Certamente um dos motivos que me faz ficar bem triste por não ter o maior pacote de tv a cabo da NET é não poder assistir “The Girls of the Playboy Mansion”. É um reality show, assim, no melhor estilo The Simple Life, só que melhor. O programa é exibido no E! Entertainment, o mesmo canal de reality shows bastante “edificantes”, como E! True Hollywood Story e Dr. 90210, agora exibido na Rede TV! como Dr. Hollywood. Nem sei se deve ter pra baixar (é claro que deve), mas não vou gastar meu HD com isso. De qualquer forma, tem coisas que só esse reality show traz pra você.
Para quem não sabe, o “The Girls of the Playboy Mansion” mostra o dia-a-dia das três “esposas” de Hugh Hefner, criador da Playboy: Kendra Wilkinson, Bridget Marquardt e Holly Madison. Além de mostrar todas as farras das meninas em cartões de crédito e seus eventuais trabalhos como modelos, o destaque fica para a relação deles quatro, que é estupidamente amigável (e baseada no amo$$$r). Está tudo bem para todos que Holly seja a esposa preferida. Literalmente uma primeira dama.
Acontece que o aniversário de Hefner foi em abril deste ano. Todas as comemorações de seu aniversário foram filmadas e exibidas no reality show, naturalmente. Uma das surpresinhas que o senhor de 82 anos recebeu foi um bolinho de Pamela Anderson. Um singelo bolinho. Só que a loira siliconada entregou o presente pelada, on high heels. A cena é indiscritível e, claro, foi ao ar censurada. As mulheres presentes no evento não sabiam onde enfiar a cara. Hugh abraça a loira, dá tapas no bumbum e enfatiza que ela está melhor que nunca. No final, Pamela também dá um abraço pelada na primeira dama. É mole ou quer mais?
Só que aí você se pergunta por que eu estou falando de um episódio antigo de “The Girls of the Playboy Mansion” e eu te dou dois motivos: 1- eu não vi esse episódio por conta dos motivos explicados no primeiro parágrafo, 2- o Egotastic soltou essa semana o vídeo do programa sem censura.
Agora matem a curiosidade. E vejam a cara da Holly (a loirinha fofa de verde). Clique na foto abaixo e tire as crianças da sala.

“The Girls of the Playboy Mansion”: mostrando o loo$$$$ve in the real life.
ps: estou imaginando o quão horrível (isso não foi irônico!) deve ser receber um abraço de uma loira com peitos de plástico.

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Por mais esdrúxulo que pareça, essa data merece comemoração. Nem que seja para eu me lembrar de que está sendo melhor assim, ok? Durante a TPM isso se faz necessário.
Essa vida de namorar começou cedo. Demais, até. E eu me espantava com a velocidade em que rapazes dispostos a um compromisso apareciam, tanto que fiquei mal acostumada. Esperar mais de um mês por um pedido oficial foi, durante muito tempo, sinônimo de enrolação pra mim. Isso até eu cair na real.
Eu despenquei na real quanto comecei a por na balança que… hum! Eu mereço muito mais do que caras dispostos. Percebi que eu fui escolhida e não escolhi. Taí. Ao menos o que eu NÃO quero (e um pouco do que eu quero) eu já sei. Logo, por que não abandonar essa postura passiva (hum!), esticar o dedinho e adotar uma tática mais uni-duni-tê (o sorvete colorê, o escolhido foi você!) ?
Eu fui em frente. Escolhi bem e posso dizer que topei com fiéis preenchedores daquela lista mental besta do “Homem Ideal” mais de uma vez. Ou seja? Ele existe, for God’s sake! Não é impossível, não estou pedindo demais, como muitos me disseram. O que basta agora é ser escolhida ao mesmo tempo, é lógico. Afinal, o que um não quer, dois não fazem - uma pitada de sabedoria.
Porque, veja bem. A fêmea escolhe o macho mais apto, mas ele jamais estaria ali à disposição se não a tivesse escolhido. Pelo cheiro, pelo cio, pelo interesse instintivo infalível. Ela o escolhe + ele quer = filhotinhos. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que não quero ter filhotinhos e que o “Homem Perfeito” não é impossível, só falta aquela ajudinha da natureza. O ferormônio da irresistibilidade, da inevitabilidade, do “quero-você-agora-pra-sempre”, o cheiro que preencha os receptores certos para acelerar ambos os corações. Em todos os encontros.
Bem, se eu tivesse topado ser cozinhada em banho-maria (como diz o Isaías), eu até teria continuado empacada em escolhas antigas, em meses de saídas que poderiam ter rendido - ou não. O fato é que timing é tudo e até a escolha do melhor sorvete pode dar uma desanimada quando você espera para comê-lo e ele derrete. Afinal, derreter na boca de alguém é um tanto diferente de derreter na mão de algum engraçadinho (ou lerdinho) que se toque tarde demais. E, acredite: eles podem até não estar apaixonados, mas a vida sempre cuida de mostrar o que perderam. Assista Alfie, o sedutor (2004), com o Jude-Law-delicious.
Então, é isso: um ano de solteira e um ano de escolhas livres, em que o sorvete derrete se eu quiser. A busca continua? Sim, eu vivo melhor apaixonada. Qualquer um vive e, de minha parte, já descobri isso. Agora as buscas continuam com calma, às vezes com pressa feminina, mas sempre com um belo óculos escuros retrô para suportar esse sol “derretedor” e enxergar bem que sorvete vem pela frente. Isso porque eu prefiro muito mais um Häagen Dazs na sorveteria do que um genérico-Praia-Grande escorrendo na minha mão.
Com os genérico-Praia-Grande’s eu aprendi muito. Aprendi, agradeço e não cuspo no palito que eu chupei (ui!), porque agora eu tenho a total certeza que meu negócio é Häagen Dazs na taça (de macadâmia, por favor. I crave about it!).

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“Se você ama alguma coisa, deixe-a livre. Se voltar, é sua. Se não voltar, nunca foi.”
Durante muito tempo eu achei que essa frase era mais um ditadinho popular bonito que caiu no gosto da galera. Hoje resolvi dar um google e acabei descobrindo o nome da autora: Sarah Mengel. Descobri o nome e só. Encontrei outros textos dela, mas nada sobre ela. Nada que diga como ela conseguiu formular essas três frases de forma tão pura e simples, sem objeção nem sofrimento.
Provavelmente mais alguém aqui concorda com as aspas da moça e eu digo que concordo também. Concordo, mas… pôr em prática? Praticamente impossível. Como alguém que ama, com todas as forças e em sã consciência, tem a capacidade de abrir os braços, abrir mão de tudo? Assim, sem desejar nada em troca, mas no fundo esperando que o outro volte?
Minha angústia não permite isso. Acho bonito quem tem essa capacidade de deixar as coisas acontecerem, deixar tudo no ar, leve e solto. Acho belo, de verdade. Acho belo e admiro, principalmente porque sou incapaz de fazer algo do gênero. Qualquer coisa do gênero.
Não sei em que momento isso aconteceu, mas finalmente me dei conta de que não sei amar de longe o que não tenho. É praticamente impossível manter laços estreitos com o que não é próximo, com o que não dá retorno.
O que acontece? Bem, começa sempre de uma forma bonita: é a época do “vamos manter contato” e do “acho que estou apaixonada”. A vida segue com os passarinhos cantando até que eu me dê conta de toda a angústia caminhando par a par com a felicidade, que tinha tudo pra ser ótima. Alguém me disse que tinha tudo para ser ótima, eu me lembro disso. Eu me lembro, mas infelizmente não consigo acreditar. De feliz à angustiada eu passo em dois segundos e não encontro mais o caminho de volta.
É como dirigir num dia ensolarado e mergulhar num túnel sem fim. O caminho de volta não surge enquanto eu não tiver certezas, não tiver confirmações, fatos. Não me importa se são permanentes: às vezes a gente acaba se enganando para manter o sorriso. O caminho só volta, enfim, quando eu tiver. Tiver, do verbo “ter”. Mas.. Não amar enquanto não ter? O certo não seria amar para depois ter? Se é que se pode ter, é claro.
É linda a habilidade de amar e deixar livre, mas eu não tenho nervos para esperar a “coisa” voltar. De uma certa forma, acho isso tudo um pouco blasé e não entendo como é possível não sofrer. Simplesmente não faz o menor sentido pra mim. Eu amo como num livro de romance, como numa tragédia Shakespeariana (quite dramatic!) e não sei esperar. A vida está passando pelos nossos olhos, porque, ó ceus, eu tenho de esperar?
Mesmo quando eu brinquei de me enganar, quando eu brinquei de ser blasé e não me entregar, eu sofri no final. Só entrei no jogo para não sofrer e, é óbvio!, sofri porque eu não nasci pra isso. Eu não sou assim. Não fui feita pra viver pela metade, nasci pra ser inteira. Esperar, definitivamente, não está nos meus planos. Por que segurar o copo meio vazio se eu posso entornar o copo transbordando?
Acho lindas suas frases, Sarah Mengel. Acho contemporâneas. Acho até que talvez existam pessoas que sigam isso a risca com o sorriso no rosto e sem lágrimas na cabeça. Só que eu não as compreendo. Se fosse possível evitar o tombo, jamais saltaríamos. Sem saltar… Por que estar aqui, mesmo?
Vocês podem até pensar que eu me contradigo, pois dias atrás eu disse que ninguém topava sofrer. Eu continuo não topando sofrer e realmente me sinto bastante boba quando isso acontece. O fato é que o sofrimento é inevitável quando você simplesmente não nasceu pra jogar. Eu nasci pra olhar nos olhos.
Para quem quiser trilha sonora: To Have and not to hold – Madonna.
“…To have and not to hold/ So hot, yet so cold/ My heart is in your hand/ And yet you never stand/ Close enough for me to have my way/ To love but not to keep/ To laugh, not to weep/ Your eyes, they go right through/ And yet you never do/ Anything to make me want to stay…”

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Shortbus (2006) é um daqueles filmes que você dificilmente esquece, porque gostou, porque odiou, ou mesmo pelas cenas “uncensored”, que ora te chocam, ora te tocam mais até do que você imaginava. O interesse pelo filme começou quando ouvi boatos aqui na faculdade de que ele seria um “pornô engraçadinho”, fora outras pessoas que se disseram chocadas e outras que se referiram a Shortbus como “o filme da japa que não consegue gozar”. Ok, três opiniões bem distintas que já me motivaram a ir ao cinema, especialmente porque era quarta-feira e é mais barato, etc e tal.
Convoquei a Lari para a tarefa e chegamos felizes e contentes na sala do Espaço Unibanco vazia. Quer dizer, vazia, não… Uns sete homens sozinhos estavam na sala e nós duas nos entreolhamos na hora pensando onde estávamos amarrando o burrinho, mas nós somos absolutamente bem humoradas e simplesmente ficamos coradinhas. Sentamos e demos risadas ao longo de todo o trailer (para o desespero dos véios cults). Eis que então aparece uma mulher e um casal e suspiramos aliviadas. O filme começa.
A direção de arte já me deixou de olhos brilhando, principalmente porque ao invés de fazer aquelas tradicionais panorâmicas aéreas de Nova York, o diretor, John Cameron Mitchell, optou por recriar a cidade numa espécie de maquete digital, toda colorida e com cara de Picasso e cores de Almodóvar. Admirei. Através destas panorâmicas, o filme vai mostrando várias personagens diferentes ao longo da cidade: um gay, uma dominatrix e uma terapeuta sexual.
A terapeuta é a protagonista, “a japa que não consegue gozar”, e aparece neste cartaz do filme. Por coincidência, ela começa a atender o homossexual mostrado no início e seu companheiro. Eles acabam levando-a para conhecer o clube Shortbus, um espaço alternativo e democrático, comandado por uma drag queen sensacional, onde toda e qualquer pessoa pode ouvir música, conversar, dançar e fazer sexo livremente. Sim, inclusive orgias.
O filme tem sexo explícito mesmo, logo nos primeiros cinco minutos, além de não nos poupar nem um pouco da intimidade das personagens ou das tomadas destas “dirty rooms” do clube, mas me espantou muito que as pessoas tenham olhado para o filme apenas por este lado. É claro que é incômodo ver tais cenas, principalmente num cinemão - e nessa hora eu agradeço pelo velho que saiu do nosso lado e pela mulher sozinha que sentou no lugar dele e riu tanto quanto a gente. Porém, o filme fala sobretudo de relacionamentos, de pessoas e de como elas são diferentes.

A terapeuta sexual, que tanto dava conselhos, quem diria! Jamais tivera um orgasmo. Ou então o casal gay, que todos julgavam perfeito e que de repente irá se separar ou virar um “triângulo”, impreterivelmente. E, por fim, a dominatrix, que jamais consegue prolongar seu relacionamento com ninguém, nem que esteja recebendo uma grana alta para isso.
É lógico que as personagens são extremamente diferentes do que estamos acostumados a ver e isso já choca o senso comum por si só, mas descontando a primeira aparência, vemos gente comum. Vemos problemas de heteros, homos, bi-curious, seja lá o que for. Por isso vale a pena olhar com calma o filme, nem que for para odiá-lo depois ou para pensar de verdade em quanta gente você já viu com esses mesmos problemas. As cenas de sexo, aliás, são uma diversão à parte. Enquanto tem quem fique sem graça, eu creio que são momentos dos mais naturais do filme, já que elas garantem boas risadas, principalmente por ficarem longe das cenas “perfeitinhas” a la Hollywood ou da hipersensualidade dos filmes pornôs. É realista. Não é só sexo: é vida.
Shortbus também teve bastidores curiosos. Durante a seleção do elenco, o diretor pediu para que os atores contassem, em 4 minutos, experiências sexuais que lhes tivessem sido marcantes, mas bom mesmo é o jeito como ele credita os figurantes no final do filme: ao invés de chamá-los de “extras”, eles são entitulados como “sextras”. Engraçadinho.
O filme tem uma trilha sonora incrível, direção de arte e fotografia que pulam aos olhos e já recebeu alguns prêmios por aí: o prêmio dos produtores, no Independent Spirit Awards (um dos mais importantes festivais norte-americanos de cinema independente) e o prêmio de melhor roteiro e melhor direção de arte no Festival de Gijón, nas Astúrias, Espanha.
Por fim, só posso reafirmar: assistam Shortbus e supreendam-se. Ainda está na dúvida? Veja o trailer.
ps: Promoção da Puket continua!

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Em 5 pontos, muito simples de entender.
1. Não é porque eu trabalho e ganho a mesma coisa que você que necessariamente vamos dividir contas. E não, não estou sendo folgada e explico, meu amor. Eu vou no cabeleireiro, gasto os tufos com lingerie, maquiagem, depilação, pílula, etc, etc, ad infinitum…. Por que raios eu deveria ainda dividir a conta do restaurante? Eu não valho a gentileza?
2. Cansa ver na mídia comentários como “fulana engordou 1278912 fucking kilos na gravidez”. E queriam o que? Que ela emagrecesse? Ela deu foi sorte de emagrecer todos os fucking kilos rapidinho, porque se não emagrecesse seria taxada até a morte. Não pensem vocês que esses comentariozinhos são só para atriz da Globo, eles sempre estão rodando por aí. Eu acho pura maldade, principalmente porque geralmente vem da boca de outras mulheres. Porém, pode ser ainda pior. Já viram como é a repercussão geral quando uma mulher diz decididamente que não quer ter filhos e ponto final?
3. Sexo não é mais coisa de homem há décadas. Foi-se o tempo que mulher não tem desejo e a revista Nova tá aí pra provar a cada mês. Não que a realidade da revista seja plausível, já que ali as mulheres gozam só com um leve cheiro de testosterona. Porém, acho válida essa postura de jogar na capa “Sexo Lacrado”, afinal, já está bem bem bem ultrapassada essa idéia de que quem quer mais são sempre eles. Aliás, pensando bem… O especial de sexo não devia nem ser lacrado, ou vocês já viram Playboy lacrada? (aliás, leiam, por favor, a chamada para a matéria do “Sexo Lacrado” na foto aí do lado.)
4. Se é bonita, é burra. Se é burra e é feia, chuta que é macumba. Olha só, ambos os pré-conceitos são muito feios, lindinhos de plantão. Existe sim mulher fútil, que só liga para a aparência e realmente deixa o intelecutal a desejar, sejamos realistas! Mas isso, meus senhores, também existe na ala masculina. Não há nada mais chato e previsível do que um bombadão de regata na balada, com os olhos brilhando com qualquer frase bem construída que você soltar. É praticamente tão ou mais previsível que a loira siliconada da academia, com a diferença que geralmente mulher não tolera ficar com alguém intelectualmente menos favorecido.
Então, sejam legais. Se vão pegar a garota porque é gostosa e bobinha, assumam isso e nada de meter o pau na mulherada por trás (ou metam, enfim. É uma escolha do casal, nada tenho a ver com isso). hehe
Só pra ilustrar: nunca me esqueço de dois episódios que eu vou resumir, assim, rapidamente.
- Aula teórica do CFC, há um ano, quando Fernanda tirou carta.
Respondi uma pergunta sobre radiador, motor, injeção eletrônica ou qualquer coisinha do gênero errado. Acertei todas as outras, mas foi o suficiente. O grupinho masculino ao fundo e à esquerda simplesmente ergueu a voz e soltou a pérola: “AHH! Mas ela pode, deixa ela! Lindinha!”. Não dei mais bom dia até o final do curso. Não perdi nada, mas aposto que eles perderam.
- Um ex-affair meu, bonito e “bom partido”. Futuro publicitário. Conversávamos sobre cinema.
Eu: Eu adoro cinema! Sou viciada, vou quase toda semana.
Ele: Sério? Você vai aonde?
Eu: Ah, vou no Cinemark pela pipoca (*vício*), mas acabo indo mais no HSBC ou no Espaço Unibanco, onde passam uns filmes mais cult.
Ele: Filme Cult? Que filme é esse?
Tsc, tsc. Nunca fui ao cinema com ele. Teatro então, seria impossível. Logo, sair fora enquanto é tempo e aplicar a velha máxima “cada um, cada um”.
5. Já que eu só falei com os homens, vou mudar o target. Lindas, jamais chegaremos a lugar algum se permitirmos certos preconceitos e certos comportamentos que podiam ser um tanto mais gentis. E, pior ainda, se educarmos os nossos filhos de forma errada. Não tô nem pensando em filho, mas vai saber se alguém fica grávida por acidente e vai levar adiante? Enfim, just in cases!
Machismo é coisa de homem e uma mulher machista, eu arrisco dizer, é pior do que homem galinha e mulher feminista. Somados.
ps: Se eu chovi no molhado, mil perdões, mas cadê a mudança, né Brasil?
ps2: Eu leio a Nova, sim. Mas com a devida licença poética.
ps3: último! A promo da Puket no post passado vai até o dia 10 de outubro! Então, continuem pensando nos chatos das vidas de vocês e concorram ao kit! 

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Esse é o tipo de comentário que mais odeio. Sério. Principalmente quando vem de alguém da internet e, hello, eu passo boa parte do meu dia online. E, ok, depois do orkut, você só tem o luxo de sumir quando morrer e algum familiar seu conseguir tirar o perfil do ar. Enquanto isso, estaremos bem aqui, ninguém some, não.
O que irrita mais, na verdade, é a hipocrisia do comentário. Se eu fiz tanta falta assim, por que não procurou? Se eu não fiz falta, então também não reclame. Já pensou que eu posso ter dado um perdido proposital? E veja só: meu perdido nem é tão eficiente, já que, ainda assim, continuo no orkut, no msn, só não estou puxando papo com você, lindinho.
Eu não sei explicar bem o porquê, mas esse é o comentário que me deixa mais puta da vida no mundo. Diga que eu engordei, é melhor. Juro. Ou que eu emagreci, se quiser puxar meu saco. Comente do meu novo corte de cabelo e como faz tempo que não nos vemos, sei lá, mas, pelamordedeus, não diga que eu sumi. Não, eu não sumi.
Quer acabar com o meu humor, solte a maldita frase. Não estou dizendo que estou sempre presente, até porque, sim, eu sou uma pessoa de agenda cheia. Isso não significa que eu tenha baladas e festas 24h por dia, mas que, por exemplo, eu não costumo sair durante a semana sempre e tenho ensaios de final de semana. Logo, sempre me programo pra dar conta de tudo. Então, sinto-lhe dizer, mas eu talvez não vá e vou te avisar “olha não vou”. Mas sumir? Nunca. Não dou cano. Sou sincera: se não vou, não vou. Se ainda não tenho certeza, digo “não sei”. Porém, se digo “vou”, prepare a caipirinha de sakê de morango e conte com minha risada inconfundível no seu evento.
Agora, se você tem meu e-mail, meu telefone, meu msn, meu gtalk, meu whatever e usá-los para dizer “você tá sumida, hein?”, vai ganhar um “perdido” do Papai Noel. Entendidos?

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*imagem: Dapino-Colada
Nunca me esqueço o quanto era fácil me apaixonar. Era incrível, aos 11-12, exatamente aos 11, eu tinha uma paixão por mês. E chorava em casa e inclusive tinha uma música romântica (da novela das oito) pra dedicar a cada um dos menininhos eleitos. Apesar de muito bonito, é claro que nunca deu certo, nem namorei de mãozinhas dados com nenhum deles nessa idade. Eu já estava na fase do patinho feio e tinha crises diárias com o meu cabelo (não existia quase nenhum produto decente pra cabelos cacheados, juro! E minha habilidade com o secador era zero).
O tempo foi passando, eu gostando a cada mês de um rapazote diferente e, inclusive, dividindo com as amigas. Na época era tudo bem simples de resolver. Tudo era na base do “que vença a melhor”, mas como ninguém saía se pegando por aí (ainda), as amizades nunca corriam risco algum. Mas, bem, não vou falar de amizade. Vou falar do quanto era fácil gostar de alguém, de nutrir esse sentimento sem ser correspondida, de sofrer, de sonhar acordada, de planejar o casamento e os filhos com um carinha que só pensava em futebol…
A fase de pensar no casamento passou rápido. Depois dos 13 isso virou assunto que pra mim é pra pensar só quase aos 30 e, lógico, passei a pensar em outras coisas. Agora, já pensou como a idade dificulta o fato de se envolver, se envolver de verdade, com o coração e não com o corpo, com alguém? Talvez “idade” não seja nem a palavra certa, mas sim “maturidade”. Enfim, podem dizer que aquilo era só uma paixonite infantil, mas juro que nunca mais fiquei tão perdidamente “apaixonadinha” por alguém quanto naquela época e a verdade é que era bom. Era gostoso.
Hoje você olha, você tenta, você até fica. Mas, se não é correspondido, mais cedo ou mais tarde, desencana. Isso, obviamente, se você tiver amor próprio. Se não tiver, provavelmente você ficará depressivo e sairá de preto e jogará toda a culpa pra si mesmo, tipo “por que sempre comigo?”, ou jogará toda a culpa para o outro “mas também ele não presta!”. O importante é que você vai deixar de ficar viajando na maionese pensando no meliante que só pensa em pegar geral. E, no fim, não, não vai ser gostoso, e pode acabar até apagando tudo o que foi vivido de bom, se é que algo foi bom: “já não me lembro mesmo! Fiz questão de esquecer!”.
O mesmo serve para os homens. Quantas vezes vocês, rapazinhos, não pensam um bilhão de vezes antes de assumir uma garota? São raras as vezes em que esse processo é rápido. E, se for, desconfiem: homens impulsivos podem se arrepender. Afinal, já ouviu falar daquela história típica? “Ele terminou recentemente, mas já está ótimo! Começamos a namorar semana passada!”. E dali um mês, em prantos: “acredita que ele voltou com a ex, o filhodaputa?!”.
É claro que é natural pensarmos e analisarmos muito mais hoje, até porque espera-se que com a idade tenhamos maturidade e bagagem pra escolher, embora para algumas pessoas isso pareça impossível (cof-cof). Mas enfim, eu, pessoalmente, sinto falta dessa sensação deliciosa da “paixonite” pura e simples.
Acho um pouco triste essa coisa “madura” de se decepcionar rápido e passar pra frente, “porque fulano(a) não vale uma paixonite”. Essa auto-defesa deveria ser boa, mas às vezes ver seu amor-próprio funcionando a todo vapor e descartanto possibilidades a rodo pode ser um tanto quanto maçante. Mas, oras, é seu amor-próprio!
Quem será louco o suficiente para não ouví-lo? Justamente depois de você ter levado anos para aprender que “só consegue amar alguém quem ama a si mesmo” (adoro sabedoria popular). Não tô falando de ser idiota e correr atrás de pessoas que traem, por exemplo, mas de ter tolerância com os defeitos alheios mesmo quando seu auto-conhecimento grite pra você: “olha só, hein! Você sabe que não gosta disso! Foge enquanto é tempo!!”.
No fundo, isso tudo é uma opção pessoal. Mas é um saco as coisas não poderem ser simples. É um saco ter de ser blasé mesmo à contra-gosto e fugir para se proteger. E se eu disser alguma coisa verdadeira nessas 28397289137 linhas, eu digo isso: se o tempo nos deixa mais maduros, também não deixa infinitamente mais covardes.
Quem topa o risco de sofrer por alguém, levanta a mão. Ninguém? Ninguém?! É, ninguém.

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