Tag: relacionamento


imagem: propaganda do Slimfast.

Antes as pessoas namoravam e casavam. Antigamente, na verdade, ter um encontro já era sinônimo de namoradinho, nem que fosse por um dia. Dar amasso não existia e ficar de mãos dadas era só na frente dos papais, de domingo à tarde, vendo televisão. Beijinho? Só na hora de dar tchau, na porta.

Sem graça. É, sem graça. O bom disso ter mudado é que, obviamente, apenas dois bonecos poderiam se conhecer e se dar bem assim a ponto de casar. Não duas pessoas! Não estou duvidando que o amor possa surgir com o tempo, apesar de eu realmente não acreditar muito nisso… Mas, meus pais se conheceram assim. Aliás, nem se conheceram, já que anos depois veio o divórcio. (e se minha mãe tivesse casado com o ex dela, eu certamente seria loira de olhos azuis. Mundo cruel!)

Hoje, a gente fica. Fica e vai ficando pra conhecer a pessoa. Transa e vai transando pra ver se tem encaixe. Evita aparecer em público, porque não é nada sério. Não pode contar para os pais o motivo de um sorrisinho ou de um soco raivoso na porta, porque, afinal né? Não é nada sério.

(Só um adendo: antes, se o rapaz que sentou no sofá da sua casa te fizesse sofrer, seu pai com certeza tiraria satisfação por você, moça indefesa! Agora você pode criar um blog e reclamar diariamente sobre isso, por exemplo. 8))

Aí, como não é nada sério mesmo, a garota fica com um outro cara… Ele reencontra uma ex… Mas a ficada continua, minha gente! Eles descobrem as traições-entre-aspas um do outro e dá merda, é claro. Dá merda porque o ser humano é instintivamente ciumento. Dá merda porque tá na cara que esse tipo de relacionamento foi feito pra dar merda, assim como o método de paquera dos meus pais. Daí vocês param e pensam, ficam putos e não podem discutir a relação, já que nunca existiu uma relação.

Ele até estava gostando de você, você até que gostava dele, mas ao compararmos toda a dor de cabeça, as fofocas, a desconfiança e toda aquela gente comentando, fica claro que é muita bagunça pra pouco relacionamento. Logo, não dá pra pensar em absolutamente nada mais sério, porque como começar alguma coisa baseando-se na desconfiança, não?

Agora, a gente finge que não se apega, faz de conta que se você passar a noite na casa dele a coisa não vai tomar outro rumo e se faz de insensível para um ou outro carinho, porque já sabe que não pode ficar deprê por não ter isso todas as noites…

Sabe o que é pior? O pior é que antes nossos avós não sabiam direito quem dividia a cama com eles. Agora, nós temos que deitar na cama sozinhos, enfiar a cara no travesseiro e fingir que esquecemos aquilo que nem começou.
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ps: para quem se interessa por este tema, recomendo o textão que escrevi no Diário de Solteiro: “As 4 regras do amor livre. Digo, da ficada”.

Postado por loverox

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Porque este era o melhor título para falar deste livro que virou filme, duplamente comentado aqui!

Primeiro, eu achei estranha essa coisa de transformar um livro de “auto-ajuda-divertido” em ficção. Eu fingi estar empolgada com o elenco e, ok, de fato eu estava, mas fiquei com medo. Afinal, o livro fala sobre diversos conselhos para você ver o quanto, na real, aquele cara está tirando com a sua cara.  Foi aí que eu li que eles enfiavam todos esses conselhos na boca de um personagem que, por sua vez, faz parte de uma historinha meio quadrilha: “João que amava Maria que…”.

Resultado? Pulga atrás da orelha. Eu imaginei que eles esqueceriam de algum conselho essencial, ou que esse personagem seria um profeta bonitão arrastando mulheres pelas ruas, fazendo pregações e gerando o milagre da libertação dos homens bundões. Na verdade, não foi bem isso que aconteceu…
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Justin Long vive o “profeta” Alex e Giniffer Goodwin é a solteirona Gigi

.O filme gira em torno de três amigas que compartilham dramas de relacionamentos (isso te lembra alguma coisa? cof-cof). Uma é solteirona, outra é recém-casada e está em crise e a última simplesmente não consegue oficializar os laços com o namorado, com quem já mora junto. Nas beiradas da história, estão o personagem-profeta, que conhece a solteirona e resolve virar seu Buda pessoal depois de vê-la ser enganada por seu melhor amigo.

O curioso é que, enquanto dá um fora na solteirona, esse “melhor amigo” está louco de amores por outra, que na verdade acaba tendo um caso com o marido da amiga da solteirona. Falando assim fica confuso, principalmente porque ainda temos a personagem de Drew Barrymore, que é pequenininha, mas faz a história fluir.

O melhor momento do filme, na verdade, é dela! A safadinha pegou a melhor fala do longa inteiro! Vou contar: depois de começar um relacionamento confuso virtual, em que eles conversam por myspace, facebook, sms, e-mail e etc., ela solta a seguinte pérola: “I had this guy leave me a voicemail at work, so I called him at home, and then he emailed me to my BlackBerry, and so I texted to his cell, and now you just have to go around checking all these different portals just to get rejected by seven different technologies.”

Traduzindo rapidamente: “Tem esse cara que me deixou um recado de voz no trabalho, então eu liguei pra casa dele, daí ele mandou um e-mail para o meu Blackberry e eu mandei um sms para ele. E agora você tem que sair checando mensagens em todos esses portais diferentes, só pra levar um fora em sete tecnologias diferentes!“.
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Drew Barrymore e seus amigos super interessados no rolo com o bofe da internet

Sensacional, não? Já passaram por isso? 8)
Achei que, nessa hora, o roteiro ganhou do livro. Afinal, quem disse que nós só esperamos ligações hoje em dia? Uma ligação, aliás, é o que a gente menos espera, se você for ver. Hoje um scrap fofo vale. Um sms. Um e-mailzinho. Adicionar no msn. Ou melhor, até uma direct no twitter é melhor que nada!

Enfim, eu acho a Drew uma excelente atriz e temos de ficar felizes que ela finalmente abandonou a fórmula de maluquinha usada em Como se fosse a primeira vez (2004) e repetida em Letra e Música (2007). Gosto muito dos dois filmes, mas a semelhança destas personagens dela é gritante – e, ainda bem, ela foi menos preguiçosa em Ele não está tão afim de você.

Voltado ao filme. Ao longo da história, é óbvio que algumas liçõezinhas do Greg se perdem, mas o essencial está de fato ali, como a máxima do livro “se ele não te liga, ele não está afim”, e outras, como: “se ele te quer, ele fará acontecer” ou “se ele não quer sexo…” - enfim, acho que vocês são capazes de completar essa frase, certo?

O filme tem um quêzinho de Sex And The City (2008) e de Como perder um homem em dez dias (2003), já que as três personagens centrais trabalham juntas, e também porque o filme adocica e suaviza toda a verdade cruel que o livro traz de bandeja para as mocinhas feitas de besta, aí pela vida.
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Gigi com as amigas: Jeniffer Aniston, a noiva eterna, e Jeniffer Conelly, a casada em crise

No livro, Greg diz que inventar desculpas para um cara não te ligar, tipo: “o cachorro dele teve diarréia no hall do prédio e ele passou a noite limpando tudo” é um grande erro. E é mais errado ainda se você pensar que “bem, o grande amor da vida da minha prima de segundo grau de fato passou uma noite limpando cocô do cachorro e hoje eles estão juntos e felizes”. Ou seja? A regra é a regra: não fique sentada na cadeira pensando que você é uma grande exceção. Todos nós sabemos que você é ótima, mas isso não faz de você uma exceção. Ou seja? Desculpas = “ele não está afim de você”.

Aí, no filme, no filme doce, suave, que até deu dicas boas e aproveitou dúvidas do próprio livro, adivinhem o que acontece? A principal história não passa de uma boa, bela, velha e estapafúrdia exceção!

Se o longa não tivesse roubado o título do livro, não teria problemas. Eu nem ia me importar. Seria mais uma comédia romântica fofa. Eu nem ia me tocar dessa história de exceção. Vejam bem: tem Ben Affleck, tem a Jeniffer Aniston e a Conelly sendo ótimas, tem cenas picantes com Scarlett Johansson (e ela realmente está *bem* nelas!), mas… poxa! Por que raios cagar a premissa do livro na história central?
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Isso eu não digo apenas como alguém que curtiu o livro, mas como alguém que sabe o trabalho que dá adaptar um texto para as telonas. Não tinha sentido mandar a base do livro para o espaço, sabem? Vou confessar que eu saí do cinema pensativa e sentimentalzinha (shame on me), mas eu, como discípula de Greg Berehndt, achei esse filme uma heresia à bíblia best-seller…

QUEIMA!

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ps: só reforçando: se você não leu o livro e curte uma boa comédia romântica, vá assistir! Inclusive os meninos, vão! Vão pelas cenas hot com a Scalett! Porém, quem leu o livro, vai entender essa minha revoltinha final. 8)

Postado por loverox

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Eu não vou negar: um dos meus temas favoritos é homem. Falar bem, falar mal, criticar, reclamar. Que eu posso fazer, né? Afinal, neste exato momento eles também estão falando de mim, de você, de nós mulheres. Ou pelo menos de nossas bundas. Portanto, estou no direito saudável de exercitar minha liberdade de expressão para tratar do tema “homem”.

Quando se fala de homem, pode-se abordar o assunto de diversas formas. Mas como eu, pessoalmente, tenho gastado tempo demais falando mal destes seres insanos (ou eu é que sou normal demais pra eles), quero falar apenas de homens bonitos. Simples, homens bonitos. Porque aí eu posso só olhar e não julgar, só olhar e não pensar em nada além de “que belas covinhas… essas aí do seu quadril”.
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Nicholas Hoult: fofinho e mortal.
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O problema é que homens bonitos não são perfeitos. Eles não são nem deuses gregos – ainda bem, viu? Estátuas de mármore são gigantes e geladas. Mas, enfim, eles não são perfeitos. Simplesmente não são perfeitos porque antes de você parar para olhá-los sem julgamento, eles já estão esperando: “me ache bonito, me ache bonito, me ache bonito”, porque eles sabem que o são. Só que diferentemente de uma mulher gostosa, eles não têm pedreiros em sua vida.

Com isso, eles passam a emitir quase que uma mensagem subliminar que irá latejar em seu cérebro durante todo o tempo em que você estiver com ele, babando em algum pedacinho do céu escondido no corpo do cara. É inevitável, minha querida: uma hora você vai falar que o cara é lindo, você vai fazer cara de abestalhada, você vai pensar “gente, como eu sou sortuda!”, você vai babar literalmente. Você vai dizer que o cara é gato. Gisele Bündchen faria o mesmo no seu lugar! E vocês estão certas: exercer a sinceridade é tão importante quanto o direito de falar de homem gostoso.

Você vai falar, vai olhar, será carinhosinha e gentil e, claro, se ele não for um paquiderme degenerado e sem coração, também irá falar algo a respeito da sua beleza. Vocês irão sorrir. Você vai contar para todas as suas amigas sobre o cara gato que está pegando e mostrará quem ele é para todas, uma por uma. Vai repetir N detalhes das ficadas e vai lidar com sorrisinhos amarelos de “é, você já me contou!”. Mas é natural, não? Afinal… Gente! ELE É LINDO!

No dia seguinte, vocês se encontram. Como um cachorrinho querendo biscoito, ele vai esperar até o último minuto, ele vai desejar, ele vai emitir ondas eletromagnéticas através do cérebro-lindo-super-poderoso dele. Definitivamente, ele vai conseguir arrancar de você mais um confete: “você tá mais lindo hoje, com essa camisa azul!”. E você, abestalhadamente cega, achando que está arrasando na conquista, vai ouvir o famigerado “Obrigado, linda”.

O ego é uma coisa preciosa. Preciosa porque cada um tem o seu, tipo bunda e tal. Mas é uma coisa engraçadinha porque infla. Infla feito balão, fica gigaaaaaante, estufado, bonito. Mas em um determinado momento, ele não só pode, como vai explodir. Na sua cara e na dele.

Enquanto você achava que estava conquistando um gatão e sendo correspondida, talvez não. Talvez você só estivesse trazendo à tona doces memórias de como era bom um tempo que passou, um tempo de ser paparicado, admirado e enxuxuzado pela mamãe, pelas titias, pela irmã mais velha, pelas primas.
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imagem via we <3 it


Homem bonito.
Talvez ele nem seja lá tãããão bonito. Talvez ele seja bonito só pra você. Talvez ele seja só o outro pé da sua pantufa velha xadrez. Não importa: ego é uma merda que infla e explode. A partir do momento que você se abestalhar demais em prol de inflar seu homem e deixar de ser a autêntica, a gostosa, a maravilhosa, a vitaminada, a sensacional, @_desejada garota que ele conheceu…. Pode esperar: o ego do seu rapazote vai explodir em dois tempos. Lembre-se: eles não têm pedreirões na vida!

Tudo bem, estou super-sendo engraçadinha e, óbvio, alguns balões até têm uma tendência maior a explodir que outros e tal…. Mas, todo cuidado é pouco!

Com o tempo, estes indivídos de peito inflado começam a gostar demais de se olhar no espelho… Demais de se vangloriar dos próprios atos. Estão sempre mega ocupados com as próprias sarnas pra coçar que arranjaram. E agora eles te amam, te amam de verdade, mas talvez só digam “obrigado, linda”. E você, gatinha, ficou sem atum.

Portanto, vá escovar seus pêlos e tomar seu leite.

Gisele Bündchen, Serena Van Der Woodsen e Carrie Bradshaw fariam o mesmo.

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Postado por loverox

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… Porque provavelmente toda mulher/menina/garota já passou ou vai passar por isso.

Todas nós tivemos aquele momento, aquele triste momento na vida pós-infância em que nossas idades se tornaram dezenas com o número um na frente. Número que desencadeia todo um processo de adaptação (insira a metáfora da borboleta aqui) e transforma nossos próximos 4 anos num inferno. Ou cinco, se você não tiver sorte. Ou muito mais, mas aí eu não tenho know-how pra te ajudar.

Uma pausa: se você era maravilhosa no comecinho da adolescência, desencane de ler. Ou ria de nós pobres mortais. Ou vá até o espelho conferir se você ainda está com tudo em cima. Aliás, já repararam como as bonitonas jovenzinhas sempre pioram??? Não dá pra saber se elas pioram porque pioraram mesmo ou se pioram porque chegaram ao ápice muito cedo e já não são tão bonitas.

Enfim. Eu tinha acabado de fazer 11 anos. Uma criança, pero no mucho, porque meu primeiro namoradinho veio aos doze. Era BV e observava minhas amiguinhas devidamente desvirginando suas bocas nas festinhas. Eu, ao primeiro forte sinal de que chegara minha vez, tinha desabado a chorar porque “não estava preparada”.

Algum tempo depois, eu estava bastante preparada. Furiosamente e curiosamente preparada. Como eu sempre fui nerd uma garota conectada, estava no icq papeando com a galera à tarde e eis que de repente um garoto me achou pelo “finder” e veio conversar. Papo vai, papo vem, descobri que ele era praticamente meu vizinho, acelerando todo o processo de encontro.

Dois dias depois da primeira conversa online e de outra conversa por telefone, marcamos dele passar no meu prédio. A desculpa dele, jovem garoto de 13 anos, seria levar o cachorro pra passear. A minha, nenhuma. Eu só tinha que pegar o elevador e cuidar pra não morrer ou gaguejar, já que até onde eu sabia ele era alto, tinha olhos azuis e tal.

Com uns cinco minutos de conversa com aquele menino gigante e gatinho, eu percebi que não estava agradando. Mas tudo bem, não era um encontro feito pra durar, afinal ninguém passeia com um yorkshire por três horas, né? Pobre inocência, a minha! Se interessasse, ele passearia por cinco horas. Qualquer homem passearia por doze horas, se interessasse. E coitado do cachorro, é claro.

Depois de alguns dias, notei que ele não ficava mais online. Estranho. Telefonei um dia, ele não estava. Aí conversamos secamente no icq outro dia. Estranho, né? Até que um dia ele ligou. Ligou pra falar que não era nada comigo, não, mas que “tá ruim pra gente conversar, eu vou começar a ajudar meu pai (???) e…“. Depois do “e…” não lembro e nem quero, mas fiz alguma pergunta intrigante. Como resposta, ouvi: “VOCÊ É FEIA”.

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Eu, que já não era das mais auto-confiantes, afundei. Fiquei triste. Chorei por 3 dias e 3 noites.

Qualquer garotinha ficaria assim no meu lugar. Imaginei como seria minha vida virgem e solteira pra sempre. Imaginei que talvez ele estivesse certo (!!). Imaginei todo o tipo de absurdo. Tá, de fato eu estava na fase do patinho feio, mas que tipo de ser humano é tão cruel??? O tipo entitulado por aí de menino. Odiei os rapazinhos e atrasei a minha entrada no mundo das bocas desvirginadas.

Os meses se passaram e eu observei a magia da borboleta acontecendo em mim. As espinhas e cravos estavam lá, o cabelo marromenos estava lá, mas ganhei centímetros rapidamente e hum, até que não fica tão mal colocar esse jeans sem esse agasalho na cintura hein?? 8)

Com doze anos veio meu primeiro beijo e meu primeiro namorado. Um ano e meio depois, o segundo beijo e o segundo namorado. O segundo, mais bonito e mais briguento. Durou 3 meses. Com 14 anos eu estava finalmente solteirinha e tinha o icq free for chat para garotinhos interessantes.

O jovem garoto de 13 anos agora tinha 16 e estava mais bonito. Incrível, ele se achava muito adulto, porque tinha aprendido a dirigir com o papai e passou aqui de carro para tomarmos sorvete. Saímos na ilegalidade e conversamos muito tempo, muito tempo, e dessa vez eu vi que estava agradando. Ele elogiou meu cabelo, me fez rir, algo bem mais saudável. Mas não aconteceu. Nada.

Foi o primeiro ponto de interrogação de toda a minha vida. Jurei que esse cara seria um idiota para todo o sempre. Mas acabei considerando toda a linhagem dele idiota quando soube que ele tinha contado para uns amigos em comum (morar perto tem isso!) que tinha ficado comigo. Pô! Desde quando é justo levar a fama e nem aproveitar a cerejinha do bolo?!

O tempo passou, o icq passou, minha fase patinho feio passou. Ele até me adicionou no msn, mas nunca retribuí contato. Um belo dia, eu estava fuçando num site chamado ORKUT e, para a minha surpresa, não é que ele estava lá? Com foto de book, modelete, gatinho, arrasando com as menininhas na época em que os scraps não eram bloqueáveis, todo mundo aceitava todo mundo e usava aquilo com segundas intenções para se conhecer melhor.

As espinhas diminuíram, os cravos se foram, alguns kg também. O cabelo melhorou, o formato do rosto foi levemente ajustado e, como num passe de mágica, como com um toque de varinha de condão, eis que estou em minha melhor forma. Contente, feliz em saber que finalmente os anos das dezenas passaram.

Sentindo o cheiro dessa vibe Sandy-eu cresci agora sou mulher…”, ano passado o jovem de 22 anos deu o ar de sua graça falando que eu estava linda. Começou a aparecer para comentar em algumas fotos. Comentou em fotos de Paris. Comentou em fotos aleatórias.

Comentou bastante. Scrapeou. Eu não scrapeei de volta.

E só vou comentar uma coisa: agora baba, baby. 8)

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Postado por loverox

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Lembram-se do livro que eu comentei aqui ano passado e que, basicamente, mudou absurdamente meu jeito de pensar? Pois é, ele virou filme! (Se você não sabe do que eu estou falando, veja o post aqui!)

“He’s just not that into you” ou “Ele simplesmente não está a fim de você” é o título do best-seller bem-humorado sobre relacionamentos escrito por dois ex-roteiristas de Sex And The City, Greg Behrendt e Liz Tuccillo. O livro de auto-ajuda traz diversos conselhos divertidos para mulheres sensacionais, tipo você e eu, que muitas vezes acabam se diminuindo ou inventando desculpas para aceitar comportamentos inaceitáveis daquele loser que não te merece rapaz que por algum motivo roubou nossa atenção. Apesar da obra não ser ficcional, sua versão no cinema acabou virando uma boa e velha comédia romântica!

O roteiro segue a linha “João amava Teresa que amava Raimundo, que amava Maria que amava Joaquim…” e traz a história de diversas mulheres super incríveis que, por algum motivo, sempre têm problemas para encontrar um cara legal. No filme, veremos na prática todas as teorias defendidas por Greg no livro, como por exemplo, a mais clássica de todas: se ele não te liga, ele simplesmente não está afim de você. Assim, se você duvidava de que algo daquilo fosse possível (ou achou tudo um exagero!), vai pelo menos poder dar uma espiadinha em situações mais reais. E dar muita risada, claro!

Nas telonas brasileiras, o filme chegará com o título um pouquinho diferente: Ele não está tão a fim de você. Eu não vi muito sentido na mudança e achei uma bobeira, até porque o livro ficou bastante conhecido por aqui, já que ele foi bem divulgado na mídia e citado em diversas revistas femininas. Mas… Isso não importa! O que importa mesmo é que o filme deve ser divertidíssimo, já que alcançou a liderança das bilheterias norte-americanas logo em seu final de semana de estréia, no começo de fevereiro!

No elenco estão Jennifer Aniston (como não?!), Scarlett Johansson, Jennifer Conelly, Ben Affleck e Drew Barrymore, que também assumiu a produção do filme. Eu, como sou uma fã irremediável de comédias românticas, obviamente já iria ao cinema de qualquer jeito, mas já que o filme se inspirou num livro que amei, estarei com a minha pipoca a postos em plena estréia, dia 20 de março!

Ainda não se convenceu? Veja o trailer!

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Barrymore e Conelly juntas serão um arraso! Tô louca pra ver essa cena da secretária eletrônica inteira. Peguete safado, esse aí! 8)

Postado por loverox

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Sentiram saudade? Primeira filosofada do ano. 8)

Eu sempre fui do tipo que cuida dos rapazes. É claro que, nesta posição, também sempre reclamei da falta de ação deles, da falta de atitude e etc. e tal. Manipuladora, controladora, mas também carinhosa e preocupada. Obviamente, quem faz muito, costuma receber bem pouco. O que não significa receber nada, mas sim que, se compararmos, de fato recebe-se menos.

Com o tempo de solteira e sem cuidar de ninguém, fui cuidando de mim mesma (o que é bom!) e desapegando-me da obrigação de cuidar. Desavisada, eu também passei pela ridícula experiência de me enganar e me entregar para o deleite e divertimento de um Don Juan que “não precisava receber”. Um daqueles que oferece, envolve e seduz (pacote completo) e que quando percebe que você é alguém okay, enfia o rabo entre as pernas e se esconde na toca (estereótipo completo). Mas, águas passadas, leite derramado.

O fato é que hoje eu não sei mais “me” oferecer tanto quanto antes. Cá pra nós? Isso é um avanço. Agora posso encontrar pessoas que sejam capazes de oferecer para mim, uma vez que, consequentemente, a minha capacidade de receber aumentou. Quando você oferece demais, acaba exigindo algo em troca, o que geralmente não acontece, já que algumas pessoas realmente dão muito, muito menos. Daí, tcharam! O príncipe vira sapo, desligado e descompromissado demais pra você e é melhor terminar: “ele não muda, mesmo!”.

Depois de avançar da fase “vou ser mãe do meu namorado”, vem o problema. O problema é quando você encontra alguém que não precisa de uma mãe. Você se agita toda por dentro, porque ele realmente parece ter muito a te oferecer. Muito mesmo, de verdade. Daí você olha pra você mesma, de cima abaixo, e treme, de cima abaixo, porque vê que, comparativamente, irá fazê-lo receber pouco. E, sei lá, pensando bem: será que eu sei receber?

Seja pela experiência de vida, seja por N outras coisas, você senta ali na mesa daquele restaurante e simplesmente não acredita na enorme quantidade de bulshit que tá falando para aquele cara que já ouviu tudo isso antes: “Ouviu, não ouviu? Tá, deixa eu ficar quieta. Afinal de contas, né? Quem sou eu pra falar? Hahahahah… É, fala você, conta. Não conheço isso, não. Me explica?”

Dizem por aí que este é o famoso “medo” da maturidade alheia. Aquele medo de receber. Porque é fácil dar, né? Você pode dar de braços cruzados. Agora, pra receber, tem que abrir os braços e agarrar o que vem do outro. Aí você enfia a insegurança na bolsa e carrega pra todos os encontros, de forma que a sua proporção de entrega não é a mesma e costumeira: “tipo, não estou sendo eu. Quer dizer, estou ridiculamente racional. Oi? Eu não sou assim!”

Dizem por aí também que isso recebe o nome de auto-proteção. Depois de cair diversas vezes de uma bicicleta, você coloca um capacete para não quebrar a cara. No caso, você vai lá e constrói um muro invisível em torno de si. É uma alternativa pessimista? Sim, claro. Mas é okay, explicável. Até faz sentido. Só que a coisa muda de figura quando você apresenta uma taxa inferiorizada de inteligência e uma teimosia de porta, de forma que todas as suas experiências passadas transformam-se em “leite derramado” e você segue. Continua enfrentando as curvas sem joelheira nem cotoveleira.

Então, sim. Se você abriu mão do equipamento de segurança, por que raios calcula cada virada de forma tão meticulosa? Por que tanta racionalidade? Me diz, por Deus, por que esse temor de tirar as rodinhas??? Cadê os sinos tocando, aliás? Não era nesse tipo de curva que eu procurava me perder há tanto tempo?

Conscientemente, não há medo. Claro que não! Senão eu teria meu capacete embaixo do braço ao invés da Sra. Insegurança: “Bah, ele não quer nada. Quer dizer, não sei. Ele já tá aqui há um tempo, não tá? É mesmo.”

Aí tu fica na corda bamba. Não sente os calafrios, mas sente saudade e calcula toda e qualquer palavra que for sair da sua boca: “Será que eu sou eu com você? E se eu não sou, se algum dia eu conseguir ser, você vai gostar ainda assim? … Será que só eu que não tô sentindo os calafrios? Ou será que esse é aquele lance que todo mundo fala, de não ter chilique e paixonite, mas sentir um troço mais profundo?” Aliás, essa porra existe?! Eu sou uma romântica.

Bah! As coisas carnais são tão mais fáceis de entender que isso!
O fato é que quando você percebe, já é tarde demais. Gasta-se muito mais tempo tentando entender o que aconte com você mesmo ao lado do outro do que, de fato, tentando entender o outro; dada a esquisitice da coisa toda.

Entendam: não é egoísmo, é só estranheza. É só um quê de “não faz sentido” que fica no ar, apurrinhando a cabeça e tornando a mais inocente das comédias românticas uma verdadeira equação diferencial sobre rodas. E olha que a saudade está aí. Tudo ao mesmo tempo.

Depois de tudo, continuo achando que não faz sentido.
É por isso que eu gosto de tudo explicadinho: porque “fazer sentido” não é exatamente obrigatório, mas ajuda. E muito!

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Postado por loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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