Os livros “The Carrie Diaries” e o seriado na CW

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UPDATE:Escolheram a atriz que vai viver Carrie Bradshaw, é AnnaSophia Robb de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”; mais detalhes aqui. O que você achou da escolhida atriz? Comenta aí!

pra ler numa tacada só!

Depois de ler “Os Diários de Carrie” no final de 2010 rapidamente e apaixonadamente, devorei o segundo livro da série “The Carrie Diaries” na semana passada. A nova série volta ao passado da protagonista de “Sex And The City” dos livros e da TV e revela como foi nossa destemida conselheira fashionista na adolescência.

O spin-off escrito também por Candace Bushnell nos leva até a Carrie no último ano do colegial que nos narra daquele jeitinho íntimo e delicioso seus últimos momentos de vida interiorana antes de ir para a Big Apple. Entendemos a paixão dela pela moda, vemos a forma como lidava com as amigas, com os garotos e, obviamente, com o sexo.

Apesar de “O Verão e a Cidade” ser uma continuação imediata da série, sentimos que ao por os pézinhos em Nova York nossa Carrie amadurece anos de idade em apenas alguns meses. É interessante ver como tudo aquilo é possível e ao mesmo tempo maluco, coisas que realmente parecem só ser possíveis em Nova York. E nos anos 80. Isso, claro, sem contar os diálogos ótimos característicos do universo criado por Candace!

O segundo livro mostra o primeiro sucesso e o primeiro fracasso da garota na cidade grande e, mais importante, conta como as quatro amigas se conheceram – e é hilário ficar imaginando todas elas jovenzinhas. O mais engraçado é que a primeira a conhecer Carrie é Samantha, que acaba cedendo um quarto para a novata na Big Apple. Você acaba de ler o livro e fica querendo mais, especialmente com o suspense que fica no ar – quando sai o terceiro? hehe

Se você não estiver afim de ouvir histórias de Carrie na escola, digo que até dá pra pular para o segundo livro de cara, mas você vai perder alguns detalhes importantes da construção da personagem e eu não perderia a oportunidade de fazer o tour completo pela adolescência de Miss Bradshaw.

É muito interessante ver como essa personagem superpop é extremamente rica. Com tantas informações que já acumulamos nos livros e nos episódios de TV, dá pra se sentir que ela existe mesmo e que ainda por cima é sua amiga. Eu sempre me identifiquei mais com Carrie Bradshaw do que com as outras do quarteto, então taí um motivo a mais para amar tanto esse flashback! ;)

O SERIADO

Embora os criadores da série de TV terem achado o recomeço sem nexo (um dos produtores disse que não imagina porque deveria retratar a Carrie “menos evoluída antes dos 30”), a CW comprou  os direitos dos novos livros e os mesmos criadores de “Gossip Girl” devem levar a Carriezinha para TVs e computadores do mundo todo.

Um piloto já está em produção e, apesar das poucas informações confiáveis disponíveis, já dá pra ter uma certeza no elenco: a atriz Stefania Owen irá viver uma das irmãs mais novas de Carrie. 

Há boatos também de que Blake Lively estará no elenco, mas não creio que ela deva ser a Carrie, está mais para Samantha, já que nos livros fica bem claro o quanto ela é mais velha que as outras.

Só sei que vai ser tarefa difícil produzir esse elenco, especialmente porque o rosto de Sarah Jessica Parker é muito marcante! Na minha opinião, a atriz vai ter sim que lembrar a Sarah pelo menos vagamente, não vai colar se uma morena de cabelos lisos pegar o papel, por exemplo. Sem pensar muito, eu diria que Kaya Scudelario, Elizabeth Olsen e Emma Roberts dariam boas Carries, se o visual fosse adaptado pra valer.

Em quem vocês apostam para viver a personagem? Vocês acham que ela deve ou não se parecer com a Sarah?

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Lady Gaga e sua máquina de clipes: veja “Judas”

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Gaga e seu Jesus

O novo clipe de Lady Gaga vazou antes da hora, do jeitinho que o povo gosta. Como já havia sido divulgado anteriormente, em “Judas” a cantora interpreta Maria Madalena e reproduz cenas bíblicas, mas o resultado acabou não ficando tão polêmico quanto era esperado.

Dirigido pela própria Gaga, o vídeo de certo não é o melhor da carreira dela, mas não é uma total bola fora como alguns estão dizendo. Talvez por ter sido pensado e executado pela própria cantora, a mensagem transcedental de toda sua música aparece bem viva: o tal born this way.

Não sei qual a ligação exata de Gaga com Deus, mas é fato que ela adora falar de predestinação e destino. À essa altura, já está bem claro que ela se sente predestinada a todo este sucesso, assim como gosta de falar de pessoas que não conseguem fugir de sua própria natureza (“Bad Romance”) – e de como algumas realmente não deveriam nem tentar fazer isso (“Born This Way”).

Enquanto “Born This Way” tem o espírito de hino “carpe diem” da pista de dança, “Bad Romance” tem seu tom meio sombrio de não conseguir lutar contra desejos íntimos, elemento retomado em “Judas”.

A direção de arte está bem interessante, tirando alguns “gagaísmos” dispensáveis, como 550 mil roupas para a dona Maria Madalena, enquanto Judas e Jesus ficam bem representados numa boa de jaquetão o clipe todo.

As coreografias estão aí para quem gosta e diversos cenários também. Eu não sou muito fã dessa coisa de acrescentar um ambiente novo até o final do vídeo, mas pelo visto a Lady Gaga gosta e enquanto se auto-dirigir é isso que teremos.

A maior surpresa é o ator que veste o jaquetão de Judas e deixa a gente babando com tamanha sensualidade, o Norman Reedus. Ele já fez alguns filmes, mas recentemente é famoso pelo rapaz grosseirão que interpreta no seriado “The Walking Dead”. Tem futuro ele, viu?!

Mas, chega de conversa: assista “Judas”, o novo clipe da Lady Gaga:

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E vocês aí, o que acharam? Contem!

[UPDATE] O Alberto comentou aqui no blog e descobrimos o nome do ator que faz Jesus, ele se chama Rick Gonzalez! Conhecem? rs

10 Linhas para: “Pânico 4”

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10 Linhas Para: resenhas rápidas e rasteiras para tudo o que der na telha.

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“PÂNICO 4”

O QUE É: filme de Wes Craven lançado em 2011 em cartaz nos cinemas
QUANTO CUSTA: o ingresso para entrar, ou de graça num torrent perto de você
PÚBLICO: fãs da série de filmes “Pânico”
ONDE VER MAIS? No IMDB.
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EM 10 LINHAS: (não contem spoilers!)

Se Neve Campbell parece só fazer a vítima dos Pânico’s, imagine a coitada de sua personagem, Sidney, que parece não ter mais nada a dizer. Resignada, ela escreve um livro contando como superou tudo e vai a Woodsboro pra lançá-lo. Daí a surpresa: alguém veste a máscara de novo.

“Pânico 4” é um filme ruim, mas sabe quando o filme ser ruim não é ruim? É isso. Wes Craven já é um verdadeiro mestre e senhorzinho do terror e faz uma ode a todos os filmes do qual é fã mostrando também quanta gente é fã de sua própria série “Scream”.

É diversão gratuita com direito ao tradicional final do assassino explicando quais seus motivos para fazer tudo aquilo (motivo pelo qual eu sempre curti a série: ela é, de uma certa forma, real). O único problema é que o filme não sabe se ri de si mesmo ou se faz uma crítica nada original aos jovens de hoje. Eu teria preferido se ele só tivesse rido de si mesmo.


EM UMA LINHA:

Diversão e sustinhos garantidos, mas muito mais para os aficcionados por terror.

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ps: Hayden Panettiere está no filme e finalmente perdeu a cara de líder de torcida burra com o novo visual! Por mim, ela usaria esse cabelo para sempre!
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10 linhas para: “Tiny Wings”

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Inaugurando agora uma nova tag: 10 Linhas Para, com resenhas rápidas e rasteiras para tudo o que der na telha, com no máximo 10 linhas. De produtos a comidas, bebidas, games e revistas, o objetivo é explicar rapidinho porque tal coisa vale a pena – ou não!


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“TINY WINGS”
O QUE É: Game para iPhone, iPad e iPod Touch
QUANTO CUSTA: $0,99
PÚBLICO: Donos dos gadgets compatíveis que gostem de games viciantes com jogabilidade simples
ONDE VER MAIS? Na app store.
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EM ATÉ 10 LINHAS
Passarinhos tem tudo para serem o novo bicho-hype. Depois do bem-sucedido game “Angry Birds” (que pessoalmente não gostei) veio a animação “Rio” e agora “Tiny Wings” tem um excelente timing para fazer sucesso.

Encontrei o game entre os mais baixados da App Store argentina e  fiquei curiosa com a jogabilidade simples prometida. Como o próprio nome diz, este pobre passarinho tem um par de tiny wings (asas pequenas) e não consegue voar por conta própria, só decola pegando impulso nas montanhas.
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Seu objetivo é tocar na tela e fazer o pássaro escorregar na curva certa para conseguir voar por mais tempo. E é preciso ser rápido: a noite vem vindo e o bichinho dorme no meio do caminho. Ao longo do jogo, você também vai trocando de ninhos, que te garantem mais pontos conforme você cumpre os desafios propostos por cada um deles.

EM UMA LINHA
Hiper viciante. Vai fazer você até desejar salas de espera lotadas pra não ter que parar de jogar!

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ps:curtiram a ideia da tag? Querem ver algo especial por aqui? Vale tudo (produto de beleza, game, livro, CD, filmes que não mereçam uma resenha longa… hehe)!

Bruna Surfistinha: “linda mulher” made in Brazil

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Deborah Secco virando “a surfistinha”

Eu conheci a então chamada Bruna através de seu blog. Não sei quem me passou ou se eu achei sozinha no meio dos destaques do Blogger, mas o fato é que eu li sim o diário online da Bruna Surfistinha.

Não tinha essa história de feed na época, a conexão era discada e eu, adolescente, entrei lá várias vezes para ler o conto de fadas que ela mesma fazia de sua vida como garota de programa. Era divertido, porque vinha com uma meia dúzia de verdades engraçadinhas, mas era também um tanto quanto mórbido.

Fui à coletiva de imprensa do filme “Bruna Surfistinha” na semana passada e, apenas de ouvir os atores falarem, percebi que dava para esperar algo no mínimo razoável, dada à preparação de elenco primorosa de Sergio Penna + uma história que também é, pelo menos, curiosa. Quer dizer, nossa “Uma Linda Mulher” é muito mais tapa de realidade do que Julia Roberts de over knee boots.

Chegando à sessão lotadaça do Shopping Iguatemi, tomei meu assento e não precisou de muito para ver que, realmente, Marcus Baldini tinha dirigido um filme de ator.

Deborah e o diretor, Marcus Baldini

Deborah Secco leva o filme como Bruna e Raquel, sim. Não porque o filme seja tecnicamente ruim, mas porque o roteiro assim o quis. Aliás, tecnicamente o filme não é bom, é ótimo: a trilha é boa e está lá emocionando no momento certo, a luz ou é bonita ou faz peles desnudas parecerem mais bonitas do que são e a direção de arte também é caprichada, não tenho do que reclamar.

Como conheci minimamente a história de Bruna/Raquel, não pelo livro, mas pelo blog e por entrevistas que ela deu pós-livro, percebi as adaptações feitas, mas não entendi a maioria. Exemplo? Raquel era adotada e tinha duas irmãs. No filme, ela é adotada e tem um irmão bem mais velho, este que faz questão de rejeitá-la em tempo integral e de ir até o inferninho em que ela se meteu para cuspir o nome de sua profissão.

Entendo perfeitamente a alteração: o fato dela ser amada por sua família e por suas duas irmãs não explica de maneira óbvia ela querer procurar o “caminho fácil”, mas com a adaptação feita, o irmão grosseiro ajuda bastante a construir uma Bruna prostituta mais verossímil, mas bem longe da original.

Pena que, infelizmente, o grande motivo para a existência deste irmão tenha ido por água abaixo. A justificativa para a adaptação na história é a cena em que ele “desmascara” a irmã, mas a sequência é uma grandessíssima porcaria, falando sinceramente. Não por ela, mas por ele, pelo ator que deixou tanto a desejar com uma cena dessas de presente.

Deborah fica rendida frente à câmera e ali está o pior momento dela, não por ter recebido uma cena dura, mas por ter recebido um parceiro incrivelmente ruim. E, olha, só topei fazer este spoiler pois a cena me deu vergonha alheia gigantesca.

Bruna Surfistinha e as colegas de trabalho

Falando nisso, Deborah Secco é inquestionável e surpreende. A loira cumpriu à risca o que deveria ser feito, perdeu o glamour, ficou nua em diversas cenas e só não mostrou tudo de frente porque aí o filme corria o risco de virar outra coisa. Provavelmente começa agora uma nova fase para ela e um cachê milionário na “Playboy” está à espera, se ela aceitar.

Vale a pena ver o filme prestando bastante atenção no roteiro, especialmente quando é uma história que pelo menos 250 mil brasileiros que leram o livro conhecem. Com tanta informação disponível de sua protagonista, a trama poderia ter sido diferente e ter se aprofundado em alguns temas interessantes, como o fato de Raquel ser adotada, seu período de indecisão até ela resolver fugir de casa e decidir ser prostituta, e também sua sede de fama absurda no período do auge.

“Bruna Surfistinha” não é memorável, mas é uma boa diversão, um bom filme. Tem cenas pesadas, tem sim senhor. Mas é a trama padrão do herói e, se a heroína é uma garota de programa que tentou resolver seus problemas de aceitação transando por dinheiro e não dando dinheiro no divã, podemos esperar que suas provações sejam o nojo, o suor, o sangue e o pó – não um outro obstáculo qualquer.

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ps: para quem quiser ver, está aqui a matéria com entrevistas exclusivas que fiz com os atores (inclusive a Deborah) e com o diretor Marcus Baldini para a TV UOL.