Iggy Azalea: conheça a rapper de Louboutin

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Uma adolescente australiana começa a fazer rap aos 14 anos, desiste de terminar o colegial e começa a trabalhar com limpeza em hotéis e mansões para juntar dinheiro e ir em busca de seu grande sonho. Aos 16 ela pega o avião para os Estados Unidos, pousa em Miami e avisa para os pais que não vai mais voltar. Para inventar o nome artístico, ela mistura o nome do cachorrinho de estimação com o nome da rua onde morava numa cidade de 3 mil habitantes.

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Esta é, brevemente, a história de Iggy Azalea, a rapper com pinta de modelo e montada no louboutin que acaba de assinar com a Def Jam, gravadora de nomes como Rihanna, Kanye West e Justin Bieber. Apesar de ostentar cabelos maravilhosos e saltos grifados, a situação foi bem difícil no começo e a moça de 1,78m e um digno popozão só chamou a atenção cinco anos depois, em 2011, quando lançou sua primeira mixtape “Ignorant Art” e viu os clipes “Pu$$y” e “My World” viralizarem na web.

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Do ano passado para cá, ela só vem crescendo: Iggy começou a abrir os shows de Rita Ora, fez parcerias interessantes (já ouviu “Beat Down” com o Steve Aoki?) e prometeu o primeiro CD de estúdio, “The New Classic”. Depois o caminho já estava aberto para lançar com sucesso seu primeiro single oficial  – um hit que cola na cabeça e vai fazer você cantar o dia inteiro, “Work”:

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O clipe tem inspiração clara em “Priscila, a Rainha do Deserto” e mostra a garota saindo de uma pequena cidade da Austrália e atravessando o deserto. Mais adiante, vemos os “esforços” da moça para pagar as contas, inspirada na famosa cena de dança do filme “Death Proof”, de Tarantino. Até o cenário é parecido e o quê de autobiografia da música faz a gente pensar no que a mocinha passou para chegar aqui e se dar bem na terra do Tio Sam.

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Para aproveitar o hype do contrato, Iggy ainda lançou mais um single nesta semana, “Bounce”, que é também uma boa candidata ao sucesso no verão gringo.

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O rap da menina é poderoso, as rimas são contundentes e não piram em gírias que só nova-iorquinos conhecem (sorry, Azealia Banks!), o visual é digno de  colecionar fãs e o corpão mais ainda. Vamos ficar de olho, porque essa mistura de Miss Australia com princesa de aba reta do gueto promete: “Walk a mile in these Louboutins, but they don’t wear these shits where I’m from”.

O CD ainda não tem previsão de lançamento, mas já deve estar fazendo uma galerinha refletir em casa… Cadê o seu, né Azealia? hehe

Cidinho e Doca ganhando o mundo, a começar pelas loiras suecas.

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Então que eu estava vendo meus feeds hoje e descobri que Cidinho & Doca, os MC’s do ParapapaETCpapapa, leia-se Rap das Armas, ou musiquinha do Tropa de Elite, ou “Morro do Dendê é ruim de invadir, ‘nós com os alemão vamos se divertir'” estão em primeiro lugar nas paradas de sucesso da Suécia.

O quão bizarro isso é? Muito. E mais bizarro ainda porque Larissa e eu (ela está de prova!) sabíamos que tal cançao ia bombar na Europa e ignoramos essa aberração. Quando em Amsterdam adentramos uma H&M super moderninha, adivinha o que estava rolando? Parapapapa. Ao vivo. Remixada na hora por um DJ nervosovidaloka nas pick-ups. E todos os atendentes cantarolando. E toda a galera da loja no pézinho “parapapapa”. E só a gente conseguia cantar além do “Morro do dendê…”., por que, afinal, né? A gente só sabe apreciar algumas coisas fora de casa.

E o remix que o DJ de lá estava mandando (ou copiando, agora não sei) era algo como isso aqui:
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Mas mais aberração que este sucesso absoluto, só essa guerrinha de jacaré de piscina no vídeo. O resto é previsível…
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Via PapelPop