“Pulp Fiction” inspira coleção de maquiagem 20 anos depois

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“Pulp Fiction” comemora seus 20 aninhos em 2014 e uma das homenagens mais improváveis à obra de Tarantino acaba de chegar às lojas gringas. O visual da mulher de malandro cheiradora, fumante compulsiva, dançarina & perspicaz Mia Wallace (Uma Thurman) inspira uma coleção de 5 itens da Urban Decay – sim, a mesma da paleta Naked.

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Mia Wallace (Uma Thurman) em “Pulp Fiction” (1994)

Os produtos vem em caixinhas lindas temáticas do filme que com certeza serão guardadas por muita gente depois de abrir. A linha grita anos 90 e conta com uma paleta de sombras opacas, um delineador preto metálico (que nada tem a ver com o visual da personagem!), um esmalte, aí sim!, idêntico ao dela, um batom bem fiel à cor da telona e um lápis para finalizar o contorno dos lábios na mesma cor.

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Como nem todo mundo que vai retomar a modinha da década viveu os 90’s/assistiu o filme/comprou o disco, é claro que há um manual ilustrando direitinho o que fazer para copiar o visual Wallace…

tutorialzinho Mia Wallace

Mas, de todo o material deste post, meus pokémon escolhidos são, sem dúvida, o batom (que já encomendei!) e a boa e velha camisa branca oversized. Delineador metálico, sério? US$34 só por sombra marrom matte, sério?! […] Mudando de assunto, eita filme bom pra entender o porquê de uma boa camisa branca, hein?

Quem faltou nessa aula não tem problema: aproveita e assiste o filme que vale a pena.

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*fotos dos produtos via I Am a Beauty Geek

“Django Livre”: perdoar ou não perdoar, eis a questão

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“Django Livre” chegou aos cinemas brasileiros com os dois pés na porta e a mala cheia: Globos de Ouro no bolso e indicações ao Oscar na bagagem. A reação dos fãs de Quentin Tarantino, então, absurda: no fim de semana da estreia era difícil não ler algo elogioso ao filme. Aí eu já tinha sido contaminada.

Não assisti todos os filmes do Tarantino, não. Vi os mais famosos, admiro o estilo e especialmente o humor, mas de fato não idolatro o diretor incondicionalmente – e foi o que confirmei em “Django”. Ao mesmo tempo em que eu estava contente por assistir mais uma obra de um cara que sabe misturar muito bem referências interessantes, não senti ali o diretor genial que lota cinemas sem precisar (tanto) de efeitos especiais.

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Christoph Waltz e Jamie Fox em “Django Livre”

Vou tomar de exemplo aqui o penúltimo filme do diretor, “Bastardos Inglórios”, que também tinha liberdade & vingança como tema central e que veio à mente várias vezes durante a sessão. Ao contrário de “Bastardos”, “Django” não divide seus personagens em núcleos ou particiona a trama: há uma linearidade que não esperamos do Sr. Quentin e que não agradou até o fim.

O escravo Django (Jamie Foxx) e o alemão King Schultz (Christoph Waltz) formam uma dupla de assassinos de aluguel improvável numa road trip do norte ao sul. A liberdade de um e o dinheiro de outro são as motivações iniciais para a união, mas as motivações finais viram apenas uma: encontrar a esposa do ex-escravo. O porquê do mercenário Schultz resolver topar a jornada? A empatia inacreditável que o coadjuvante sente pelo protagonista – sentimento puro que quase nunca vemos nas personalidades inventadas por Tarantino.

O Dr. King Schultz, aliás, é um grande mistério no filme. Christoph Waltz, como bom ator que é, interpreta com maestria o personagem que lembra algumas vezes seu general nazista de “Bastardos…” (outra semelhança). No começo não incomoda, no final, sim: uma hora a vida trata de separar a dupla de caçadores de recompensas. E ali acaba o fôlego da história.

A causa de Django deveria ser daquelas que nos causa empatia automática e irrestrita, mas ao contrário de “Bastardos”, que é bastante didático ao exibir logo de cara uma baita de uma cena que separa protagonista e antagonista, este longa nos priva do didatismo sarcástico. Apenas o ambiente western é apresentado (e devidamente homenageado) e ficamos carentes de uma grande cena com os desejos pessoais do herói que quer ser livre. Qual a primeira coisa que ele faria como homem livre, por exemplo? Três horas de filme e não sabemos.

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Leonardo Di Caprio e seu improvável “monsieur” Candie

Sabemos que ele quer se vingar obviamente dos algozes brancos e também reencontrar sua esposa, vendida para uma fazenda em outro lugar do país. E quando ele finalmente a vê, nada de amor: as lentes do diretor não nos entregaram nem um beijinho entre os dois. Não há nada, nem um trisco de sentimento ou sensualidade.

No fim, “Django Livre” é sim um filme bem divertido, não dá pra negar. O texto recheado de Tarantino está lá, a trilha sonora bacana está lá e uma revelação está lá também: Leonardo Di Caprio merece menção por seu bem executado latifundiário metido a francês. Dito isso, repito: eu não vi todos os filmes do Tarantino, mas da mesma forma que é ótimo assistir mais uma vez a seu estilo peculiar, é complicado perdoar. Em outras palavras: se não fosse Tarantino, poderíamos amar. Esperemos o próximo.
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“A Origem”: o início, o fim e o meio

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Acho que a última estreia do ano a cair na boca do povo e por a galera pra pensar foi “Bastardos Inglórios”, do mestre em fazer filmes recheados e agradar cults e pops, Tarantino. Agora, o título que ouço em todas as mesas na hora do almoço, o campeão das discussões de gente que talvez só adore cinema blockbuster, é “A Origem”.

Do mesmo diretor do último “Batman…”, Chris Nolan, o longa também roteirizado por ele bebe da fonte do mistério do universo onírico, tema de tantos filmes e, aliás, de tantos clássicos.

A pergunta clichê de música sertaneja “será que foi sonho ou verdade?” vem à tona de forma pesada durante os 148 minutos de filme e por essa razão, ao meu ver, a obra tem aí uma grande chance de se tornar o novo “Matrix“, no sentido de render assunto para uma trilogia e de quebra fazer os jovens olharem para si mesmos sem precisar ser chato para isso.

Com ação, efeitos especiais e Leonardo Di Caprio sendo o tiozão da galera, “The Inception”, em português “A Origem”, conta a história de uma trupe especializada em roubar ideias e segredos das pessoas enquanto dormem.


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Um belo dia, o grupo recebe a proposta que significaria a redenção para Cobb (Di Caprio), que finalmente poderia voltar ao seu país natal, Estados Unidos, e se livraria da acusação de ter matado sua mulher, Mal (Marion Cottilard). A proposta não é nada fácil: ao invés de surrupiar um segredo, o grupo tem a difícil tarefa de inserir uma ideia forte e construída na mente de um herdeiro, para que ele tome uma decisão diferente de seu falecido pai nos negócios.

Os diálogos rápidos conduzem a trama e vamos entendendo esse mundo ilimitado da mente através de uma novata que integra o grupo,  Ariadne (Ellen Page). A jovem estudante de arquitetura é responsável pelo design do sonho e é a única corajosa o suficiente para questionar o inconsciente dos outros ladrões, que também surgem sem avisar durante os assaltos de ideias, trazendo suas culpas, seus desejos e medos.

Como a história corre sem explicações detalhadas ou explícitas, todos nós saímos do cinema com vontade de quero mais. O filme tem um poder imenso de mexer com quem já teve um sonho tão real que se confundiu (eu!) e mostra como até pessoas comuns podem conduzir e entender processos terapêuticos eficazes, uma vez que a turma de Cobb precisa lidar com a relação ‘pai e filho’ na cabeça de um estranho, sugestionando-o e induzindo-o a pensar diferente.


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Durante os mergulhos nos inconscientes, temos a clara noção de que “roubar ideias” é algo que já foi alardeado no universo do filme, a ponto de pessoas poderosas armarem seus inconscientes contra este tipo de ataque. Logo, além do ponto de interrogação deixado pelo final com cara de enigmático, ficamos com uma bela vontade de ver na telona a origem dos furtos de sonhos.

O fim já está aí, só espero que agora lancem o início e o meio. Dá pano pra manga, e Leonardo Di Caprio se tornou um belo atorzão. Vale o ingresso!

10 filmes que a gente vai querer ver!

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Aproveitando a semana lotada de notícias sobre o Festival de Cannes, resolvi fazer essa lista de 10 filmes que a gente vai querer ver. São lançamentos para o ano todo (e também para o ano que vem!), resumidos, assim, bem rapidinho: nome, trailer e ficha técnica, porque as imagens falam muito mais!

*dei preferência para trailers legendados quando disponíveis.


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1. Nine

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Primeiro da lista, Nine é o novo musical de Rob Marshall, mesmo diretor de Chicago. Desta vez, o diretor faz um mergulho no universo de Federico Fellini e traz o filme mais emblemático da carreira do diretor, 8½ (1963), no formato de musical. Além de ser uma oportunidade de rever o trabalho do italiano, o longa ainda traz um super elenco, pra dizer o mínimo.

Com: Daniel Day-Lewis, Sophia Loren, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Marion Cottilard, Kate Hudson, Judi Dench e Fergie (sim, do Black Eyed Peas!).
Direção: Rob Marshall (Chicago)
Previsão de Estréia: 25/11/2009 nos Estados Unidos. Não tem data prevista no Brasil.

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2. Coco Antes de Chanel, “Coco Avant Chanel”
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O longa conta a vida de um dos maiores ícones da moda de todos os tempos. A história começa com a jovem Gabrielle Chanel no orfanato, com dez anos de idade, e segue até que a moça descubra seu talento e se torne a Coco que entrou para a história.

Com: Audrey Tatou, de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain e Código Da Vinci, no papel título.
Direção: Anne Fontaine
Previsão de Estréia: 30/10/2009

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3. Little Ashes
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Outra biografia, que eu particularmente estou doida pra ver. Pelos atores, pela história e pelos três artistas retratados! Little Ashes coloca nas telonas a conturbada vida de Salvador Dalí em pleno período de revolução na Espanha. Para completar, poderemos observar de perto a relação entre ele e o dramaturgo Frederico Garcia Lorca, além da parceria criativa com o cineasta Luis Buñuel, famoso por O Cão Andaluz (1929). (E se você já está se perguntando, sim, é este o filme em que Robert Pattinson faz o Dalí e dá uns pegas no Lorca.)

Com: Robert Pattinson, Javier Beltrán e Matthew McNulty.
Direção:
Paul Morrison
Previsão de Estréia: 8/05/2009 nos Estados Unidos. Não tem data prevista no Brasil.

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4. Os Abraços Patidos, “Los Abrazos Rotos
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Apresentado e aplaudido esta semana no Festival de Cannes, Os Abraços Partidos conta a história conturbada entre um diretor de cinema e a atriz principal de seu filme. Numa trama cheia de flashbacks e referências a diferentes escolas de cinema, Almodóvar ainda aproveita para metaforizar a própria história política da Espanha em seu personagem principal. (E eu que sou fã de Almodóvar do começo ao fim, já sei que vou amar. Promete!)

Com: Penélope Cruz, Lluís Homar, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Tamar Novas e Rubén Ochandiano
Direção: Pedro Almodóvar
Previsão de Estréia: 24/09/2009, no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.

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5. Paper Heart
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Um filme leve pra continuar. Paper Heart é o próximo filme de Michael Cera. Nesta comédia, uma jovem garota resolve fazer um documentário sobre amor, entrevistando pessoas sozinhas e casais que acreditam terem encontrado sua alma gêmea. O fato é que a menina não tem muita certeza de que encontrará a tampa da sua panela, mas adivinha o que acontece?? AWN! <3

Com: Michael Cera e Charline Yi
Direção: Nicholas Jasenovec
Previsão de Estréia: 14/08/2009 nos Estados Unidos. Não tem data prevista para o Brasil.

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E a lista continua depois do jump.

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