100 fatos sobre a Europa – Parte 4

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a quarta parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri), segunda parte (Paris e Amsterdam) e terceira parte (Berlim e Frankfurt).

Penúltimo post da série: Salzburg e Veneza.


SALZBURG

Salzburg

61. Salzburg é uma cidade pequena. Minúscula. E nós conseguimos nos perder por lá. Tipo, não se perder como em Paris, em que as ruas fazem curvas de 60º e não mudam de nome, mas se perder bonito, tipo andar 4 quarteirões à toa.

62. Apesar de parecer pequena para nós, para os austríacos, Salzburg não é coisa pouca. A cidade tem pouco mais de 150 mil habitantes e é a segunda mais importante do país, ficando atrás apenas da capital, Viena. Porém, vale lembrar que toda a Áustria abriga aproximadamente 8 milhões de pessoas, portanto tem uma população menor do que a da cidade de São Paulo. Ou seja? Seria até estranho se a vida nas “grandes” cidades por lá não funcionassem.

63. Lá é a cidade natal de Mozart e a casa onde ele passou maior parte de sua vida foi tombada. Hoje, lá funciona um museu no qual eu pude ver de pertinho todos os cravos e piano-fortes em que ele compunha, além de ver partituras originais manuscritas. Infelizmente, lá não era permitido tirar fotos, portanto ficou tudo na minha cabecinha. Foi um momento bem emocionante para mim, aliás. Além de eu já ter tocado músicas do Wolfgang, o cara de fato foi um gênio, mesmo tendo sido um dos compositores mais “vendidos” da história da música clássica.

Salzburg

64. O castelo: subimos centenas de degraus para chegar ao alto do burgo de Salzburg, já que o “bondinho” estava em manutenção.  Canseiras à parte, “Burg” quer dizer castelo ao pé da letra, porém os burgos foram espécies de micro-cidades feudais. Assim, ao chegar lá no alto eu relembrei as aulas de história de fio a pavio, pois você consegue distingüir direitinho desde as edificações para os protegidos do rei até as pequenas casinhas, onde residiam comerciantes e empregados. Isso sem contar todos os canhões que ficam apontados para pequenas janelas nas muradas do forte.

65. Quem disse que a Europa é um continente de velhinhos te enganou! Um dos lugares onde menos esperávamos ver adolescentes era a Áustria. Sabe aquela galerinha-13-anos-me-acho? Sim, sim: meia noite e todos bombando no Burger King da estação central. Praticamente uma rave no posto.

66. Esta cidade tem a catedral mais linda que eu já entrei. Nada de ouro caindo pelas paredes, nada de se sentir angustiado em meio a tanto brilho e pompa: esta igreja te acalma profundamente com a sua beleza simples. Admirei.

67. Ao mesmo tempo, nunca vi um cemitério com tantos centenários! Andamos no cemitério charmoso atrás da principal catedral da cidade e ficamos bestas com a idade das pessoas. 90 anos, pra eles, é morrer jovem! Afinal, nós não encontramos um ou dois, mas vários túmulos de pessoas com mais de 105 anos. Vida longa aos Salzburguenses!

68. Fantoches: aparentemente a cidade é bastante reconhecida por sua produção artesanal de “puppetiers”. Dentro do burgo, encontramos um museu de fantoches que exibia inclusive os bonecos usados no filme Amadeus (1984), sobre a vida do sr. Mozart.

Train


69. Momento mais emocionante da viagem:
a sensação épica de liberdade dentro do trem, vendo os alpes passarem pela janela, na fronteira com a Itália. A sensação de sorte de poder fazer uma viagem como essa. A sensação de “Deus existe” ao observar as paisagens mais lindas que eu já vi em toda minha vida. Tudo branco.

70. Tudo o que eu pensei sobre Salzburg caiu por terra quando cheguei lá. Cidade linda? Sim! Mas eu sonhei alto achando que chegaria lá e aproveitaria um “clima de lareira” gostoso e relaxaria observando a neve na janela enquanto algum loiro nórdico massageasse meus pés…. E é claro que não! Nós passamos foi frio e nada de lareira! É claro que, enfim, se pensar bem, passamos frio a viagem toda, mas lá foi com gosto:  o único lugar com temperaturas abaixo de zero. E NADA DE NEVE. Grrrr ¬¬
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VENEZA

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Veneza


71.
Você já viu em filmes, você já viu fotos, teus conhecidos que foram pra lá já comentaram, mas nada se iguala a de fato ir para esse lugar. Eu nunca fui louca pra conhecer a Itália, e Veneza parecia só uma cidadezinha bonita. Porém, ao chegar lá, me surpreendi e me apaixonei. A cidade me conquistou de tal forma que agora estou colocando nos meus planos voltar pra lá no Verão e também, obviamente, no carnaval. É simplesmente má-gi-co. E o céu na Itália é mais azul. Entendam.

72. Veneza é uma cidade cara. Nada de H&M e lojonas por lá. Ali o esquema é só Louis Vouitton, Prada, Gucci e Salvatore Ferragamo. Por essas e outras, tanto eu quanto 99% dos pobres mortais que viajam para lá, acabam ficando em Mestre, cidade vizinha e meio judiada. Uma pena, pois ela fica a apenas 20 minutos (de ônibus!) do paraíso veneziano.

73. A única coisa barata nessas mais de 100 ilhas e ilhotas é o sorvete. Sorvete que, aliás, nos conquistou: duas bolas gigantescas por apenas 1€ e que colocam Gelateria Parmalat no chinelo. Nós só não sabemos ao certo se foi a vanilla absurdamente saborosa que nos ganhou ou se foi o sorveteiro simpático com carinha de nerd-me-leva-pra-casa, só que italiano – portanto, mais sexy.

74. Veneza abriga a maior concentração de turistas por metro quadrado de todos os lugares que visitamos! Ver italianos mesmo, só se for nas lojas. Tanto é verdade que encontramos com a mesma família americana umas quatro vezes durante os dois dias que passeamos por lá. Mas, claro, lembremos que Veneza também é uma cidade puramente turística, já que nas ilhas mesmo só residem os moradores mais antigos. Até os comerciantes e lojistas costumam morar em Mestre e fazer pequenas viagens todos os dias.

Veneza


75. As gôndolas.
Sim, elas são lindas. Sim, elas existem. Sim, os gondoleiros são maravilhosos. Não, eu não andei. Por que? Porque por apenas 20 minutinhos de passeio, eu e Lari teríamos de desembolsar a bagatela de 80€, sendo que ainda por cima sentíriamos uma dupla facada no peito, já que não estaríamos aproveitando devidamente o romance do rolê. Tirei fotos e me dei por satisfeita. Virei a esquina e comprei lingeries made in Italy maravilhosas em promoção por um quarto do que eu gastaria na gôndola. Melhor, não? 8)

76. Se antes nós ficamos impressionadas com quadros gigantes, em Veneza vimos paredes inteiras pintadas a óleo no Museu São Marco. Aí sim vimos a maior pintura a óleo do mundo, só não me pergunte sobre o que era nem quem pintou: vimos tanta coisa que, na terceira sala depois da “maior pintura”, já tínhamos esquecido tudo. ¬¬

77. Como esquecer? Nos sentamos à beira de uma ponte charmosa para almoçarmos una bella pizza de mussarela, champignons, tomate e prosciutto (presunto cru delicioso!) e acabamos batendo um papo com um engenheiro espanhol que mora na Alemanha e vem constantemente ao Brasil resolver negócios com a Itaipava, Coca-cola e N outras empresas gigantes. A conversa foi longe, o rapaz senhor homem deu até um cartão para mandarmos e-mail para ele. Chaveco? Imagina… Pagou inclusive nossos capuccinos. Obrigada, viu? O papo foi ótimo, mas passei a bola pra Lari. hehe 8)
(continuo o assunto da pizza no post sobre Roma!)

78. Sem dúvida alguma, a cidade vai desaparecer. Você pensa que a situação não é tão problemática, que a cidade vem afundando apenas “alguns centímetros”, mas chega lá e vê casas e prédios com o primeiro e o segundo andar totalmente inutilizados pela invasão da água. Casas em que é possível enxergar apenas o batente superior de uma porta chique deteriorada e uma janela fina transformada em “passagem”… Portanto, se você tem vontade de conhecer a cidade, não espere mais 20 anos até ganhar na loteria. Viaje, veja, visite porque o lugar é lindo, é histórico e vai acabar. Não existem estimativas concretas de tempo para isso, mas o aviso está dado.
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Veneza

79. A famosa Piazza San Marco sofre com enchentes diariamente, devido a elevação das águas do rio que banha as ilhas da cidade. De manhã, plataformas de madeira são posicionadas por toda a praça para que os turistas possam andar. Às 11 da manhã já está tudo sequinho, mas se você for azarado, pode acabar tendo que enfrentar uma enchente nessa mesma paisagem assim.

80. Não, gente! O rio não fede, não cheira mal! Pelo menos não no inverno, né? hehe 8)

No próximo e último post sobre a viagem: Roma e as considerações finalíssimas sobre toda a viagem. Aguardem! 8)

100 fatos sobre a Europa – Parte 3

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri) e segunda parte (Paris e Amsterdam).

Demorei pra continuar, mas agora vamos! Com vocês, Berlim e Frankfurt.


BERLIM

Berlim

Não vi o muro, mas vi o Knut!

41. Passei menos tempo do que pretendia por lá. Tudo começou porque não conseguimos o trem que queríamos de Paris pra Amsterdam, aí perdemos um dia na terra da Heineken. Nosso próximo destino seria Berlim, que acabou ficando prejudicada com a confusão. Ficamos num hotel bacana, com um café da manhã digno, que me fez suportar pela última vez andar por aí com um mochilão com mais de 13kg nas costas.

42. Quando você pensa em Berlim, você pensa em muro e história mundial recente. Ahan. Pois saibam que não se encontra tão facilmente o que restou do “muro de Berlim” construído depois da Segunda Guerra e destruído no final dos anos 1980. Vocês já devem saber de toda essa história, mas ainda assim recomendo assistir o excelente“Adeus, Lênin!”, que trata da situação da queda do muro de uma forma asbolutamente poética.

Bom, alguns livros turísticos indicam pontos da cidade com ruínas do muro, mas pela nossa falta de tempo e pela nossa cabeça avoada que nos fez esquecer os DOIS guias no hotel, acabamos ficando sem muro. É, fui pra Berlim e não vi o muro. Shame on me e lição para você que vai pra lá: dê prioridade a isso e consulte exatamente onde estão as ruínas que você quer ver. Não posso dar essa dica, porque, só de raiva, eu nem quis mais olhar onde elas estavam.

43. Mas, nem tudo está perdido! Eu vi, eu vi, eu vi a antiga catedral de Berlim que foi destruída na guerra. Atualmente, somente um lado da igreja está restaurado e o local funciona como uma espécie de museu em homenagem ao esplendor da catedral antes de ser destruída. Ao lado, uma igreja católica moderníssima foi construída, com direito a um órgão gigante e ao Jesus Cristo mais moderno que eu já vi, feito por um artista plástico alemão. O curioso é que no museu da catedral, um dos painéis informativos diz o seguinte:

Berlim

Traduzindo, simplificando: “Políticas insanas levaram à Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945. Bombas foram atiradas sem perdão em Berlim. Durante a noite de 23 de novembro de 1943, a igreja foi atingida pela primeira vez e danificada tão severamente que teve de encerrar suas atividades. Mais tarde, ataques diretos e brigas de rua nos dias finais de hostilidade transformaram a antes esplêndida casa de Deus numa ruína triste.”

Políticas insanas? Ou políticas nazistas insanas apoiadas pelo povo alemão? … Enfim, o que importa é que a Alemanha me deixou com uma impressão bem clara: a população de mente sã repudia o que foi o nazismo. Pelo menos.

44. Outra prova clara de que os alemães repudiam essa época de terror, é que em todo o centímetro da cidade disponível para propaganda eu tive que aturar a cara do Tom Cruise nos cartazes de “Operação Valquíria”. Não vi o filme ainda, quero ver, acho o Tom um gato  e tudo mais, mas tanta publicidade me deixou desconfiada. Soou como obrigação ter de divulgar um filme que conta a história de um atentado contra Hitler.

45. Mudando de assunto, Berlim é a terra de uma das fofurinhas mais bem divulgadas dessa internet de Deus: o Knut. Knut é um ursinho polar que nasceu dentro do Zoológico (gigante) de Berlim. Rodamos horas (eu disse horas!) para encontrar o urso-pop-star e valeu a pena!

Zoo - Berlim

Ele é lindo, anda de um lado para o outro pra galera fotografar e tem uma carinha adolescente que não deixa você confundí-lo com os ursos mais velhos! Cresceu rápido e já tá todo posudo! Awn! <3

46. Berlim é barata. Quer comprar roupa? BERLIM. Comprei a jaqueta mais quente de toda a minha vida lá por 9 €. Vocês não estão entendendo. É uma jaqueta absurda de quente, toda forrada, com porta-ipod por dentro, com gorro e fofa, fofa, fofa. Tão fofa e tão quente que eu cheguei inclusive a suar usando a dita cuja. Ou seja? Quando eu quiser usá-la aqui em São Paulo, colocarei apenas um biquini por baixo. 8) hehe

47. O choque: os alemães são grandes. Nunca vi tanto homem grande em toda minha vida. E não necessariamente grande num sentido bom, mas eu com a minha altura média-ok (mais de 1,65 menos de 1,70m) me senti uma anã constantemente e tive medo de guardas do trem que não eram gordos, mas tinham que andar de lado no corredor para conseguir passar. Imaginem a cena.

48.
Sim, alguns são bonitos, mas não tanto quanto eu esperava. Decepção! E eu estudei um ano de alemão achando que ia encontrar um loiro aguado pra me amar e pff! Acabou que “loiro” não integra minha lista de preferências num homem (que dirá os com o adjetivo “aguado”) e eles não são lá tão gatos quanto eu imaginava.

49. O básico do alemão ajuda. E me ajudou. Se você não manja absolutamente nada, vale a pena ter um guiazinho de bolso com aquelas palavrinhas chaves do lugar, nem que seja pra você entender que ausgang é saída. Lá as placas do metrô não são traduzidas e obviamente você vai precisar delas.

50. Um elogio à cidade e à educação: o metrô de lá não tem catracas. Sem barreiras. Sem cobranças. Isso só pode significar que a população é tão bem educada  e com um nível tão bom que compram as passagens porque acham justo pagar pelo transporte público. Não é admirável? Sim, é.

Vou confessar que nós pegamos o metrô sem pagar por engano, porque não entendemos como funcionava! Depois é que vimos a lógica da coisa e fomos boas turistas. Seja você também. Além de ser o mínimo, o básico e o obrigatório, esse é um jeito de manter uma imagem mais simpática de nosso país lá fora, porque, acreditem, o que tem de turista brasileiro metido a bonzão, não tá no gibi! Uma pena.


FRANKFURT

Frankfurt

Eu e o pôr-do-sol da ponte do Rio Main (ou Meno)

51. Mais um café da manhã memorável, desta vez by Holiday Inn. Foi o segundo melhor de toda a viagem e só perdeu pro café da manhã de Salzburg porque lá tinha ovos mexidos todos os dias. E, sim, eu sou trash pra c$#%#$% e adoro um bom café da manhã internacional com ovos e etc., principalmente quando já sei que vou almoçar só depois das 16h. hehe

52. As pessoas perguntaram: vai fazer o que em Frankfurt? E eu lá sei, pessoal? Conhecer, mas é claro. Acho que é o mesmo tipo de pergunta besta que se faz para alguém que vem para São Paulo, já que aparentemente aqui não é uma “cidade turística”. Há controvérsias, não??

53. A “Skyline” de Frankfurt. Esta é aparentemente a grande atração da cidade, segundo o vendedor da loja de bichos de pelúcia, com quem conversamos sobre futebol e sobre o Kaká, lógico. Apesar de termos visto vários prédios, deixou a desejar e pareceu uma piada pronta. A skyline mais impressionante que eu vi foi certamente a de Paris, com seu “centrinho comercial”, o La Defense. Arrasam com Frankfurt. Perderam, arianos.

54. Abrindo o guia, descobrimos que Frankfurt abriga um museu de arte contemporânea recheado de arte pop. Lari e eu corremos de manhã cedinho direto pro museu, chegamos lá babando de ansiedade e demos com a cara na porta. Uma bela placa de CLOSED em amarelo avisava os inocentes turistas que o local estava fechado para desmontar uma exposição xis do Japão. A raiva foi grande, já que vi obra de tudo quanto é gente e voltei para os trópicos sem apreciar um Lichtenstein de perto. ¬¬

Frankfurt

Eu e um ursão gigante (óbvio, não? hehe)


55.
Frankfurt é a capital mundial do bicho de pelúcia. Ursos, avestruzes, elefantes e até ornitorrincos ganham versões fofas nas lojas de pelúcias artesanais. Se você não quer morrer enfartando de fofura ou com uma facada de euros no peito, fique longe. Eu ainda não compreendo como consegui resistir a um chaveiro de urso que custava 10 €. Acho que foi por isso. Por causa dos 10 €.

56. Para atenuar a dor de não ter entrado no museu de arte contemporânea, comprei um livro de pop art absurdo de maravilhoso pela bagatela de 10 € – o preço que eu pagaria no chaveiro de urso. Acho que fiz uma boa troca, não? Agora só tenho de voltar pra aula de alemão, porque por enquanto só consigo “ler” as figuras. 8)

57. Abandonei o mochilão. Em Frankfurt minha “Trilhas & Rumos” se tornou insustentável e eu aproveitei pra adquirir uma Samsonite vermelha com um formatinho versátil e tamanho bom, que pode ser usada tanto como carrinho como mala de mão. Foi caro, mas necessário e essas malas duram a vida toda. Recomendo!

58. Entrei num lugar mais alemão do que toda a Alemanha. Sério. Almoçamos num restaurante que parecia uma taberna germânica feudal, cheia de alemães velhinhos tomando cerveja, com direito a vitrais coloridos para iluminar a cena toda. Tudo bem que, quando os velhinhos adentraram o recinto em fila indiana, a gente tremeu em nossas cadeiras e achou que eles fossem uma espécie de máfia da terceira idade ou um grupo de poker de veteranos do exército, mas eles eram inofensivos e nos renderam bons comentários em português.

Para completar, eu, que adoro comida alemã, me deliciei com carne de porco assada e apflstrüdel com sorvete de sobremesa. Certamente foi uma das refeições mais inesquecíveis de toda a viagem!  Sim, eu ainda juro de pés juntos que emagreci mochilando.
(esse tópico me deu fome!)

59. O pôr do sol mais lindo que vimos. O céu de “Francoforte do Meno”, como diriam os portugueses, é absurdamente azul, mesmo com a poluição visível, já que todo predinho tem uma chaminé. Este céu azul nos proporcionou o mais belo sunset na Europa. Fiquei meio abobalhada em cima da ponte e perdi um tempinho olhando a paisagem de uma cidade que alguns consideram “cinza e sem atrativos”. Definitivamente, a beleza está nos olhos de quem vê.

60. Da próxima vez, irei a Münich. A Lari e eu não tínhamos nos atraído pela cidade ao escolher os destinos do nosso mochilão, mas quando o trem a caminho de Salzburg fez parada em Munique, sentimos até uma dor no coração: tinha GELO em todo lugar… Como vocês já sabem, eu não peguei neve. Ou seja? Revoltante.

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Aguardem cenas do próximo capítulo: Salzburg e Veneza.
Salzburg, a cidade austríaca onde tínhamos certeza que veríamos neve, e Veneza, um lugar muito mais encantado do que eu imaginava (e muito mais frio também).

100 fatos sobre a europa – Parte 2

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Perdeu a primeira parte? Veja aqui.

PARIS



– But what about us?
– We’ll always have Paris.
(Ingrid Bergman e Humphrey Bogart em Casablanca, 1942)

21. Paris recebeu o apelido de “Cidade luz”, pois foi uma das primeiras grandes cidades a possuir iluminação nas ruas. Tal obra de urbanização foi feita para a Exposição Universal de 1889, motivo pelo qual foi construída a torre de ferro mais famosa do mundo. A Torre Eiffel ficou pronta exatamente para a exposição, levando apenas 2 anos para ser construída.

22. Eu sempre quis, de fato, conhecer Paris. Sempre. E apesar de toda a felicidade em passar 5 dias lá (foi a cidade em que ficamos mais tempo), infelizmente o momento mais incrível da viagem toda não foi no alto da Torre Eiffel. Tudo bem. Pelo menos foi lá que eu tirei mais fotos: mais de 500 imagens para registrar a cidade de manhã, de tarde e, principalmente, a noite.

Enquanto em outros lugares você acaba guardando a câmera pela falta de luz, lá você só pensa em registrar. Acho que só estive em um lugar mais iluminado que Paris: a Times Square, em NY. Só que lá são os anúncios que brilham na sua cara, não uma iluminação bela e estrategicamente planejada para impressionar turista.

23. Esqueça tudo o que te disseram sobre os franceses serem nojentos e antipáticos. Diz a lenda por aí que eles não curtem falar inglês, que odeiam turista que fala inglês, que odeiam, enfim, turistas. Mentira. Paris foi a cidade que mais nos tratou bem, além das pessoas terem sim topado falar com a gente em inglês. A única senhora que conversou conosco em espanhol foi super simpática e disse que não falava inglês. Se era verdade, não sei. Só sei que ela nos ajudou e nos deu um sorriso. Por que iríamos reclamar disso?

24. Paris é linda ao ar livre, mas provavelmente é o subsolo com mais história para contar. Além de ter milhares de estações de metrô, elas têm passagens e corredores que parecem caminhos de rato. Corredores estreitos, muita gente, plaquinhas de direção para todos os lados. E, bem, o metrô te ajuda absurdos. Acho que nunca peguei tantos metrôs na vida quanto em Paris: a gente chegava a pegar o metrô 8 ou 9 vezes por dia. A cidade tem tantos pontos turísticos que deixar de ver algum deles é praticamente um crime, principalmente quando se tem mais tempo!

Para completar a história do subsolo, Paris tem catacumbas espalhadas por baixo da cidade inteira. Em um determinado momento há uns 300 anos, os cemitérios começaram a ficar cheios, principalmente com os guilhotinados da Revolução Francesa. A solução aí foi criar corredores de cemitérios “ao ar livre” embaixo da terra.

Apesar dos moradores da cidade afirmarem que existem várias catacumbas espalhadas pela cidade, só uma delas fica aberta a visitação “turística”. É claro que nós fomos! Andamos quase um kilômetro em baixo da terra e nos deparamos com corredores escuros, úmidos e com ossos até o teto. Certamente foi o lugar mais assustador e bizarro em que eu já estive, mas sei lá porque cargas d’água eu simplesmente não me senti mal. O lugar tem uma calmaria estranha. Vai entender…

25. O lugar em que eu comi melhor e pior foi Paris. Lá a comida é realmente cara. Você pode sentar num restaurante mediano e gastar mais de 20 € no almoço (*facada*), ou você vai num fast food e gasta menos de 7€, ou come um belo crepe por 2 ou 3€. No começo da viagem, a gente se propôs a experimentar o fast food de cada cidade, mas em Paris a overdose foi tão grande que eu estava abandonando “Royals with cheese” pela metade. Sim, quarteirão com queijo lá é “royal with cheese” por causa do sistema métrico, assim como contaram pra você nos diálogos de Pulp Fiction (1994).

É claro que uma hora nós nos cansamos de trash food (não dava mais!) e aí eu gastei 26€ num almoço com gosto. Três pratos, vinho e café espresso. Sem reclamar. Mas, considerando o estilo da viagem que fizemos, não daria pra fazer isso sempre, até porque nós duas preferimos gastar com compras, passeios e museus do que com comida, obviamente.

26. Paris tem museu pra caramba, pra não usar outra palavra começada com “ca”. Sério. Apesar do Louvre ser o Louvre, ser gigante, ter um acervo incrível, abrigar a Mona e centenas de outras obras importantes, não foi meu museu favorito de toda a viagem. Mas… Lá é permitido tirar fotos.

Dentre todos os museus que visitamos, os de Paris foram alguns dos únicos que não proibiam câmeras fotográficas. O Louvre e o D’Orsay (museu dos impressionistas)deixam o turista à vontade e eu incluo isso na lista de razões pela qual Paris é um dos principais destinos turísticos do mundo. Os viajantes querem registrar o que vêem, querem mostrar para os amigos. Portanto, os quadros são protegidos, as informações estão em três línguas diferentes e, sim, você pode tirar fotos sem flash.

Agora eu preciso fazer um parênteses para a Mona Lisa (1507): eu juro que ainda estou tentando entender qualé a do quadro. Achei bacana ver um dos maiores símbolos da cultura ocidental ao vivo, o tal sorriso enigmático, a paleta de cores harmoniosa,  a perspectiva interessante, enfim. Só que vocês têm noção de que o quadro é praticamente um porta retrato?


Onde está Wally? Digo, onde está a Mona?

Além da tela ser pequena, duas barras de proteção estão lá pra proteger a obra de Da Vinci e uma multidão de gente se aglomera para tentar ver um pouquinho mais. Bem, eu tirei foto da bagunça toda, dei zoom na Mona e decidi que qualquer imagem em alta resolução do quadro me daria uma visão melhor do que a que tive ao vivo. Uma pena: o quadro fica tão longe que não deu nem para ter aquela emoçãozinha que eu tive ao ver outros quadros de pertinho.

27. Paris tem a população mais misturada de todas as cidades que visitamos. São indianos, negros, turcos (muitos!), loirões e loironas no estilo ariano e os franceses mesmo. A diferença é clara: eles não tem porte atlético, elas têm o rosto fino e são bem magras. Eles se vestem bem. Elas andam maquiadas até o dedo do pé, mas são finas. Foi a cidade em que mais vi gente bonita e onde menos o “biotipo brasileiro” chama atenção, já que eles estão bem acostumados com tons de pele e tipo físico parecidos com os nossos.

28. A quantidade de filmes que já foi rodada em Paris é absurda e eu fiquei toda feliz ao passar pelos lugares e lembrar dos filmes. Isso inclui o trecho do Rio Sena onde o Linguini cogita jogar o Remy em Ratatouille (2007), ou então olhar para os prédios e imaginar que uma daquelas janelas pode ter feito parte de Os Sonhadores (2003).

É claro que passar em frente ao Moulin Rouge foi uma emoção à parte, já que eu sou fã maluca do filme. Tirei trocentas fotos lá, mas me recusei a assistir o show. Minha mãe assistiu quando foi à cidade e me contou o que viu: basicamente mulheres que dançam muito e usam roupas exóticas. Como os shows atualmente, portanto, nada têm a ver com o que a casa era no passado e muito menos com a história do filme, resolvi não ir.

29. A cidade é planejada em torno do Arco do Triunfo, de forma que todas as avenidas principais levem a ele e a Champs Elysées. Olhando de cima é maravilhoso, mas para os pedestres? Um inferno. Cruzamentos de seis ruas e boulevards e avenidas que mudam de nome apenas por conta de uma leve angulação. Sim, a gente se perdeu com mapa na mão e quase foi atropelada mais de uma vez.

30. A primeira sex shop que eu entrei na vida foi em Paris. A loja estava vazia e o atendente, um chinês maluco com inglês tosco, ficava perseguindo nós duas e nos oferecendo finger vibrators. Aposto que ele pensou que éramos um casal. hehehe 8)



AMSTERDAM


Quando for a Amsterdam, alugue uma bicicleta.

31. Gente feliz andando de bicicleta. Foi a maior impressão que Amsterdam me deixou, até porque os ciclistas sorriem pra você (?). Aliás, o número de bicicletas é infinitamente maior que o de carros, o que também me proporcionou experiências de “quase-atropelamento” freqüentes, já que a ciclovia é um trecho reservado na borda da calçada e eu obviamente me esquecia disso.

32. Para o resto da Europa, um parque de diversões. Para brasileiros que moram lá, uma cidade pacata sem nada pra fazer (?). Pelo fim de semana que passamos lá, cheguei à conclusão que é uma cidade pacata, com diversões controladas. Vida noturna? Não sei. Amsterdam tem cartazes de festas espalhados por toda cidade, mas não há casas noturnas no centrinho. Aos domingos, 23h já é hora de dormir e muitos pubs começam a fechar. Logo, nada lembra a agitada vida noturna paulistana. Marijuana? Só em coffee shops. Prostitutas? Só no red light district dentro de sua própria vitrine.

33. Venta muito, portanto recomendo que você tenha um guarda-chuva bom em mãos. Pagar 5€ cada vez que um guarda-chuva seu virar ao contrário ou outra garoa começar não é nada recomendável para o seu bolso.

34. Terra da Heineken. Tomei Heinekens de todos os jeitos: em lata, em garrafa e tirada na hora. Lá eles não diferenciam cerveja de chopp, então não tenho outra forma para definir. Nós visitamos a “Heineken Experience”, o tour alcóolico que eu comentei aqui. Lá é uma espécie de fábrica turística em que você acompanha o processo de fabricação da cerveja. Cheirei todos os ingredientes, vi o tal do lúpulo e e depois tive a experiência gostosa de tomar cerveja fabricada ali na hora e sentir nela pronta todos os cheiros dos ingredientes novamente. Foi bem interessante!

35. Vodka Bols. Outro tour alcóolico, mas dessa vez da Bols, marca de vodka que não é exportada para cá e também produz diversos licores. Além de tomar um drink preparado por um dos barmans do lugar, nós ainda sentimos todas as essências possíveis dos lícores deles e descobrimos que a Bols é que inventou o copo de martini e a coqueteleira. Você sabia? Nem eu.

36. Existe uma região da cidade conhecida como “Red Light District”, ou Distrito da Luz Vermelha, e para bom entendedor, meia palavra basta. Como não existe uma placa indicando ou não há nada sugerindo como chegar lá em mapas ou guias turísticos, nós tivemos que nos informar com um taxista. Achei engraçado, porque obviamente metade dos turistas vão lá pela maconha e pelas putas. É triste, mas é verdade.

Não tirei fotos das “vitrines” especificamente porque é proibido. Melhor não arriscar…

Depois de seguir as informações do taxista, chegamos a uma rua cheia de vitrinezinhas com luzes vermelhas e pinks, onde loiras, morenas, indianas, gordinhas e feias (?) se exibem com roupas mínimas para os passantes. Se o cara gosta, dá um toque na porta, abre, conversa com a moça. Se fecharem negócio, ela simplesmente fecha a cortininha e o rala-e-rola acontece ali mesmo, numa caminha de solteiro.

Vimos diveeeersos rapazes entrando e saindo, cortininhas abrindo e fechando, levamos piscadinhas das putas (preconceito zero!) e observamos toda a interação. As bonitas lembram atrizes pornôs no estilo ninfeta do leste europeu. As feias, sei lá. As feias são piores do que as piores da Rua Augusta. E a opinião é minha, da Lari e do Eddie (que quase se apaixonou por várias “vitrines”).

37. Depois de entrar no sex shop francês, eu já estava pronta para mergulhar mais nas loucurinhas. Entramos em quase todos os sex shops da rua principal do Red light district e nos divertimos a valer. Desta vez o Eddie, meu amigo que estava morando na Inglaterra e passeou conosco em Paris e Amsterdam, estava junto, o que garantiu mais a nossa desinibição.

Conferimos com calma todos os lançamentos de vibradores, vimos todo o tipo de fetiche bizonho em dvd e observamos que todo e qualquer tipo de pessoa entra nessas lojas sem pudor algum, ao contrário daqui. As lojas geralmente têm bastante gente comprando, não existe estacionamento e é comum ver casais com mais idade entrando juntos. Neste ponto, Amsterdam me conquistou profundamente: hipocrisia zero. Palmas pra eles.

38. Saindo de todos os sex shops, encaramos um puteiro light. Não fui lá colocar nota de 10€ na calcinha da profissional do sexo, porque eu tenho amor pelo meu dinheiro, mas demos uma moedinha de 1€ para assistir uma moça dançar.

Lá existem diversos tipos de live shows, com loiras, morenas, casais e girl-on-girl. Nós optamos por ver algo mais tradicional. Entramos cada um numa cabine individual e depositamos a moeda. Em seguida, o vidro tornou-se transparente para o nosso lado e pudemos assistir a loirona dançar por um minuto. Foi uma experiência bastante surreal ver uma bunda (e outras coisas) tão de perto e do jeito que os homens curtem ver, afinal a garota faz o trabalho dela sem saber quem é que está assistindo.

Passados os 60 segundos mais surreais da noite (pelo menos pra mim!), nós três saímos da cabine e vimos uns meninos com cara de ponto de interrogação olhando pra gente. Tipo, “nossa, duas garotas? Hum”.

38. Para fechar a noite sensacional, voltamos de biketaxi para o hotel, porque os ônibus já tinham parado de circular. Quase acabamos com o fôlego do motorista francês gato que odiava Paris, mas pelo menos ele nos abraçou forte e profundamente, o que rendeu assunto para as conversas antes de dormir. Ai, ai. (L) Eu devia ter tirado uma foto dele pra mostrar pra vocês. Droga.

39. Comprei meu segundo moleskine lá. Um ruled reporter notebook de capa dura, para ficar bem diferente do que eu já tinha, um pocket ruled soft. Para quem quiser conhecer todos os modelos, entre no site. Eu estava bem afim de comprar um storyboard notebook ou um music notebook, para as minhas composições, mas não encontrei em nenhuma cidade. :(

40. Para quem pensa em visitar Amsterdam pela “diversão”, um aviso: estão querendo limpar a cidade de todas as “diversões”, então sejam rápidos. hehe 8)

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Na seqüência do Top 100, os top 10’s de Berlim e Frankfurt.
A minha não-visita ao muro, o restaurante mais alemão de toda a minha vida, os melhores cafés da manhã, nossa ação “criminosa” no metrô e o meu amor platônico pelo Knut. :love:

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100 fatos sobre a Europa – Parte 1

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a primeira parte dos 5 posts que farei contando tudinho, com algumas fotos e muitos links!


LISBOA


“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. “

Fernando Pessoa

1. Se você assistiu uma aulinha de literatura cujo tema fosse Fernando Pessoa, com certeza sabe que Lisboa não tem saída para o mar. Por isso, o Rio Tejo tornou-se extremamente importante, pois era ele que levava as naus da capital portuguesa para o mar, para os novos mundos e para o nosso Brasilzão sem dono.  Em inúmeros poemas (principalmente os de Fernando Pessoa!), o Tejo é tratado como um marzão, e qual não foi minha surpresa quando o vi pessoalmente: sim, o Tejo é um marzão. É lindo e é um horizonte sem fim. Poderia passar horas ali olhando as gaivotas e as embarcações modernas que saem minuto a minuto do porto.

2. Lisboa é definitivamente uma mistura equilibrada e perfeita do centro de São Paulo com o pelourinho de Salvador. Se alguém aqui conhecer os três lugares, por favor me corrija se eu estiver errada. 8)

3. O português de lá é lindo. É mais bonito e lembra pouco as reproduções cômicas que encontramos por aqui.

4. Eles amam o Brasil. Melissa, Maria Valentino e Morena Rosa são algumas grifes super in por lá, sem contar a 51. Para eles, importar nossa pinga é com certeza uma boa idéia.

5. Os homens portugueses são triplamente charmosos. É difícil encontrar alguém maravilindo, mas todos eles são bonitinhos e tem cara de homem (e de Orlando Bloom). Só que se você odiar homem com pêlos ou barba, esqueça.

6. Pastelarias estão espalhadas em cada esquina e eu pessoalmente recomendo que vocês experimentem os empanados e (meu preferido!) os “rissóis” de camarão. O engraçado é que lá eles comem essas frituras frias, ao contrário das nossas lanchonetes, que mantem coxinhas aquecidas, por exemplo. Mas, enfim, o recheio é
tão bom que você certamente não vai pensar nisso.

7. O metrô de Lisboa é bem singelo. Ao contrário das outras cidades que eu visitei, que, em sua maioria, tinham estações em cada esquina ou então tinham um bom motivo para não ter metrô (chegarei nisso mais tarde!), as linhas lá são restritas e não dão amplo acesso a cidade. No entanto, é possível conhecer boa parte dos pontos turísticos usando o metrô e tomando ônibus para o restante. Por esse motivo, recomendo que mesmo assim vocês procurem hotéis próximos de estações.

8. Os preços da cidade são bastante razoáveis se comparados ao resto da Europa. Geralmente gasta-se muito para comer e lá é possível comer bem gastando uma quantia ok. É possível, por exemplo, encontrar restaurantes em que você coma bem com até 10 euros. Com relação a compras em geral, os preços também são convidativos, porém não espere encontrar 934873485 lojas transadas. Aparentemente a cidade é bastante tradicional e a moda e os gostos da população refletem isso.

9. Os portugueses são silenciosos e atenciosos. Fale baixo.

10. Um sobe e desce desgraçado: use tênis.



MADRID

11. Eu achei que seria impossível usar meu espanhol (bem enferrujado e, portanto, praticamente portuñol) por lá, mas, por increça que parível, me fiz entender e entendi. Porém, se você achar que não consegue entender o espanhol deles durante a resposta, mande o inglês na lata e pronto. Melhor coisa.

12. Madrid é uma grande metrópole e, incrivelmente, foi a cidade que mais me lembrou Nova York. Muitos letreiros, muita propaganda, muito ônibus e bastante gente na rua, em todos os lugares.

13. A malha do metrô serve bem a cidade e tudo é bastante limpo e organizado, sem ter tarifas caras. As estações são bonitas e os trens vão rapidinho. Para mim, foi o melhor metrô que “pegamos”.

14. Homens estilosos. Não se espante se todos os jovens que você encontrar parecerem ter saído de um clipe new-rave. Aparentemente eles curtem essa coisa de “saí de um editorial de moda e tô aqui”. Ao contrário deles, as garotas se vestem normalmente. Com estilo, mas nada gritante. Ah, os espanhóis são feios. Sem exceções.

15. O inverno por lá não costuma ser tão rigoroso, porém este ano o frio foi mais forte e tinha neve a dar com pau, o que resultou em gelo espalhado por toda a cidade, criando oportunidade para fotos lindas. Se quiserem ver, link pro flickr já!

16. Moda: a Espanha é terra de algumas das grandes redes de lojas mais famosas na Europa. Zara, Mango (aqui MNG e etiqueta do meu sobretudo vermelho da foto, que as meninas têm comentado no flickr e no orkut), Stradivarius e Six são nomes que se vê por todas as esquinas lá. Eu já ficaria contente se tivéssemos a Six por aqui: moderna e anos luz mais barata que a Acessorize.

17. Arte: se você também teve alguma aula de arte, deve saber que grandes nomes da pintura vieram da Espanha, assim como a estética por eles criada influenciou muitos outros pintores clássicos Europa a fora durante o apogeu da coroa espanhola. O país enriqueceu com sua frota marítima imbatível e tornou-se multimilionário, permitindo que a corte acolhesse diversos artistas, como Velázques, famoso por “As Meninas”, 1657, e Goya, pintor de “Saturno devorando a un hijo”, 1823, e autor de retratos da aristocracia.

Além destes clássicos, Espanha é a pátria-mãe do gênio Dalí e do gênio Picasso. Portanto, se estiver na cidade você deve, no mínimo, visitar os dois principais museus: Museu do Prado (arte clássica) e Museu Reina Sofía (arte moderna e contemporânea), que exibem as obras citadas de todos estes artistas e muito mais. E, sim, “Güernica”, 1937, Picasso, é emocionante vista ao vivo e nenhum livro pode reproduzir a sensação que eu tive ao ver aquele quadro gigante ao vivo. Ahm, e bom, você também pode ver no Prado o safadinho “Jardim das Delícias“, 1504, do holandês Bosch e o genial-pervo “El Gran Masturbador“, 1929, de Salvador Dalí. Dalí era foda, só digo isso. Ao vivo, então…

18. Paellas! Ah, delícia. Também fizeram o crime de me dizer que as paellas de lá não são tão boas como as nossas. Peraê, né pessoal? A comida aqui no Brasil é ótima e seguramente uma das melhores do mundo, mas nem por isso nós apresentamos as melhores versões da culinária mundial (aguardem o capítulo sobre as pizzas!). Portanto, entupam-se de paellas se forem à Espanha. Eles têm diversos tipos de paellas conforme os ingredientes que acompanham e é simplesmente maravilhoso. Agora, ok, o café do Brasil é o melhor do mundo. Isso sim está fora de discussão. 8)

19. Os espanhóis falam alto. Bem alto. E são bravos. Presenciei a briga de uma mãe com seus filhos danadinhos e deu muita vergonha alheia. E, ahn, também descobri porque falo alto (família espanhola, vovó espanhola…).

20. Fiquei com muita vontade de voltar para ver Barcelona no verão.

Aguardem o próximo post do Top 100, com os top 10’s de Paris e Amsterdam.
Cidades incríveis onde vivi experiências bizarras, cômicas e (quase) românticas que eu tenho realmente de compartilhar!

ps: aparentemente, Portugal não aderiu à reforma ortográfica. Nem eu. 8)

Top 10 #santinhas do pau oco

qui

Depois de entrar pra promo da Axe, parei pra pensar junto com a Rachel…. Quanta #santinha do pau oco não tem por aí, hein? E não é nem sua vizinha que dá uns pega aí na escadaria do prédio! Tô falando das poderosas… Porque elas podem até ter endireitado, ter tomado juízo, um bom cala-boca ou ouvido um conselho básico do assessor, mas eu acredito que no fundo, no fundo, tem uma tigresa (rowr!) dentro de cada uma delas implorando para dar o bote por aí.

1 – Madonna

Ela vestia lurex, bota na coxa e mini-vestidinho de noiva antes da Britney e da Christina juntas. Ela fez um livro com historinhas E fotos sensuais/light porn/sadomasô. Agora, ela é uma super mãe, é uma americana que mora em Londres e, infelizmente, deverá se tornar mais uma divorciada no mercado. Tadinha! Solta a fera, Madge! Saudade de você sexy, provocante e questionadora. E não sou só eu. Tem até comunidade no orkut! Bom, te vejo em outubro!

2 – Debora Secco

Antes: cabelo loiríssimo, roupas extravagantes, namorados novos a cada novela (com direito até a tatuagem). De repente… Cabelo curto, corte moderno, roupas sóbrias e estilosinhas. Decotes e curtíssimos? Só se for pela personagem. Ah Debora! Poxa! Sempre falta uma celebridade brazuca pra dar as caras com fofocas boas. Sentiremos sua falta.

3 – Vanessa Hudgens

Esse rostinho de #santinha não engana ninguém, não! As fotos, muito menos (1 2 3 4). É, Van Van, digamos que você despirocou super cedo, mas tudo bem. Você se desculpou publicamente e não perdeu um contrato milionário. O que mais me intriga nessa história é teu namoradinho não ter aberto a boca. Que coisa feia, em Zac?! Envergonhou a classe masculina com esse “silêncio”… Será que ele é homem pra você, baby V? Procura um mais… Másculo. huhu o/

4 – Daniela Cicarelli

Uhu! Primeiro “vazamento” de material indevido brasileiro. Ao invés de tirar o youtube do ar e fazer a MTV botar um aviso na tv dizendo que “não tem nada a ver com isso”, você devia se orgulhar: entrou para os anais da história internética do Brasil (com o perdão do duplo sentido)! Mas tudo bem. Você é linda e ainda deve soltar uns rowr’s por aí, mas não em lugar público hein? Essa você já aprendeu! Garota esperta!

5 – Rachel Juraski

Ou… Até parece que na blogosfera não tem #santinha do pau oco, né? Cof-cof! Além de já ter admitido que ela gosta de UMA coisa errada, eu completo dizendo que essa aí gosta de pelo menos várias, já que é corinthiana (#santinha aonde hein?). Aliás, olha bem pra essa carinha. Ela vai te fazer sofrer cara. É, você homem que caiu aqui por acaso. Ela vai e ela pode. Uhhh. Faz a tigresa por aí, loira.

Achou estranho um TOP 10 com 5 itens? Então passa no blog da loira rowr que gosta de uma coisa errada e confere o resto da nossa lista de #santinhas escolhidas a dedo!

Aliás! Quem você colocaria na nossa lista? Conta aí!

8 de março com pipocas

sáb
Não vou discutir aqui se o dia internacional da mulher é válido ou não. Além de ser uma discussão clichê que vai do nada pro lugar nenhum, vocês já vão ver isso em todas as emissoras de TV (e, como todo ano, vai ter o espírito de porco que fará a piadinha: “8 de março é dia das mulheres porque todos os outros são do homem”). E eu quero trazer uma coisinha original, claro. :)

Separei alguns filmes que levantam questões interessantes sobre mulheres… Divirtam-se! _o/

1 – Volver (dir. Pedro Almodóvar, 2006)

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Em Madri, cinco mulheres irão resolver seus dramas pessoais e familiares, nem que isso signifique voltar ao passado e conversar com quem já se foi. Além da belíssima Penélope (e da maravilhosa cena em que ela canta – dublagem, tá?), o filme praticamente não tem homens e mergulha no universo feminino profundamente, já que na família só restam uma mãe, sua neta e suas duas filhas, sendo que uma acaba de “perder” o marido.

Preste atenção: na cena do funeral, quando aparecem dezenas de homens de uma só vez, inexplicavelmente. Pra pensar…

2 – Circle Of Friends (dir. Pat O’ Connor, 1995)

Image Hosted by ImageShack.usAnos 50, Irlanda. Três garotas entram na faculdade, tornam-se amigas e acabam criando intrigas pelo rapaz mais cobiçado do lugar. Além de mostrar uma das primeiras gerações de mulheres que realmente teve acesso ao ensino superior, o filme mostra como nem tudo ficou tão igualitário, principalmente quando o “rapaz cobiçado” acaba tendo de escolher entre as duas garotas que cativou. Ah, e claro, tem romance, Chris O’ Donnel e Colin Firth.

Preste atenção: na atuação de Minnie Driver. O cinema deveria aproveitá-la melhor.

3 – Garotos da minha vida (dir. Penny Marshall, 2001)

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Baseado numa história real. Nos anos 60 uma garota engravida com apenas 15 anos e acaba tendo que casar com o namoradinho por pura convenção social. Ao mesmo tempo que se vê atrelada a um homem que só suga suas energias, suas amigas acabam indo em frente, se formando… Uma lição. Uma das melhores interpretações da Drew Barrymore.

Preste atenção: se você vai ficar com raiva dela, ou torcer por ela. Não há uma terceira via.

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Três histórias em três épocas. Três mulheres conectadas pelo suicídio e pela obra “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, interpretada por Nicole Kidman (irreconhecível) aí na foto. Denso, sutil, esteticamente belo. Tem também Meryl Streep e Julianne Moore.

Preste atenção: na direção de arte. Construções perfeitas de cada época, especialmente dos anos 60. E, claro, no nariz da Nicole Kidman (não dá pra não falar!).

5 – Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída (dir. Uli Edel, 1981)

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Se você tiver nervos fracos, não assista (ou prefira um filme mais light do gênero, tipo “Aos 13” – mas esse é bem melhor!). Filme alemão sobre o livro de mesmo nome, escrito pela própria Christiane F., que se drogou e se prostituiu aos 13 anos. Agora vamos ao que não é tão óbvio: retrato da juventude alienada e perdida de Berlim em meados dos anos 70. Apesar de ser um filme datado, a deterioração moral e física que o vício causa certamente continua a mesma…

Preste atenção: na feição dos personagens conforme o filme vai passando e em Natja Brunckhorst, garota que realmente tinha 13 anos, não era atriz e viveu Christiane. Drama à parte, o filme é cheio de referências boas de moda. E a trilha é ótima, cheia de David Bowie.

6 – Dirty Dancing (dir. Emile Ardolino, 1987)

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Filme que projetou Patrick Swayze, que tá dodói, força pra ele! Bom, pode até parecer um romance bobinho com números de dança (números de dança ótimos, que fique bem claro!), mas eu vejo algo mais. A protagonista Baby vive sendo subjulgada por conta de sua pouca idade e é freqüentemente oprimida pela família, que sempre acaba tentando lhe empurrar “um bom partido”. E é aí que ela conhece o cara errado, que vai lhe ensinar muita coisa e lhe fazer feliz por um verão…

Preste atenção: na trilha sonora. Corra pra baixar.

7 – Monster: Desejo Assassino (dir. Patty Jenkins, 2004)

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Prostituição, roubos, assassinatos, pena de morte. Parece thriller de ação, mas o filme baseou-se em fatos reais. É claro que houve uma certa “dramatização” da coisa, mas o filme conta a história de Aileen Wuornos, uma prostituta lésbica que acaba se tornando serial killer. Na data do lançamento do filme, em 2004, ela estava sendo julgada pelos crimes que cometeu e acabou sendo executada.

Preste atenção: no realismo do romance lésbico e em como conseguiram enfeiar a Charlize Theron (metamorfose total!).

8 – Meninos Não Choram (dir. Kimberly Peirce, 2000)

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Uma garota que não se sente garota. Outra garota que se apaixona por ela. Como contar que você não é um rapaz, como parece (principalmente quando você decidiu viver como um)? Baseado em fatos reais.

Preste atenção: na sutileza da cena quando ela descobre que ele, na verdade, é ela.

9 – Patricinhas de Berverly Hills (dir. Amy Hackerling, 1995)

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Além de ser inspiração para todos os teen movies dos anos 2000 (isso até virar besteirol), certamente é o melhor. Que atire a primeira pedra a garota que nunca teve os pensamentos de Cher, interpretada pela Alicia Silverstone. Ela é tipo a Carrie, de Sex and The City, só que 20 anos mais nova. :D

Preste atenção: nas roupas. Pode até ser que o figurino das outras personagens esteja brega atualmente, mas se a Cher, que entende de moda, saísse na rua com as mesmíssimas roupas, estaria chique. (E preste atenção em como esse filme inspirou claramente “Meninas Malvadas”.)

10 – Tudo pra ficar com ele (dir. Roger Kumble, 2002)

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Melhor filme besteirol-comédia para mulheres. Porque não são só eles que merecem um “American Pie” da vida. Nós também. Assista com as amigas.

Preste atenção: na versão dirrrrty de “I’m too sexy”, do Right Said Fred, cantada em pleno restaurante. hehehe

Filmes bônus: “Juno”, “Aos 13”, “Beleza Americana”, “Dogville”, “Como Perder um Homem em 10 dias”, “Diabo Veste Prada”, “Miss Simpatia”, “Meninas Malvadas”.

PS: Demorei horas pra escrever isso aqui e se eu consegui convencer alguém a pegar algum desses DVD’s, já estou satisfeita. _o/