Três covers que não parecem covers

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então, “I Love Rock ‘n Roll” não é dela!

Algumas músicas são tão, tão boas que a gente custa a acreditar que, na verdade, elas não são originais. Algumas viram verdadeiros clássicos de tanto serem regravadas, mas outras são as responsáveis por lançar um artista ao estrelato e é difícil acreditar que alguém já tinha feito aquilo antes.

Então, vamos lá: três covers muito bons que você achava que eram originais!
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NATALIE IMBRUGLIA – “TORN

Pode-se dizer que dona Natalie Imbruglia foi praticamente “artista de uma música só” e, afinal de contas, quem não se lembra deste sucesso tocado à exaustão, não é mesmo? O que a gente não desconfiava é que “Torn”  era de uma banda chamada Ednaswap, grupo que eu, pelo menos, nunca tinha ouvido falar.

E ainda bem que a Natalie regravou: a música original era um saco!

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CYNDI LAUPER – “GIRLS JUST WANNA HAVE FUN”

Hino das garotas nos anos 1980, “Girls Just Wanna Have Fun” é tocado até hoje na noite e ficou conhecido na voz aguda e animada de Cindy Lauper que, aliás, se apresenta em São Paulo esta semana.

A música original, além de ser cantada por um homem (?) é bem arrastada e chatinha. Cyndi fez bem em ter transformado a canção de Robert Hazard em hit absoluto.

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JOAN JETT – “I LOVE ROCK ‘N ROLL”

E eis que nem a supertalentosa Joan Jett escapou a uma versão. Seu grande sucesso “I Love Rock ‘n Roll” foi gravado primeiramente pela banda The Arrows.

O engraçado é que os arranjos são bastante parecidos, mas o toque sexy  dos gritinhos de Joan Jett é que transformaram o refrão grudento em megahit.

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Fiquei surpresa com as descobertas, e vocês? No Buzzfeed tem uma lista com mais 12 músicas que ninguém imaginava que fossem versões!

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5 Ingredientes para bombar um clipe indie

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Não é tão difícil fazer bombar um clipe, ou pelo menos não é o que anda parecendo. De mil e um vídeos indie que fazem mais sucesso que a própria música, alguns (muitos) seguem à risca a receitinha.

Para um clipe alternativo de sucesso, vá em frente e adicione:
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1. Tons vintage na fotografia


2. Um vocalista estiloso

3.  Garota(s) indie(s) de cabelo(s) bonito(s)


4. Pitadinhas de sensualidade e peitinhos a gosto


5. Edição mucho loca (nsfw):

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Tô zoando aqui, mas ó: esse clipe super not safe for work me convenceu. Fui procurar o conjunto da obra do El Guincho e curti. O cara é espanhol e tem um quê tropicaliente em seu som que contagia; no clipe, o single “Bombay”.

Viu? Sucesso.

Louise Brooks e seu cabelo – Modos de Usar

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Estou aqui matutando sobre meu próximo corte de cabelo e inevitavelmente dei de cara com Mayana Moura, ex-modelo e agora atriz de “Passione”. A moça parece ter o único corte de cabelo moderninho atualmente no ar, de forma que só se fala dela e de seu picumã em todo lugar – e só se encontra seu pescoço branco nu em capas de revista esse mês.

O que reparei é que, bem, mil e uma pessoas já usaram o tal cabelo recentemente, todas inspiradas por Louise Brooks, atriz que trabalhou no cinema americano nas décadas de 1920 e 1930:

musa póstuma.

Por enquanto, ainda é modinha da boca pra fora. Não vemos nenhuma mulher comum segurando esse cabelinho que dá estilo express dentro de metrô e busão.

Em todo caso, creio que mais lisinhas corajosas deveriam aderir. Pelo menos, é garantia de se parecer com alguma celebridade instantaneamente, afinal até elas ficam parecidas com esse cabelo:

Mayana Moura

Catherine Zeta-Jones em “Chicago”

Olivia Wilde em “Tron”

Cate Blanchett em “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”

Selma Blair em “Hellboy 2”

Katy Perry

Katie Holmes

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E aí, alguém usaria sem ter um cabeleireiro a tiracolo? E os meninos, o que acham? 8)

Receitinha para fazer música pop – Modos de Usar

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Ooops…! Pop did it again.

Quando dona Ke$ha estourou no comecinho do ano, de cara achei sua “Tik Tok” muito parecida com “The Party”, parceria da Uffie com o Justice, fato que rendeu post por aqui. Pois bem, pouco depois começaram rumores de que ela teria realmente plagiado a outra, mas como toda boa acusaçãoo de plágio termina com discurso de “liberdade de expressão”, não deu em nada.

Capítulo dois: em julho, verão nos EUA, dona Katy Perry me lança “California Girls”, hit chiclete feito especialmente para a época, com toda uma pegadinha ligada ao verão, o que me faz pensar que o pop de lá é o “Rebolation” daqui: feito às pressas, com o único objetivo de fazer sucesso por dois meses e ser descartado em seguida. E, vejam bem, não estou pondo em cheque o trabalho da Katy, simplesmente tenho essa opinião com relação a determinados hits, e este foi um deles.

Um belo dia, comentei sobre isso com o Rafael no carro e logo em seguida ouvimos a música da Ke$ha. Ele, ouvindo com atenção, me disse: “fê, essas músicas são iguais”.  Parei para ouvir com atenção  também e comecei a cantar o refrão de uma em cima da outra e, tcharam, bem semelhantes.

Capítulo três: hoje estava lendo o Papel Pop e vejo num post que alguém descobriu a semelhança de Ke$ha com Katy Perry e ainda enfiou Miley Cyrus na história, com “Permanent December”.

Ouvi tudo e agora acho os caras do Justice ainda mais geniais. Eles ganhariam um bom dinheiro se resolvessem se aventurar produzindo meia dúzia de artistas pop, pois tudo não passa de variações em cima do tema que criaram para a Uffie em “The Party”. Duvidam? Ouçam com atenção:

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Comparação entre “The Party”, de Justice e Uffie, com “Tik Tok”, da Ke$ha

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Comparação entre “California Girls” da Katy Perry com “Tik Tok” da Ke$ha

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Comparação entre músicas de Katy Perry, Ke$ha e “Permanent December” da Miley Cyrus:

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Adoro música pop e de uma certa forma, com exceção de Miley Cyrus que não me agrada, cantarolo todas estas. A diferença é que algumas coisas são genuinamente boas, enquanto outras são simplesmente, hmm, feitas para serem consumidas à exaustão. Só precisamos é saber disso e ampliar nosso gosto musical antes de dizer que algo é  a “salvação da música” ou muito ruim.

Gostar de uma coisa não impede de entender da outra, e a graça está aí, apesar da falta de novidades ser um pouco desanimadora. A própria Lady Gaga, estouradaça, é apenas uma reinvenção de mil e um elementos que já vimos, mas faz isto muito bem. Gostando ou não do trabalho dela, é insquestionável a forma como ela consegue levar sua carreira. Por fim, pergunto: será que ainda veremos surgir um novo ícone pop que seja de fato capaz de criar? Aguardarei ansiosa.

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Estudio M, Shoestock e livros – Imagens da Semana

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Se às vezes tenho a impressão de que passei a semana inteira indo a restaurantes, desta vez tenho a impressão que fiz a farra do cartão de crédito com livros (!).

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ESTÚDIO EMME + I LOVE POP

Sábado foi dia de se jogar loucamente no Estúdio Emme com a “I Love Pop”, festa carioca que veio pela primeira vez para São Paulo. Ao som de dona Katylene e companhia, dancei como nunca (juro!) e chorei de rir quando tocaram “O Canto da Cidade”. Sim, da musa baiana Daniela Mercury! Quer dizer, pode parecer horrível, mas foi tão genialmente engraçado – e inesperado – que depois dessa só posso dizer que, por favor, quando tiver outra I Love Pop em São Paulo, me chamem! rs

Quanto ao espaço Estúdio Emme, achei bem ousado e diferente, principalmente por ser uma iniciativa da Loja Emme, que é do mesmo grupo da Cori e da Luigi Bertolli (e tem roupas ótimas e super modernas, aliás). A única parte que não curti mesmo foi o menu de bebidas, muito curtinho. Precisam aprimorar e dar mais opções para os freqüentadores urgentemente. De resto, a casa é rústica, diferente e não cobra caro, portanto uma ótima pedida para ir sem ficar pensando se você tem mesmo nome na lista.

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SHOESTOCK

Mais uma compra na Shoestock, e dessa vez no número certo. Muitas botas de lá estão em promoção e arrematei esta de camurça para mim, curtinha e com um saltinho tranquilo para bater perna no dia-a-dia. Estou usando a bendita neste exato minuto e recomendo! Esta foi minha terceira compra no site e o atendimento é ótimo.

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LIVROS (sim, muitos!)

Foram muitas aquisições na semana, tudo para sanar a fúria que ando sentindo de devorar livros. Comprei “Feios”, série de ficção que promete muito e eu quero ver se cumpre, e “Diários de Carrie”, porque sim, sou fã de “Sex And The City”, mas não li os livros, portanto queria ter uma ideia de como é a escrita de Candace Bushnell sem ter de rever fatos que já vi na série.  Qual dos dois leio primeiro? Alguém aí já leu algum deles?
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Moda, moda, moda: gosto do tema, e comprei “Moda do Século” para ter um belo livro de referências em casa. O fato é que a obra fala tanto de estilo de vida e cultura em torno da moda em si, que vou acabar lendo e relendo muitos capítulos. Só o prefácio já é apaixonante e te faz querer ficar horas mergulhada nesse mundo.

Já o “Entre Tramas, Rendas e Fuxicos”, recebi de presente da Globo e é uma verdadeira viagem pelos figurinos de todas as novelas da emissora. Depois de conhecer o Projac e sendo uma admiradora confessa de direções de arte bem feitas, pirei relembrando figurinos como o da Babalu e o da Hilda Furacão.
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Para fechar, sim, comprei esse belo box com os dois Alice’s. Li “… No País das Maravilhas” emprestado da biblioteca e comprei “… Através do Espelho” num sebo, portanto já estava mais do que na hora de ter uma encadernação linda pra chamar de minha.

Sei que muita gente acha besteira hoje em dia, mas eu gosto mesmo é das coisas físicas. Não curto ler no computador, gosto de ter CDs na prateleira, livros lindos para tocar, grifar e anotar coisas enquanto leio. Fazer o que, né? ;)

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Enquanto Justin não volta, temos Brett Domino.

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É, versões são bem vindas:


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Brett Domino, esse carinha de óculos cantando e tocando, tem 26 anos, mora em Leeds, na Inglaterra, e mostra que é um músico (e um editor de vídeos!) de mão cheia, pois mantem um canal super atualizado no Youtube, cheio de versões de músicas, todas devidamente realizadas de uma forma inusitada.

Adorei este medley homenageando o querido J. Timberlake, e quem animar aproveita e dá play neste outro medley pop gigante, com Jay Z., Justin Bieber,  30H!3, Katy Perry e Kei$ha, tudo com um toque nerd muito interessante:


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Já me inscrevi no canal do cara. Muito bom! 8)