Não peça emprego para estranhos

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Quase sempre que saímos para gravar, alguém me faz alguma proposta. Não sei se o microfone chama tanta atenção, mas já recebi curriculums de ene ex-jornalistas que assumiram algum outro cargo informal, fotógrafos de mergulho (?), produtores querendo comprar a câmera da equipe ali no ato e por aí vai.

Mas nada se compara ao vendedor de sorvete que conheci ontem. Nada.

Equipe e eu viajamos logo cedo para a praia com o único objetivo de gravarmos edições especiais de um programa e perdemos a séria oportunidade de produzir um auto-viralizante webhit.

Após ter uma das gravações interrompidas por risadas em função do sr. Zé do Picolé abrindo a camisa e mostrando todo seu músculo abdominal, aka pânceps, não estimulado há pelo menos um quarto de século, sou abordada pelo mesmo (não o do elevador) e jogo no lixo uma séria oportunidade de uma bela piada.

O homem de uns 40 e poucos veio elogiando nosso trabalho e mexendo nos óculos meio sujos. Disse que já havia acessado diversas vezes o portal em que trabalho, comentou que já tinha nos visto antes entrevistando pessoas na praia (nunca fomos lá), e emendamos o seguinte diálogo que, se não me falha a memória, foi isso aqui:

– Como a senhora se chama?
– Fernanda.
– Então, Fernanda, vocês que trabalham com comunicação, né, tem muitos contatos, né. Você conhece essas produtoras de conteúdo adulto?
– Não.
– Então, é que, é porque eu tenho muito interesse, né, que alguém me apresente, né. Eu, por exemplo, gostaria muito de ter uma oportunidade. Mudar para o ramo pornô.
– Sei. (LOLHEHEHAHUAHSUHEES)
– Vou te contar a minha história. É que eu já enviei diversos e-mails para a produtora Brasileirinhas, sabe a Brasileirinhas?
– Sei. (LOLHEHEHAHUAHSUHEES)
– Então. Já enviei diversos e-mails para eles, mas eles dizem que só contratam pessoas que estão na mídia, uns modelos, gente conhecida. Será que você não poderia me ajudar, me ajudar a encontrar uma oportunidade no mundo pornô?
– …
– Aí no seu portal, né, vocês não conhecem ninguém? De repente uma oportunidade aí mesmo? Posso gravar alguma coisa.
– Infelizmente, só trabalhamos com entretenimento.

E, três minutos depois, uma lâmpada de ideia pisca na minha cabeça com um sério delay e eu tenho a certeza de que perdi uma grande oportunidade de dizer para o sorveteiro:

– CARA, É A CHANCE DA SUA VIDA! SOBE NESSA PEDRA E ME DÁ O SEU MELHOR! Me  mostra tudo o que você sabe fazer! Mas, assim, tá? Não pode ter vergonha, preciso ter a certeza que no estúdio você vai dar o seu melhor. 3, 2, 1… AÇÃO!

(…)

Os meninos da equipe racharam de rir acreditanto que fosse um belo pedido de teste do sofá (AGH!), mas eu só consegui imaginar o sorveteiro sujinho pegando a Leila Lopes (mals, Leila, você foi a primeira pessoa que veio à cabeça).

Deixo o conselho: jamais peçam empregos para estranhos, meus caros.

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Não quero seus e-mails, obrigada!

qui

É ou não é isso que você tem vontade de dizer para aquele seu amigo/cunhado/primo distante que te bombardeia com 50 mensagens que ele (a) considera super interessantes?

leão, o spammer

Os “lindos arquivos de powerpoint” e  as engraçadíssima piadas velhas copiadas de algum blog que você conhece de nada prestam além de lotar sua caixa de entrada e gerar aquele constrangimento chato de não saber como dizer para o seu colega, mais uma vez, que não se interessa por estes temas.

Para ajudar os seres humanos que querem passar longe de correntes e etc., o pessoal do “43 Folders” criou o “Thanks. No”, um site para ser enviado ao remetente mala e dizer educadamente que você realmente não quer receber nada daquilo.

No Brasil, os meninos do Papo de Homem acabaram de adaptar o original gringo e lançaram o “Não. Porra”, para nenhuma tia que não fala bem inglês fazer de conta que não entendeu o recado. Como sugestão, o site traz um texto padrão para ser enviado ao cyberchato:

Olá,
Adoro receber e-mails pessoais, mas e-mails como esse são inconvenientes.

Visite: www.naoporra.com.br

Atenciosamente.
NãoPorra.com.br

Se funciona, não sei, mas é mais uma alternativa para quem já tentou de tudo – inclusive aquele antigo “Dá um Toque”.

SPFW – Fatos dos dias 4 e 5 (compras, Gisele, etc!)

seg

Rápido e rasteiro, porque tirando Gisele ontem, estava tudo bem tranqüilo. Aproveitei para finalmente olhar a lojinha Pop-Up montada próximo ao lounge da Oi e trombei com Evandro Soldatti, o modelo que virou “Alejandro” da Lady Gaga.

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Sábado, o quarto dia

@ SPFW - Verão 2011

No rolê pela lojinha, encontrei várias coisas lindas e fofas, de enlouquecer qualquer amante de papelaria (veja no flickr!). Mas meus favoritos mesmo foram as escovas de dentes hipster da Curaprox, vindas diretamente da Suíça. Tenho uma verde água com cerdas pink e foi bem emocionante encontrar toda a *paleta de cores* assim, na minha frente e enquadrada. Fora que a escova é  muito boa, tá? Mamãe é dentista e recomenda. Para quem não vai à Bienal, dá pra encontrar na rede de farmácias Iguatemi, no Shopping Iguatemi ou no Market Place.

Alejandro, aka Evandro Soldatti, estava na primeira fila do desfile da Animale e sua booker fofa não deixou o rapaz dar entrevista. Li na Folha um papo com ele, e o rapaz disse que “não dá para destacar um trabalho mais importante”. Tá bom, querido. Todo mundo lá queria falar contigo e tu sabe bem porque. Volta pra Nova York!

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Domingo, quinto dia

Alexandre Schneider/UOL

Giselão apareceu, causou, o mundo inteiro se estapeou por ela, e nem um fiozinho de loirice eu vi passar. No desfile, também não deu pra ver, já que a Colcci prendeu o cabelo da mulher. Agora, cá pra nós, todo mundo já sabe que Gisele é diferente porque é, certo? Então minha opinião leiga é que a rainha da passarela devia sim estar de cabelo soltão e diferentão. Prontofalei. E ah, sabem um tal Gianecchini? Também desfilou. Ofuscado, mas desfilou.

Fora isso, na segunda entrada da mulher, uma modelo xis quase esbarrou com ela. Quem viu ao vivo, percebeu. Pena que não dá pra no vídeo:

(não consegue ver o vídeo? Clica aqui)

Mudando de assunto, para quem gostou de ver meu look “balada”, dá pra ver um dos meus looks “pra trabalho” no It Girls e um pouco sobre “o que pretendo fazer depois da semana de moda”. A Juliana, colaboradora do It, me entrevistou. Achei legal aparecer por lá e confesso que achei mesmo bem engraçado – e que tô bizarra  na segunda foto.  Em todo caso, estão lá as phynas e… eu! hehe No mínimo inusitado.

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E é isso, pessoal. Acaba aqui o plantão SPFW, pois depois de camelar bastante, terminei as matérias com antecedência e estarei bem longe da BEE-nal hoje: em casa, quentinha, fazendo nada. Descanso merecido.

Até janeiro, fashionistas.

Tá numa crise? Não liga para a Onofre.

qua

Conversa às 15h com o centro de atendimento da Onofre:

– Boa tarde, eu gostaria de pedir um medicamento.
– Pois não, a senhora tem cadastro?
– Sim.
– Qual o número de seu CPF?
– XXX.YYY.ZZZ-XX
– Certo. A senhora confirma o endereço….
– Este é o endereço da minha casa, gostaria que o medicamento fosse entregue em meu trabalho.
– Claro. Qual endereço?
– Av. Brigadeiro Faria Lima.
– Correto. Qual o medicamento?
– Rinosoro spray 3%.
– Está certo, senhora. O valor é de R$13,98 e a taxa de entrega é de R$3, totalizando R$16,98.
– Obrigada. Você pode trazer troco para R$20?
– Claro, senhora. Tenha uma boa tarde.
– Igualmente!


Conversa às 19h:

– Boa tarde, sra. Fernanda?
– Sim, eu mesma.
– Aqui é Joãozinho da Onofre, nós gostaríamos de confirmar o seu pedido. É um Rinosoro 3% spray?
– Exatamente.
– Correto. A entrega estará sendo feita (sic) em até duas horas e meia, tudo bem?
– Como assim,  duas horas e meia?
– É o prazo, senhora, provavelmente o medicamento deve chegar antes.
– Mas está errado, vocês dizem no site que o prazo máximo de entrega é de quatro horas!
– É, infelizmente não foi possível. Mas o remédio está a caminho tudo bem?
– Sim, que eu posso fazer?

Fiquei matutando: vou me negar a pagar o frete e tal e coisa, mas nem precisou, sabe?

Não precisou, porque saí do trabalho 21h45 sem remédio, quase arrancando o nariz de alergia e nada do meu spray 3%. E as meninas do trabalho disseram que ele chegou logo que fui embora. É pra rir, né?

Moral da história: ainda bem que eu não era uma psicótica alucinando por abstinência de remédios, ou em seis horas e quarenta e cinco minutos eu já tinha me atirado da janela do prédio.

ps: Onofre, continuo te amando para maquiagens e afins na loja física, mas delivery nunca mais.

http://bp.imguol.com/out/editorial/ana_carolina_08122009_03.jpg

Fernanda Young está irritante com essa “Playboy”

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Irritante de bonita e irritante falando demais.

Nunca li nada da dona Fernanda Young, tirando um texto para teatro genial, em que um casal discute porque raios a mulher ficou até tarde fora de casa com sua turma de amigas lésbicas. O diálogo é realmente ótimo e nunca vi nos palcos, mas gostaria.

Fora isso, nunca nem folheei nenhum romance, então não sei se ela é boa com parágrafos longos, mas eu já a vi ao vivo e isso não é o suficiente para dizer que ela é inteligentíssima, porém é o suficiente para afirmar que a mulher é sim bonita, divertida e tem cintura fina.

Quando os rumores de que ela sairia na “Playboy” foram confirmados, uma galera se ergueu dizendo que ela era feiosa, nada a ver, ou sei lá o que. Para mim ela é linda sim – e simplesmente diferente. E, vamos lá, de fato há mais classe e bom gosto em Fernanda Young do que em Mulher Melancia sendo capa da edição de aniversário, ou isso é que foi “legal” por parte da revista?

O que não tá colando agora é esse lance de, a cada entrevista, dona Fernanda inventar um novo motivo para posar nua. Espera aí, cadê a segurança da mulher de quase 40 que topa aparecer sem maquiagem, de biquíni e jogando baralho nas cenas extras do seu programa? Quer dizer, a “Playboy” tem o costume de deixar (ou tentar deixar) a mulher muito mais incrívelzíssima do que ela é na vida real, então porque toda essa neura?

Fernanda Young por Bob Wolfenson na “Playboy”

Veja bem, as fotos já foram tiradas, o contrato assinado e soa um pouco engraçado a Young sair por aí se justificando: “queria irritar uns três babacas”, “queria irritar minha mãe”, “queria ganhar a fantasia de coelhinha”, “queria salvar o erotismo da breguice”, “nos meus livros, eu me exponho mil vezes mais”, “espero que muita gente se masturbe” e “não devo nada a ninguém” – além de mais mil e uma outras justificativas.

Pois não deve mesmo nada a ninguém, Fernanda. Admiro você topar sair na revista, agora que tal assumir a falta de roupa e continuar sendo inteligente em todos os outros lugares e poupando a gente destes comentários?

Tá linda na capa, salvou sim a revista do mau gosto (aleluia!), e tô torcendo mesmo para que você venda mais que uma ex-BBB ropaharastyle. Só que, quer saber? Fica mais bonito se a gente (leitor, leitora, sei lá) disser isso. Não você.

E pela publicidade toda que tá rolando em função da revista, vou comprar “O Pau” pra ler quando for lançado.

Fontes: Ego e Abril

Me belisca? – Imagens da Semana

qua

Finalmente gravei meu TCC, fui no Youpix e gravei uns vídeos bem engraçados para a divulgação do site do Scream Awards, mas na verdade, na verdade mesmo, só tem uma coisa sobre a qual eu queira falar neste exato momento.

Sabe quando acontece alguma coisa tão, tão legal que você não consegue acreditar que é verdade? É, desde domingo estou assim, repassando pra confirmar que é sério. E agora que eu falei sobre isso, vou repassar tudo de novo… Me belisca?

É… ELE, MEU NAMORADO

bparty @alleyclub

@rventurelli, eu. Ou melhor, o Rafa e eu.

O Rafa apareceu na minha vida há um tempinho aí atrás, no tal do Speed Dating (lembram?). Antes de ir pra lá, dei aquela olhadinha básica para ver quem era a nossa “babá” durante a ação e, bem, confesso que gostei… Rolou toda uma operação cupido por parte da Gabi, mas que acabou não dando certo tão rápido assim. E, olha, confesso: foi melhor.

Percalços depois e tempos depois, acabamos saindo no começo de setembro e as coisas começaram a caminhar muito bem. Eu estava morrendo de medo é claro, já que vocês sabem muito bem como eu andava dogmática para certas coisas. Para certas coisas, tipo, homens.

Apesar de todas as nossas afinidades e de ter gostado dele logo quando o conheci, literalmente morri de medo de que fosse dar errado, já que, pela primeira vez, era tudo perfeito demais para ser disperdiçado. Dormi e acordei pensando nisso, dei twittadas indiretas e gastei fosfato imaginando jeitos para não estragar tudo com a típica mania feminina de falar demais.

Me apaixonei. Assim, rápido, de um jeito que não tive escolha, apenas queria ser escolhida por ele. E, eu diria, foi isso que me deixou agoniada por um certo tempo até perceber que: “opa! Talvez ele também sinta o mesmo!”. Não me perguntem exatamente como nem porque, mas em algum silêncio longo eu respirei aliviada e tive a certeza de que realmente algo especial ia acontecer. E aconteceu: durante a nossa festa de aniversário conjunta, na madrugada de sábado pra domingo, ele pediu, eu aceitei.

Estou namorando.

– e agradeço ao destino e à Trident, por que não?, que nos trouxe até aqui. E a todos os fofos que nos deram parabéns, aproveito para dar obrigado por mim e por ele. :)