natal de Mozart e a casa onde ele passou maior parte de sua vida foi tombada. Hoje, lá funciona um museu no qual eu pude ver de pertinho todos os cravos e piano-fortes em que ele compunha, além de ver partituras originais manuscritas. Infelizmente, lá não era permitido tirar fotos, portanto ficou tudo na minha cabecinha. Foi um momento bem emocionante para mim, aliás. Além de eu já ter tocado músicas do Wolfgang, o cara de fato foi um gênio, mesmo tendo sido um dos compositores mais “vendidos” da história da música clássica.

Salzburg

64. O castelo: subimos centenas de degraus para chegar ao alto do burgo de Salzburg, já que o “bondinho” estava em manutenção.  Canseiras à parte, “Burg” quer dizer castelo ao pé da letra, porém os burgos foram espécies de micro-cidades feudais. Assim, ao chegar lá no alto eu relembrei as aulas de história de fio a pavio, pois você consegue distingüir direitinho desde as edificações para os protegidos do rei até as pequenas casinhas, onde residiam comerciantes e empregados. Isso sem contar todos os canhões que ficam apontados para pequenas janelas nas muradas do forte.

65. Quem disse que a Europa é um continente de velhinhos te enganou! Um dos lugares onde menos esperávamos ver adolescentes era a Áustria. Sabe aquela galerinha-13-anos-me-acho? Sim, sim: meia noite e todos bombando no Burger King da estação central. Praticamente uma rave no posto.

66. Esta cidade tem a catedral mais linda que eu já entrei. Nada de ouro caindo pelas paredes, nada de se sentir angustiado em meio a tanto brilho e pompa: esta igreja te acalma profundamente com a sua beleza simples. Admirei.

67. Ao mesmo tempo, nunca vi um cemitério com tantos centenários! Andamos no cemitério charmoso atrás da principal catedral da cidade e ficamos bestas com a idade das pessoas. 90 anos, pra eles, é morrer jovem! Afinal, nós não encontramos um ou dois, mas vários túmulos de pessoas com mais de 105 anos. Vida longa aos Salzburguenses!

68. Fantoches: aparentemente a cidade é bastante reconhecida por sua produção artesanal de “puppetiers”. Dentro do burgo, encontramos um museu de fantoches que exibia inclusive os bonecos usados no filme Amadeus (1984), sobre a vida do sr. Mozart.

Train


69. Momento mais emocionante da viagem:
a sensação épica de liberdade dentro do trem, vendo os alpes passarem pela janela, na fronteira com a Itália. A sensação de sorte de poder fazer uma viagem como essa. A sensação de “Deus existe” ao observar as paisagens mais lindas que eu já vi em toda minha vida. Tudo branco.

70. Tudo o que eu pensei sobre Salzburg caiu por terra quando cheguei lá. Cidade linda? Sim! Mas eu sonhei alto achando que chegaria lá e aproveitaria um “clima de lareira” gostoso e relaxaria observando a neve na janela enquanto algum loiro nórdico massageasse meus pés…. E é claro que não! Nós passamos foi frio e nada de lareira! É claro que, enfim, se pensar bem, passamos frio a viagem toda, mas lá foi com gosto:  o único lugar com temperaturas abaixo de zero. E NADA DE NEVE. Grrrr ¬¬
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VENEZA

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Veneza


71.
Você já viu em filmes, você já viu fotos, teus conhecidos que foram pra lá já comentaram, mas nada se iguala a de fato ir para esse lugar. Eu nunca fui louca pra conhecer a Itália, e Veneza parecia só uma cidadezinha bonita. Porém, ao chegar lá, me surpreendi e me apaixonei. A cidade me conquistou de tal forma que agora estou colocando nos meus planos voltar pra lá no Verão e também, obviamente, no carnaval. É simplesmente má-gi-co. E o céu na Itália é mais azul. Entendam.

72. Veneza é uma cidade cara. Nada de H&M e lojonas por lá. Ali o esquema é só Louis Vouitton, Prada, Gucci e Salvatore Ferragamo. Por essas e outras, tanto eu quanto 99% dos pobres mortais que viajam para lá, acabam ficando em Mestre, cidade vizinha e meio judiada. Uma pena, pois ela fica a apenas 20 minutos (de ônibus!) do paraíso veneziano.

73. A única coisa barata nessas mais de 100 ilhas e ilhotas é o sorvete. Sorvete que, aliás, nos conquistou: duas bolas gigantescas por apenas 1€ e que colocam Gelateria Parmalat no chinelo. Nós só não sabemos ao certo se foi a vanilla absurdamente saborosa que nos ganhou ou se foi o sorveteiro simpático com carinha de nerd-me-leva-pra-casa, só que italiano – portanto, mais sexy.

74. Veneza abriga a maior concentração de turistas por metro quadrado de todos os lugares que visitamos! Ver italianos mesmo, só se for nas lojas. Tanto é verdade que encontramos com a mesma família americana umas quatro vezes durante os dois dias que passeamos por lá. Mas, claro, lembremos que Veneza também é uma cidade puramente turística, já que nas ilhas mesmo só residem os moradores mais antigos. Até os comerciantes e lojistas costumam morar em Mestre e fazer pequenas viagens todos os dias.

Veneza


75. As gôndolas.
Sim, elas são lindas. Sim, elas existem. Sim, os gondoleiros são maravilhosos. Não, eu não andei. Por que? Porque por apenas 20 minutinhos de passeio, eu e Lari teríamos de desembolsar a bagatela de 80€, sendo que ainda por cima sentíriamos uma dupla facada no peito, já que não estaríamos aproveitando devidamente o romance do rolê. Tirei fotos e me dei por satisfeita. Virei a esquina e comprei lingeries made in Italy maravilhosas em promoção por um quarto do que eu gastaria na gôndola. Melhor, não? 8)

76. Se antes nós ficamos impressionadas com quadros gigantes, em Veneza vimos paredes inteiras pintadas a óleo no Museu São Marco. Aí sim vimos a maior pintura a óleo do mundo, só não me pergunte sobre o que era nem quem pintou: vimos tanta coisa que, na terceira sala depois da “maior pintura”, já tínhamos esquecido tudo. ¬¬

77. Como esquecer? Nos sentamos à beira de uma ponte charmosa para almoçarmos una bella pizza de mussarela, champignons, tomate e prosciutto (presunto cru delicioso!) e acabamos batendo um papo com um engenheiro espanhol que mora na Alemanha e vem constantemente ao Brasil resolver negócios com a Itaipava, Coca-cola e N outras empresas gigantes. A conversa foi longe, o rapaz senhor homem deu até um cartão para mandarmos e-mail para ele. Chaveco? Imagina… Pagou inclusive nossos capuccinos. Obrigada, viu? O papo foi ótimo, mas passei a bola pra Lari. hehe 8)
(continuo o assunto da pizza no post sobre Roma!)

78. Sem dúvida alguma, a cidade vai desaparecer. Você pensa que a situação não é tão problemática, que a cidade vem afundando apenas “alguns centímetros”, mas chega lá e vê casas e prédios com o primeiro e o segundo andar totalmente inutilizados pela invasão da água. Casas em que é possível enxergar apenas o batente superior de uma porta chique deteriorada e uma janela fina transformada em “passagem”… Portanto, se você tem vontade de conhecer a cidade, não espere mais 20 anos até ganhar na loteria. Viaje, veja, visite porque o lugar é lindo, é histórico e vai acabar. Não existem estimativas concretas de tempo para isso, mas o aviso está dado.
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Veneza

79. A famosa Piazza San Marco sofre com enchentes diariamente, devido a elevação das águas do rio que banha as ilhas da cidade. De manhã, plataformas de madeira são posicionadas por toda a praça para que os turistas possam andar. Às 11 da manhã já está tudo sequinho, mas se você for azarado, pode acabar tendo que enfrentar uma enchente nessa mesma paisagem assim.

80. Não, gente! O rio não fede, não cheira mal! Pelo menos não no inverno, né? hehe 8)

No próximo e último post sobre a viagem: Roma e as considerações finalíssimas sobre toda a viagem. Aguardem! 8)

100 fatos sobre a Europa – Parte 3

sex

Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri) e segunda parte (Paris e Amsterdam).

Demorei pra continuar, mas agora vamos! Com vocês, Berlim e Frankfurt.


BERLIM

Berlim

Não vi o muro, mas vi o Knut!

41. Passei menos tempo do que pretendia por lá. Tudo começou porque não conseguimos o trem que queríamos de Paris pra Amsterdam, aí perdemos um dia na terra da Heineken. Nosso próximo destino seria Berlim, que acabou ficando prejudicada com a confusão. Ficamos num hotel bacana, com um café da manhã digno, que me fez suportar pela última vez andar por aí com um mochilão com mais de 13kg nas costas.

42. Quando você pensa em Berlim, você pensa em muro e história mundial recente. Ahan. Pois saibam que não se encontra tão facilmente o que restou do “muro de Berlim” construído depois da Segunda Guerra e destruído no final dos anos 1980. Vocês já devem saber de toda essa história, mas ainda assim recomendo assistir o excelente“Adeus, Lênin!”, que trata da situação da queda do muro de uma forma asbolutamente poética.

Bom, alguns livros turísticos indicam pontos da cidade com ruínas do muro, mas pela nossa falta de tempo e pela nossa cabeça avoada que nos fez esquecer os DOIS guias no hotel, acabamos ficando sem muro. É, fui pra Berlim e não vi o muro. Shame on me e lição para você que vai pra lá: dê prioridade a isso e consulte exatamente onde estão as ruínas que você quer ver. Não posso dar essa dica, porque, só de raiva, eu nem quis mais olhar onde elas estavam.

43. Mas, nem tudo está perdido! Eu vi, eu vi, eu vi a antiga catedral de Berlim que foi destruída na guerra. Atualmente, somente um lado da igreja está restaurado e o local funciona como uma espécie de museu em homenagem ao esplendor da catedral antes de ser destruída. Ao lado, uma igreja católica moderníssima foi construída, com direito a um órgão gigante e ao Jesus Cristo mais moderno que eu já vi, feito por um artista plástico alemão. O curioso é que no museu da catedral, um dos painéis informativos diz o seguinte:

Berlim

Traduzindo, simplificando: “Políticas insanas levaram à Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945. Bombas foram atiradas sem perdão em Berlim. Durante a noite de 23 de novembro de 1943, a igreja foi atingida pela primeira vez e danificada tão severamente que teve de encerrar suas atividades. Mais tarde, ataques diretos e brigas de rua nos dias finais de hostilidade transformaram a antes esplêndida casa de Deus numa ruína triste.”

Políticas insanas? Ou políticas nazistas insanas apoiadas pelo povo alemão? … Enfim, o que importa é que a Alemanha me deixou com uma impressão bem clara: a população de mente sã repudia o que foi o nazismo. Pelo menos.

44. Outra prova clara de que os alemães repudiam essa época de terror, é que em todo o centímetro da cidade disponível para propaganda eu tive que aturar a cara do Tom Cruise nos cartazes de “Operação Valquíria”. Não vi o filme ainda, quero ver, acho o Tom um gato  e tudo mais, mas tanta publicidade me deixou desconfiada. Soou como obrigação ter de divulgar um filme que conta a história de um atentado contra Hitler.

45. Mudando de assunto, Berlim é a terra de uma das fofurinhas mais bem divulgadas dessa internet de Deus: o Knut. Knut é um ursinho polar que nasceu dentro do Zoológico (gigante) de Berlim. Rodamos horas (eu disse horas!) para encontrar o urso-pop-star e valeu a pena!

Zoo - Berlim

Ele é lindo, anda de um lado para o outro pra galera fotografar e tem uma carinha adolescente que não deixa você confundí-lo com os ursos mais velhos! Cresceu rápido e já tá todo posudo! Awn! <3

46. Berlim é barata. Quer comprar roupa? BERLIM. Comprei a jaqueta mais quente de toda a minha vida lá por 9 €. Vocês não estão entendendo. É uma jaqueta absurda de quente, toda forrada, com porta-ipod por dentro, com gorro e fofa, fofa, fofa. Tão fofa e tão quente que eu cheguei inclusive a suar usando a dita cuja. Ou seja? Quando eu quiser usá-la aqui em São Paulo, colocarei apenas um biquini por baixo. 8) hehe

47. O choque: os alemães são grandes. Nunca vi tanto homem grande em toda minha vida. E não necessariamente grande num sentido bom, mas eu com a minha altura média-ok (mais de 1,65 menos de 1,70m) me senti uma anã constantemente e tive medo de guardas do trem que não eram gordos, mas tinham que andar de lado no corredor para conseguir passar. Imaginem a cena.

48.
Sim, alguns são bonitos, mas não tanto quanto eu esperava. Decepção! E eu estudei um ano de alemão achando que ia encontrar um loiro aguado pra me amar e pff! Acabou que “loiro” não integra minha lista de preferências num homem (que dirá os com o adjetivo “aguado”) e eles não são lá tão gatos quanto eu imaginava.

49. O básico do alemão ajuda. E me ajudou. Se você não manja absolutamente nada, vale a pena ter um guiazinho de bolso com aquelas palavrinhas chaves do lugar, nem que seja pra você entender que ausgang é saída. Lá as placas do metrô não são traduzidas e obviamente você vai precisar delas.

50. Um elogio à cidade e à educação: o metrô de lá não tem catracas. Sem barreiras. Sem cobranças. Isso só pode significar que a população é tão bem educada  e com um nível tão bom que compram as passagens porque acham justo pagar pelo transporte público. Não é admirável? Sim, é.

Vou confessar que nós pegamos o metrô sem pagar por engano, porque não entendemos como funcionava! Depois é que vimos a lógica da coisa e fomos boas turistas. Seja você também. Além de ser o mínimo, o básico e o obrigatório, esse é um jeito de manter uma imagem mais simpática de nosso país lá fora, porque, acreditem, o que tem de turista brasileiro metido a bonzão, não tá no gibi! Uma pena.


FRANKFURT

Frankfurt

Eu e o pôr-do-sol da ponte do Rio Main (ou Meno)

51. Mais um café da manhã memorável, desta vez by Holiday Inn. Foi o segundo melhor de toda a viagem e só perdeu pro café da manhã de Salzburg porque lá tinha ovos mexidos todos os dias. E, sim, eu sou trash pra c$#%#$% e adoro um bom café da manhã internacional com ovos e etc., principalmente quando já sei que vou almoçar só depois das 16h. hehe

52. As pessoas perguntaram: vai fazer o que em Frankfurt? E eu lá sei, pessoal? Conhecer, mas é claro. Acho que é o mesmo tipo de pergunta besta que se faz para alguém que vem para São Paulo, já que aparentemente aqui não é uma “cidade turística”. Há controvérsias, não??

53. A “Skyline” de Frankfurt. Esta é aparentemente a grande atração da cidade, segundo o vendedor da loja de bichos de pelúcia, com quem conversamos sobre futebol e sobre o Kaká, lógico. Apesar de termos visto vários prédios, deixou a desejar e pareceu uma piada pronta. A skyline mais impressionante que eu vi foi certamente a de Paris, com seu “centrinho comercial”, o La Defense. Arrasam com Frankfurt. Perderam, arianos.

54. Abrindo o guia, descobrimos que Frankfurt abriga um museu de arte contemporânea recheado de arte pop. Lari e eu corremos de manhã cedinho direto pro museu, chegamos lá babando de ansiedade e demos com a cara na porta. Uma bela placa de CLOSED em amarelo avisava os inocentes turistas que o local estava fechado para desmontar uma exposição xis do Japão. A raiva foi grande, já que vi obra de tudo quanto é gente e voltei para os trópicos sem apreciar um Lichtenstein de perto. ¬¬

Frankfurt

Eu e um ursão gigante (óbvio, não? hehe)


55.
Frankfurt é a capital mundial do bicho de pelúcia. Ursos, avestruzes, elefantes e até ornitorrincos ganham versões fofas nas lojas de pelúcias artesanais. Se você não quer morrer enfartando de fofura ou com uma facada de euros no peito, fique longe. Eu ainda não compreendo como consegui resistir a um chaveiro de urso que custava 10 €. Acho que foi por isso. Por causa dos 10 €.

56. Para atenuar a dor de não ter entrado no museu de arte contemporânea, comprei um livro de pop art absurdo de maravilhoso pela bagatela de 10 € – o preço que eu pagaria no chaveiro de urso. Acho que fiz uma boa troca, não? Agora só tenho de voltar pra aula de alemão, porque por enquanto só consigo “ler” as figuras. 8)

57. Abandonei o mochilão. Em Frankfurt minha “Trilhas & Rumos” se tornou insustentável e eu aproveitei pra adquirir uma Samsonite vermelha com um formatinho versátil e tamanho bom, que pode ser usada tanto como carrinho como mala de mão. Foi caro, mas necessário e essas malas duram a vida toda. Recomendo!

58. Entrei num lugar mais alemão do que toda a Alemanha. Sério. Almoçamos num restaurante que parecia uma taberna germânica feudal, cheia de alemães velhinhos tomando cerveja, com direito a vitrais coloridos para iluminar a cena toda. Tudo bem que, quando os velhinhos adentraram o recinto em fila indiana, a gente tremeu em nossas cadeiras e achou que eles fossem uma espécie de máfia da terceira idade ou um grupo de poker de veteranos do exército, mas eles eram inofensivos e nos renderam bons comentários em português.

Para completar, eu, que adoro comida alemã, me deliciei com carne de porco assada e apflstrüdel com sorvete de sobremesa. Certamente foi uma das refeições mais inesquecíveis de toda a viagem!  Sim, eu ainda juro de pés juntos que emagreci mochilando.
(esse tópico me deu fome!)

59. O pôr do sol mais lindo que vimos. O céu de “Francoforte do Meno”, como diriam os portugueses, é absurdamente azul, mesmo com a poluição visível, já que todo predinho tem uma chaminé. Este céu azul nos proporcionou o mais belo sunset na Europa. Fiquei meio abobalhada em cima da ponte e perdi um tempinho olhando a paisagem de uma cidade que alguns consideram “cinza e sem atrativos”. Definitivamente, a beleza está nos olhos de quem vê.

60. Da próxima vez, irei a Münich. A Lari e eu não tínhamos nos atraído pela cidade ao escolher os destinos do nosso mochilão, mas quando o trem a caminho de Salzburg fez parada em Munique, sentimos até uma dor no coração: tinha GELO em todo lugar… Como vocês já sabem, eu não peguei neve. Ou seja? Revoltante.

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Aguardem cenas do próximo capítulo: Salzburg e Veneza.
Salzburg, a cidade austríaca onde tínhamos certeza que veríamos neve, e Veneza, um lugar muito mais encantado do que eu imaginava (e muito mais frio também).