Praia Skol, compras e mais – Imagens da Semana

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PRAIA SKOL MUSIC

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Ben-coraçãozinho-Harper

No último sábado, uma turminha do barulho deixou São Paulo para aprontar várias confusões em Florianópolis, no Praia Skol Music Festival. A série de shows aconteceu na praia do Campeche e trouxe Ben Harper e Donavon Frankenreiter como atrações principais.

Logo na ida, encontrei com os já conhecidos Guilherme Valadares e Bia Granja com seus respectivos e também conheci pessoalmente dois Leandros bem famosos: o criativo e super bem-humorado autor do @MussumAlive, e um arrasa-corações, o @Lebart. O cara tem o fotolog masculino mais visitado do mundo, então imagina se não é cheio de fãs no Twitter, né? rs

Chegamos em Florianópolis quase na hora do almoço, deixamos nossos apetrechos nos quartos incríveis do Majestic Palace e partimos para o almoço. Durante a refeição a galera já se entrosou e quando chegamos ao festival mesmo, era só alegria. O grupo depois ficou completo com o Budah e Catupiry, blogueiros de Floripa também convidados pela Skol.

Tomamos cerveja, rimos todos juntos, falamos muita bobagem, zoamos as músicas do Armandinho (que abriu o festival), achamos que o Tom Curren faz um som legal para se ouvir no quarto, e não no meio da galera, sorry, não rolou!, e nos jogamos nos shows do Donavan e do Ben.

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eu e o Donavan

Donavan Frankenreiter é um figura sem igual! Tirou foto com todo mundo, estava todo estilosão e conversava com a gente em espanhol, numa tentativa de deixar claro que ele adoraria se expressar em português. Achei simpático!

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eu, cara de tonta, e o gatão da noite

Ben Harper cantou horrores e prolongou agudos que eu só vi Mika segurar ao vivo. Até o final do show, ele ainda se emocionou demais com a plateia e ficou cheio de lágrimas dos olhos várias vezes. Depois de receber Vanessa da Mata para cantar “Boa Sorte”, ele também tocou sua nova música, “Feel Love”.

Fiz um videozinho vintage com o iPhone para deixar registrado:


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Como já sei que vão perguntar, me adianto: o app que usei para gravar é o 8 mm e, infelizmente, não ficou melhor porque meu celular não é o 4 – e porque eu estava tão perto do palco que o som estourou! rs

Queria agradecer a Skol por toda a diversão e dar parabéns pelo resultado final do festival. Eles tiveram diversos problemas com a distribuição de ingressos, que eram grátis, mas na hora do evento tudo estava dentro dos conformes. E, pô, o banheiro químico feminino tinha papel. Sabem quão raro é isso, né? Tem que bater palma! 8)

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“PERFEITOS”

furando a fila

Como bem foi observado no post em que falei de “Feios”, primeiro da série, comprei vários outros livros ao mesmo tempo e estou indo aos pouquinhos com a fila. Como os feiosos, com o perdão do trocadilho, me conquistaram, “Perfeitos” passou na frente e estou lendo, curiosa!

Este ano me impus uma única meta: ler pelo menos um livro por mês, não importa qual. Por enquanto, estou cumprindo e acreditem: apesar de eu amar ler, o tempo é super escasso e eu sou minha maior inimiga: sou do tipo que dorme com o livro no rosto e tem que retomar tudo várias vezes, aí a leitura de capítulos vagarosos pode ser beeeeem chatinha. :(

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“CISNE NEGRO”

banheiro de shopping virando camarim

A foto é da ação promocional de “Burlesque” dentro do banheiro feminino do cinema (ação muito interessante por sinal, já que o filme deve ser uó), mas o que assisti mesmo foi “Cisne Negro”, queridinho que promete surpreender no Oscar.

Saí do cinema bem pensativa, apesar do filme propor uma profundidade que não é totalmente explicada. Mas, enfim, como dá pra imaginar, quero falar sobre ele aqui. com calma, ele merece. Desta vez adoraria saber quantas pessoas já assistiram, assim vejo se posso fazer uma resenha com ou sem spoilers. Me ajudem? hehe ;) Se bastante gente tiver visto também, eu sei que posso falar numa boa.

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BRINQUEDO NOVO

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pequena notável

Para fechar, só uma prévia do meu brinquedo novo: uma Sony Alpha NEX-5. Consegui encontrar uma câmera que integrasse tudo o que eu precisava e é esta aí. Como chegou hoje, ainda vou testar todas as funcionalidades para falar mais. Por enquanto adianto: 14MP e gravação de vídeo em full HD, logo podem esperar me ver “em movimento” mais vezes. ;)

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“Feios”: quanto vale ser igual a todo mundo?

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futurologia e crítica à sociedade com ar moderninho

Imagine que nossa sociedade chegue ao tal colapso tantas vezes já previsto por obras de ficção. Nosso modo de consumo e de produção se esgota, nossas fontes de energia e sua escassez limam as condições básicas de existência e uma nova geração surge, extremamente regrada, com modelos e objetivos de vida bastante rígidos e restritos.  Tudo  isso, é claro, regido por uma instituição invisível.

Isso te lembra alguma coisa? Pois é. A trama básica de “Feios”, de Scott Westerfeld, não é o que se pode chamar de original, mas vem fazendo sucesso justamente por isso. O autor retoma uma concepção de futuro que  já entrou para o inconsciente coletivo com obras como “Admirável Mundo Novo” e “1984”, clássicos lançados respectivamente em 1932 e 1948 que se tornaram essenciais para quem gosta de futurologia.

A obra de Westerfeld traz novamente a ideia de coletividade que remete ao socialismo, mas a apresenta de uma terceira forma, mais contemporânea e embalada com o formato comercial que ajuda a evaporar os livros das prateleiras. Best-seller do “New York Times”, “Feios” é o primeiro de uma trilogia – que tem tudo para virar filme.

Em Vila Feia, cidade em que a história começa, todos os adolescentes passam por uma operação plástica completa ao fazerem 16 anos, de forma que passam de feios a perfeitos em poucos dias. Depois de mudar de vida, os jovens entram na fase adulta e passam a viver em outra cidade, Nova Perfeição, lugar de festa 24 horas por dia.

Cerca de dois meses antes de seu fatídico aniversário, Tally Youngblood conhece Shay, uma garota que parece saber um pouco mais que a maioria e que, curiosamente, não planeja ser transformada pelos médicos. A partir daí, a jovem mergulha num novo universo e passa a questionar a desejada operação que a deixaria bonita e desejável, mas igual a todos os outros.

Quando a personagem é obrigada por oficias da Circunstâncias Especiais a fugir de tudo que conhece para se tornar perfeita,  a história realmente começa e entramos numa jornada difícil e dolorosa de amadurecimento. A fuga de Tally mostra que nem tudo lhe foi ensinado na escola e abre seus olhos para a organização política de sua sociedade. Afinal, se existe uma polícia política e se todos os seus membros são cirurgicamente alterados para serem mais habilidosos  que um cidadão comum, algo não deve ser tão perfeito assim.

A trama engrena rapidamente na segunda parte, mas antes disso demora a capturar o leitor. Apesar do narrador da história ser onisciente, é como se ele também fosse deste outro tempo, de forma que ele não se apressa para explicar como tudo funciona com energia magnética e não se demora muito descrevendo carros voadores – como voam? porque voam? como são as pistas de rodagem no céu? Ainda quero descobrir.

Além da futurologia interessante para quem nunca leu algo do gênero, o livro traz a tese de que a aparência é uma das grandes razões para a desigualdade social.

No universo de “Feios”, o governo garante as necessidades básicas a todos os habitantes. Todos recebem as mesmas casas,  vão às mesmas escolas,  dormem nos mesmos alojamentos durante a preparação para a operação e, finalmente, recebem a mesma boa aparência.

Depois de sofrer uma bela lavagem cerebral por toda a vida, a população acredita que esta é a sociedade perfeita e que, obviamente, não se pode viver sem uma cirurgia que mude desde a estatura até o tamanho dos olhos, pois no passado a estética era determinante para que alguns conseguissem cargos melhores que outros.

Com uma protagonista absolutamente mais enérgica e ativa que Bella de “Crepúsculo” e contornos modernosos para falar de política e de auto-estima, a série “Feios” tem tudo para ser grande e alcançar um público variado.  A trilogia se completa com os livros “Perfeitos” e “Especiais”, sendo que o segundo já está a venda e o terceiro chega às lojas em março.

Por fim, digo que recomendo. Acabo de começar “Perfeitos” e e estou bem curiosa para saber como será a evolução da protagonista, já que o primeiro livro termina em clima de suspense, com a jovem propondo um desafio a si mesma.

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ps: quem mais leu? Contem suas impressões – só cuidado com spoilers! ;)