Qual é a melhor atuação da década? Hollywoodianos respondem.

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Neste vídeo produzido pelo New York Times, atores como George Clooney, Juliane Moore, Sandra Bullock, Jake Gyllenhaal, Morgan Freeman, Colin Firth, Tobey Maguire, Christoph Waltz e o casal “Avatar” Zoe Saldana e Sam Worthington elegem as melhores atuações de filmes lançados na última década.

Entre os eleitos,  Kate Winslet por “O Leitor”, Leonardo Di Caprio em “O Aviador”, Sean Penn em “Sobre Meninos e Lobos”, Saoirse Ronan (a garotinha de “Desejo e Reparação”) e Marion Cottilard em “Piaf – Um Hino Ao Amor”.
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(não está vendo o vídeo? clique aqui).

O que ficou faltando? Talvez uma homenagem à Heath Ledger por “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. O mais engraçado? O fato de Sam Worthington (o_avatar) ter lembrado de Ed Murphy, especialmente sobre os filmes ao estilo “Professor Aloprado”,  que geralmente não são levados muito a sério pelo público, muito menos por Hollywood. A grande honra? Para mim, é de Marion Cottilard, eleita por ninguém menos que George Clooney, um cara que realmente sabe o que faz nessa indústria, seja à frente ou atrás das câmeras.

The IMAX Experience: “Avatar”

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Sem spoilers, juro e prometo. Mas prometam que vão assistir esse filme no IMAX, tá? Sim, no Imax. Baixar ou ver em qualquer cineminha 3-D não vale!

James Cameron  com Sam Worthington, protagonista de “Avatar”

Você levanta de manhã, pega seu jornal, faz um afago na cabecinha do cachorro. Veste um roupão, calça os pés numa pantufa felpuda e desce os 350 degraus da escadaria de sua mansão lentamente. Dá bom dia para o James. Dá bom dia para a dona Mercedez. Senta à mesa e morde um brioche, beberica um cafézinho, abre o jornal e lê: “‘Avatar’ supera ‘Titanic’ nos livros dos recordes”.

Até aí, normal. Notícia de cultura, de cinema, da Ilustrada. Mas imagine que você, que afagou o cachorro (e passou mais manteiga no pãozinho depois de ler isso), é James Cameron, o diretor responsável pelos dois maiores lançamentos da história do cinema: “Titanic”, e agora “Avatar”. E imagine que, depois disso, você pode levantar e ir até o troninho fazer um número dois e acompanhar o restante da notícia dispondo de rolos de filme 35mm para limpar a buzanfa. Sim, porque você só pode estar trilhardário neste exato momento!

Tá, piadas à parte, eu assisti “Avatar”.  Com muita luta, cartão de crédito e antecedência de 12 dias, conseguimos comprar pela internet entradas para assistir a segunda maior bilheteria da história – até semana passada faltavam míseros 2 milhões para o filme dos seres azuis chutar de vez “Titanic” do topo do ranking e, bem, depois disso parei de acompanhar porque eu, pessoalmente, prefiro Jack e Rose a Jake e Neytiri (sim, os rapazes tem nomes parecidos).

O bafafa era grande e eram também trocentas e uma acusações de plágio por parte do sr. Cameron com relação ao roteiro de seu longa. Primeiro compararam o argumento do dito cujo com o de várias histórias em quadrinhos, depois compararam-no take a take com “Star Wars” e, por fim, até “Pocahontas” entrou na dança (e se você não quer spoiler, rezo para você não ter visto “Pocahontas”, porque tem certa semelhança mesmo aí, fazer o que):

argumento de “Pocahontas” rabiscado para virar o argumento de “Avatar”

Saímos de casa sem esperar muita coisa. Apesar de todo o bafafá, tenho uma certa resistência com filmes que prezam por muita ação e pouco conteúdo dramático, principalmente quando o maior falatório fica em torno da tecnologia e dos efeitos especiais – e o Rafa estava comigo nessa.

Quer dizer, na minha humilde opinião, não é preciso desenvolver um software durante 12 anos para contar uma boa história. Desenvolver um software durante tanto tempo pra contar uma história tão acusada de plágio me dá, na verdade, é uma bela preguiça.

Mas fomos. Primeiro que o Imax do Boubon Pompéia (infelizmente o único de São Paulo, por enquanto) tem lugares marcados e não se assuste se muitos infelizes da sala não respeitarem isso. Um conselho? Tente chegar cedo e sente logo no lugar que comprou. É bem capaz de que se você chegar com as luzes apagadas tenha de tirar algum engraçadinho da sua poltrona.

Sendo assim, após gongarmos dois engraçadinhos de nossos assentos, colocamos os óculos 3-D mais pesados de nossas vidas e mergulhamos num universo de luzes e cores numa tela gigantesca (do chão até o teto!) com o suporte de um som envolvente.

parte da expedição em Pandora: Jake (Sam Worthington), Grace (Sigourney Weaver),
Norm (Joel Moore) e Trudy (Michelle Rodriguez)

Sem muitas explicações nem muitas delongas, James Cameron nos leva para um mundo novo: para Pandora. Lá, humanos gananciosos tentam a todo custo extrair um precioso minério e trazê-lo de volta para a Terra e assim ficarem ricos, milionários e essas coisas todas que norte-americanos vilões querem à custa alheia.

O problema é que a convivência com os nativos, os Na’vi, não é nada pacífica, e daí surge a ideia de criarem os tais “avatares”, espécie de corpos criados a partir da mistura do DNA humano com o nativo para tentar conversar de igual para igual com a população.

Os “bonecos” criados pelos humanos se embrenham na selva de Pandora e tentam se misturar e enfrentar as criaturas bizarras que por lá existem. O ambiente é lindo e  brilhoso, mas não se engane, pois nunca se sabe quando um brontossauro misturado com mamute de seis patas pode querer te perseguir  num ambiente tão inóspito e com ar tão carregado de gases tóxicos que qualquer pessoa morreria em segundos sem uma máscara de oxigênio.

Bem, a parte dos bonecos todos já devem ter entendido, afinal falaram só um pouquinho do filme por aí, então não vou prolongar muito: eis que no meio do antro do exército humano, no meio daqueles que planejavam mesmo era detonar tudo, queimar os bichos azuis e pronto, surge um rapaz iluminado que consegue estabelecer uma conexão com a população local de forma jamais vista.

Jake (Sam Worhington, de “Exterminador do Futuro – Salvação”) é tipo o messias, o iluminado, o_cara, e quase não vai para a missão, pois ele está ali apenas substituindo seu irmão gêmeo falecido,  seu duplo-nerd que havia estudado Pandora por anos e anos e estava tendo seu “avatar” criado em laboratório por bizilhões de dólares. Jake, além de não saber de nada sobre o planeta onde foi parar, é paraplégico e conta só com as habilidades de um fuzileiro que faz piadinhas sem graça.

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