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Não falo sobre BBB e vou continuar não falando, mas os acontecimentos dos últimos dois dias no programa ganharam proporção maior que o reality show e vale uma conversa além do caso. 

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Com poucas explicações oficiais, mas com muito alarde da imprensa especializada, Daniel foi expulso do “Big Brother Brasil” na tarde desta segunda-feira. Segundo declaração de Pedro Bial no programa ao vivo, a produção “analisou as imagens do ocorrido durante a festa” e “considerou seu comportamento inadequado, infringindo as normas do programa”. Fim de papo e o reality continua. Quem não tem pay per view ou não lê notícias online, não entendeu nada.

Após muita pressão dos internautas e de uma denúncia enviada ao Ministério Público, a polícia foi investigar pessoalmente o suposto caso de abuso dentro do confinamento. Após beber demais em uma festa, a participante Monique parece receber “carinhos” sem seu consentimento, apagada de tanto álcool.

Apesar da situação ter sido exibida ao vivo no PPV na madrugada de domingo, o assunto foi atenuado e novamente reduzido no comunicado oficial. Os motivos da falta de explicação para o caso podem ter sido vários, desde não perder anunciantes até não admitir que cometeram o erro grave de suprimir um suposto abuso ou mesmo estupro (caso seja comprovado). Pode ter sido também uma medida anti-linchamento antes da polícia dar seu veredicto, ou mesmo uma forma de preservar a garota de um rótulo. E, se os motivos forem estes dois últimos, acho louvável.

O caso é que em quase todas as vezes que a violência contra a mulher vem à tona, os comentários machistas (sempre eles!) surgem. Em sua lamentável escolha por ignorar o assunto primeiramente, o “Big Brother” deixou de tocar num tema importante, da real life inclusive.

Enquanto muitas mulheres fazem questão de dizer “se ela bebeu, ela estava pedindo” e outros rapazes de dizer “ela que provocou”, só as garotas que já beberam um pouco além da conta sabem o que é ser assediada numa festinha qualquer.

Aposto que toda mulher na casa dos 20 já passou por uma situação do gênero, ou conhece alguém que já. É a velha história da garota que passou do ponto na birita, se encostou no cantinho da festa e acordou com marmanjos tentando se aproveitar de alguma forma da situação. Eu já passei por isso. Minhas amigas já passaram por isso. Alguns casos vão muito além disso, mas infelizmente a maioria de nós não tem sua vida televisionada e fã clubes prontos para nos defender. Fica a sensação de impotência para a garota e muitas vezes nenhuma sombra de peso na consciência para o cara.

Vão levar alguns anos para as mulheres pararem de se auto-criticar e de ensinarem seus filhos e filhas de forma machista, mas é preciso repetir à exaustão que se a mulher está de vestidinho, ela não está provocando. Se ela dança sensualmente, ela não está querendo. E que se ela bebeu, não estava “pedindo”. Ela não estava esperando por nada, principalmente se ela não estava em condições de decidir.

Mulher anda com a roupa que quiser,bebe o quanto quiser – e se quiser – e cai onde quiser. Isso não dá direito de sua intimidade ser violada e muito menos de sua integridade ser questionada por ninguém. ”Estar com tesão”, aliás, também não obriga mulher nenhuma a transar com ninguém, mesmo que a pessoa em questão seja alguém já conhecido, um ficante, um amigo ou mesmo o marido. O corpo de cada um é o templo de cada um.

Aproveitar-se da situação vulnerável de alguém para fazer o que quer que seja é no mínimo um abuso. Mesmo que não se tenha chegado às vias de fato, fazer qualquer coisa usando o corpo de alguém sem seu consentimento é contra as regras do jogo – de qualquer jogo.

(Para quem gosta de discutir o tema, recomendo a leitura deste post do “Escreva Lola Escreva”, que diz, entre outras coisas, que muitas vezes ser mulher significa ter de “ser legal com todo babaca, porque esse babaca qualquer pode ser aquele que vai te machucar”)

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Postado por Fê Loverox

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há males que vem para o bem

Em pleno feriado do dia 15 de novembro, não se falava em outra coisa no Twitter: os beijões de Ellen Jabour e Pê Lanza no camarote do SWU. Uns criticaram a garota, outros aproveitaram pra levantar a bola do frontman do Restart. Tirando o peso de serem dois famosos, nada demais.

Neste domingão, Ellen contou que nunca se sentiu tão desejada como agora e comentou “parece que estou com mel no corpo” durante uma entrevista para o jornal “O Dia”. Quer dizer, todo mundo já teve uma ficada bem desastrada, só que há males que vem para o bem.

Com uma linha de entrevista lida, deu pra notar que a ex-namorada de Rodrigo Santoro entendeu as regras do “jogo do amor”: às vezes você precisa simplesmente mostrar que está na pista pra negócio para não perder por W.O. Explico.

Enquanto Ellen não era vista com ninguém, estava quietinha na casa dela ou passeando com o cachorro, ela estava numa estante. Linda e loira, mas lá no alto e inalcançável – ou você acha que é fácil para um cara qualquer chegar chegando na mina que pegava o Santoro? Homem que é homem não tem medo de mulher, mas se for para algo casual, com certeza a maioria vai preferir evitar a fadiga de tomar um não.

Um caso besta de uma noite só pode ser mesmo só um caso besta, mas uma garota esperta vai saber escolher o que fazer e com quem fazer a partir do momento em que o “mel” começar a rolar. Já ouviu dizer que para conhecer as pessoas você tem que querer conhecê-las? Então.

Voltando ao caso, a partir do momento em que Pê Lanza entrou na história, não só a Ellen se mostrou disponível, quanto facilitou para os outros rapazes que sempre quiseram chegar mas não tinham tanta coragem. Algo na linha: “agora eu também posso”.

Preciso dizer que, obviamente, esse não é o mesmo mecanismo das pessoas comprometidas que ficam mais assediadas a partir do momento que colocam aliança no dedo (isso rende outro post, aliás), mas sim uma questão de oferta e procura.

Enquanto a moça não mostra que está afim de oferecer algo e parece fechada para balanço, ninguém a procura – ou procura menos, afinal a moça em questão é a Ellen Jabour, né? Só que, digamos assim, um “erro” como esse pode ter um papel importante na vida amorosa de uma garota. Serve para mostrar que você tem desejos e que, uh lá lá, não é uma princesinha perfeita, inatingível. Dá uma apimentada.

Para não dizer que não falei do rapaz na questão, obviamente o passe do sr. Pedro Lanza valorizou. Duvido e muito que ele vá pegar outra Ellen da vida, mas certamente as mulheres da idade dele, que geralmente preferem os mais velhos, vão dar uma olhadinha diferente pra ele.

O que aprendemos com Ellen Jabour? Aprendemos que, bem, às vezes pegar um carinha aleatório depois do terceiro drink pode mesmo fazer muito bem. Agora é pegar os limões e fazer uma limonada – só não vale sair repetindo a dose.

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Postado por Fê Loverox

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Kunis e Timberlake em “Amizade Colorida”

“Amizade Colorida” é um daqueles filmes que capricha muito mais no lançamento do que na produção em si, especialmente pelo casal de atores protagonistas escolhidos a dedo pra causar bastante fora da tela. Acho que esse fenômeno pode ser lembrado pelo lançamento + buchicho de romance que empacotou muito bem a ação sensual de “Sr. e Sra. Smith”.

Para lançar “Friends With Benefits”, toda a estratégia de divulgação do filme foi focada em explicar como Mila Kunis e Justin Timberlake se sentiram rodando as cenas de sexo, se pintou um clima, se ficaram tímidos – e nada mais.

Como a imprensa também adora um climinha por trás das câmeras, os boatos de que os dois estariam juntos ajudaram a apimentar as notícias – uma mão pesada talvez desnecessária, já que comédias românticas sempre tem lugar no coração de mocinhas machucadas, por mais previsíveis que sejam (essa em especial).

Em todo caso, se não fosse um ou outro take mais ousado nos corpinhos, diria que o filme é 100% sessão da tarde. O longa basicamente gira em torno dos personagens de Timberlake (Dylan) e Kunis (Jamie) e pouco fala sobre a vida extra dos dois. Tudo se resume ao casinho de sexo sem compromisso, como se nenhum tivesse uma vida interessante o suficiente para ser mostrada além disso.

Para não dizer que o filme ignora sumariamente o mundo fora das quatro paredes dos amigos que transam, as famílias desestruturadas de ambos vêm à tona para explicar porque eles se dão tão mal nos relacionamentos, o que também justifica de uma certa forma porque eles se “merecem”. Enquanto Jamie tem uma mãe mente aberta e meio maluca, o pai de Dylan é abandonado pela mulher por ainda gostar de outra e o trauma acaba fazendo com que ele desenvolva Alzheimer.

os “desestruturados” sempre tem que se merecer? hm.

A dupla de protagonistas se conhece quando Jamie, uma headhunter muito inverossímil, recebe a tarefa de encontrar um novo diretor de arte para a revista GQ, que ganhou uma bela publicidade (paga?) pro finzinho desse ano com o filme. Dylan é o candidato perfeito e acaba topando se mudar de Los Angeles para Nova York pelo emprego. É na redação, enfim, que suge o personagem mais sensato do longa: o editor de esportes gay que insiste em tentar tirar o protagonista do armário, mas tem as falas mais interessantes e sábias de todo o roteiro.

A questão é que “Amizade Colorida” insiste em lições velhas sobre relacionamentos, além de ter divulgado muito e chegado atrasado: várias outras comédias românticas sobre “sexo sem compromisso” são melhores; caso de “Amor à Distância”, mais divertido, e “Amor e Outras Drogas”, mais elaborado e, ouso dizer, profundo.

É sessão da tarde, tem muito diálogo e pouca história, mas tem também uma cena impagável dos dois tentando jurar que vão transar sem se apaixonar em cima da bíblia no iPad.

Se eu não fosse fã do Timberlake, fato que me fez correr para ver, diria que é um bom filme para esperar passar na TV e assistir numa tarde à toa. Caso você não seja, já sabe!

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Postado por Fê Loverox

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de olho no bíceps?

É claro que cada mulher tem sua parte preferida no corpo masculino para dar uma olhadela, mas o fato é que, ao contrário dos homens, nem sempre somos levadas pelo nosso sentido da visão e conseguimos sim passar por um cara razoável sem notar em nada.

Para descobrir o que as mulheres reparam num cara, esse repórter gatinho da “Cosmo For Guys” resolveu investigar a questão a fundo e instalou várias câmeras em si mesmo, tudo para medir o grau de atividade em cada parte do corpo: uma nos olhos, outra no bíceps, uma na virilha e outra no bumbum. Não teve jeito de não pegar aquela checadinha discreta! hehe

A desculpa que ele arranjou para conversar com desconhecidas foi tirar uma dúvida turística; olha só para onde elas mais olharam:


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Sem dúvida os olhos (e, por conseguinte, o rosto) são os campeões de audiência até para mostrar que você está prestando atenção na conversa, mas o bíceps vem logo atrás e aí o objetivo é bem diferente!

O mais interessante do vídeo, para mim, foi notar como nós mulheres tendemos a reparar muito mais quando estamos acompanhadas das amigas. Mulher adora falar – e nada como ter alguém do seu lado pra comentar o que viu logo na sequência. Concordam? hahaha

Postado por Fê Loverox

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e beijo offline, não tem?

Com a overdose smartphônica que vivemos hoje, falar de gente viciada em ficar de olho na telinha é chover no molhado, assim como falar de promover a conexão offline e não online.

Depois do sucesso do comercial “Disconnect to Connect”, que chamou bastante a atenção há cerca de um ano atrás, um projeto de um rabino norte-americano chama a atenção novamente para a causa. O líder religioso resolveu retomar o tema e criar alguns vídeos para propor o “Day to Disconnect”.

A campanha judia conta com vídeos para conquistar mais adeptos e ilustrar o quanto se perde ao se isolar no mundinho da palma da mão. A produção não é super original e usa algumas ideias da publicidade veiculada no ano passado, como a de que é você quem fica sozinho ao escolher se fechar ao mundo “real”. No entanto, a parte legal é que essa “Disconnect Revolution” leva a questão para um outro lado, o do jejum “voluntário” de um costume que talvez não traga benefícios reais o tempo todo.


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O papo é meio religioso mesmo, mas a campanha não é: conforme o que diz o próprio site, a ideia é que no dia 2 de outubro (um domingo) as pessoas tirem uma horinha para ficar com os amigos e a família e, enfim, para ficarem com Deus se assim quiserem.

Achei interessante e bacana a religião propor algo moderno assim. Quem quiser entrar para o movimento não precisa ser judeu, basta colocar o nome no site e se comprometer a participar – aliás, é uma boa aproveitar e mandar a dica para aquele amigo que era mais legal antes de ter um iPhone. :/

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Postado por Fê Loverox

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o que você “aprendeu” com “Ratatouille”?

Já parou pra pensar em quantas “lições de vida” são disparadas por minuto no cinema? Provavelmente não. Geralmente não damos tanta atenção para falas pois estamos presos ao enredo como um todo, mas a verdade é que textos bonitos estão por aí a rodo!

Como prova esse clipe de 7 minutos, tem lição de vida até onde você menos espera. Não precisa ser aquele filmaço denso e profundo: até os blockbusters e desenhos animados tem algo a dizer para gente. Achei a idéia super legal:


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Não são meus filmes favoritos e senti falta de lições sobre amor, mas já é um bom começo! Uma fala imprescindível para mim, por exemplo, é “the greatest thing you’ll ever learn is to love and be loved in return” de “Moulin Rouge”.  Quem sabe alguém não anima a fazer uma nova versão? ;)

Via blog da Lalai

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Postado por Fê Loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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