Sex Shops e chineses abusados

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Minha primeira experiência num sex shop foi em Paris. Devidamente comentada aqui, foi numa noite extremamente fria de janeiro de 2009 ao lado da minha amiga companheira de viagem. O dono do estabelecimento era um chinês safado que, perguntado sobre pornôs brasileiros, fez uma cara de “muitas bundas” e tentou dar aquela checadinha nas nossas pra ver qual é.

Rindo meio nervosas, demos uma puxadinha marota no casaco e não nos intimidamos, continuamos olhando dildos de 60cm espalhadas pelo recinto. Um pouco assustadas, claro, afinal alguns pintos ali só deveriam ser elementos decorativos – né? Ninguém senta naquilo, senta? Ah, vá!

Depois o tal chinês veio com uns finger vibrators (!), agora estabelecendo a hipótese de que éramos um casal de gringas. Aí sim saímos da loja, rindo que nem malucas, estilo quinta série envergonhada quando descobre o pornô explícito.

Mais a frente nesta mesma viagem, encaramos diversas lojas sensuais em Amsterdam, mas aí num outro clima. Lá você poderia entrar nu que todo mundo ia achar super okay e te atender como se você estivesse de jeans e camiseta. Fora o fato de que naquela cidade ninguém duvidaria de algumas rolas gigantes serem para uso interno.

Gente de espírito livre, sem julgamentos. Casais de idosos que vão juntos comprar um óleozinho do mesmo jeito que vão juntos comprar uma melancia. Tipo da coisa que duvideodó aconteceria aqui.

Um belo momento no ano passado, fui cobrir a Erótica Fair. Entre novidades megalomaníacas do mercado em que cada centímetro aumenta um milhão no cachê, muita gente estranha. Mas muita. E vários nem desconfiavam de tal característica.

Depois, veio o sex shop bater na minha porta de novo. Lidei, desta vez, com uma so called “boutique sensual”. Assim se denominam os estabelecimentos cujo objetivo é vender bem para vender sempre, mas só para meninas. Apesar de rolar muita fantasia brega, alguns achadinhos interessantes garantem a curiosidade.

Dei risada quando a dona da loja explicou o conceito de lá, afinal de contas, quem quer comprar compra em qualquer lugar, não é? Na hora do aperto, sex shop 24h é o que mais pisca nesta São Paulo. Mas aí, vou te dizer, foi na tal boutique sensual que fiz minha primeira compra.

Sinto-me um pouco ridícula por isso, seria bem mais legal ter comprado mimos na loja dos velhinhos holandeses, porém é a vida, esta danada. Ali eu me senti não só à vontade para comprar quanto induzida a comprar.

Antes disso, eu já tinha virado diversas lojinhas dessas online, até mesmo por curiosidade. Nada me fez querer botar o número do cartão de crédito, principalmente porque eu duvidava do quão discretas poderiam ser as caixas.

Foi então que o pessoal da loja Sexy Hot veio me oferecer uma compra no site. Fiquei na dúvida do que comprar, enrolei e enrolei, até que me decidi por adquirir uns óleozinhos metidos da Kama Shastra, a marca toptop em citações na revista “Nova”.

E aí eles chegaram. Abri a caixa discreta – e tão discreta que eu poderia ter aberto na frente de qualquer um sem nem imaginar o que havia dentro. Tirei a caixinha de lá, e OH SHIT, brochei. Os óleozinhos eram cheirosos, mas tão, tão minúsculos que nem deu graça. Só fiquei imaginando querer usar o troço e acabar no meio da noite. Tanto que nem usei.

pequenos não notáveis.

Eu me decepcionei com os dito cujinhos, mas quem sabe muito bem quantos centímetros está esperando não deveria precisar lidar com um chinês descarado, sabe? Quer dizer, a não ser seja esse seu fetiche.

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PS: espero que tenha sido útil para quem  fica namorando meses um óleo de massagem cheirosão e não clica no comprar. Vai em frente, você consegue e vai se empolgar!

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