“Encontre sua Inspiração”

ter

… Título deste mural da foto – e que diz muito sobre os meus dias de ontem e hoje:
.

obra feita pela Heather, do “hrrthrr

A inspiração se escondeu, não encontrei nenhuma novidade bombástica na rede mundial de computadores e o blog ficou às moscas. Não está sendo fácil, meus caros amigos.

Especialmente porque mentem dizendo que “cabelo mais curto é mais fácil” e gastei a horinha de ócio criativo que eu tinha hoje para domar minha recém nascida franja.

Ainda não me reacostumei e estou notando o quanto o cabelão era fácil: na dúvida, um coque resolve. E, bem, quanto aos posts, espero que na dúvida a ilustração agrade alguma outra mente em fúria também.

Aliás, o que vocês aí fazem para se inspirar? Sugestões são bem vindas.

“A Origem”: o início, o fim e o meio

qua


.

Acho que a última estreia do ano a cair na boca do povo e por a galera pra pensar foi “Bastardos Inglórios”, do mestre em fazer filmes recheados e agradar cults e pops, Tarantino. Agora, o título que ouço em todas as mesas na hora do almoço, o campeão das discussões de gente que talvez só adore cinema blockbuster, é “A Origem”.

Do mesmo diretor do último “Batman…”, Chris Nolan, o longa também roteirizado por ele bebe da fonte do mistério do universo onírico, tema de tantos filmes e, aliás, de tantos clássicos.

A pergunta clichê de música sertaneja “será que foi sonho ou verdade?” vem à tona de forma pesada durante os 148 minutos de filme e por essa razão, ao meu ver, a obra tem aí uma grande chance de se tornar o novo “Matrix“, no sentido de render assunto para uma trilogia e de quebra fazer os jovens olharem para si mesmos sem precisar ser chato para isso.

Com ação, efeitos especiais e Leonardo Di Caprio sendo o tiozão da galera, “The Inception”, em português “A Origem”, conta a história de uma trupe especializada em roubar ideias e segredos das pessoas enquanto dormem.


.

Um belo dia, o grupo recebe a proposta que significaria a redenção para Cobb (Di Caprio), que finalmente poderia voltar ao seu país natal, Estados Unidos, e se livraria da acusação de ter matado sua mulher, Mal (Marion Cottilard). A proposta não é nada fácil: ao invés de surrupiar um segredo, o grupo tem a difícil tarefa de inserir uma ideia forte e construída na mente de um herdeiro, para que ele tome uma decisão diferente de seu falecido pai nos negócios.

Os diálogos rápidos conduzem a trama e vamos entendendo esse mundo ilimitado da mente através de uma novata que integra o grupo,  Ariadne (Ellen Page). A jovem estudante de arquitetura é responsável pelo design do sonho e é a única corajosa o suficiente para questionar o inconsciente dos outros ladrões, que também surgem sem avisar durante os assaltos de ideias, trazendo suas culpas, seus desejos e medos.

Como a história corre sem explicações detalhadas ou explícitas, todos nós saímos do cinema com vontade de quero mais. O filme tem um poder imenso de mexer com quem já teve um sonho tão real que se confundiu (eu!) e mostra como até pessoas comuns podem conduzir e entender processos terapêuticos eficazes, uma vez que a turma de Cobb precisa lidar com a relação ‘pai e filho’ na cabeça de um estranho, sugestionando-o e induzindo-o a pensar diferente.


.

Durante os mergulhos nos inconscientes, temos a clara noção de que “roubar ideias” é algo que já foi alardeado no universo do filme, a ponto de pessoas poderosas armarem seus inconscientes contra este tipo de ataque. Logo, além do ponto de interrogação deixado pelo final com cara de enigmático, ficamos com uma bela vontade de ver na telona a origem dos furtos de sonhos.

O fim já está aí, só espero que agora lancem o início e o meio. Dá pano pra manga, e Leonardo Di Caprio se tornou um belo atorzão. Vale o ingresso!

Uma mãe com uma câmera

ter

Será que é possível capturar os sonhos de uma pequena bebê? É o que a jovem mamãe Adele Enersen está tentando:

.

A ex-publicitária e agora mãe e dona de casa, como ela mesma se descreve, diz que o blog “Mila’s Daydream” é seu hobbie pós-maternidade e tira fotos super criativas de sua filha enquanto ela dorme. A ideia é tentar desvendar  o sonho de Mila e então criar um cenário para ele:

No blog tem muito mais fotos e um FAQ contando como ela cria todos estes cenários sem acordar a nenê. Genial e inspirador para as grávidas de plantão! ;)
.

(E, bem, isso me lembra que minha mãe tirou mais de 1500 fotos analógicas com a super Pentax dela no meu primeiro ano de vida. Imagine se fosse hoje e ela tivesse um blog? Seria maníaca!)

via A Pattern a Day

A perseguição noturna.

sex

imagem via

Li uma vez que nada é mais importante que seu sono. Contas, filhos, problemas, viagem, ansiedade, nada. O sono revigora nossa mente, nosso corpo e logicamente conseguimos pensar muito melhor pela manhã, depois de descansados, do que de madrugada, no calor do momento – e do problema. Concordo.

É, sei que é fácil falar, difícil é fechar o olho com o problema te espetando feito agulha no colchão, com o travesseiro parecendo petrificado e com suas pálpebras pregadas na sobrancelha. Aí nós damos um jeitinho, né? Bancamos o “deixa disso” com nós mesmos e empurramos a questão pra debaixo do tapete mental. A duras penas, dormimos.

Então você sonha. Sonha com o que não queria, seu inconsciente faz questão de distorcer todo o problema, isso quando não enfia situações novas pra algo que você ainda nem resolveu. É o que eu chamo de “perseguição noturna”. Quando a ansiedade de resolver algo é tão grande que ela invade seu sonho e ainda piora tudo e tudo e tudo.

Acordando, você provavelmente estará mais puto. Pensará porque não resolveu aquilo antes de dormir. Tentará rever todos os fatos, pra lembrar onde começa o sonho e termina a realidade, já que, é lógico, esse tipo de sonho costuma ser ridiculamente real.

Você respira fundo, toma seu café, começa sua vida. Passa o dia, avança um pouco na resolução da questão, e ok, quer saber? Dali a 12 horas, quando você for para a cama novamente, parecerá que simplesmente não há tanto problema assim, ou que a coisa se dilui nos milhões de pensamentos que atravessaram sua mente ao longo do dia. Cansado, você dorme.

E sonha. Sonha com aquilo ali de novo. O problema vira uma agulhinha na sua cabeça, daí. Acordado, aquilo simplesmente não te importa tanto – ou já nem te importa mais – mas o sonho persiste. O pesadelo.

Depois de alguns dias, você provavelmente se toca finalmente de que não era uma questão pra deixar pra lá, mas até lá, perdeu algumas noites, algumas várias, mesmo dormindo com os olhos bem fechados.

Não, não tenho nenhuma resolução ou conclusão sobre isso, só queria falar mesmo é que algumas coisas, ainda assim, valem a pena ser discutidas de cabeça quente. Afinal, nada, nada mesmo, vale mais que seu sono.

Amanhã a vida continua.